Caros Amigos

novembro 27, 2011

********* LIV ULLMANN, A MUSA DE BERGMAN




Liv Ullmann
Representante fundamental da filmografia de Ingmar Bergman, a atriz sueca LIV ULLMANN, agora também cineasta de prestígio, recebeu prêmio honorífico na última edição do European Film Awards, em reconhecimento por sua excelência dramática em mais de quatro décadas e cerca de 50 filmes. Nascida casualmente em Tóquio, Japão, ela brilhou na juventude no Teatro Nacional Norueguês, de Oslo, interpretando Ofélia e Julieta (de William Shakespeare), Joana D’Arc (de Bernard Shaw) e personagens de Bertolt Brecht. Após modestos papéis no cinema, tornou-se com “Persona” (1966) – intitulado ridiculamente no Brasil como “Quando Duas Mulheres Pecam” – uma das intérpretes de maior prestígio do cenário cinematográfico internacional. Bergman utilizou a luz interior de LIV ULLMANN em mais oito filmes, culminando em 2003 com “Saraband”, continuação trinta anos depois do premiado “Cenas de Um Casamento / Scener ur ett Aktenskap” (1973). Em Barcelona, a sensível e simpática estrela falou de sua carreira vitoriosa, de Bergman e do seu mais recente projeto, a adaptação cinematográfica de “Casa de Bonecas”, de Henryk Ibsen. Aos 67 anos, de profundos olhos azuis, falando pousadamente com forte sotaque nórdico, a atriz transmite sabedoria, serenidade e vitalidade juvenil.

(Entrevista de Antonio Nahud Júnior, em Barcelona, publicada no jornal baiano “A Tarde”, em 21 de fevereiro de 2005)






Segundo consta, o seu primeiro encontro com Bergman, acompanhada por Bibi Andersson, deixou o diretor impressionado com a semelhança entre vocês, imaginando logo depois o enigmático “Persona”. É lenda ou realidade?

Realmente foi assim que aconteceu. Em “Persona” fiz uma atriz de teatro que repentinamente deixa de falar, num papel quase sem diálogos. Aos 28 anos de idade, eu não tinha a menor idéia do que o filme queria dizer. Olhava para Ingmar e sentia que a mulher que eu estava representando tinha muito a ver com ele: alguém muito famoso que não queria falar nem explicar nada sobre sua vida ou criação, escondendo-se atrás de uma fachada. Então, copiei sua expressão facial angustiada... Depois fizemos outros filmes. Creio que trabalhamos tanto tempo juntos porque eu não fazia perguntas, apenas seguia suas orientações.

Você tem uma filha com Bergman, a escritora Linn Ullmann, e ele a transformou em um dos rostos mais famosos do cinema. Poderia nos contar um momento íntimo de vocês?

Certa vez disse a Ingmar que ele era “um gênio”, enquanto que eu era somente “um talento”. A reação dele foi uma metáfora que eu nunca me esqueci: “Você é meu Stradivarius”. Foi o elogio mais comovente que alguém me disse em toda a minha vida. Essa relação honesta entre o maestro e sua solista aprofundou a nossa arte. Com ele aprendi que o grande artista é alguém que puxa um pouquinho o limite da verdade. Como a bailarina que salta e consegue ficar dois segundos além do possível no ar.

O que diz do último filme que fizeram juntos, o tocante “Saraband / Idem”, de 2003?

Ingmar Berman e Liv 
Eu abandonei o cinema como atriz em 1994, estava cansada de filmes medíocres, e tinha bem claro que só voltaria a atuar caso fosse convidada por Ingmar. O nosso reencontro foi natural, como regressar à terra natal. “Saraband” é um filme forte e autobiográfico, como todos os seus filmes, o que não quer dizer que sejam cópias de sua própria vida. Ele explora as horríveis relações entre pais e filhos, ainda mais dramática quando um deles não sabe pedir perdão. Quando foi filmar “Saraband”, Ingmar estava longe dos sets havia quinze anos. Novos métodos de filmagem, aos quais ele não estava acostumado nem se acostumaria, impediam que ficasse colado à câmera como sempre fez. Perdi aquele espectador privilegiado, fiquei perdida. Mas quando ele disse ação, tudo foi muito bem.

Bergman foi um extraordinário diretor de atrizes. Deu papéis maravilhosos para você, Harriet Andersson, Ingrid Thulin, Eva Dahlbeck e Bibi Andersson. Havia competitividade entre vocês?

Nunca. Bibi Andersson, que poderia ter me odiado porque ela era a favorita de Ingmar até que eu surgi, continuou sendo a minha melhor amiga. A verdade é que as mulheres são capazes de um grau de intimidade, cumplicidade e aceitação que os homens desconhecem.

Liv em "Os Imigrantes"
Qual o filme de que sente mais orgulho?

Talvez “Os Imigrantes / Utvandrarna” (1971), de Jan Troell, em que fiz uma jovem camponesa obrigada pela miséria a fugir de sua terra natal, partindo para a conquista de territórios ainda virgens no meio-oeste norte-americano. O segundo, “Face a Face / Ansikte mot Ansikte” (1976), de Bergman.

Sempre desejou ser atriz?

Atuar é absolutamente uma extensão do que sou. Quando era muito jovem e vulnerável, não via a atuação como trabalho, e sim a paixão de uma adolescente que nunca foi a mais bela nem a mais popular da escola, divertindo-se ao fazer os melhores papéis em produções estudantis. Pouco a pouco, percebi que deveria levar a sério aquele ofício. Mas ainda hoje fico um pouco assustada com uma profissão nascida simplesmente no meu cotidiano para me dar prazer. Não sei como consegui sobreviver e ter uma vida familiar maravilhosa fazendo o que gosto. Atuar é uma alegria. Um bom ator ou um bom filme ajudam o espectador a ter consciência de si mesmo. Quando isso ocorre, as pessoas se sentem mais valorizadas e procuram fazer coisas importantes na vida.

Bergman, que odeia dar entrevistas ou revelar publicamente suas afeições, certa vez declarou que você é uma grande atriz. O que sentiu com esse comentário?

Sei que sou boa atriz, que tenho talento. Sei que Ingmar me considera uma grande atriz e também sei que ele é um gênio. Essa confiança mútua foi muito importante para o nosso trabalho. Ainda assim, não creio que eu seja melhor atriz do que muitas outras. Não sei porque ele me escolhia entre tantas outras mais talentosas, talvez porque eu seja uma pessoa de convívio fácil, tranqüila, sem atritos.






Em 1992 você estreou como diretora em “Sofie”. Fale um pouco sobre esse momento.

Quando as atrizes envelhecem recebem somente ofertas de papéis estúpidos, que não permitem transmitir nada, deixando de ser divertido atuar. Eu tive sorte e pude mudar de rumo, passei a dirigir. Creio que algo diferente aconteceu comigo com o passar do tempo. Minha vida entrou numa renovada época criativa. Quero dirigir muitos filmes e escrever muitos livros. Essa intensidade surgiu com meu sentido de mortalidade, da vida se que vai. Agora sinto que tenho algo para dar. Antes não tinha essa consciência.

Existe uma continuidade temática em seus filmes?

Com certeza. Creio que eles estão diretamente relacionados com a busca do amor. O amor desejado, o amor recebido e o amor que nos abandona.

Com o elenco de "Gritos e Sussurros"
Dois deles têm roteiro de Bergman: “Enskilda Samtal” (1996) e “Infidelidade / Trolosa” (2000)...

Foi a pedido dele e eu fiquei muito comovida. Com eles provei que uma mulher pode narrar uma história de uma maneira muito distinta da versão masculina. Algumas idéias desses dois filmes são minhas e outras de Ingmar. Isso é o mais excitante no cinema: pode-se fazer diferentes interpretações de uma mesma história.

Seu próximo projeto cinematográfico como diretora é a revisitação do clássico teatral “Casa de Bonecas”....

Exato. Estou pronta para iniciar as filmagens, falta apenas finalizar uma coisa ou outra. Serei fiel ao texto de Ibsen. “Casa de Bonecas” narra a hipocrisia e convencionalismos da sociedade do final do século XIX. Nora salva a vida do marido doente graças a um empréstimo conseguido falsificando a assinatura de seu pai. Como conseqüência, a protagonista acaba abandonando o esposo e os filhos. Fiz a protagonista na Broadway, em 1975. Ao subir no palco, na pré-estréia, as feministas vibraram. Quando o pobre coitado que fazia meu marido, Sam Waterston, abria a boca, choviam vaias. Fiquei impressionada. É um texto muito atual.

Com Bibi Andersson em "Persona"
Quem fará Nora?

Kate Winslet. Pensei inicialmente na atriz australiana Cate Blanchett, que não pôde aceitar por estar grávida. Admiro o trabalho da Kate. Temos conversado por telefone e ela me disse que está impaciente para iniciar as filmagens. O seu marido, Torvald, será representado por John Cusack. O Stellan Skarsgard também está no elenco e possivelmente Tim Roth.

Nos anos setenta, você era um modelo a seguir: intelectual, independente e liberal. Por que sua carreira não deu certo em Hollywood?

Escolhi muito mal meus filmes. Porém, não foi uma experiência decepcionante. Diverti-me muito e ganhei dinheiro. As portas da Broadway se abriram e quando a aventura se acabou voltei à Europa e continuei trabalhando. Fui duas vezes indicada ao Oscar, e confesso ter ficado decepcionada com a derrota. Eu era jovem, ingênua e ambiciosa. Mas tudo caminhou bem, possivelmente se tivesse ficado em Hollywood seria uma dessas estrelas esquecidas com o rosto esticado e inexpressivo para agradar aos produtores.






Atriz, escritora, roteirista e diretora. Qual desses ofícios é o mais difícil?

Dirigir. Principalmente porque sou mulher. No meu primeiro filme, já tinha mais de 50 anos, e tentava ser simpática com todos, mas eles riam da minha ingenuidade. Depois de rodar cinco filmes, terminei por aprender: não tenho que ser dura, tenho que crer em mim mesma, evitando o complexo de ser uma mulher madura e me orgulhando disso.


Observação: O projeto “Casa de Bonecas”, que seria dirigido por Liv, não se concretizou. Uma pena.


Jornal "A Tarde", 2005







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CONFIDENCIAL

LIA TORÁ


Primeira brasileira a filmar em Hollywood, a bela carioca Lia Torá (1907–1972) inicialmente estudou dança em Barcelona, logo integrando o cast da Companhia Velasco de Teatro de Revista, que gozava de fama internacional. Numa turnê no Brasil, conheceu Júlio Moraes, herdeiro de uma das maiores fortunas do país. Ele era casado, mas acabou se separando e se casando com ela. Apesar de o esposo ser contra seus sonhos de atriz, em 1927 ela participou de um concurso patrocinado pela Fox Film no Brasil, cujo prêmio era participar em filmes daquele estúdio. Sua beleza física e fotogenia - tinha olhos verdes - fizeram com que, morando na Suíça com o esposo, recebesse uma carta da Fox informando que ficara em primeiro lugar no concurso, ao lado do repórter Olympio Guilherme. Ao chegar em Hollywood, adotaria o pseudônimo de Lia Torá. Em 1927, faria sua estréia na comédia "The Low Neck", um curta-metragem com direção de Walter MacDonald. O filme não foi exibido no Brasil. No ano seguinte interpretaria pequenos papéis em "Anjo das Ruas / Street Angels", de Franz Borzage, e "Dry Martini", de Harry d'Abbadie d'Arrast. Somente em 1929 teve sua grande chance protagonizando “A Mulher Enigma / The Veiled Woman”, dirigido por Emmett J. Flynn. Em 1930, ela e seu partner Olympio Guilherme participaram como Mestres de Cerimônia no lançamento de "King of Jazz", de Michael Curtiz. Em 1931, trabalhou em "Don Juan Diplomático”, de George Melford, e “Eran trece”, ao lado de outro brasileiro, Raoul Roulien. Com a chegada do cinema falado, a carreira de Lia Torá foi condenada ao ostracismo. Ela dominava o espanhol e o francês, mas inglês não era o seu forte. Percebendo que seu espaço estaria reduzido a partir daquele momento, fundou sua própria companhia, produzindo "Hollywood, Ciudad de Ensueño" (1931), de George Crone. Este foi o ponto final de sua carreira, logo voltando a ser novamente Horácia Moraes - seu nome real - e se dedicando as corridas automobilísticas, sua outra paixão. Em 1971, um ano antes de morrer, teve uma participação especial como atriz na produção de Brás Chediak, "As Confissões de Frei Abóbora".





40 comentários:

pinguim disse...

Talvez uma das mais importantes, até pelos laços sentimentais; mas não a única.

Carla Marinho disse...

Post indicado para os melhores da semana. Abraços!
http://blogsdecinemaclassico.blogspot.com/2011/11/links-da-semana-21-27-de-novembro.html

. disse...

muito bom. já leu o livro Mutações dela?

renatocinema disse...

Bela homenagem.

Como estudante de história afirmo: seu site é uma passagem obrigatória para quem ama história, como eu.

Abraços

Fábio Henrique Carmo disse...

Minha nossa, que honra entrevistar essa mulher, Antônio! Post sensacional! Parabéns

linezinha disse...

excelente entrevista Antonio! o que vc achou da Liv pessoalmente? ela sempre passa ser uma pessoa tão doce

Luna Sanchez disse...

Diva, sempre.

Gostei muito desse post.

=*

Marcelo C,M disse...

Viciei-me em Liv Ullmann quando decidi rever todos os filmes do Bergman para o curso do CENA UM que eu fui participar. É beleza e talento unidos em um só ser, onde basta um olhar, que ela já diz tudo.
Nem preciso dizer que ela foi o grande destaque do curso todo, onde foi analisado varias cenas de seus filmes com Bergman, como algumas cenas Chávez de Persona, a abertura de A Hora do Lobo (meu momento favorito da atriz), a cena onde ela não pisca os olhos e fica falando por vários minutos (sem cortes) em Paixão de Ana, a cena de um sonho desse mesmo filme, que por sua vez, tem interligação com Vergonha, filme anterior do diretor. E claro, não poderia faltar uma cena para ser analisada, que foi Cenas de um Casamento, quando ela descobre que o marido está lhe traindo.
Ullmann não precisou do cinema americano (assim como Bergman) para ter seu talento reconhecido internacionalmente, e temos mais que agradecer, por ela não ter se mantido por lá.

Marcelo C,M disse...

Só como curiosidade, o professor que deu o curso para agente no CENA UM, foi Jorge Roldán, pesquisador e professor de História do Cinema. Ele contou que numa determinada época, conheceu Ullmann durante uma serie de entrevistas. Durante uma pergunta ou outra, Ullmann deu um beijo no rosto dele, e do modo que ele falou, não deve ter lavado o rosto tão cedo, e com razão. Imediatamente eu o invejei, mas o admirei, dizendo de cara para ele, que foi um homem de muita sorte. Pois afinal de contas, não é todo dia que recebemos um beijo de uma Deusa como essa.

Gilberto Carlos disse...

Amo Liv Ullman. Ela é a minha atriz preferida nos filmes de Bergman. Sua interpretação de desespero é quase insuportável de tão boa.

Maxx disse...

Parece que Liv é nome de atriz linda (Ullman e Tyler)...

Excelente post.

Grande abraço e bons filmes.

Maxx.

Astroterapia Junguiana disse...

Que casal brilhante, legal conhecer um pouco mais sobre os famosos do cinema. Cynthia.

Luiz Santiago disse...

Eis aí um casal que admiro MUITO e de quem gosto muito! E que fotografias lindas, hein, Nahud!

Parabéns!

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Obrigado, Carla. O seu trabalho solidário merece palmas.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Anônimo, li MUTAÇÕES faz tempo. Gostei. Um livro sensível, sincero e inteligente. A cara da autora.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Linezinha, ela me deixou uma ótima impressão. Totalmente anti-estrela. Simples, sorridente, meiga, inteligente...

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Marcelo, você realmente está um especialista em Bergman. Estou com ciúmes... rs... é o meu cineasta favorito.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Gilberto, do time feminino bergmaniano confesso que prefiro Ingrid Thulin e Harriet Andersson.

Edivaldo Martins disse...

LIV ULLMAN, UMA GRANDE ATRIZ, ESTEVE EM SÃO PAULO RECENTEMENTE...

Paulo Cruz disse...

Para mim, simplesmente, a melhor!

Enaldo disse...

Entrevista muito boa.

Cefas Carvalho disse...

Belíssima entrevista com Liv Ullmann, uma das mkinhas musas (como Bergman é meu diretor favorito). Ela mostra imenso talento como escritora no livro de memórias "Mutações" em que, inclusive narra muito da história dela com Bergman, principalmente nas Ilhas Faroe, onde Bergman construiu uma casa e viver até morrer. Abraço, Nahud!

Rubi disse...

Faço das palavras de Fábio Henrique Carmo minhas palavras; que honra entrevistar essa mulher! Post incrível.

Aliás, esses dias vi uma notícia do Martin Scorsese e de um filme sobre o Frank Sinatra que ele vai fazer. Me parece que o Leonardo DiCaprio vai ser o protagonista, e o lançamento está previsto pra 2013. Não sei se já falou algo sobre esta produção, mas fica aí uma sugestão. Como sou fã de Sinatra e do seu blog, adoraria ver um post sobre o assunto.

disse...

Quanta coisa aprendi agora sobre Liv Ullmann e Lia Torá! Gosto muito da beleza e do talento de Liv. Não sabia que ela era diretora. Uma pena o filme "Casa de Bonecas" não ter sido realizado.
Abraços!

disse...

Quanta coisa aprendi agora sobre Liv Ullmann e Lia Torá! Gosto muito da beleza e do talento de Liv. Não sabia que ela era diretora. Uma pena o filme "Casa de Bonecas" não ter sido realizado.
Abraços!

Telma Monteiro disse...

A beleza nórdica de olhos melancólicos... Liv.

Pedro Ferreira de Freitas disse...

Melancólicos, quase neuróticos

Jamil disse...

Liv é uma boa diretora e teve seu melhor momento com Infidelidade. Como atriz, sua parceria com Max von Sydow é soberana.

Jamil disse...

O Brasil é realmente um país sem memória. Nunca tinha ouvido falar de Lia Torá. Muito bela!

Leandra disse...

Sua atuação em Persona é primorosa. Também me emocionei com o seu livro Mutações.

Rafa Amaral disse...

Fico arrepiado com a atuação dela em "Face a Face", que continua um filme intrigante e que a Versátil promete lançar aqui no ano que vem. Esperar para ver! Abraços amigo Falcão, o blog continua ótimo.

Gustavo disse...

Poxa, muito boa essa entrevista.

Alexandre disse...

Pena que o filme não saiu...

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Não sabia, Edivaldo. Quando? Veio lançar algum filme?

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Scorsese, Sinatra e DiCaprio juntos, Rubi? Que maravilha! Vou pesquisar.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Eu também nada sabia de Lia Torá, Jamil. Era realmente uma belíssima mulher, e super audaciosa. Suia história merece livro e filme.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Uma pena mesmo, Alexandre... O texto de Ibsen é forte... Vi a adaptação de Joseph Losey com a Jane Fonda e gostei muito.

tozzi disse...

Não gosto muito dela, mas muito boa entrevista.

linezinha disse...

Antonio respondendo a pergunta que vc fez a Edivaldo,eu me lembro que ela esteve em SP em 2008 relançado o livro Mutações,fazendo palestras e visitando Ongs.

Darci Fonseca disse...

Belo post sobre Liv Ullmann, Antonio. Resta agora esperar pela mais maravilhosa das suecas de Bergman que foi Bibi Anderson. Um abraço do Darci.