fevereiro 15, 2012

***************************** REIS do RISO

max linder

 
 
MAX LINDER
(1883 - 1925. Cavernes, SDaint-Loubès / França)

O comediante que mais influenciou Chaplin era francês e teve fim trágico: ele e a mulher foram encontrados mortos num hotel de Paris, em 1925. Ele começou aos 17 anos, trocando a escola pelos palcos de Bordeaux. Quatro anos depois, mudou-se para Paris, onde ganhou pequenos papéis em peças melodramáticas. Em 1905, iniciou carreira na Pathé Filmes. Nos três anos seguintes, dividiu-se entre teatro e cinema, decolando para a fama. A ponto de, em 1910, já ser considerado o comediante mais conhecido das telas em todo o mundo. Passou, além de atuar e escrever, a dirigir filmes. Sua popularidade chega ao auge em 1914, mas, convocado para lutar na Primeira Guerra Mundial, foi atingindo por gases venenosos e teve seu primeiro colapso nervoso, que lhe deixou seqüelas pelo resto da vida. Voltou a atuar no cinema francês, mas logo aceitou proposta de um estúdio norte-americano e se mudou para Hollywood, onde seus problemas de saúde reapareceram. Morando novamente em Paris, casou-se em 1923. Mas não encontrou paz, mergulhando numa crise profunda. A última de sua vida.

MACK SENNETT
(1880 - 1960. Danville / Canadá)

O primeiro rei da comédia no cinema. Tudo começou quando, aos 17 anos, se mudou do Canadá para os Estados Unidos. Artista de vaudeville, nas muitas viagens que fazia, conheceu o homem que iria dar o primeiro impulso na sua carreira: D. W. Griffith. Sob a direção do mestre, atuou em pequenos papéis. Quando um diretor de comédias adoeceu pouco antes do início de uma filmagem, ele foi chamado às pressas para substituí-lo. Era 1912 e Sennett começou a despontar para a glória – criando logo depois seu próprio estúdio, o Sennett’s Keystone, que se transformou na maior fábrica de gargalhadas de Hollywood. De humor fácil, de grande apelo popular, cheia de gags irresistíveis, o comediante trilhou uma trajetória ascendente. Alguns nomes que seriam, algum tempo depois, monstros sagrados da tela, começaram com ele: Chaplin, Gloria Swanson, Fatty Arbuckle, Mabel Normand, Harold Lloyd, Frank Capra etc.

HAROLD LLOYD
(1893 - 1971. Burchard, Nebraska / EUA)

Começou numa companhia de teatro mambembe, parando com ela em Los Angeles. Com o fim da excursão, encontrou Hal Roach, que também sonhava com a fama – e ficaram amigos. O amigo recebeu uma herança familiar de 3.000 dólares e decidiu produzir filmes. Fizeram várias comédias de 1913 a 1915, mas as coisas começaram a dar certo quando criou o personagem Lonesome Luke, que fez muito sucesso. Mas, logo depois, achou a figura ideal: um homem bem-sucedido na vida, quase elegante, vestindo boas roupas, que usava um redondo par de óculos. Resultado: transformou-se em um dos maiores atores cômicos do cinema mudo. Nem um acidente foi capaz de interromper essa trajetória: durante a filmagem de “Haunted Spooks” (1920), uma bomba explodiu em sua mão, que ficou semiparalisada. Morreu de câncer aos 77 anos, em 1971.

BUSTER KEATON
(1895 - 1966. Piqua, Kansas / EUA)

Filho de artistas mambembes, aos seis meses já participava de espetáculos. Aos 21 era um nome de ponta do vaudeville e não teve dificuldades para aparecer como coadjuvante em curtas ao lado de Fatty Arbuckle. Em 1919, o produtor Joseph M. Schenck (casado com a atriz Norma Talmadge, irmã da mulher de Keaton, Natalie) o convidou para estrelar alguns filmes. Desse investimento resultaram sucessos, e durante muitos anos se tornou um ídolo do cinema mudo, principalmente a partir de sua obra-prima “A General / The General” (1926). Ao mudar-se para a poderosa Metro-Goldwyn-Mayer perdeu a liberdade de improvisar, submetendo-se às imposições de um grande estúdio. O resultado foi melancólico: abandonado pela mulher e afogando-se no álcool, logo veio a decadência e passou o resto da vida fazendo pontas. A partir de 1962, o artista, morto em 1966, teve sua obra revista e mereceu uma retrospectiva da Cinemateca Francesa.  “O Homem Que Não Ri”, como era conhecido, é reverenciado hoje como gênio.

CHARLES CHAPLIN
(1889 - 1977. Londres / Reino Unido)

Nascido em Londres e criado num orfanato, em 1906 entrou para a companhia de Fred Karno e quatro anos depois assinou contrato com a Keystone, nos Estados Unidos. Filmes curtos de dois rolos fizeram sua fama internacional como Carlitos. Dirigiu e atuou em diversas obras-primas, mas durante muito tempo temeu o cinema sonoro. Seus envolvimentos com mulheres geraram vários escândalos. Perseguido pelo macarthirmo, exilou-se na Suíça. Retornou aos EUA em 1972 para receber um Oscar honorário, mas apenas com um visto de um mês. Suas realizações como comediante, diretor, roteirista, produtor e compositor foram notáveis. É um dos maiores nomes da história do cinema.

Os IRMÃOS MARX
Chico (1887 - 1961. Nova Iorque / EUA)
Harpo (1888 - 1964. Nova Iorque / EUA),
Groucho (1890 - 1977. Nova Iorque / EUA) 
e Zeppo (1901 - 1979. Nova Iorque / EUA)

O grupo de comediantes mais escandalosamente excêntricos de Hollywood, fizeram da anarquia uma arte. Groucho era um mestre no jogo de palavras, Harpo era um mímico que tocava harpa, Chico um pianista que falava com sotaque italiano e Zeppo era o certinho. Nova-iorquinos e irmãos, começaram no teatro de variedades e depois na Broadway. Contratados pela Paramount, fizeram seus melhores e mais loucos filmes nesse estúdio. Depois foram para a Metro, onde atuaram no seu maior sucesso de bilheteria, “Uma Noite na Ópera / A Night at the Opera” (1935). Mas na MGM não tinham liberdade criativa e aos poucos foram decaindo. A última colaboração deles foi “Loucos de Amor / Love Happy” (1949), com Marilyn Monroe. Apenas Groucho continuou no cinema, terminando sua carreira em 1968 com “Skidoo / Idem”, de Otto Preminger.

W. C. FIELDS
(1880 - 1946. Darby, Pensilvânia / EUA)

Seu estilo de comédia não perdoava nada. Malabarista e artista de vaudeville, com um nariz grande e vermelho, alcançou a fama em musicais na Broadway. Seu modo de falar era imitado e seu alcoolismo legendário. Seu auge aconteceu com Mr. Micawber em “David Copperfield / Idem” (1935), de George Cukor.

MAE WEST
(1893 - 1980. Nova Iorque / EUA)

Uma arquetípica deusa do sexo com estilo lânguido, corpo sensual e sagacidade ao falar. Começou como artista de vaudeville, tornando-se uma escandalosamente bem-sucedida dramaturga e comediante, estreando no cinema em 1932. Ela escrevia seus roteiros, salvando a Paramount da falência e se tornando a mulher mais bem paga de Hollywood. Os problemas com a censura, que incluíram um curto período na prisão por obscenidade, terminaram por afastá-la das telas, atuando no teatro sempre com casa lotada.

O GORDO e o MAGRO
Stan Laurel (1890 - 1965. Ulverston / Reino Unido)
  e Oliver Hardy (1892 - 1957. Harlem, Geórgia / EUA)

Famosa dupla de comediantes em atividade desde o cinema mudo até meados da Era de Ouro de Hollywood, era composta por um magro, o inglês Stan Laurel, e um gordo, o norte-americano Oliver Hardy, que brilhavam no estilo pastelão. Atuaram também no teatro nos EUA e na Europa. Nos anos 40, decepcionados com os filmes em que não tinham controle criativo, concentraram-se em apresentações teatrais. Fizeram seu último longa em 1951, depois se aposentaram. No total, apareceram juntos em 106 filmes.

BOB HOPE
(1903 - 2003. Londres / Reino Unido)

Venceu um concurso de imitadores de Chaplin com apenas dez anos. No vaudeville, aprendeu a cantar, dançar e interpretar. Brilhou na Broadway e se transferiu para Hollywood em 1938. Uma das dez maiores bilheterias dos anos 40 e 50, conseguiu seu primeiro sucesso com o covarde de “O Gato e o Canário / The Cat and the Canary” (1939). Sua carreira declinou nos anos 50. Considerado instituição nacional, divertiu tropas norte-americanas em várias guerras. Por mais de 30 anos apresentou o Oscar.

ABBOTT e COSTELLO
Bud Abbott (1897 - 1974. Nova Jersey / EUA) 
e Lou Costello (1906 - 1059, Nova Jersey / EUA)

Dupla que fez sucesso com um humor simples, do tipo conhecido por pastelão, durante os anos 40. Eram verdadeiros ídolos das matinês. Começaram no teatro de revista na Broadway e no final da década de 40 a carreira de ambos entrou em declínio. Tentaram resgatar o prestígio perdido, mas não deu certo. Enfrentando graves problemas financeiros, Costello morreu vítima de um fulminante ataque cardíaco e Abbott passou os últimos dez anos de vida em uma casa de repouso.

Os TRÊS PATETAS
Shemp (1895 - 1975. Nova Iorque / EUA)
Moe (1897 - 1955. Nova Iorque / EUA),
Larry (1902 - 1975. Filadélfia, Pensilvânia / EUA)
  e Curly (1903 - 1952. Nova Iorque / EUA)

Grupo cômico em atividade de 1922 a 1970, mais conhecido por seus numerosos curta-metragens. Sua comicidade era marcada pela extrema comédia pastelão e farsa física. Moe, Larry e Curly (depois substituído por Shemp) protagonizaram 190 curta-metragens para a Columbia entre 1934 e 1958, sempre com sucesso. Nos anos 60, passaram a se apresentar ao vivo na tevê, em participações especiais disputadas.

DANNY KAYE
(1913 - 1987. Nova Iorque / EUA)

Tornou-se comediante antes dos 14 anos, trabalhando em hotéis. Durante os anos 30, apresentava-se em cabarés e apareceu em curtas. Tornou-se astro da Broadway em 1941 no musical “Lady in the Dark”, de Kurt Weill, e contratado por Samuel Goldwyn estreou no cinema como um recruta hipocondríaco em 1944. Sua carreira no cinema decaiu nos anos 50, embora “Hans Christian Andersen / Idem” (1952), com canções de sucesso, arrecadasse enorme bilheteria. Kaye passou para a tevê nos anos 60 e suas aparições no cinema se tornaram raras. Faleceu em uma cirurgia cardíaca.

LUCILLE BALL
(1911 - 1989. Jamestown, Nova Iorque / EUA)

Artista desde os 15 anos, entrou para o cinema como uma das coristas da Metro. Seu talento apareceu graças a pequenas aparições em comédias e musicais. Nos anos 40 conseguiu um espaço como comediante. Em parceria com o músico cubano Desi Arnaz, seu marido a partir de 1941, criou e produziu “I Love Lucy”, inspirada em “My Favorite Husband”, um programa de rádio protagonizado pela dupla. A série fez enorme sucesso e marcou época na história da tevê. Ela estrelou outras duas séries e filmes ocasionais.

JERRY LEWIS
(1926. Nova Jersey / EUA)

Começou nos palcos com seus pais aos cinco anos. Aos dezoito já era comediante profissional. Sua carreira decolou quando conheceu Dean Martin. O número deles era baseado na contradição: Martin era o cantor mulherengo seguro de si e Lewis o idiota descoordenado e desatento. Entraram para o cinema em 1949, contratados pela Paramount. Ao romper com Martin em 1956, ele passou a escrever, produzir e dirigir seus filmes. Continuou fazendo sucesso durante muito tempo, inclusive na Broadway.

OSCARITO
(1906 - 1970. Málaga / Espanha)

Nascido na Espanha, consagrou-se como o maior comediante brasileiro de todos os tempos. Iniciou sua carreira no circo, passou pelo teatro e em 30 anos fez 45 filmes. A primeira aparição nas telas aconteceu em 1933, em “A Voz do Carnaval”, antepassado das chanchadas que teriam nele seu grande astro. Grande Otelo era o seu parceiro habitual nas trapalhadas hilárias nas telas.

PETER SELLERS
(1925 - 1980. Portsmouth / Reino Unido)

Cômico anárquico, ficou famoso com o programa de rádio “Good Show”, mostrando talento como imitador. Depois de uma infinidade de comédias na Inglaterra, tornou-se uma celebridade internacional com “A Pantera Cor-de-Rosa / The Pink Panther” (1963) e “Doutor Fantástico / Doctor Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb” (1964). Neurótico e infeliz, morreu depois de um dos seus maiores sucessos, “Muito Além do Jardim / Being There” (1979), pelo qual concorreu ao Oscar.

AMÁCIO MAZZAROPI
(1912 - 1981. São Paulo / SP)

Oriundo do circo, esse paulistano comandava um programa radiofônico no final dos anos 40. Contratado pela Vera Cruz fez um tremendo sucesso, lapidando seu personagem típico, um caipira ingênuo às voltas com os problemas da grande cidade, mas sempre conseguindo superá-los. Não se limitando a ser apenas ator nos 32 filmes de sua carreira, fundou sua própria produtora, escreveu roteiros e dirigiu filmes.

JACQUES TATI
(1907 - 1982. Le Pecq / França)

Ele dirigiu apenas seis longas-metragens durante uma carreira de 60 anos, mas criou um herói cômico tão famoso como o vagabundo de Chaplin. Se os problemas relativos ao levantamento de recursos reduziram sua produção, o mesmo pode ser dito de seus preparativos obsessivos, que prolongaram seus projetos por anos. Começou nos cabarés, atuou em diversos curtas e terminou lançado como uma figura importante na tradição dos comediantes do cinema mudo. Embora tenham poucos diálogos, a insensatez cômica de seus filmes é destacada pelas trilhas sonoras absurdas.

CANTINFLAS
(1911 - 1993. Santa Maria la Redonda / México)

Engraxate, pugilista, motorista de táxi, toureiro e palhaço de circo, o mexicano Mário Moreno ao tornar-se comediante foi considerado o melhor do mundo por Chaplin. Seu bigode era único: dois chumaços ralos de pêlos caindo nos cantos da boca. As calças com os fundilhos lá embaixo, o lenço atado ao pescoço e uma fala esquisita fizeram dele um tipo super divertido. Estreou no cinema em 1936 e fez mais de cinquenta filmes, dois deles em Hollywood: “A Volta ao Mundo em 80 Dias / Around the World in Eighty Days” (1956) – Oscar de Melhor Filme – e “Pepe / Idem” (1960).

FONTE
“1.000 Que Fizeram 100 Anos de Cinema” 
da The Times/IstoÉ
 
 revista “Cinemin”

fevereiro 14, 2012

******* Os MAIORES FESTEIROS de HOLLYWOOD

ava gardner, lana turner e fernando lamas

 
As revistas especializadas em fofocas viviam elegendo os grandes festeiros de Hollywood, quem promovia os bailes mais entusiasmados e tinha as ideias mais originais para animá-los. Em agosto de 1939, a jornalista Elza Maxwell publicou na revista “Photoplay” uma lista dos melhores anfitriões da meca do cinema. Faziam parte dos selecionados, as irmãs Bennett (Constance e Joan, ambas adoravam dar festas), Kay Francis, Gary Cooper, Samuel Goldwyn, Myrna Loy, Basil Rathbone, a colunista Louella Parsons, Charles Chaplin, Douglas Fairbanks Jr., William Randolph Hearst e Marion Davies, Darryl F. Zanuck e Jack Warner. Os temas das festas eram irreverentes. 
 
Existiam bailes de última hora (chamados “Venha como você estiver”), que exigiam a presença dos convidados vestidos exatamente com o traje que usavam no momento do convite. Tentava-se assim revelar as intimidades das estrelas que, às vezes, aceitavam a provocação e compareciam à festa apenas usando roupas de baixo – ou até mesmo com creme de beleza espalhado pelo rosto. Outro tipo de FESTA que fazia muito sucesso – apelida de “Venha como você era!” – pedia ao convidado a comparecer levando fotos de quando era bebê. Ao chegar no embalo, as fotografias dos convidados eram misturadas. O momento máximo da farra: descobrir quem era em cada foto.

clark gable, carole lombard, 
mervyn leroy e hearst

Os BAILES de WILLIAM RANDOLPH HEARST 
e MARION DAVIES

William Randolph Herst, o magnata da imprensa (retratado em “Cidadão Kane / Citizen Kane”, 1941), e Marion Davies eram os mais extravagantes e criativos festeiros de Hollywood, capazes de realizar bailes das mil e uma noites que atraíam para os salões da mansão do casal em Beverly Hills dezenas de celebridades. As festas comemorativas do aniversário do anfitrião tinham seus ingressos disputadíssimos por todos aqueles que queriam ser alguém no cinema norte-americano. Sempre marcados por temas (os convidados tinham que usar fantasias referentes a um determinado assunto), os festejos varavam a madrugada e não deixavam pedra sobre pedra. Na festa dos 74 anos de Hearst, em 1937, o tema escolhido foi o mundo do circo – derrubando uma parede da mansão para que, no lugar, fosse colocado um carrossel.


pickfair

A MANSÃO PICKFAIR

Douglas Fairbanks encarnava nas telas o típico herói norte-americano e Mary Pickford era a “Namoradinha da América”. Grandes estrelas do cinema mudo, eles construíram uma fabulosa mansão em Hollywood, a Pickfair, onde promoviam festas de arromba exclusivíssimas. Os astros e estrelas de Hollywood faziam de tudo para serem convidados. Joan Crawford, então amante de Douglas Fairbanks Jr., era proibida de frequentá-las, deixando a atriz à beira de um ataque de nervos. Joviais, agradáveis e bebuns, Pickford e Fairbanks eram considerados excelentes anfitriões. Tudo se acabou com a chegada do cinema sonora e a decadência de ambos.

kay francis, philip holmes, 
richard boleslwaski e esposa

EXCENTRICIDADES de CAROLE LOMBARD

A estrela não se cansava de promover festas excêntricas. Num baile caipira promovido em homenagem ao seu namorado na época, o roteirista Robert Riskin, ela transformou sua casa numa fazenda do interior, em que galinhas e coelhos corriam livremente entre os convidados, e vacas tomavam banho de piscina. Ela também gostava de promover festas bizarras com motivações não exatamente alegres. Certa vez, nos anos 30, promoveu um baile que tinha como tema geral uma enfermaria hospitalar. Com a ajuda de amigos cenógrafos dos estúdios, transformou sua mansão em um hospital, chegando ao requinte de alugar material cirúrgico para dar realismo ao ambiente. Todo convidado recebia, ao chegar na festa, um avental hospitalar que passava a usar sobre a roupa e, em seguida, cada um era deitado em camas brancas, idênticas às existentes nos hospitais. Mais tarde, o jantar era servido sobre amplas mesas cirúrgicas, todas devidamente equipadas com material médico. A anfitriã chegou ao baile a bordo de uma ambulância, carregada numa maca por quatro amigos fantasiados de médicos.

susan hayward e ingrid bergman

A FEIRA de MERVYN LeROY

O diretor de “Quo Vadis / Idem” (1951) também promovia festanças. Em 1934, fechou um restaurante e realizou o que a revista “Hollywood Reporter” considerou “a festa mais original jamais oferecida na cidade”. O cineasta gastou milhares de dólares para transformar o local numa réplica da Feira Mundial de Chicago.

norma shearer e william r. hearst

NORMA SHEARER CAUSA ESCÂNDALO

Numa festa promovida por Marion Davis e Hearst cujo tema era o velho oeste, todos capricharam nas fantasias – menos uma estrela que odiava que lhe dissessem o que fazer e, muito menos, o que vestir. Norma Shearer compareceu ao evento fantasiada de Maria Antonieta. Usava saias tão volumosas que os demais assentos da limusine que a transportava tiveram de ser retirados para que pudesse ficar mais confortável. Marion Davies, inconformada com a audácia da convidada, tentou impedir a entrada da star da M-G-M na festa. Mas foi derrotada: depois de muito bate-boca, Norma Shearer acabou vencendo e deu um jeito de entrar no salão, chamando a atenção de todos.

cesar romero e sonja henie

As NUVENS de SONJA HENIE

Patinadora e atriz, ela não media esforços para promover uma animada festa. Certa vez, transformou sua quadra de tênis numa rua de Nova York, sobre o qual criou um céu de plástico onde foram projetadas as imagens de nuvens.

gene markey e myrna loy

Os EMBALOS de DOMINGO

O produtor David O. Selznick gostava de promover festas aos domingos – os convidados chegavam no início da tarde, jogavam tênis, nadavam, bebiam e dançavam. Lá pelas dez da noite os mais resistentes ainda tinham que assistir a um filme que estrearia nas telas nas semanas seguintes. Depois da Segunda Guerra Mundial, com o casamento do produtor com a atriz Jennifer Jones, as festas dominicais ficaram ainda mais animadas. Começavam antes das onze da manhã, nunca acabavam antes do amanhecer de segunda-feira. A anfitriã tinha um truque para manter-se sempre cheirosa, animada e impecavelmente arrumada durante todo o tempo que durava a maratona. Toda vez que surgia uma oportunidade, a atriz dava uma escapada para seus aposentos, onde tomava novo banho e depois colocava uma roupa limpa, idêntica à que estava usando anteriormente (na operação mantinha quatro cópias do mesmo traje sempre à mão).

merle oberon, ronald colman 
e benita hume

DUAS VEZES GEORGE CUKOR

Conhecido por suas reuniões festivas sofisticadas com elegantes e conversas inteligentes no tom certo: nem vulgares, nem arrogantes. Algumas eram íntimas, para amigos como Vivien Leigh, Laurence Olivier, Kate Hepburn, Spencer Tracy, Ruth Gordon, Garson Kanin, Ramon Novarro etc.; outras espetaculares. Em 1972 fez uma festa em homenagem a Luis Buñuel, reunindo um incrível leque de notáveis diretores: Robert Mulligan, William Wyler, Robert Wise, Billy Wilder, Alfred Hitchcock e George Stevens.


Fonte
 O Mundo do Cinema

claudette colbert e orson welles
mae west e francis lederer
tyrone power, virginia fox e clifton webb
fay wray e gary cooper
adrian, richard boleslawski, howard hughes, 
marion davies e outros
richard d. zanuck e alan ladd
rock hudson, terry moore, robert mitchum 
e marilyn monroe
rouben mamoulian, marlene dietrich, 
helen hayes e frank borzage
rock hudson, gloria swanson 
e tallulah bankhead