julho 29, 2023

***** A BELA BAAROVÁ – a AMANTE de GOEBBELS


 

 
Aqui está uma mulher de beleza perfeita.
JOSEPH GOEBBELS
(1897 – 1945. Rheydt, Mönchengladbach / Alemanha)

 
 
Considerada a estrela de cinema mais bonita da Europa na década de trinta, ela trabalhou em filmes tchecos, alemães, italianos e espanhóis, conquistando maior popularidade como contratada da companhia cinematográfica alemã Universum Film Aktien Gesellschaft (UFA). Sua fama transcendeu seu país de origem, fazendo dela uma atriz famosa mundialmente. Porém, LÍDA BAAROVÁ (1914 – 2000. Praga / Tchecoslováquia) ficou mais conhecida por sua vida fora das telas, como amante oficial de Joseph Goebbels, o terrível e poderoso ministro da Propaganda do regime nazista. Filha de funcionário público, ainda criança estudou no Conservatório Estadual de Praga, e aos 14 anos estreou no teatro interpretando Julieta em “Romeu e Julieta”, de William Shakespeare. Aos 17 anos, no cinema, atuou em “Kariéra Pavla Camrdy” (1931), e logo se tornou uma estrela do cinema local, conseguindo papéis em filmes para sua mãe, Ludmila Babková, e sua irmã, Zorka Janu. O seu sucesso chamou a atenção da UFA, na época o maior estúdio europeu. Diante da proposta irrecusável, mudou-se para a Alemanha, iniciando uma bem sucedida carreira cinematográfica no país.
 
Assim que chegou na Alemanha foi presenteada pelo estúdio com um Mercedes Benz prata e aplaudida por todos os funcionários da casa. O auge de sua carreira veio com o sucesso mundial de “Barcarola / Barcarole” (1935), que protagonizou ao lado de Gustav Fröhlich, um astro do cinema alemão (ele foi o protagonista do clássico “Metrópolis / Idem”, 1927, de Fritz Lang). A parceria se estendeu além das telas, e eles passaram a morar juntos em uma luxuosa vila modernista que a atriz mandou construir, onde também moravam sua mãe e irmã. A casa, feita pelo famoso arquiteto Ladislav Zák, tinha o formato de um navio.
 
Nos primeiros meses no novo país recebeu convite para tomar chá, a sós, com o Führer Adolf Hitler, que demonstrava interesse romântico por ela, apesar de sua origem judaica. O grande ditador a recebeu em um luxuoso quarto e contou sobre sua semelhança com uma de suas ex-amantes, Gerri Raubel, que havia se matado. “Estamos satisfeitos por ter escolhido o cinema alemão”, afirmou. No próximo encontro, Hitler tentou persuadi-la a renunciar à cidadania tcheca, mas ela recusou. Não houve novos encontros. Ela havia selado sua sentença fatal. Terminou casando-se com Gustav Fröhlich. Fizeram diversos filmes juntos, inclusive outro sucesso internacional, “Hora da Tentação / Die Stunde der Versuchung” (1936), e tornaram-se um casal queridinho do público germânico. A UFA, estúdio em que a atriz reinava, estava sobre controle estatal, Goebbels decidia que filmes seriam produzidos. Ele tinha relações sexuais com muitas estrelas do estúdio, que também tinham de estar disponíveis para outros oficiais do alto escalão nazista.
 
lída e gustav fröhlich
O destino da jovem e bela atriz poderia ter sido diferente se Goebbels não tivesse ficado fascinado por ela. Um dos personagens mais sinistros da Segunda Guerra Mundial, ele tinha um corpo franzino, pequena estatura e um pé aleijado. Ao se tornar a amante favorita do político, promoveu sua carreira, mas destruiu sua vida. O luxurioso ministro agia como se fosse o próprio Casanova. Fazia isso usando o poder decorrente de ser um dos maiores líderes nazistas e o responsável pelo cinema alemão: isso lhe permitia fazer testes do sofá. O ministro possuía mansões, iates e carros de luxo, o que fica fácil quando se tem à disposição o patrimônio judeu a preço de banana. Era um namorador profissional. Ele, que padecia de transtorno narcisista, escreveu em seu diário: “Não tenho tempo para me entregar totalmente às mulheres, missões maiores esperam por mim”. Atribuía seu sucesso aos dotes de sedutor, mas era irresistível somente por ser cupincha de Adolf Hitler. Era chamado
(pelas costas, óbvio) de “cabra tarada”.
 
Casado e pai de três filhos, Goebbels convidava a atriz para reuniões sociais e durante meses a assediou. Em 1937, ela recusou uma proposta vantajosa da Metro-Goldwyn-Mayer, decisão da qual se lamentaria: “Eu poderia ter sido tão famosa quanto Marlene Dietrich”. Deslumbrada com o estrelato alemão, virou as costas a Hollywood. Além disso, havia se apaixonado por Goebbels, com quem teve um caso de dois anos. Certo dia, Gustav Fröhlich flagrou sua esposa e o amante em sua cama. Ele insultou o ministro e desferiu um soco em seu rosto, arrancando um dente. Como resultado, um dos maiores astros do cinema alemão acabou banido das telas e foi preso em um campo de concentração. A esposa de Goebbels, Magda, sabia dos casos do marido, e nada fazia em relação a isto. Porém, com o escândalo, após seu esposo ter apanhado de um ator, procurou Hitler e pediu para ele proibir o romance com a atriz. 
 
lída e joseph goebbels
Goebbels se mostrou determinado a renunciar ao partido nazista para viver com a amante. “Se for preciso abro mão dos meus cargos, das minhas obrigações e do meu país, mas não consigo viver sem ela.”, protestou. Indignado, Hitler ordenou que nunca mais voltasse a vê-la. Por telefone, ele acabou o romance: “Não podemos continuar. Tudo se acabou.”. Mandou retirar seu filme mais recente, “Os Homens Devem Ser Assim / Männer Müssen So Sein” (1939) dos cinemas e destruiu seu material publicitário.
 
Chamada a uma delegacia de polícia, LÍDA BAAROVÁ foi intimidada e proibida de trabalhar na Alemanha de participar de eventos sociais. Tomaram de volta sua Mercedes Benz. Ela foi ao estúdio para se despedir dos colegas, mas todos lhe deram as costas. Passou a ser vigiada pela Gestapo. Quando a II Guerra Mundial estourou, fugiu com a família para Praga, participando de filmes checos, peças teatrais e recebendo o Prêmio Nacional em 1940. Com a ocupação alemã na sua pátria, foi novamente proibida de trabalhar e viajou para a Itália, a fim de continuar a carreira, fazendo vários filmes italianos. Ela viu Goebbels pela última vez no Festival de Veneza de 1942. Segundo o que escreveu em suas memórias – “A Doce Amargura de Minha Vida”, publicada postumamente – ele, ao vê-la, não lhe deu atenção. Em 1945, ela foi presa pelos norte-americanos. Sua mãe teve uma parada cardíaca, morrendo no interrogatório, e Zorka Janu, sua irmã, acuada, cometeu suicídio, jogando-se da janela do prédio onde morava. Goebbels e sua esposa, no bunker com Hitler, tiraram suas próprias vidas e a dos seis filhos, envenenados pelos pais. Com o fim da guerra, LÍDA BAAROVÁ foi condenada à morte como colaboradora do nazismo. 
 
a mansão de lída em berlim
Ficou atrás das grades por 18 meses, sofrendo um colapso nervoso e acabando internada em um sanatório psiquiátrico. Próxima do seu fuzilamento, o produtor teatral Jan Kopeckí a salvou, casando-se com ela. Fugiram para a Argentina, onde passaram necessidades financeiras, chegando a viver em situação de miséria. Na década de 1950, retornou à Itália, convidada por Federico Fellini para atuar em “Os Boas Vidas / I Vitelloni” (1953). Sem êxito, tentou a carreira teatral na Áustria, mas não foi bem recebida, devido ao envolvimento com os nazistas. Na Espanha conseguiu seus últimos papéis, atuando em filmes menores.
 
Em 1956 ela se divorciou de Kopeckí e mudou-se para Salzburgo, onde se tornou cidadã austríaca. Em 1970, se casou com um ginecologista, Kurt Lundwal, que morreu três anos depois. Seu passado de amor com o líder nazista nunca foi esquecido ou perdoado. Mesmo na Áustria. No teatro de Graz, em 1967, um grupo de manifestantes atirou-lhe ovos. Ela continuou, enquanto pôde. Em 1975 fez parte da versão teatral alemã de “As Lágrimas Amargas de Petra Von Kant”. Em seus últimos anos, mergulhou no álcool e justificou seus laços nazistas, dizendo que era jovem e ingênua, não tinha consciência política e que, como muitas mulheres, não podia dizer não a tais homens poderosos, por medo. Morreu na Áustria, em Salzburgo, na propriedade que herdou do seu último marido, vítima de mal de Parkinson, em 28 de outubro de 2000, aos 86 anos de idade. Em 2016 sua vida foi contada na cinebiografia tcheca “Lída Baarová”, estrelada pela atriz Tatiana Pauhofová.  Ela atuou em 63 filmes. O último deles em 1958, o italiano “Il Cielo Brucia”, ao lado de Amadeo Nazzari e Antonella Lualdi.
 
GALERIA de FOTOS
 

junho 09, 2023

********** PAUL NEWMAN – BELO e INDOMÁVEL


 
Eu gostaria de ser lembrado como um cara 
que tentou fazer parte de seu tempo, 
tentou ajudar as pessoas, tentou encontrar 
alguma decência em sua própria vida, 
tentou se expandir como ser humano.
PAUL NEWMAN
 
Altura: 1,77m
Olhos: azuis
Cabelos: castanhos
Apelidos: Rei Cool e PL

 
 
Uma lenda de Hollywood. Considerado um dos mais belos atores da história do cinema, seu carisma e talento ofuscaram sua beleza. PAUL NEWMAN (1925 - 2008. Cleveland, Ohio / EUA) surgiu nos anos 50, criticado como mais um imitador de Marlon Brando e James Dean, mas conseguiu se destacar e vencer, tornando-se um dos maiores astros do cinema de todos os tempos. Começou a carreira como ator cedo, aos 7 anos, no papel de bobo da corte numa peça sobre o lendário Robin Hood. Poucos atores envelheceram tão bem. Mas não era um santo. Expulso da Universidade de Ohio por mau comportamento, acabou casando-se com a atriz Jacqueline Witte (com quem viveu de 1948 a 1958) e se mudou para New Haven, Connecticut, onde estudou Artes Dramáticas na Universidade de Yale. No palco, notado por agentes, terminou em Nova York. Após participações na televisão, conseguiu um bom papel na peça “Picnic”.

paul no actors studio

Tendo aulas no lendário Actors Studio, estreou no cinema em “O Cálice Sagrado / The Silver Chalice” (1954), e por anos tentou se desculpar, por considerar o resultado muito ruim. E tinha razão. Chegou a comprar um anúncio na revista “Variety”, pedindo desculpas ao público. Um dos seus melhores amigos na época era James Dean. Viviam juntos. Os dois fizeram testes para o clássico de John Steinbeck “Vidas Amargas / East of Eden” (1955), direção de Elia Kazan, que acabou estrelado por James Dean.
 
Eles disputaram o protagonismo de “Marcado pela Sarjeta” e “Um de Nós Morrerá / The Left Handed Gun” (1958), mas, com a morte do colega em um acidente de automóvel, PAUL NEWMAN acabou conquistando tais oportunidades. Na contramão do sistema, interpretou marginalizados, perdidos em conflitos de natureza existencial, trazendo na essência um forte espírito de revolta, enfatizando uma luta interior contra o mundo. Verdadeiros anti-heróis e rebeldes. Conhecido por seu senso de humor irônico e travesso, usou frequentemente esse bom humor em suas performances. Mas a história do astro tem detalhes nada divertidos, como seu alcoolismo ou o drama com o filho primogênito, que morreu de overdose de álcool e drogas, aos 28 anos. Como PAUL NEWMAN bebia muito, ele não sabia lidar com o vício do filho. Scott nascera de seu primeiro casamento e era gay. Se envolveu com ex-amantes do próprio pai, entre eles Sal Mineo, que teria telefonado apenas para dizer que estava na cama com seu filho.
 
joanne e paul
A primeira indicação ao Oscar veio por “Gata em Teto de Zinco Quente” (1958), drama baseado na peça de Tennessee Williams. Durante toda a carreira somou mais sete indicações como Melhor Ator, uma como Ator Coadjuvante e uma como Produtor. Após ser premiado em 1987, pelo conjunto de sua carreira, levou o esperado Oscar por “A Cor do Dinheiro / The Color of Money” (1986). Ao todo recebeu seis Globos de Ouro, um Emmy, um BAFTA, Urso de Prata no Festival de Berlim, Melhor Ator no Festival de Cannes, entre outros. Em 1957, durante as filmagens de “O Mercador de Almas”, ele e Joanne Woodward decidiram largar seus respectivos cônjuges e se casaram. Permaneceram juntos até a morte dele, cinco décadas depois. Ao todo PAUL NEWMAN teve seis filhos, três com cada esposa. Parceiros na vida e na tela (fizeram 15 filmes), ele dirigiu pela primeira vez a mulher em “Rachel, Rachel / Idem”. O reconhecimento foi imediato - dois Globos de Ouro e quatro indicações ao Oscar.
 
PAUL NEWMAN participou de 56 filmes, além de séries para TV. Dirigiu cinco longas e um telefime. Trabalhou sob o comando de cineastas como Robert Wise, Martin Ritt, Leo McCarey, Alfred Hitchcock, Robert Altman, Robert Rossen, Arthur Penn, Sidney Lumet, Sydney Pollack, John Huston, Martin Scorsese, Joel Cohen e Otto Preminger. Uma coleção e tanto! Seu filme favorito, “Marcado Pela Sarjeta. Declarou ter ficado frustrado por não ter sido indicado ao Oscar por esse desempenho. Seus maiores sucessos de público seriam as parcerias com Robert Redford: “Golpe de Mestre” e “Butch Cassidy”. Recusou “O Canhoneiro do Yang-Tsé / The Sand Pebbles” (1966), que rendeu uma indicação ao Oscar para Steve McQueen; “Operação França / The French Connection” (1971), que deu o Oscar a Gene Hackman; e “Tubarão / Jaws” (1975). Outra recusa histórica foi a do protagonista de “Ben-Hur / Idem” (1959), resultando no Oscar para Charlton Heston, com a desculpa de que “não possuía pernas para usar túnicas”
 
james dean e paul
A biografia best-seller “Paul Newman: The Man Behind The Baby Blues”, de Darwin Potter, publicada em 2009, revela a bissexualidade do ator, inclusive com depoimento de um dos seus amantes, Marlon Brando. PAUL NEWMAN teve uma relação amorosa apaixonada com James Dean, ficando inconsolável com sua trágica morte em 1955. Com Brando viveu um romance que começou nos bastidores da Broadway. Ele foi assistir a uma peça protagonizada por Brando e, ao final, dirigiu-se ao camarim para cumprimentá-lo – fizeram sexo pela primeira vez ali mesmo. O ator iniciou sua experiência homossexual ainda na Marinha, com o também ator Robert Stack. A biografia ainda faz alusão a um final de semana romântico com o dramaturgo Tennessee Williams, em Key West, na Flórida. O autor declarou que não acredita que a sua obra reserve alguma novidade à viúva Joanne. “Ela conhecia a fundo a vida de seu marido.”, afirmou. Segundo ele, ela estava casada com o escritor, e também bissexual, Gore Vidal, quando conheceu PAUL NEWMAN. E os três compartilharam a mesma casa (e cama) por algum tempo.
 
Reservado e sem escândalos públicos na sua trajetória, o astro levou muitos colegas para a cama. Ele se envolveu com Marilyn Monroe, ao mesmo tempo que se apaixonou perdidamente pelo novato Steve McQueen, que ao ficar famoso o desprezou cruelmente, desenvolvendo uma relação de amor e ódio que perdurou até a morte de McQueen, em 1980. Judy Garland, Joan Crawford e Audrey Hepburn foram casos rápidos, assim como Montgomery Clift, Yul Brynner e Rock Hudson. Os filmes não eram a única coisa em sua vida. Sua linha de produtos Newman’s Own, abrangia desde molhos de espaguete a temperos para saladas. Os lucros ultrapassaram os US$ 100 milhões ao longo dos anos, e eram doados para associações humanitárias. Ele fundou uma organização para crianças com doenças graves. Outra paixão era o automobilismo. Chegou a ter uma equipe de Fórmula Indy. Morreu aos 83 anos, vítima de câncer do pulmão.
 
 
DEZ FILMES de PAUL NEWMAN
(por ordem de preferência)
 
01
O INDOMADO
(Hud, 1963)

direção de Martin Ritt
elenco: Melvyn Douglas, Patricia Neal e Brandon de Wilde
 
02
GATA em TETO de ZINCO QUENTE
(Cat on a Hot Tin Roof, 1958)

direção de Richard Brooks
elenco: Elizabeth Taylor, Burl Ives, Jack Carson e Judith Anderson
 
03
REBELDIA INDOMÁVEL
(Cool Hand Luke, 1967)

direção de Stuart Rosenberg
elenco: George Kennedy, Strother Martin, Jo Van Fleet e Dennis Hopper
 
04
O VEREDITO
(The Verdict, 1982)

direção de Sidney Lumet
elenco: Charlotte Rampling, Jack Warden, James Mason e Lindsay Crouse
 
05
DESAFIO à CORRUPÇÃO
(The Hustler, 1961)

direção de Robert Rossen
elenco: Jackie Gleason, Piper Laurie, George S. Scott e Murray Hamilton
 
06
O MERCADOR de ALMAS
(The Long, Hot Summer, 1958)

direção de Martin Ritt
elenco: Joanne Woodward, Orson Welles, Lee Remick e Angela Lansbury
 
07
DOCE PÁSSARO da JUVENTUDE
(Sweet Bird of Youth, 1962)

direção de Richard Brooks
elenco: Geraldine Page, Shirley Knight, Ed Begley, Rip Torn e Mildred Dunnock
 
08
MARCADO pela SARJETA
(Somebody Up There Likes Me, 1956)

direção de Robert Wise
elenco: Pier Angeli, Everett Sloane, Eileen Heckart e Sal Mineo
 
09
BUTCH CASSIDY
(Butch Cassidy and the Sundance Kid, 1969)

direção de George Roy Hill
elenco: Robert Redford, Katharine Ross e Cloris Leachman
 
10
GOLPE de MESTRE
(The Sting, 1973)

direção de George Roy Hill
elenco: Robert Redford, Robert Shaw, Charles Durning e Eileen Brennan
 
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