Eu
sou uma prostituta.
Todos os atores são prostitutas.
Vendemos nossos corpos ao
melhor lance.
WILLIAM HOLDEN
Apelidos: Bill, The Golden Boy, Golden
Holden
Altura:
1,79 m
Cor
dos Olhos: azuis
Cor
do cabelo: castanho escuro
De
família rica, elegante, charmoso, um dos campeões de bilheteria dos
anos 1950. WILLIAM HOLDEN (1918 – 1981. O'Fallon, Illinois / EUA) estreou nos palcos, enveredando pelo cinema com o empurrão da estrela Barbara Stanwyck.
Descoberto por um caçador de talentos no Pasadena Workshop Theatre, ele assinou
um contrato de seis meses com a Paramount, em 1938, mas estava mofando no
estúdio até a atriz simpatizar com ele e o escalar para “Conflito de Duas Almas
/ Golden Boy” (1939), no papel do violinista dividido entre a música e o pugilismo.
Ficou tão grato que durante anos enviou flores para ela no aniversário do
primeiro dia das filmagens. Republicano,
conservador, amigo do futuro presidente dos EUA Ronald Reagan. Tinha amizades
comunistas, como o roteirista Dalton Trumbo e o ator Larry Parks. Fredric March
e Spencer Tracy eram seus atores favoritos. Escolhido em 25° lugar entre as
50 maiores lendas da tela pelo American
Film Institute (AFI). Em 1995, a revista “Empire” o listou como uma das
100 estrelas mais sexy da história do cinema. Apareceu seis vezes na relação das
dez maiores bilheterias, de acordo com a pesquisa anual da “Quigley
Publications”. Liderou em 1956, dois anos depois da sétima posição em 1954. Em
1955, classificou-se em quarto lugar, e o sétimo em 1957, antes
do sexto lugar em 1958. Após cinco anos no Top 10, saiu em 1959 e 1960, reaparecendo em 1961 no oitavo lugar.
O
estilo viril e masculino de WILLIAM HOLDEN chamou a atenção do público
feminino, mas em 1942 ele alistou-se na Escola de Oficiais, na Flórida,
graduando-se como segundo-tenente da Força Aérea. Passou três anos trabalhando em relações públicas e fazendo filmes de treinamento. Um de seus
irmãos, um piloto naval, foi abatido e morto no Pacífico em 1943. Após o fim da
Segunda Guerra Mundial, voltou a Hollywood. Praticamente esquecido, estrelou
longas dos mais diversos estilos, que iam de dramas, comédias, romances, guerra,
até faroestes, mas só seria consagrado com o êxito de “Crepúsculo
dos Deuses”. Brilhou como Joe Gillis, um roteirista
fracassado e gigolô de Norma Desmond (Gloria Swanson), uma
diva do cinema mudo que vivia de glórias passadas. O personagem recusado por
Montgomery Clift deu a WILLIAM HOLDEN indicação ao Oscar de Melhor Ator.
Destacando-se
pela bela voz e excelente presença de cena, seu nome tornou-se chamariz de
público e nessa ótima fase não estrelou nenhum filme que não fosse um sucesso
de bilheteria. Dirigido mais uma vez pelo mestre Billy Wilder, levou o Oscar
como um prisioneiro
cínico e pilantra na sátira de guerra “Inferno Nº 17”. Em 1955, em “Férias de
Amor”, interpretou um vagabundo desempregado que perturba as mulheres de uma pequena cidade
do Kansas. Nessa época, era um dos atores mais bem pagos, embolsando 750 mil
dólares, mais 20% dos lucros, por “Marcha de Heróis / The Horse Soldiers” (1959), uma soma inédita até
então. O faroeste, no entanto, fracassou.
No contrato de “A Ponte do Rio Kwai” levou 250 mil dólares e 10% dos lucros, tornando-se um multimilionário. Ele investiu parte de seus ganhos em várias empresas, até mesmo uma estação de rádio em Hong Kong. Em 1959, mudou-se para a Suíça por motivos fiscais e não voltou a morar em Hollywood até 1967. Passava cada vez mais tempo viajando pelo mundo. Na década de 1960, WILLIAM HOLDEN fundou o exclusivo “Mount Kenya Safari Club” com o bilionário do petróleo Ray Ryan e o financista suíço Carl Hirschmann. Sua defesa fervorosa da conservação da vida selvagem consumia boa parte de seu tempo. Seus filmes, consequentemente, perdiam qualidade.
No contrato de “A Ponte do Rio Kwai” levou 250 mil dólares e 10% dos lucros, tornando-se um multimilionário. Ele investiu parte de seus ganhos em várias empresas, até mesmo uma estação de rádio em Hong Kong. Em 1959, mudou-se para a Suíça por motivos fiscais e não voltou a morar em Hollywood até 1967. Passava cada vez mais tempo viajando pelo mundo. Na década de 1960, WILLIAM HOLDEN fundou o exclusivo “Mount Kenya Safari Club” com o bilionário do petróleo Ray Ryan e o financista suíço Carl Hirschmann. Sua defesa fervorosa da conservação da vida selvagem consumia boa parte de seu tempo. Seus filmes, consequentemente, perdiam qualidade.
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billy wilder e holden |
O
ator afirmou que, em algum momento, perdeu sua paixão por atuar e que acabou se
tornando um trabalho para que pudesse se sustentar. Para manter o alto padrão
de vida aceitou filmes medíocres apenas pelo cachê milionário. Isso acabou
abalando seu prestígio. No começo dos anos 1960 sua carreira começou a declinar, ao mesmo
tempo que seu grave problema com o alcoolismo se tornou notório. Em vários filmes
nota-se o rosto inchado, os olhos nebulosos e o cansaço. Ainda assim, amado pela comunidade
cinematográfica e pelo público, jamais deixou de filmar.
No
final da carreira, destacou-se em “Inferno na Torre / The Towering Inferno” (1974),
“Rede de Intrigas” e “Fedora / idem” (1978) – sua quarta parceria com Billy
Wilder. Nomeado ao Oscar de Melhor Ator pelo Max Schumacher de “Rede de
Intrigas”, um executivo de uma cadeia televisiva que se envolve numa relação
adúltera com Faye Dunaway, era o favorito das apostas. Entretanto, a estatueta foi
para o inglês Peter Finch, que concorria pelo mesmo drama e morreu meses antes
da cerimônia. Após a premiação, WILLIAM HOLDEN exibiu sua revolta em uma coletiva
de imprensa, alegando que a Academia se rendeu ao sentimentalismo, fazendo uma
homenagem póstuma a um ator medíocre. Não era verdade. Finch realmente mereceu o prêmio.
Enquadrava-se
no tipo de galã romântico. Era o sonho de muitas mulheres mundo afora. Considerado
um bom profissional, amigo e correto com diretores, colegas atores e
produtores. Com fobia de higiene, tomava quatro banhos diariamente. Casou-se com
a atriz Brenda Marshall em 1941, que abandonou o cinema por ele e continuaram
juntos até 1971, embora vivessem longe um do outro. Apaixonou-se
por Capucine, que preferia mulheres. Namorou Audrey Hepburn, Grace Kelly e
Stefanie Powers. Suas inúmeras desilusões amorosas agravaram ainda mais seu
alcoolismo.
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grace kelly, holden e o oscar |
Hostilizado
sempre que ficava bêbado, começou a beber às escondidas. Havia se cansado das
lições de moral e dos conselhos para parar de beber. Queria encher a cara até
não aguentar mais, em paz, sem ninguém por perto perturbando ou chamando a atenção
pelo seu estado lamentável. Costumava dizer que era um bebum convicto. No final
dos anos 1970, comprou um apartamento em Santa Mônica, onde solitário tomava
seus porres. Nesse apartamento, WILLIAM HOLDEN bebia sem parar durante dias.
Certa vez, em 1981, ao caminhar da sala para a cozinha, desequilibrou-se e
bateu com a cabeça de forma violenta numa mesa de mármore. Sangrou até morrer. Quatro
dias antes da estreia da comédia “S.O.B. / idem” (1981), em que atuou ao lado
de Julie Andrews. Tinha
apenas 63 anos. Foi um fim tão melancólico quanto o de seu personagem
em “Crepúsculo dos Deuses”. Em 1982, Stefanie Powers, com quem mantinha
um relacionamento desde 1972, fundou a William Holden Wildlife Foundation e o
William Holden Wildlife Education Center no Quênia.
DEZ FILMES de WILLIAM HOLDEN
(por ordem de preferência)
01
CREPÚSCULO
dos DEUSES
(Sunset Boulevard, 1950)
direção de Billy Wilder
elenco: Gloria Swanson, Erich von
Stroheim e Nancy Olson
02
FÉRIAS
de AMOR
(Picnic,
1955)
direção
de Joshua Logan
elenco: Kim Novak, Rosalind Russell,
Betty Field, Susan Strasberg e Cliff Robertson
03
A PONTE do RIO KWAI
(The Bridge on the River Kwai, 1957)
direção
de David Lean
elenco:
Alec Guinness, Jack Hawkins e Sessue Hayakawa
04
SABRINA
(Idem,
1954)
direção
de Billy Wilder
elenco:
Humphrey Bogart, Audrey Hepburn, Martha Hyer e Marcel Dalio
05
NASCIDA
ONTEM
(Born Yesterday, 1950)
direção de George Cukor
elenco: Judy Holliday, Broderick
Crawford e Howard St. John
06
REDE
de INTRIGAS
(Network,
1976)
direção
de Sidney Lumet
elenco: Faye Dunaway, Peter Finch,
Robert Duvall e Beatrice Straight
07
INFERNO
Nº 17
(Stalag
17, 1953)
direção
de Billy Wilder
elenco: Don Taylor, Otto Preminger e Robert Strauss
Oscar
de Melhor Ator
08
Um
HOMEM e DEZ DESTINOS
(Executive
Suite, 1954)
direção
de Robert Wise
elenco:
Barbara Stanwyck, June Allyson, Fredric March, Walter Pidgeon, Shelley Winters,
Paul Douglas, Louis Calhern e Nina Foch
Melhor
Ator no Festival de Veneza
09
SUPLÍCIO
de uma SAUDADE
(Love
is a Many-Splendored Thing, 1955)
direção
de Henry King
elenco:
Jennifer Jones
10
MEU
ÓDIO SERÁ sua HERANÇA
(The Wild Bunch, 1969)
direção de Sam Peckinpah
elenco:
Ernest Borgnine, Robert Ryan e Edmond O’Brien
GALERIA de FOTOS
21 comentários:
Excelente compilação! Foi um ótimo ator, mas infelizmente com uma vida pessoal infeliz. O alcoolismo exagerado era apenas uma fuga, com um final previsível. Parabéns!
Belissimo e ótimo ator
Maravilhoso.
Lindo, talentoso, maravilhoso!
Muito lindo
Bonito, charmoso, bom ator. Pena que foi levado pelo vício. Triste...
Lindo
Lindo.Mas a maioria tinham o abito de beber e fumar muito, né?
Sunset Boulevard é o máximo!
Lindão
Ninguém é perfeito, né?
Ator maravilhoso. Era o favorito da primeira dama Jaqueline Kennedy.
Minha mãe diria: Que pão!!!
Gosto muito da Ponte do Rio Kwai. Ele também fez policiais ótimos no início da carreira.
Excelente ator. Gosto muito dos seus filmes
LINDO!!!!!
Um Gato
Charmoso e ótimo ator. Que voz!
Maravilhoso!!!!
Era demais pra ser verdade . Sempre tem um clic. Mas fez história .
Belo e super carismático. Com o tempo ficou com a cara de bebum. Uma pena.
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