Caros Amigos

março 22, 2012

*************** THE HOLLYWOOD LESBIANS

Lizabeth Scott







A vida privada das estrelas de cinema há muito alimenta especulação e fofocas. Muitas atrizes da década de 1930, 1940 e 1950 faziam parte do então chamado - no jargão gay – “círculo de costura”, uma frase supostamente inventada pela diva Alla Nazimova para descrever encontros discretos de lésbicas, salvaguardando o segredo sexual (de certa forma, maridos ausentes ou gays cooperavam para a freqüência dessas reuniões). Impedidas de se abrirem sobre sua sexualidade, essas mulheres famosas - com diferentes graus de sigilo - se relacionavam amorosamente ou sexualmente umas com as outras. Com a aplicação do Código Hays, na década de 30, a repressão aumentou e todo o cast hollywoodiano passou a ter sua intimidade controlada. Tal situação levou ATRIZES LÉSBICAS a recuarem cada vez mais para dentro do armário, namorando ou até mesmo se casando com homens, a fim de parecerem heterossexuais. É o chamado “casamento perfumado”, um termo cunhado na Hollywood clássica para descrever núpcias entre astros gays e estrelas lésbicas. Eles viviam uma existência pública de casal, enquanto, na intimidade, habitavam quartos separados e dormiam com amantes do mesmo sexo. No entanto, a abertamente bissexual Marlene Dietrich e a insaciável  sedutora Tallulah Bankhead pareciam não se preocupar com os rumores em torno de sua sexualidade, inclusive procurando incentivá-los. A imagem pública de La Dietrich e a de muitos de seus filmes incluem fortes conotações sexuais. Seus casos amorosos são parte do folclore da meca do cinema. Andrógina, tinha predileção por roupas masculinas (ternos, cartolas, etc), representando uma ambigüidade sexual audaciosa, atraente e lendária.  



Janet Gaynor e Margaret Lindsay



Celebridades femininas bissexuais em geral são mais aceitas do que as exclusivamente lésbicas, especialmente aquelas que não aparecem com suas companheiras em público. Quando a ex-estrela infantil Drew Barrymore ou Angelina Jolie (que durante dez anos namorou a modelo Jenny Shimizu) falaram abertamente sobre sua bissexualidade, não afetou em nada a carreira de ambas. Entretanto, o conhecimento do lesbianismo de atrizes é mais complexo, embora o público de hoje seja mais aberto. A revelação pode significar nunca mais ser convidada para papéis românticos heterossexuais ou principais. 


Dorothy Arzner dirigindo Merle Oberon

Ao longo dos anos, os buxixos de lesbianismo ou bissexualidade têm persistido em torno de várias atrizes - como Lillian Gish, Marie Dressler, Louise Brooks, Jean Arthur, Constance Bennett, Joan Crawford (segundo Marilyn Monroe ela tentou seduzi-la a todo custo), Barbara Stanwyck, Katharine Hepburn, Annabella (casou-se com o galã gay Tyrone Power), Hattie McDaniel, Arletty, Elsa Lanchester, Judy Holliday, Capucine, Sandy Dennis, Catherine Deneuve, Debra Winger, Helen Hunt, Queen Latifah, Clea DuVall ou as brasileiras Norma Bengell, Florinda Bolkan e Carla Camuratti, entre dezenas de outras. Elas nunca confirmaram o falatório, acreditando que sua sexualidade não tem nenhuma importância para os fãs ou para suas carreiras. Quando a comediante Lily Tomlin e a estrela Jodie Foster, depois de anos de silêncio, declararam-se lésbicas, não surpreenderam ninguém. Jodie vive um relacionamento de 15 anos com a produtora Cydney Bernard. Mas o divórcio de Brigitte Nielsen, senhora Sylvester Stallone, após o flagra na cama com sua secretária, em 1987, gerou um escândalo mundial que alimentou a mídia sensacionalista. As mentes tacanhas não conseguiam entender como aquele mulherão preferia o seu mesmo sexo.


Marlene Dietrich

Marlene Dietrich e Claudette Colbert



Para alguns, a ânsia da verdade sobre a orientação sexual de figuras públicas tem pouco a ver com lascívia ou invasão de privacidade, mas com o desejo de contribuição honesta e positiva em relação a gays e lésbicas de todo o mundo que, infelizmente, enfrentam problemas de aceitação social ou mesmo de ordem emocional. Entre dezenas de casos, listo uma cineasta e doze ATRIZES LÉSBICAS. As informações vieram principalmente dos livros “The Lavender Screen: Gay and Lesbian Films — Their Stars, Makers, Characters and Critics” (1993) e “Hollywood Lesbians” (1996), de Boze Hadleigh; e “The Girls: Sappho Goes to Hollywood” (2001), de Diana McLellen. Seus autores levantaram o véu da intimidade de atrizes de Hollywood através de sólidos depoimentos de alcova, correspondência privada e arquivos do FBI.




AGNES MOOREHEAD
(1900-1974)


Seu estilo exigente e traços marcantes colocaram-na em papéis abusados. Coadjuvante de luxo, ao longo de sua carreira apareceu em mais de 60 filmes, incluindo a estréia em “Cidadão Kane / Citizen Kane” (1941). Recebeu várias indicações ao prêmio da Academia, mas provavelmente é mais lembrada por sua atuação como Endora, mãe de bruxa Samantha no seriado de televisão “A Feiticeira”, dos anos 1960. Teve um longo romance com a estrela de "Cantando na Chuva / Singin' in the Rain" (1951), Debbie Reynolds.




ALLA NAZIMOVA
(1879-1945)


Sua homossexualidade era bastante conhecida na comunidade cinematográfica, apesar do envolvimento duradouro com o ator gay Charles Bryant. No final da década de 1910, tornou-se uma das estrelas mais populares de Hollywood. Depois do fim de seu contrato com a Metro, fundou sua própria produtora, lançando a famosa (mas financeiramente desastrosa) versão gay de “Salomé / Salome” (1923), de Oscar Wilde. Teve romances com a milionária Mercedes de Acosta, a atriz de teatro Eva Le Gallienne e a cineasta Dorothy Arzner.


Leia mais sobre Nazimova:




CLAUDETTE COLBERT
(1903-1996)


Estrelou várias peças da Broadway e iniciou no cinema com Frank Capra em 1927. Uma das atrizes mais bem pagas da década de 1930, atuou em épicos, comédias e dramas. Recebeu o Oscar de Melhor Atriz por seu papel de herdeira excêntrica em “Aconteceu Naquela Noite / It Happened One Night” (1934). Exigente com os câmaras e os iluminadores, ela sempre insistia para que seu rosto fosse fotografado do lado esquerdo. Conhecida na intimidade como "Tio Claude", um dos seus casos mais divulgados aconteceu com a musa germânica Marlene Dietrich.




DOROTHY ARZNER
(1897-1979)


Por algum tempo foi a única diretora dos grandes estúdios de Hollywood. Realizou 17 longas, sendo o último o anti-nazista “Crepúsculo Sangrento / First Comes Courage” (1943), com Merle Oberon. Durante muitos anos viveu com a premiada figurinista Edith Head.




GRETA GARBO
(1905-1990)


Dominou a Metro-Goldwyn-Mayer nos anos 30 com uma série de clássicos. Ícone do cinema, devia seu sucesso ao diretor de fotografia William H. Daniels, cuja iluminação transformou seus traços angulosos, quase masculinos, na personificação da beleza. Nunca se casou, referindo-se aos seus assuntos com mulheres como “segredos excitantes”. Discreta, ainda assim sabe-se de seus casos com Mercedes de Acosta e Eva Le Gallienne. Em suas memórias, a estrela do cinema mudo Louise Brooks assumiu que namorou Garbo.


Leia mais sobre Garbo:




JANET GAYNOR
(1906-1984)


A queridinha dos filmes mudos norte-americanos no final dos anos 20. Primeira ganhadora do Oscar de Melhor Atriz, reservada, nem ao menos freqüentava os “círculos de costura” de sua época. Mas seus colegas sabiam do seu romance com a atriz da Warner, Margaret Lindsay, e depois com Mary Martin. Para abafar o caso, casou-se com o figurinista Adian (da M-G-M) e Mary com um decorador de interiores. Durante muitos anos o quarteto morou no Brasil, numa fazenda no interior de Goiás.




JUDITH ANDERSON
(1897-1972)


Reconhecida como grande atriz shakespeariana, marcou a história do cinema como a sinistra governanta da mansão Manderley em “Rebecca, a Mulher Inesquecível / Rebecca” (1940), que revela traços lésbicos. Especializada em papéis densos, o seu romance mais conhecido foi com a famosa atriz teatral Beatrice Lillie.




KAY FRANCIS
(1905-1968)


Consolidou-se como uma das mais glamurosas estrelas, com um corpo perfeito e sempre portando modelos da alta costura. Trabalhou com os melhores diretores e fez dezenas de filmes durante os anos 30, até que sua popularidade declinou nos anos 40.




LIZABETH SCOTT
(nasceu em 1922)


Loura e belíssima, de voz rouca e sensual, trabalhou primeiro como modelo, estreando no cinema em 1945.  Vendida como uma nova Lauren Bacall, não se tornou uma estrela devido aos sucessivos fracassos de bilheteria de seus filmes. Nos anos 50, a revista “Confidential” revelou aos leitores que ela era lésbica, contando seu romance com a diva de teatro Tallulah Bankhead e sobre sua persona como inspiração do personagem de Anne Baxter em “A Malvada / All About Eve” (1950). Com o passar do tempo, transformou-se em uma atriz cult de cinéfilos.





MARJORIE MAIN
(1890-1975)


Coadjuvante de luxo da MGM, talvez seu papel mais popular seja o de Ma Kettle, que ela interpretou em dez filmes. Famosa por seus personagens de mãe durona ou esposa autoritária, teve um longo affair com Spring Byington, ótima coadjuvante que encarnava mães doces, frágeis e carinhosas.





ONA MUNSON
(1903-1955)


Lembrada pela prostituta Belle Watling de “... E o Vento Levou / Gone with the Wind” (1939), sua estréia no cinema ocorreu em 1928. Também trabalhou na Broadway. Casada três vezes, vivia em conflito com sua sexualidade. Cometeu suicídio aos 51 anos de idade, tomando uma overdose de barbitúricos. Deixou uma nota: "Este é a única maneira que eu conheço de ser livre novamente... Por favor, não me sigam."





TALLULAH BANKHEAD
(1902-1968)


Alcançou enorme sucesso na Broadway. Trabalhou também no cinema e televisão. Teve inúmeras parceiras amorosas: Nazimova, Marlene Dietrich, Greta Garbo, Dorothy Arzner e Lizabeth Scott, além das atrizes de teatro Patsy Kelly, Katharine Cornell, Laurette Taylor, Sybil Thorndyke e Beatrice Lillie. Ela afirmou ter levado Barbara Stanwyck para a cama. Seu último trabalho foi no seriado “Batman”, interpretando a vilã Viúva Negra. Morreu em 1968, de pneumonia.





THELMA RITTER
(1902-1969)


Apesar de indicada seis vezes para o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante, não o recebeu em nenhuma das ocasiões. Atriz do teatro e do rádio, estava com 42 anos quando estreou no cinema. Sua especialidade, personagens de língua ferina ou desiludidas. Faleceu de ataque cardíaco em 1968, logo após uma aparição no programa de televisão de Jerry Lewis. 







89 comentários:

João Roque disse...

Extremamente interessante esta postagem.
Jodie Foster actualmente junta-se a Ellen Degeneres como as mais conhecidas e bem aceites lésbicas do cinema.
Também a bissexualidade de Angelina Jolie, Drew Barrymore e outras é conhecida.
No passado, o caso de Dietrich e Garbo são os mais salientes, embora muitas outras eu tivesse conhecimento através do livro autobiográfico do Marlon Brando.
E ainda outras, pelos seus traços que não deixam grandes dúvidas: Judith Anderson ou Agnes Morehead.
Mas ainda aparecem aí algumas surpresas...

Marcelo Bonavides de Castro disse...

Muito bom!
Ótimas atrizes!
Então, Lizabet Scott está fazendo 90 anos...

Eddie Lancaster disse...

ASSUNTO UM POUCO INDIGESTO, MAS TEMOS QUE ENGOLIR COM CLASSE, PORQUE O QUE INTERESSA PARA OS CINÉFILOS É O QUE AS ESTRELAS FAZEM NA TELA...
PARABÉNS!

As Tertulías disse...

Adorei!!!!!!!!!! Hoooray for all thos beautiful Dykes!!!!!! Todas - sem excessao -maravilhosas atrizes!!!! E Stanwick? E Brooks???

Ricardo

P.S. do vem uma postagem sobre "The opposite sex"?????? ;-)

As Tertulías disse...

Quiz dizer "Qdo. vem"...

Paulinho Lima disse...

Mulheres notáveis.

Shirley Alves de Souza disse...

INTERESSANTE!!!BJS

Sonia Brazão disse...

ღ ღღ ღღ ღღ ღღ ღღ ღ...... adorei !

Andressa Vieira disse...

Nahud, você se desculpou com classe por não ter adicionado nenhum par lésbico na postagem sobre melhores cenas de sexo, hein? É isso aí! kkkkk
Adorei! Agora eu fiquei CHOCADA com a Endora. Nunca mais vou assistir A Feiticeira da mesma forma.

Enaldo disse...

Fiquei surpreso sobre Jodie Foster e compreendo Brigitte Nielsen, que ficou com Stallone pelos motivo$ óbvio$.

Fabi disse...

Super interessante!
Achei demais a das atrizes que vieram morar no Brasil! hehe

Marcelo C,M disse...

Se naquele tempo, as atrizes tratavam isso com discrição, hoje em dia as atrizes atuais, sendo lésbica ou bi, é extremamente natural. Não vou deixar de gostar menos de alguém só pela sua opção sexual, sendo que a maioria dos meus ídolos seja do cinema ou da musica são todos bi ou gays e isso vai diminuir o meu respeito por eles? Nem um pouco!
Hoje em dia existe problemas muito mais preocupantes, do que se preocupar do que tipo de fruta a pessoa come.

Karla Hack dos Santos disse...

Muito interessante a postagem...
De algumas das listadas conhecia um pouco da história, de outras não...
A discrição - em geral - era a ordem da vez...
Adorei aquelas que vieram morar no Brasil!!

Que luxo! hehehe

;D

Faroeste disse...

Somente tenho a lamentar um tipo de assunto como este ser ainda abordado numa época como esta em que vivemos.

O homossexualismo SEMPRE existiu e seguirá existindo por todo o sempre. Além do mais não vejo motivos justificáveis se ficar tocando muna ferida que está sempre aberta.

No meu ver cada qual é dono de sua vida e faz dela o que bem desejar e querer. Ninguém tem o direito, o mínimo direito, de por qualquer toque, por mais insignificante que venha a ser, no modo de cada qual viver ou de quem quer que seja viver.

Afinal a vida de cada um pertence a cada um. E cada um tem o legítimo direito de fazer dela o que bem desejar.
jurandir_lima@bol.com.br

Daniele Moura disse...

Nossa, que lista graaaande! Algumas eu não imaginava, como Janet Gaynor e Lizabeth Scott. Kay Francis, Jean Artur, Margareth Lindsey tb não sabia, e por aí vai.
E pensar que a vida privada hoje rende mais trabalhos, fama e dinheiro para os artistas em Hollywood.
Parabéns pelo post!
Um abraço
Dani

Victor Ramos (Jerome) disse...

Quase todas lindas. Que desperdício, que desperdício! Hahaha

Injeção Cinéfila

Brenda Rosado disse...

Outra que não sai do armário nem amarrada é a nossa Ana Paula Arósio.

Marcus Bringel disse...

Grandes atrizes. Não conhecia suas histórias, muito bom

Daniel Bacelar disse...

Olá Antonio!!!!
Não sabia que havia lésbicas em Hollywood !!!!
Olha só o desperdicio por que os nossos pais e avós passaram a "bater a sua punhetazita"a olharem para as fotografias das "divas" que saiam nas pastilhas elásticas!!!!
Felizmente que depois da Elizabeth Scott deixaram de existir!!!!!!!
Para mim é um alivio!!!!!

Um abraço

Daniel Bacelar

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Pois é, Marcelo, a musa noir Lizabeth Scott continua via, embora aposentada.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Ricardo (As Tertúlias), falo sobre Louise Brooks e Barbara Stanwyck no texto. E o post sobre THE OPPOSITE SEX não demorará. Amei-o!

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

O seu puxão de orelha funcionou, Andressa... rs... A verdade é que esse post estava planejado faz tempo, mas eu sempre o adiava, pois não conseguia encontrar a bordagem que desejava, ou seja, sem sensacionalismo, preconceito ou superficialidade. Espero que tenha acertado.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

É uma história super curiosa, Fabi, e pouco falada. Na década de 1950, ela comprou uma fazenda em Anápolis, interior de Goiás, mudando-se com o marido e o casal parceiro. Só para lembrar: o marido era o famoso Adrian (o figurinista favorito das estrelas da MGM). No final da década de 1960, vendeu seu imóvel no Brasil e voltou a morar na Califórnia.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Será que ela é, Brenda? Sei que está perfeita como a professora lésbica abandonada em COMO ESQUECER. Uma grande atuação.

Daniele Moura disse...

Olá, Antonio
Estava pesquisando desde a tarde sobre Virginia Rappe e pensei em procurá-la no seu blog. Reencontrei este ótimo post: http://ofalcaomaltes.blogspot.com.br/2011/02/13-escandalos-que-abalaram-babilonia-de_28.html

"Hollywood Babilonia - It's Back!" e vou te dizer que acredito no que você escreveu, sobre o fato de Fatty ter enfiado uma garrafa na vagina da jovem atriz. Já li isso hoje, em outros lugares. O pior é que ele foi absolvido e muita gente o acha inocente. Imagina, num puteiro formado em um hotel, bêbado e ele ser inocente, beira o ridículo. Muitos acusam Rappe de ter sido prostituta e de ter um passado nada cauteloso, no que diz respeito a abortos e homens. Pra mim, na mente de algumas pessoas é assim: " a aspirante a atriz, vadia, queria tirar o dinheiro de Roscoe Fatty." É a velha história da mulher culpada por ter sido assassinada...pelo simples fato de ser mulher. Você tem mais informações sobre ela para me passar ou até escrever um post especial dedicado à Virginia?

Um abraço
Dani

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Dani, consulte esses sites:

www.virginiarappe.com

e

http://www.findadeath.com/Deceased/r/virginiarappe/rappe.htm

Danielle Carvalho disse...

Oi, Antonio.

Agora que a correria diminuiu um pouquinho, volto para o seu blog. E já chego botando lenha na fogueira. Sei q você vai me perdoar porque sabe como eu sou com relação a esses posts sensacionalistas (hehehe)...
Então, chamar a Greta Garbo e a Marlene Dietrich de lésbicas, simplesmente, não dá. Elas seguramente foram bissexuais, porque há documentado relacionamento de ambas com homens e mulheres. Chamar Catherine Deneuve, Stanwyck, Kate Hepburn, não dá de jeito nenhum, mesmo citando a fonte, que possivelmente é alguma publicação não muito digna de crédito. Mark Vieira, que escreveu uma biografia da Greta Garbo (e que eu sigo feito tiete no Facebook porque o livro dele é a melhor biografia de "estrela" que já li), estava esses dias descascando a mandioca em cima de um ex-atorzeco homossexual que resolveu "abrir o jogo", como ele diz, e dar a lista completa dos supostos affairs gays da Kate Hepburn, gente que ele conseguiu pra ir pra cama com ela. Mark viu tudo aquilo como pixação da imagem dela, e ainda pior, porque ela não tinha como se defender... Sei não, mas eu suavizaria esse texto, se fosse você, separando as fofocas das certezas.

Bjo!
Dani

Edison Eduardo d:-) disse...

Oi, Antonio... Olha, é lógico que conheço "A Cartomante" mas nunca o assisti inteiro, no Youtube só tem algumas poucas cenas... Vc viu onde???? manda o link pra mim...

Que blogada interessante... Todas elas são belíssimas e, me parece, não tinham vontade de vestir-se como homens... Entendo que talvez rolasse algum tipo de censura tb...

Aquele abraço!

Márcio Sallem disse...

Ótimo trabalho informativa, e se considerarmos a época dessas mulheres, deve ter sido relativamente angustiante assumir a homossexualidade. Felizmente, os tempos são outros.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Caríssima Dani Carvalho, estamos de lados opostos quando a questão é homossexualidade. Noto que tem um certo pudor em relação a esse tema (como o blogueiro de “O Rato Cinéfilo”). Parece achar que é um assunto espinhoso, intocável, que deve “permanecer no armário”. Eu penso diferente. Chega de tantos anos de silêncio, precisamos banalizar o que é naturalmente banal. Jamais publico textos dessa natureza sem estar seguro do que eu estou escrevendo. Hadleigh e McLellen são grandes jornalistas/escritores, premiados e respeitados. Os seus livros foram fundamentados na correspondência pessoal dessas atrizes e pesquisa nos arquivos do FBI (que durante décadas vigiava os atores hollywoodianos, controlando e catalogando todos os seus passos). Só publiquei o que é comprovado, ou seja, a lista com os 13 nomes. Deneuve, Stanwyck e outras eu apenas lembro que se comenta, mas não há provas concretas que eu saiba. Se bem que Tallulah garantiu ter dormido com a Stanwyck, mas experiências com pessoas do mesmo sexo nem sempre significam bissexualismo. Robert Taylor, marido da estrela, era conhecido pelo alcoolismo que o levava a antros de garotos de programa, deixando o chefão da MGM em pânico. A Babs tem um “jeitão” másculo (observe que é a minha atriz favorita, portanto não é uma crítica pejorativa). O seu primeiro marido, que a espancava, era gay. Tenho minhas dúvidas em relação ao heterossexualismo da maravilhosa Kate Hepburn. Seu louco amor por Spencer Tracy é um conto para boi dormir, o ator bebia como um cossaco para sufocar sua indefinição sexual (ele não se aceitava). A Marlene Dietrich era bissexual, isso está devidamente comprovado. Já a Garbo bi, por favor, não me faça rir. Mauritz Stiller e Cecil Beaton, que supostamente se envolveram romanticamente com ela, eram gays notórios, afetadíssimos, pegavam garotões nas ruas. A história dela com John Gilbert me parece conto-de-fadas hollywoodiano, truque publicitário para divulgar uma estrela em ascensão e um astro em decadência. A Garbo em cena não esconde sua masculinidade. Muitas vezes ela é mais masculina do que o próprio antagonista, comprometendo a verossimilhança do argumento (lembra dela com Ramon Novarro, Lars Hanson, Taylor, Basil Rathbone ou até mesmo o Gilbert?). Continuo acreditando que figuras públicas são como espelhos, refletindo vida profissional e pessoal. Não há como ser diferente. Quem tem segredos e teme por eles melhor procurar uma profissão anônima. Se a Garbo tivesse ficado na Suécia e se tornado uma solteirona longe das telas, não estaríamos hoje falando sobre sua homossexualidade. É uma questão de opção e bom senso.
Abraço bom,

Antonio Nahud Júnior

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Edison, tenho A CARTOMANTE na minha coleção. Posso enviar-lhe uma cópia. Mande o seu endereço para o meu e-mail:

ofalcaomaltes41@gmail.com

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

JOÃO ROQUE (Pinguim), qual o endereço do seu blog? Não consigo mais localizá-lo.

Toninho Luz disse...

Obrigado, meu bom Antonio!
O blog tá como sempre, genial!
E curiosíssimo!
Abraço gigante!

Brenda Rosado disse...

As boates LGBT do Rio e Sampa que o digam, Falcão. Trabalho nos bastidores da notícia, no Rio, e sei histórias que até Deus duvida. Muitas delas vi com meus próprios olhos. Como em Hollywood, o nosso meio artístico é marcado por atrizes e atores gays que adotam publicamente o modelo hetero por "obrigação" profissional. Tem galã gay que o público nem sonha. A lista é longa: Mazzaropi, Rubens de Falco, Thales Pan Chacon, Caíque Ferreira, Lauro Corona, Adriano Reys e por aí vai...

Filmes Antigos Club disse...

Meu amigo, todas elas sem exceção, eram excelentes atrizes. Da sua relação, apenas a única viva é a Lizabeth Scott, que não faz muito tempo a vi numa reportagem sobre uma vernissage que mostrava fotos e eventos de filmes noir, onde até Kirk Douglas estava presente. Ela não é mais sombra sequer do que já foi, e parece uma caricatura. Os cabelos pintados de louro, bem cumpridos, mas bastante envelhecida e feia (afinal já ta perto de 90 anos).

O caso dela é bastante interessante porque ela foi ousada em declarar numa época em que a moralidade (e muitas vezes, falsa) era bastante vigente, o que custou, de certa forma, caro para ela. Se mesmo nos dias de hoje já é difícil um artista assumir sua sexualidade, imagine naqueles tempos.

A Claudete Colbert, mencionada em seu primoroso artigo, me fez lembrar uma cena de O SINAL DA CRUZ, do grande DeMille, onde esta tomando banho e chega uma amiga da corte, e a convida para tomar banho com ela, e esta prontamente tira suas vestes para ir de encontro com a Imperatriz Popeia, desempenhada por Colbert. O Código Hayes ainda não estava em vigor quando esta cena foi montada.

Mas talvez o caso mais triste seja a de Ona Munson, que era uma espetacular atriz (fez com John Wayne O CARNAVAL DA VIDA ou A DAMA DE LOUISIANA). Fico a idealizar seu desespero, e possivelmente, sem amigos com quem pudesse se desabafar. Triste destino.

Valeu, Nahud!

Paulo Néry

Fernando Sobrinho disse...

‎"Círculo da Costura" = "Velcro na Hollywood Clássica",rs.

Ana Paula Chagas disse...

Lésbica, bisexual ou o que seja, Marlene continua sendo a Diva Suprema.

Ruben Celso Nigro Paschoal disse...

excelente matéria Antonio. Soube realmente mostrar sem se mostrar sensacionalista. Algumas eu sabia, outras fiquei surpreso. Mas mesmo assim gostei muito da matéria. Parabéns.

Alexandre Santos disse...

Muito bom!Adorei a matéria!De fato as atrizes citadas se tornaram famosas por seu romances lésbicos!De algumas das atrizes eu já sabia ,Claudet colbert era conhecida nos circulos lésbicos como "Tio Claude", Agnes Moorehead ao que consta teve um caso com Debbie reynolds! Ja Janet Gaynor foi uma surpresa para mim!

Fernando Sobrinho disse...

Na boa, acho que foram os poucos os profissionais puramente heterossexuais que trabalharam em Hollywood,hehehe. Atualmente, aposto que acontece a mesma coisa,hehehehe.

Sama Davis disse...

otimo!!!!!! mas aqui, uma vez numa comuna de cinema clássico, falaram de um livro da Monroe que ela narrava a sua fofada com CRawford, e q ela era insaciável, e agora????

Nieri Svensson disse...

No livro Garbo de Barry Paris, a Louise Brooks disse que levou uma cantada de Greta e que ela não gostou. Garbo era bissexual, ela teve um caso com o empresário casado George Schlee nos anos 60, ele antes de morrer passou malno apartamento dela e foi o maior bafafá. Além do namoro dela com John Gilbert e casos com Cecil Beaton e Leopold Stokowski. Mas eu adorei ler tudo isso, não sabia de Thelma Ritter.

Danielle Carvalho disse...

Olá, Antonio.

Não tenho nenhum pudor com relação ao homossexualismo ou a qualquer outro tema, porém, também não sou ingênua a ponto de pensar que o tema não envolva tabu. É, aliás, por isso que ele anda tão solto na boca pequena e, quando discutido, bastante provavelmente ganhará viés sensacionalista. Você viu "Shame", não? O grande problema do protagonista não é o sexo, mas o que dá título à obra: a vergonha do sexo. Mesmo laica, nossa sociedade ainda é governada pelo cristianismo, que estigmatiza o sexo e ainda mais o homossexualismo, visto como "pecado".
Porque a nossa sociedade tem essa curiosidade pela vida sexual do outro, oriunda do tabu - especialmente quando ela esconde segredos que o tal "outro" deseja trazê-los bem escondidos porque, afinal, é fruto dessa sociedade então acaba herdando seus preconceitos - é que eu acho que é preciso duplo cuidado no tratamento do tema. Vou fazer uma leitura puramente linguística do seu texto: Ao intitulá-lo "Lésbicas de Hollywood", você se inclina para a imprensa sensacionalista (e suas chamadas retumbantes para pegar leitores) e incorre em erro. Nem todo mundo que você cita é somente lésbica, e, como você mesmo afirma, você arrola no texto gente de quem não se apresentam "provas concretas" do fato. Não se deve assegurar nada sobre quem quer que seja sem provas, penso eu. E desde a minha opinião, aferir-se a homossexualidade de alguém de quem não temos certeza não é algo que se deve ser feito de modo algum. O ser humano deve ter autonomia pra decidir afirmar sua identidade, justamente porque ele vive nessa sociedade preconceituosa onde nada existe "simplesmente" - por isso terá que defender cada uma das coisas que resolve fazer na vida. Por isso que concordo totalmente com o Mark Vieira, como disse pra você.
Você incorre igualmente no achismo no que toca a essa gente que lista no seu comentário. X "garantiu" Y - fofoca. E mais, Z tem "jeitão másculo" em cena; W foi "truque publicitário". Isso é se estar guiando por aparências, algumas preconceituosas. Por exemplo, a "aparência" de masculinidade não significa homossexualismo, assim como a "aparência" de feminilidade não quer necessariamente dizer heterossexualismo. Eu poderia citar pra você inúmeros exemplos de meu conhecimento empírico, mas você certamente deve ter alguns também. Aliás, Tomboy, outro filme novo, traz exemplo cabal disso: desafio você a assegurar qualquer coisa sobre a sexualidade da protagonista.
Por isso, volto a afirmar que meus questionamentos têm a ver com o seu tratamento do tema e não com o tema em si.

Bjs
Dani

Rafa Amaral disse...

E curioso notar, também, um traço comum entra algumas delas além da inclinação ao mesmo sexo. O estilo, o tipo de figurino. Tudo perfeito e que, acredito, ajudou ainda mais em alguns mitos como Garbo. Grande abraço. cinemavelho.com

tozzi disse...

O curioso é que no universo literário nunca teve esse tipo de problema. Qualquer biografia de Marguerite Youcenar, Virginia Wool, Djuna Barnes, Gertrude Stein, Patricia Highsmith, Colette, entre outras, deixa logo claro a orientação sexual delas, deste sempre. Sem tabus.
Falcão, discordo do comentário de Danielle Carvalho, me parece aquele pensamento típico da classe média brasileira: "os gays merecem consideração, mas não vamos tocar nesse assunto". O seu post é elegante e sem sensacionalismo (será que ela não notou que o título é o mesmo do livro de Boze Hadleigh? que por sinal já li e é sério). O curioso é que ninguém se escandaliza, por exemplo, quando lê que Liz Taylor casou oito vezes ou que Marilyn foi amante de um homem casado, um presidente que devia preservar a moral. Mas é só falar que o artista é gay para se ouriçarem, mesmo com mensagens aparentemente sem preconceitos. Que mundo é esse?

Anônimo disse...

Li que o Eddie Fisher era bi. Ele foi casado com a Debbie Reynolds e depois com a Elizabeth Taylor. Por certo, o caso de Debbie com Endora explica tudo. A Elizabeth foi casada com outro ator gay: o inglês Michael Wilding, que teve duradouro affair com o também ator Stewart Granger.

Jamil disse...

Como alguém pode duvidar do lesbianismo da divina Garbo? Ou se é uma Alice, de tão inocente, ou é daqueles que tem filho ou irmão gay e faz de conta que não sabe, fugindo do assunto incômodo para ele/a. No fundo, preconceito brabo, né? O relacionamento de Garbo com homens são suspeitos. Stiller, Stokowski e Beaton nunca esconderam o homossexualismo. Portanto, será que rolava sexo ou era uma bela amizade cheia de amor? O Gilbert era um bêbado desesperado. Como vc disse, acredito que a relação deles tava mais para marketing publicitário.

Danielle Carvalho disse...

Ichi, agora eu sou preconceituosa! Aponta, tozzi, nos meus 2 comentários, onde eu quis dizer que "os gays merecem consideração, mas não vamos tocar nesse assunto". Não sou leviana com ninguém e não admito que sejam comigo.

Brenda Rosado disse...

Sou lésbica e não me senti nem um pouco ofendida com o post, muito pelo contrario, acho que precisamos desse tipo de divulgação animadora e esclarecedora. Lembro que na minha adolescência ficava perdida, sem referencias, acreditando que todos eram heteros e eu uma aberração. A Daniela esta exagerando. Captei completamente o contexto do post. Parabéns, Antonio.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Dani, respeito sua opinião, mas penso diferente. Não vamos brigar por isso. O Falcão é um blog informativo, íntimo e pessoal, e continuará dando destaque a vida profissional e privada dos profissionais da indústria cinematográfica clássica, sejam heterossexuais ou homossexuais. Pode ter certeza que não tenho intenção de ofender ou escandalizar ninguém. Mas tampouco pretendo maquiar biografias.
Beijão!

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Fico feliz com sua presença por aqui, Toninho. Apareça sempre.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Paulo Néry, gostaria de ver essas fotos recentes da Lizabeth. Você chegou a arquivá-las? Daria uma ótima imagem para a Parte 3 de OS SOBREVIVENTES. Lembro da cena de Claudette em O SINAL DA CRUZ. Super sensual. Mas desconheço o filme da Ona com Duke.
Tudo de bom,

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Tem toda razão, Ana Paula. Um dia completo minha coleção Dietrich. Já tenho um bom número de filmes dela.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Não exagere, Alexandre, nenhuma delas se tornou famosa por seus romances lésbicos. O talento está em primeiro lugar.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Discordo, Fermnando, como em qualquer profissão existem heteros e homos. O caso de Holywood é que estamos lidando com celebridades e o falatório é mais intenso e constante.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Sama, neste livro citado por você, a Marilyn Monroe conta que foi cantada com insistência por Joan Crawford, mas que ela não cedeu, fazendo uma inimiga perigosa.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Nieri, a biografia de Barry Paris é tendenciosa, pois o autor tornou-se amigo de Garbo e procurou não magoá-la, tratando sua sexualidade com superficialidade. Ela não chegou a ter um caso com George Schlee. Ele e sua esposa eram amigos dela. A Louise, em sua excelente autobiografia (muito corajosa e bem escrita),conta que sempre preferiu homens, mas deitou com algumas mulheres. Uma delas foi Garbo.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Nunca tinha pensado nisso, Rafa. Você tem razão.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Pois não é que no mundo literário o assunto é tratado com naturalidade, Tozzi? Desde os tempos de George Sand, travestida em grandes festas parisienses, ou bem mais antigamente, a própria grega Lesbos, mãe espiritual de todas.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Li diversas biografias de Garbo, Jamil. Vi quase todos os seus filmes. Sinceramente não consigo vê-la como bissexual. Tenho amigas lésbicas que já dormiram com homens, assim como tenho amigos heteros que também levaram gays para a cama. Nem por isso os considero bissexuais.

tozzi disse...

Daniela, para encerrar o assunto vou contar uma historinha. Tenho uma amiga muito querida, professora universitária, culta, amigas de alguns gays, que na época de uma telenovela global em que havia a possibilidade do personagem do Bruno Gagliassio beijar o seu amor, um pião de rodeios, ficou indignada. "Como pode ser, e as crianças e os idosos que assistem tevê?", disse-me. "Mas porque vc não protesta também contra o lixo exibido na tevê, tipo BBB", ataquei. Ela não se convenceu. É do tipo que acha tudo normal e natural da boca pra fora, mas jamais aceitaria um casal gay de mãos dadas nas ruas como é comum na Europa. Lembro que ela era louca pelo John Travolta, colecionava todos os filmes dele. Quando revelei que a imprensa americana estava pressionando para que ele saísse do armário, ficou puta da vida. Primeiro me ofendeu, depois aceitou a situação... e deixou de ver os novos filmes de Travolta. Ela é preconceituosa? Encerro por aqui.

Lúcia Ávila disse...

Seria muito bom conhecer a filmografia de Dorothy Arzner. Sugere algum filme para iniciar, Falcão?

Ruby disse...

Eu ainda custo a acreditar que algumas citadas fossem realmente lésbicas. Umas têm realemnte perfil, o jeito denuncia, porém outras não, mas enfim, eu já li muito sobre essas paradas da golden Hollywood, a mais notória é a Marlene e a Tallulah, juro que da Janet Gaynor não sabia, muito menos da Agnes-Endora-Moorehead, já da Greta, li reportagens que diziam que as cartas trocadas entre ela e a suposta amante não eram o que se supunha, eram outros conteúdos livres de suspeitas de lesbianismo, porém dela com a Brooks, não sabia, enfim, não duvido ao mesmo tempo que não acredito em muitas e creio piamente em outras. Muito interessante o post, Nahud, a lista tem muitas que desconhecia esse lado delas.

Nasser disse...

O novo banner do blog ficou muito bonito. Reconheci a Audrey Hepburn e a Marilyn Monroe. Quem é a primeira, Falcão?

Rubi disse...

Quando comecei a ler o seu texto pensei: Será que o Antonio lembrou da Dorothy Arzner?
E ao terminar de ler...logo pensei: É...o Antonio não deixa passar nada mesmo.

Tenho muita admiração pelo trabalho de todas as atrizes que citou, em especial Dietrich e Garbo. No entanto, pelo simples fato de Dorothy integrar esta lista, me sinto no direito de dizer o quanto ela foi importante pra história do cinema. Ela abriu portas pra muitas outras cineastas e criou um estilo único em suas produções. Sou fã de Dorothy Arzner, e acho que é a primeira vez que vejo uma publicação sobre ela.

Parabéns Antonio!

Adecio Moreira Jr. disse...

É interessante porque nunca saberemos o que, de fato, é verdade ou são boatos...

Cefas Carvalho disse...

Nahud, excelente o texto, cheio de informações que eu desconhecia. O número de comentários e o calor de alguns deles mostra o quanto o tema ainda é delicado e relevante. Concordo com a postura do texto e seus argumentos para assim fazê-lo. Só registro que, por essência, desconfio de comentários que contenham a frase "Não tenho preconceito, mas...". Abração! E, muito pertinente a observação do Tozzi. No universo literário o tema não é tão explosivo quanto no cinema (idem como os homossexuais masculinos, como Allen Ginsberg, Jean genet etc).

DANIELA GALDINO disse...

Nahud, só pude ler agora. Adorei! Bom saber do comportamento transgressor dessas mulheres.

Andressa Vieira disse...

A prova do quanto o tema ainda é cheio de pudores é a quantidade de comentários que levantam a polêmica.
Nahud fala de atores e atrizes negros, brancos, vermelhos, amarelos, feios, bonitos, judeus, muçulmanos, pais de santo, cegos, surdos, mancos e todo mundo acha o máximo... Daí fala dos gays e é sensacionalismo. Discordo totalmente. Sensacionalismo, na minha concepção é manipular um fato de forma a atrair o público sedento por "sangue" (que pode significar não literalmente sangue, mas intimidades, fofocas etc). Nahud não fez isso. Sabendo do seu conhecimento sobre o tema e competência jornalística, considero cada um de seus posts quase com precisão acadêmica.
Vamos banalizar o que já está banal, amigos. Homossexualismo é do tempo do Ronca e "nem fede mais". Tem mais nem graça.
Abraços!

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Lúcio, só conheço dois filmes de Dorothy Arzner, o feminista ASSIM AMAM AS MULHERES, de 1933, com a Katharine Hepburn, e A VIDA É UMA CANÇÃO, uma comédia de 1940 com a Maureen O'Hara. Comece pelo primeiro. É bem simpático e a Kate está ótima, novinha, cheia de vigor.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Obrigado, Nasser. A primeira é a Janet Leigh.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Rubi, foi só um rascunho biográfico da talentosa Dorothy Arzner. Estou escrevendo um post sobre cineastas na Hollywood clássica, destacando-a e a Ida Lupino.

Ângelo Miranda disse...

Falcão, e os rapazes gays?

Kle Franklin disse...

Bem interessante! Triste é saber que muitas atrizes brasileiras, ainda estão escondidas no armário, por causa do sensacionalismo de alguns! Adorei de verdade o post. Abraços.

Suzane Weck disse...

Nossa,que assunto mais polêmico não?È muito interessante ler as opiniões e as divergências do pessoal cinéfilo.Como não sabia quase nada disto tudo Adorei a matéria.Aliás achei o texto com uma abordagem de primeira,como só tu mesmo sabes fazer.Abraço bem grande.

Gilberto Carlos disse...

Não sabia que a maioria dessas atrizes eram lésbicas. Tomara que tenha também um especial com os atores gays.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Ângelo e Gilberto, aguardem para muito em breve a abordagem masculina..

Fábio Henrique Carmo disse...

Já hoje em dia as atrizes adoram se assumir bissexuais, principalmente proque dá um ibope danado com o público masculino.

Lemarc disse...

Essa mulherada não era fácil, Nahud! E parece que as coisas não mudaram muito.
Lemarc

linezinha disse...

Antonio excelente post e causou muita polêmica aqui rs,e nem imaginei que a moça da 1 foto do blog é a Janet Leigh! Abç

_-CinestudiO-_ disse...

Marlene Dietrich ?!?!?!? O__O
=O

P.S.: O novo banner ficou o máximo!! Mais uma excelente seleção de imagens do Falcão Maltês

Jefferson Clayton Vendrame disse...

Meu Deus, todas as atrizes de Hollywood eram lésbicas kkk?
Penso que assim como ainda acontece hoje em dia, basta o sujeito adquirir fama e se tornar conhecido que surgem os disse me disse.
Realmente muita coisa é especulação, outras fofocas, outras verdade enfim...
Independente da sexualidade (que para nós não implica em nada afinal o que eles faziam em suas intimidades não altera em nada em suas profissões)cada uma das citadas devem ser lembradas e aclamadas por seus infinitos talentos cinematográficos. Achei a ideia do post legal e informativo.
Agora ninguém poe na minha cabeça que existam pessoas denominadas BI sexuais, ou é ou não é, meio termo não existe, quem inventou esse termo?

Abraços

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Exato, Linezinha, a polêmica foi grande... e interessante.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Grato, Cinestudio!

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Jefferson, conheço várias pessoas que sentem prazer em se relacionar sexualmente com homens e mulheres. Como defini-las, então?

Aldo disse...

Nahud Junior, conheci seu blog recentemente e achei bom.

O post sobre as lésbicas de hollywood é interessante. Agora, seria também interessante se vc fizesse um post com uma versão masculina, o THE HOLLYWOOD MALES GAYS.
Eu li um livro com o título de ''os bastidores do cinema'' de um autor de sobrenome Mann.

Têm cada revelação surpreendente sobre os caras!

Até breve.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Aguarde a versão masculina, Aldo. Abraços.

juli disse...

Porque vc tb ñ faz um sobre os atores e diretores da REDE GLOBO, principalmente dos ATUAIS(galãs e galoas*)de preferência vivos e atuantes.

*galoa, é uma palavra q ñ existe, o correto seria, musas.

Mariah Twist disse...

O fato de um artista ser homossexual nunca diminuiu meu respeito por ele, nem aumentou, sempre foi indiferente, porque admiro uma estrela pelo talento. Mas confesso que odeio quando um artista usa isso para se promover. Desculpe, mas é meio que o caso da Madonna quando fica vendendo aquela imagem ambígua para chamar a atenção para alguma coisa que ela não tem, ou seja, talento. E para ser sincero acho que é meio o caso também da Angelina Jolie e da Drew Barrimore, que eu nunca admirei. Quanto a Drew, acho que aquela menina só fez um filme que presta, ET. E só! Mas adoro a Jodie Foster porque ela é incrível, e sempre preservou bem sua vida pessoal, que não diz respeito a ninguém. Mesmo que para isso ela tenha que ser arrogante ou agressiva. De algumas atrizes que vc listou, como Joan Crawford, Marlene Dietrich e Greta Garbo, por uma razão que eu desconheço, nunca consegui gostar. E não é o fato delas terem sido lésbicas ou bissexuais que iria mudar a concepção que tenho delas. De outras como a Catherine Deneuve sempre tive uma desconfiança e vc só confirmou o que eu já imaginava. Quanto ao comentário que a MM fez sobre a Joan Crawford acho que foi caso mal resolvido porque elas tiveram sim um caso. E biógrafos mais modernos da MM estendem seus relacionamentos homo também para Barbie Stanwick, Marlene Dietrich e Elisabeth Taylor. O último affair foi confirmado pela própria Liz Taylor.