Caros Amigos

março 25, 2012

** INGRID BERGMAN E HITCHCOCK: MUSA E MESTRE

Ingrid Bergman







Dona de uma beleza casta e saudável, INGRID BERGMAN era adorada por público e críticos. Convidada pelo produtor David O. Selznick, deixou a Suécia no final dos anos 30 diretamente para o superestrelato internacional. Recebeu duas vezes o Oscar de Melhor Atriz (“À Meia-Luz / Gaslight”, de 1945, e “Anastácia, a Princesa Esquecida / Anastasia”, de 1956) e um terceiro como Melhor Atriz Coadjuvante (“Assassinato no Expresso Oriente / Murder on the Orient Express”, de 1974), sendo ainda indicada outras quatro vezes (“Por Quem os Sinos Dobram / For Whom the Bell Tolls” (1943), “Os Sinos de Santa Maria / The Bells of St. Mary’s” (1945), “Joana D’Arc / Joan of Arc” (1948) e “Sonata de Outono / Hostsonaten”, de 1979). Seu nome está imortalizado em inúmeros clássicos, inclusive como musa favorita do mestre do suspense Alfred Hitchcock.




Dra. Constance Petersen em
QUANDO FALA O CORAÇÃO 
(Spellbound, 1945)
Com Gregory Peck e Rhonda Fleming


Concorreu ao Oscar de Melhor Filme e Melhor Direção. Utilizando uma sedutora fotografia expressionista em contrastes de claro e escuro, é um dos primeiros filmes feitos em Hollywood cuja trama usa a psicanálise freudiana. Um amnésico, ao descobrir que não é quem pensa ser, convoca uma psiquiatra fria e mal-amada para ajudá-lo a descobrir sua verdadeira identidade, assim como o destino do indivíduo que ele aparentemente está personificando. Enorme sucesso de bilheteria (inclusive no Brasil, onde foi várias vezes reprisado), notável por suas atuações, cenografia e trilha sonora de Miklos Rozsa (ganhadora do Oscar). O pintor surrealista espanhol Salvador Dali concebeu as famosas sequências de sonho vislumbradas por Peck em estado de hipnose. Mas há outras sequências famosas: o primeiro beijo do casal, quando várias portas vão se abrindo, simbolizando a libertação da heroína, e a cena com o revólver que atira diretamente para a câmera. Ingrid foi a Melhor Atriz dos Críticos de Nova York. Repare em Rhonda Fleming em um dos seus primeiros papéis. Ela foi uma das mulheres mais bonitas do cinema e ainda hoje está viva, aos 89 anos de idade. Hitchcock mais tarde se referia ao longa como “apenas outro filme de perseguição disfarçada em pseudo-psicanálise”.





Ingrid e Peck










Alicia Huberman em
INTERLÚDIO 
(Notorious, 1946)
Com Cary Grant, Claude Rains e Louis Calhern


Último filme de Ingrid como contratada de Selznick, mas originalmente o produtor pretendia que Vivien Leigh interpretasse a sua personagem. Perto do fim da Segunda Guerra Mundial, espião recruta garota sem perspectivas para se infiltrar em um grupo de nazistas exilados no Brasil. Num Rio de Janeiro de estúdio, somos agraciados com vários personagens (como os de Cary e Claude Rains) falando em português e fazendo menção a locais brasileiros, como a cidade de Petrópolis. Além disso, temos um ator brasileiro em cena, Ricardo Costa, que interpreta o Dr. Barbosa. História cheia de classe e romance, fotografado de forma magnífica por Ted Tetzlaff em um preto-e-branco resplandecente e com seus astros mais belos (e inspirados) do que nunca. É impossível não ficar deslumbrado com a beleza e o talento de Ingrid e Cary. Os dois tem uma química impressionante, e fisgam a atenção da plateia de cara. Formando um dos melhores casais hitchockianos, fazem frente a James Stewart e Grace Kelly em “Janela Indiscreta / Rear Window” (1954) ou Cary e Grace em “Ladrão de Casaca / To Catch a Thief” (1955). Ambos convencem tanto como espiões quanto como amantes. Hitchcock demonstra controle total da narrativa num nível mais sofisticado do que em seus filmes anteriores, dando uma aula de cinema. É um dos melhores exemplos para provar que Hitch era de verdade o mestre do suspense, fazendo uso de suas capacidades de hipnotizador com aptidão e habilidade. Nas cenas em que contracenava com Ingrid, o excelente Claude Rains (que concorreu ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante) estava sobre um caixote, para dar a impressão que era mais alto que a atriz. Foi refilmado para a tevê norte-americana em 1992.





Cary e Ingrid









Lady Henrietta Flusky em
SOB O SIGNO DE CAPRICÓRNIO 
(Under Capricorn, 1949)
Com Joseph Cotten, Michael Wilding 
e Margaret Leighton


Sem um pingo de suspense, talvez seja o pior filme da atriz e do diretor, mas tem suas qualidades – como a cuidadosa construção da narrativa -, que são o suficiente para torná-lo agradável de assistir. Fracasso de bilheteria (o público sempre esperava de Hitch uma narrativa tensa e instigante), esse melodrama de época conta a história de aristocrata frágil que vai definhando quando se muda da Irlanda para a Austrália do século XIX, a fim de ficar perto do seu marido, um ex-presidiário acusado de ter assassinado o irmão dela. A chegada de um primo provoca desconfianças e revelações inesperadas. O forte da produção é a evolução do argumento e a interação entre os três personagens principais, que fogem do senso comum e deixam a trama imprevisível. Hitch revelou que fez esse filme apenas para contar com a presença de sua adorada amiga Ingrid Bergman, que era, naquela época, a maior estrela de Hollywood. Ele não gostava do história, mas achava que seria um bom veículo para a atriz, que está menos deslumbrante aqui do que nos outros filmes que fez com o mestre. Mas o seu talento continua impecável, destacando-se em muitos momentos, principalmente num monólogo de oito minutos no último terço do filme. As filmagens foram um pesadelo para a estrela, que sofreu vários colapsos nervosos. Desconsolado com o fracasso comercial e crítico, o diretor caiu numa tremenda depressão, engordou ainda mais e se viu obrigado a fechar a sua produtora Transatlantic Pictures. O título nacional é péssimo, afinal o “Capricorn” original se refere ao trópico e nunca ao signo astrológico.





Cotten e Ingrid











Alfred Hitchcock



Hitch e Ingrid em "Sob o Signo de Capricórnio"



Reencontro nos anos 60

65 comentários:

Suzane Weck disse...

Nossa,fiquei surpreendida ao passar por aqui para continuar e aprimorar meus conhecimento sobre a matéria anterior,e dei com esta outra notável postagem,e principalmente por ser a primeira a hoje chegar aqui e deixar meu modesto recadinho.Como sempre fui fã de Ingrid e Alfred fiquei 'nocauteada' pela matéria tão primorosa e brilhante.Aliás vir até teu Excepcional blog para colher os frutos de tuas pesquisas e sabedorias cinéfilas já se tornou um vicio para mim.Grande abraço meu querido Falcão.

renatocinema disse...

Bela homenagem a esses mitos do cinema.

Merecida.

Parabéns pela seleção de imagens também.

disse...

Eles realmente fizeram uma bela parceria. Hitch se encantou perdidamente por Ingrid, mas ela não correspondeu a paixão platônica do diretor. A foto que abre o post é lindíssima!
Abraços!

linezinha disse...

A Ingrid é minha musa do Hitch preferida,ela e o Cary estão um arraso em Interlúdio,dizem que o Hitch não a perdoou quando ela fugiu com o Rosselini.
Antonio mudando de assunto vc sabe de algum site onde eu possa baixar o filme "A mocidade é assim" dublado?
Abç

Fábio Henrique Carmo disse...

Hitch + Ingrid = adoráveis horas de cinema. Dos três o meu preferido é "Quando Fala o Coração", devido à participação de Dalí. Mas também gosto de "Interlúdio".

Ah, Nahud, postei no Cinema Com Pimenta uma resenha sobre "O Fio da Navalha", do Goulding com o Tyrone Power! Inté!

Selma Carvalho disse...

adoro os filmes dele

Mario Salazar disse...

Me encanta la belleza de Bergman en Casablanca, y me gustó mucho su actuación en gaslight, quiero ver Notorious, ya que además gusto mucho de Hitchcock. Las otras dos no e crean mucha curiosidad. Espero tener un tiempo y ver mucho más Hitchcock. Un abrazo.

Edivaldo Martins disse...

BONITA DEMAIS!

Brenda Rosado disse...

Falcão, li o seu blog de cabo a rabo nos últimos três dias. Fiquei maravilhada. Como sou uma leitora ávida por livros vou copiá-lo e encaderná-lo. Será uma empolgante fonte de consulta. O seu trabalho é lindo.
Bjs

João Roque disse...

Ingrid Bergman poderia ter sido a musa de vários directores, mas de Hitchcock foi com certeza.

_-CinestudiO-_ disse...

Poucas atrizes conseguiram ter a beleza hipnotizante de Ingrid Bergman após sua passagem pelo cinema... A propósito ainda não vi "Quando Fala o Coração", vou anotar aqui na agenda!!

Ruby disse...

Nem tenho palavras pra expressar a alegria que senti ao ver o post. Ingrid é a minha preferida, tenho quase todos os filmes dela em DVdD (menos os suecos e o que ela fez na Alemanha), tenho a biografia, livros que falam dela, enfim, pastas e mais pastas abarrotadas de fotos. É fantástico ler sobre tudo isso e confirmar, porque conheço a trajetória dessa linda e maravilhosa atriz, a mais bela, simples, natural. Foi lamentável a parceria Ingy+Hitch ter terminado com um fracasso que foi Under capricorn, só vale pela direção e beleza da protagonista. Meu próx. post no meu blog será sobre os 70 anos de Casablanca. beijos e ótima escolha pra post.

Edivaldo Martins disse...

BONITA E GRANDE ATRIZ!

Luís disse...

Aho realmente uma pena que eu jamais tenha assistido a qualquer filme desses dois juntos! Conheços muitos títulos do Hitchcock e muitos com a Ingrid Bergman, no entanto fogem-me ao conhecimento obras nas quais ambos aparecem em parceria. Spellbound, porém, está na minha lista há bastante tempo e logo o vejo.


Dá uma passada no meu blog pra conferir a Maratona de opiniões do Oscar 2012 que começou hoje.

As Tertulías disse...

AMO o trabalho de Bergman. Mesmo assim "Spellbound" nunca foi um filme que me "cativou"... Nao sei porque... Adorei-me lembrar de "Under Capricorn", tenho que procura-lo reve-lo... Sobre Notorious tenho algo interessante a contar: uma vez assisti DUAS sessoes dele no nosso Museu do Cinema...a primeira a versao (dublada em alemao) atual, a que conhecemnos. A segunda (na qual o filme chamou-se "Veneno Branco") que foi feita logo depois de 1946 fou dublada de uma tal forma que o filme virou uma estória sobre tráfico de drogas... Estes "assuntos" ainda estavam muito "recentes" para serem tao "chaqualhados" de novo... interassante estória, nao acha???
Abracao
Ricardo
P.S. (Deixei nas Tertúlias para voce a seguinte mensagem): Querido Antonio,
acho que há um engano... em Contos de Hoffmann estava Moira Shearer... ou estou enganado? Vou pesquisar... Toumanova apareceu com Gene Kelly no fracassado "Invitation to dance"!
P.S.2 Pesquisei e realmente Toumanova nao participou deste filme!!!)

Marcelo C,M disse...

Devido aos nomes parecidos, sempre achava que ela tinha algum parentesco com Ingmar Bergman. Ironicamente, ela só veio a atuar num único filme do diretor, que alias, acho um dos melhores momentos de sua carreira (Sonata de Outono). O primeiro trabalho dela que eu vi com o mestre do suspense foi em Interlúdio, sendo que, nunca me esqueço da sessão que eu assisti (na rede vida, canal católico do RS). A cena que eu sempre me lembro dela no filme, é quando ela está com a barriga de fora, numa cena que para época, não foi nada comportada com certeza, mas que ainda hoje perco o fôlego. Isso sim era mulher bonita de verdade!

Marcelo C,M disse...

Devido aos nomes parecidos, sempre achava que ela tinha algum parentesco com Ingmar Bergman. Ironicamente, ela só veio a atuar num único filme do diretor, que alias, acho um dos melhores momentos de sua carreira (Sonata de Outono). O primeiro trabalho dela que eu vi com o mestre do suspense foi em Interlúdio, sendo que, nunca me esqueço da sessão que eu assisti (na rede vida, canal católico do RS). A cena que eu sempre me lembro dela no filme, é quando ela está com a barriga de fora, numa cena que para época, não foi nada comportada com certeza, mas que ainda hoje perco o fôlego. Isso sim era mulher bonita de verdade!

Jefferson Clayton Vendrame disse...

Ela poderia ter feito 500 ótimos filmes mas sempre será lembrada como a inesquecível Ilsa de Casablanca.

Ótimo Post.

ABRAÇOS

Angela Pieruccini disse...

Adoro cinema, como vc, seu blog é muito bom.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Pois é, Lê, Hitch tinha essa mania de se apaixonar por suas atrizes: Ingrid, Grace, Tippi...
Abração,

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Linezinha, o Hitch realmente ficou magoado com a Ingrid. Ele tinha uma paixão mal resolvida.
Em relação ao filme A MOCIDADE É ASSIM, não conheço nenhum site para baixá-lo, mas posso enviar uma cópia pra vc. Mande seu endereço para o e-mail:
ofalcaomaltes41@gmail.com

Abraços,

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Fábio, gosto também da intervenção de Dali em QUANDO FALA O CORAÇÃO, mas prefiro a trama de INTERLÚDIO. Estive no seu blog e deixei comentário sobre o bonito O FIO DA NAVALHA.
Grande abraço,

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Mario, veja também SPELLBOUND. Vale por Ingrid, Hitch, Peck, Rhonda Fleming e a intervenção especial de Salvador Dali.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Obrigado, Brenda, fico contente. Pretendo futuramente transformar o blog em livro.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

João Roque, ela também foi musa de Rossellini. Fez filmes lindos com ele que não época não foram muito bem recebidos, mas hoje são super valorizados.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

CineStudio, a beleza de Ingrid é de uma leveza e naturalidade atípicas da Hollywood daquela época e de sempre.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Ruby, a parceria findou com a mudança de Ingrid para a Itália, trocando Hollywood por Rossellini.
Como vc, sou louco por ela. Ainda ontem vi MAIS UMA VEZ ADEUS, de 1961, e fiquei fascinado com sua beleza madura, densidade e elegância. Uma atriz gigantesca. Talvez a maior de todos os tempos.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Vou aparecer, Luis. Prometo. Não deixe de ver INTERLÚDIO, o melhor da trilogia Hitch-Bergman.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

História interessante, Ricardo (As Tertúlias). Perdão, confundi a Tamara com a Ludmilla Tchérina (que linda!). De Tamara vi DAYS OF GLORY, CORTINA RASGADA e A VIDA PRIVADA DE SHERLOCK HOLMES.
Abração,

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

O desempenho de Ingrid em SONATA DE OUTONO é fabuloso, Marcelo. Creio que se identificou com a personagem. Tinha muito de sua história. Ambiciosa, ela sempre colocou sua carreira em primeiro lugar.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

É verdade, Jefferson. Mas eu prefiro lembrá-la em POR QUEM OS SINOS DOBRAM.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Obrigado, Angela. Seja bem vinda e apareça sempre.

Gabriel França disse...

Ela era um dos atores favoritos do hitchcock, assim como James Stewert e Cary Grant. Admito que, infelizmente ainda não vi nenhum filme do Alfred com ela, acredita?

http://monteolimpoblog.blogspot.com.br/

Paulo Néry disse...

Monumentalmente linda e EXCELENTE atriz. Verdadeira deusa.

Gilberto Carlos disse...

Adoro todos os filmes de Hitchcock, incluindo os que tem Ingrid Bergman no elenco.

Jamil disse...

Ingrid Bergman tem uma das carreiras mais sólidas do cinema. Até a série de filmes que fez na Itália com Rossellini, a principio simplórios e sem futuro, são atualmente cults, com obras-primas como "Stromboli" e "Viagem a Itália".

tozzi disse...

Tem um filme dela despretensioso que gosto demais: a comédia Flor de Cactus. Super divertida!

tozzi disse...

sim, considero joana d'arc pior que sob o signo de capricórnio.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Gabriel, veja rapidinho INTERLÚDIO. É um suspense dos melhores.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Jamil, gosto de todos os filmes de Bergman com Rossellini. São incríveis. Só não conheço GIOVANNA DELL ARCO.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Tozzi, por incrível que pareça (sempre pensamos nela como uma atriz dramática), a Ingrid é uma ótima comediante. Ela está hilária ao lado de Goldie Hawn e Walter Matthau.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Tozzi, ambos são filmes aborrecidos, artificiais e pretensiosos. Mas em compensação o show de atuação de Ingrid neles é milagroso.

Leandra disse...

Ela envelheceu bem nas telas. Dos tempos da Suécia ao telefilme onde fez Golda Meier, pouco antes de morrer, demonstra um talento gigantesco. Nunca houve uma atriz como ela.

linezinha disse...

Relembrando o Rosselini,a Isabella Rosselini ta cada dia mais parecida com a mãe e Antonio te respondi via facebook. Abç

Rubi disse...

Acho a Ingrid uma das atrizes mais bonitas de sua época. No entanto, confesso que conheço muito pouco do seu brilhante trabalho com Hitchcok. Preciso assistir o quanto antes alguns destes filmes citados!

Cynthia (Astroterapia Junguiana) disse...

Fantástico seu post, não conhecia a estória do filme (qdo fala o coração), vou ver se consigo assisti-lo. Ingrid era uma Virginiana, Hitchcock era um Leonino.
Ingrid possuía uma linda conjunção de Sol e Vênus em Virgem isso lhe dava uma missão de leveza e feminilidade. O mapa dela traduz um medo de se perder no invisível, talvez conseguia transmitir essa superação no filme do tão estranho Hitchcock, rsrs. Cynthia

Edivaldo Martins disse...

QUANDO FALA O CORAÇÃO, UM BOM FILME!

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Vi sua resposta no face, Linezinha. Realmente a Isabella está cada vez mais parecida com a mãe. E também é uma boa atriz.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Ameu sua definição psicológica/astrológica de Ingrid, Cynthia.
Beijos

Filmes Antigos Club disse...

Nahud, como diz o Renato, é uma bela homenagem, e veja, INGRID BERGMAN é uma das minhas favoritas, ao lado de Deborah Kerr. Tudo já foi dito de muito instrutivo sobre esta bela e extraordinária atriz, casamento perfeito da beleza com o talento. O primeiro filme que vi com ela foi JOANA DAR’C , na Tv e deveria ter uns 5 anos, ao longo dos anos, acompanhei seus filmes que vieram a marcar para sempre minha admiração por esta estrela tão querida da Sétima Arte.

Grande texto e fotos maravilhosas desta eterna diva.

Abraços

Paulo Néry

Rodrigo Duarte disse...

Nahud, Interlúdio é o meu Hitchcock favorito, os movimentos de câmera são impressionantes, uma verdadeira aula de como manejar a câmera a favor da narrativa.
Abraço.

Hilton Valeriano disse...

Nahud, pergunto: e os filmes do velho oeste? Não tem matéria sobre os clássicos desse estilo no seu excelente blog?

Rafa Amaral disse...

Adoro os momentos iniciais de Bergman em Interlúdio. Aquela menina mimada, embebedada, entregue ao correto Grant. Uma grande filme de Hitchcock que faz a atriz descer ao inferno perto dos momentos finais. Belo post. Abraços. cinemavelho.com

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Hilton, sou fã de carteirinha do western, mas realmente tenho dado pouco espaço ao gênero neste blog. Preciso me redimir. Mas dê uma olhada no seguinte link:

http://ofalcaomaltes.blogspot.com.br/2011/03/era-uma-vez-no-western.html

Karla Hack dos Santos disse...

Tudo de Diva nela... Uma beleza exuberente sem cansar e muito talento... Não é a toa seu status de musa!

;D

Wilson Antonio disse...

Que delícia recordar dois de meus filmes de Hitch favoritos: Os clássicos "Quando Fala O Coração" e o amado "Sob o Signo de Capricórnio", com seu incrível trabalho de fotografia, do mestre Jack Cardiff. Parabens pelo texto. ótimo!!! Bergman era realmente uma grande estrela! saudades eternas

J. BRUNO disse...

Acho muito interessantes tais parcerias que entraram para a história entre diretores e atores ou atrizes e sem dúvidas esta foi uma das mais prósperas, rendeu excelentes filmes!

J. BRUNO disse...

Acho muito interessantes tais parcerias que entraram para a história entre diretores e atores ou atrizes e sem dúvidas esta foi uma das mais prósperas, rendeu excelentes filmes!

Rodrigo Mendes disse...

Meu caro Antonio como eu AMEI este post, mais uma vez parabéns pela matéria. Tudo bem, sou suspeito para falar já que tudo relacionado ao mestre Hitchcock eu fico fascinado.

Ingrid Bergman era realmente uma atriz encantadora, fascinante e uma das grandes musas de Hitch. E cá entre nós, ela sabia "fingir" lindamente, rs!

"Spellbound" é meu favorito. Preciso rever qualquer dia.

Abraço.

Alana Agra disse...

A cara da filha Isabella.

Danielle Carvalho disse...

Antonio, tenho uma adoração quase que religiosa pelo Hitchcock e pela Ingrid Bergman, portanto, gosto demais desses três filmes. Acho todos bem interessantes como exercício de cinematografia, também. Spellbound, além de ser pioneiro na introdução do tema da psicanálise, faz uso da arte de Dalí e bom uso da música (o Rozca deve ter adorado sua própria criação, uma vez que a plagiou em "Pacto de Sangue", do mesmo ano). Notorious além de ser um suspense de primeira, com todos os elementos hitchcockianos potencializados (a culpa, a dúvida, o sexo), tem pra nós um gosto especial pelo uso que faz do cenário brasileiro. E Under Capricorn é um dos únicos hitchcocks em plano-sequência. Discordo que seja o pior dos três - é só diferente. É o menos hitchcockiano, talvez. A fluidez da câmera destrói o suspense mas bota em primeiro plano a psicologia das personagens. Acho-os três filmes imperdíveis!

Bjs
Dani

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Exato, Wilson, a fotografia de Jack Cardiff é muito boa. O cara era talentoso.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Que dupla maravilhosa, Bruno. Pena que Hitchcock nunca mais convidou Ingrid para filmar com ele.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Ingrid e Isabella são muito parecidas, Alana, embora a primeira supere de longe a beleza e o talento da filha.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Dani, vi UNDER CAPRICORN faz muito tempo, na tevê, dublado. Lembro que o achei datado e artificial, mas talvez precise revê-lo com outros olhos. O certo é que não suporto os atores Joseph Cotten e Michael Wilding. São por demais inexpressivos.