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julho 24, 2012

**************** QUAL o MAIS BELO ATOR do CINEMA?


Na antiga Grécia, Pitágoras dizia que o belo consiste na combinação harmoniosa de elementos variados e discordantes.  Como somos razão, e também emoção, o meio envolvente nos desperta sentimentos de agrado ou desagrado, prazer ou tristeza, beleza ou fealdade. A contemplação estética é um dos nossos privilégios. Mas será a beleza definível? É uma qualidade que pertence às próprias coisas belas? Ou resulta de uma relação entre elas e a nossa mente? Ou ainda de uma dada predisposição que adquirimos para as reconhecermos como belas? 

Um juízo estético é a apreciação ou valorização que fazemos sobre algo. Nem sempre estes juízos são baseados em critérios explícitos que permitam fundamentar as nossas afirmações. Em termos gerais, se sinceros e maduros, baseiam-se no meio que vivemos e no que aprendemos. O certo é que a busca da beleza e a melhor forma de representá-la fazem parte do universo de preocupações humanas. Entretanto, na história da humanidade se pode notar que os padrões de beleza mudam de acordo com diferentes culturas e épocas. 

O cinema é uma prova disso. Nos anos cinquenta do século passado, a beleza era representada pela exuberância de uma Sophia Loren ou a elegância sedutora de uma Grace Kelly. Hoje, uma Scarlett Johansson ou um Robert Pattinson são considerados belíssimos. O desenvolvimento das novas tecnologias de comunicação interfere na formação de padrões de gosto e redimensiona as noções de beleza. Essas mudanças podem ser percebidas mais facilmente com o advento da mídia, e são fortemente influenciadas por ela. Pelo poder desses veículos de comunicação de massa, esses ideais de beleza tornam-se cada vez mais uniformizados e voltados para o consumo. 

A comercialização que se faz em torno desses novos padrões de beleza gera “reis da beleza” que não merecem o trono. Basta a mídia anunciar que uma criatura insípida como Caroline Dickman é musa para meio mundo acreditar. No entanto, quem realmente merece o título do mais belo no cinema? Ao observar a lista abaixo se pode afirmar que todos eles são belos? São adequados ao padrão de beleza da nossa época? O que me fez pintá-los desse modo? Não saberia responder por que os considero os mais atraentes. 

É puramente uma questão pessoal. E para você, QUAL O MAIS BELO ATOR DO CINEMA? A enquete está lançada! Aguardo o seu voto. Na próxima postagem, saberemos quem foi o vencedor. Além disso, a seguir, abrirei espaço para a beleza das atrizes. Nota: você pode votar em ator que não foi listado aqui. Afinal, gosto não se discute.

ALAIN DELON
(nasceu em 1935)

CARLOS MOSSY
(nasceu em 1946)

CARY GRANT
(1904 - 1986)

ERROL FLYNN
(1909 - 1959)

FRANCO NERO
 (nasceu em 1941)

GUY MADISON
(1922 - 1996)

JOHN GAVIN
(nasceu em 1931)

LEONARD WHITING
(nasceu em 1950)

LOUIS JOURDAN
(1921 - 2015)

MARLON BRANDO
(1924 - 2004)

MASSIMO GIROTTI
(1918 - 2003)

PAUL NEWMAN
(1925 - 2008)

PIERRE CLEMENTI
(1942 - 1999)

ROBERT REDFORD
(nasceu em 1936)

ROBERT WAGNER
(nasceu em 1930)

ROCK HUDSON
(1925 - 1985)

TYRONE POWER
(1914 - 1958)

WARREN BEATTY
(nasceu em 1937)

agosto 04, 2011

******* QUIZ show Nº 1: NICHOLAS RAY

gloria grahame em "a vida íntima de uma mulher"
QUEM foi NICHOLAS RAY?

Inspirado na idéia remota do longa “Quiz Show / idem”, de 1994, dirigido por Robert Redford, “O Falcão Maltês” lança um despretensioso teste de conhecimentos cinematográficos, no qual o concorrente responderá perguntas sobre determinado filme, diretor ou ator/atriz da era clássica. O cinéfilo que acertar o maior número de respostas será contemplado com dois DVDs (cópias) do artista sabatinado. Caso haja empate, vence quem respondeu em primeiro lugar. As respostas serão reveladas na edição/postagem seguinte

Para iniciar, a irreverência de um diretor cult: NICHOLAS RAY (1911-1979). Realizador com marcas fortes – por exemplo, heróis frágeis, marginalizados, que tentam sobreviver em um mundo duro -, ele era um rebelde. E não apenas porque o seu filme mais famoso tenha sido “Juventude Tranviada / Rebel Without a Cause” (1955). Rebelde de fato, com uma vida marcada por uma espécie de vertigem de autodestruição. Dependente de drogas e álcool, bissexual, rejeitado por Hollywood depois de abandonar inúmeras filmagens, dedicou-se ao ensino universitário, lecionando Cinema e Direção até meados dos anos 70

Admirado por subverter os gêneros estabelecidos, os seus heróis masculinos são fracos, neuróticos, procurando muitas vezes fugir deles próprios. As mulheres, quase sempre, são o seu apoio. Segundo François Truffaut, em texto de 1955, “Todos os seus filmes contam a mesma história, a de um violento que gostaria de deixar de sê-lo e seu relacionamento com uma mulher mais forte, pois o espancador, eterno herói de Ray, é um fraco, um homem-criança, quando não simplesmente uma criança. (…) Os filmes de Ray geralmente entediam o público, que se irrita com sua lentidão, sua seriedade, na verdade seu realismo”.

Canonizado como um cineasta autoral, NICHOLAS RAY dirigiu histórias sinceras e autênticas, de um humanismo ardente, de uma simpatia apaixonada pelos mais vulneráveis, os de coração feridos, os solitários e os párias, que tropeçam nobremente em seus filmes. Tributo concluído, vamos ao teste ardiloso. O desafio está lançado!


(01)
O emblemático “Juventude Transviada”, um imenso sucesso que disseminou pelo mundo inteiro o comportamento de jovens rebeldes, marcou a estréia no cinema de um celebrado intérprete. De quem falo?

a. Sal Mineo, como Plato.
b. Natalie Wood, como Judy.
c. Dennis Hopper, como Goon.
d. James Dean, como Jim Stark.

(02)
O talento do diretor não fascinou a crítica norte-americana da época, mas encantou os críticos da revista francesa “Cahiers Du Cinéma”. Um deles o definiu como o mais importante cineasta do pós-guerra...

a. François Truffaut.
b. Eric Rohmer.
c. Jean-Luc Godard.
d. Jacques Rivette.

john derek em "o crime não compensa"
(03)
Ele estudou arquitetura com Frank Lloyd Wright e trabalhou no teatro, como ator, antes de estrear nas telas. Nos palcos foi dirigido por um diretor de cinema. Lembra?

a. Joseph Losey.
b. Elia Kazan.
c. Daniel Mann.
d. Jules Dassin.

(04)
Bissexual assumido, casou-se quatro vezes. Uma delas com a atriz Gloria Grahame, entre 1948 e 1952. O motivo do divórcio deles:

a. Ela não agüentava a bebedeira dele.
b. Ele a encontrou na cama com o seu filho de outro casamento, de 13 anos.
c. Ele preferiu assumir o caso com o ator Farley Granger.
d. Drogado, ele a espancou.

(05)
Cineasta alemão, fascinado pela obra do diretor, co-dirigiu um documentário com ele nos anos 80:

a. Werner Schroeter.
b. Volker Schloendorff.
c. Wim Wenders.
d. Werner Herzog.

farley granger em "amarga esperança" 
(06)
No primeiro longa de Nicholas Ray, o lírico “Amarga Esperança / They Live by Night”, de 1949, o personagem de Farley Granger passa a maior parte do filme fugindo com a namorada, num autêntico road-movie. O motivo da fuga:

a. Assaltou um banco.
b. Matou acidentalmente um mafioso.
c. Dívida com agiota perigoso.
d. Apenas rebeldia.

(07)
Certa estrela declarou que o pior filme de sua carreira foi dirigido por Nicholas Ray...

a. Maureen O’Hara (“A Vida Íntima de uma Mulher / A Woman’s Secret”, 1949).
b. Susan Hayward (“Paixão de Bravo / The Lusty Men”, 1952).
c. Joan Crawford (“Johnny Guitar /i dem”, 1954).
d. Ava Gardner (“55 Dias em Pequim / 55 Days at Peking”, 1963).

(08)
Por que o policial urbano de Robert Ryan em “Cinzas que Queimam / On Dangerous Ground” (1952) foi punido com uma “desprezível” investigação no campo?

a. Amargurado, bebia na hora do trabalho.
b. Desencantado, espancava marginais.
c. Perseguia um gangster influente.
d. Desentendeu-se com seu superior.

"cinzas que queimam"
(09)
Qual desses atores nunca filmou com Nick Ray?

a. Richard Burton.
b. Cornel Wilde.
c. Glenn Ford.
d. James Cagney.

(10)
Seus últimos filmes comerciais foram super-produções  - “O Rei dos Reis / King of Kings” (1961) e “55 Dias em Pequim” -, dos quais ele não teve total controle na direção, devido às imposições do produtor. Em que país eles foram rodados e quem foi o produtor?

a. Itália, Dino de Laurentiis.
b. Marrocos, Sam Spiegel.
c. Espanha, Samuel Bronston.
d. China, John Houseman.

(11)
Na senda de obras polêmicas, filmou o mundo da toxicodependência em...

a. “Fora das Grades  /Run for Cover” (1955).
b. “Sangue Ardente / Hot Blood” (1956).
c. “Delírio de Loucura / Bigger Than Life” (1956).
d. “Amargo Triunfo / Bitter Victory” (1957).

natalie wood, james dean e nick ray
(12)
O diretor utilizou como espaço cênico a sua própria moradia na vida real em:

a. O duplex de Marian (Maureen O’Hara) em “A Vida Íntima de uma Mulher”.
b. O apartamento de Dixon Steele (Humphrey Bogart) em “No Silêncio da Noite”.
c. A residência do professor Ed Avery (James Mason) em “Delírio de Loucura”.
d. A casa de Jim Stark (James Dean) em “Juventude Transviada”.

(13)
Qual o ator que mais atuou em filmes de Nicholas Ray?

a. John Derek.
b. Humphrey Bogart.
c. Robert Ryan.
d. John Ireland.

nicholas ray

junho 27, 2011

************ SONIA BRAGA: BELA E BENDITA


sonia braga
Segundo o crítico de cinema Inácio Araújo, “nos anos 60, Ann-Margret proclamava que não era uma boneca de carne. Anos pedantes, em que ser mulher e bonita era um pecado original e confinava a atriz no gueto dos ‘sex symbols’. Para existir de pleno direito, ela devia demonstrar que sua beleza era uma excrescência suportável desde que, comprovadamente, ela fosse apenas um atributo anexo a essa coisa misteriosa que se chama talento” (...) “chegamos a uma década em que a beleza não precisa se explicar. Ela existe e ponto. Melhor assim”. Exato, Inácio. Lembro do tempo em que muita gente esnobava SONIA BRAGA, exaltando seu carisma, beleza e sensualidade como se fossem coisas à toa. Tiveram que calar a boca: hoje a atriz é uma diva que trabalha há décadas entre o Brasil e os Estados Unidos, imune a críticas mesquinhas. Belíssima e cheia de energia para novos desafios, destacou-se em episódios das badaladas séries “Sex and the City” (no papel de uma charmosa lésbica), “Brothers & Sisters”, “As Cariocas” e “Tapas & Beijos”.


Sou fascinado por ela desde adolescente. Certa vez, em Salvador, cheguei a pedir-lhe um autógrafo. Era o sonho de um garoto que colecionava mais de uma centena de fotos da deusa em um enorme álbum e discutia com quem duvidava do seu talento. Considero SONIA BRAGA uma das mulheres mais lindas do planeta. No entanto, toda paixão esmorece um dia e acabei por deixar de pensar na morena de Maringá, embora ainda hoje veja seus filmes com prazer. Quando rodou “Tieta do Agreste” (1986) na minúscula Picado, Bahia, entrevistei-a nos sets de filmagens para o Diário de Notícias (de Lisboa), procurando a todo custo disfarçar a emoção que sentia com suas gostosas risadas. Bem acolhido, o meu coração embalou-se no júbilo. Estava diante de um ícone, possivelmente um dos mais fascinantes do final do século 20. Ela movia-se com graça natural, o corpo dançando e o sorriso sem acanhamentos. A musa de Caetano Veloso, que fez para ela a canção “Tigresa”, é uma mulher incrível, simples. Além disso, tem essa coisa de estar completamente a serviço da história, do personagem, do que está se contando. Nunca entendi porque filma tão pouco no Brasil. Deveria ser cortejada por nomes como Walter Salles, Hector Babenco ou Fernando Meirelles. Será que eles nunca perceberão que SONIA BRAGA é sinônimo de qualidade? Sua longa e respeitável trajetória simboliza um mercado cinematográfico nacional positivo, sedutor e habilidoso. É uma das atrizes latino-americanas mais bem-sucedidas nos Estados Unidos. Sua fama abriu caminho para futuras estrelas como Jennifer López e Salma Hayek.

como gabriela
Apaixonei-me pela atriz do Paraná ao assistir “Dona Flor e seus Dois Maridos” (1976), de Bruno Barreto. Seria um dos três ilustres personagens de Jorge Amado imortalizados por ela. Sua entrega foi tão essencial que ainda hoje não é possível ler um desses romances sem enxergar SONIA BRAGA em Gabriela, Dona Flor ou Tieta. Estreando na tevê no programa infantil “Jardim Encantado”, da Tv Tupi, aos 15 anos, subiu aos palcos em 1969, no musical “Hair”, totalmente nua. Em 1970, em “Irmãos Coragem”, da Globo, como Lídia Siqueira, iniciou seu fluxo em telenovelas, marcando época com “Selva de Pedra” (1972), “Fogo Sobre Terra” (1974), “Gabriela” (1975), “Saramandaia” (1976) e Dancin’Days (1979). Disputadíssimo por inúmeras atrizes, o papel principal de “Gabriela” terminou nas mãos da jovem brejeira quase desconhecida depois de muito alarme falso. “Na época estava sem trabalho, namorando um playboy carioca que era dono de um barco. Eu andava nua pelo barco, fui ficando morena e meu cabelo cresceu, o que entusiasmou Walter Avancini", disse a atriz numa entrevista. Após uma série de filmes interessantes, alcançou o estrelato definitivo com “Dona Flor e seus Dois Maridos”, um dos maiores sucessos de bilheteria do cinema brasileiro. “A Dama do Lotação” (1978), de Neville D’Almeida, e “Eu Te Amo” (1980), de Arnaldo Jabor, também ficaram na história. Com o segundo ganhou o prêmio Kikito de Melhor Atriz no Festival de Gramado. 

com mauro gonçalves e
josé wilker em "dona flor
Posou para a Playboy norte-americana em 1984 e 1986. Em 1985 protagonizou com William Hurt e Raul Julia “O Beijo da Mulher Aranha/Kiss of the Spider Woman”, pelo qual foi indicada ao Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante. A partir desse filme, mudou-se para os Estados Unidos, atuando em “Luar sobre Parador/Moon Over Parador” (Paul Mazursky, 1988), “Rebelião em Milagro/The Milagro Beanfield War” (Robert Redford, 1988), “Rookie – Um Profissional do Perigo/The Rookie” (Clint Eastwood, 1990), “Amazônia em Chamas/The Burning Season” (John Frankenheimer, 1994), “Morte Dupla/Two Deaths” (Nicolas Roeg, 1995) e “Olhar de Anjo/Angel Eyes” (Luis Mandoki, 2001). Com alguns deles concorreu aos prêmios Emmy, BAFTA e novamente ao Globo de Ouro. Entre um filme e outro, namorou Robert Redford e Clint Eastwood.

"o beijo da mulher aranha"
Retornando ao cinema brasileiro em 1996, SONIA BRAGA enveredou novamente pelo universo amadiano em “Tieta do Agreste”, de Cacá Diegues. Em 1999, fez a telenovela de época “Força de Um Desejo”, de Gilberto Braga, e em 2006 “Páginas da Vida”, de Manoel Carlos. No cinema, seus mais recentes papéis foram em “Cidade do Silêncio/Bordertown” (2006), “Um Amor Jovem/The Hottest State” (2006), “Lope/Idem” (2010) e “Matemática do Amor/An Invisible Sign” (2010). Prepara-se para atuar em “Femena”, “Butterflies & Lightning” e “Elysium”, que tem ainda no elenco Matt Damon, Jodie Foster, sua sobrinha Alice Braga e Wagner Moura. Aos 61 anos (nasceu em 1950), abençoada pela magia dos trópicos, SONIA BRAGA continua sendo a mesma figura de jeito espontâneo e ainda é a atriz brasileira de maior sucesso no exterior.


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O QUE ESTÁ FAZENDO

QUENTIN TARANTINO

Vencedor do Oscar por sua atuação em “Ray/Idem” (2004), Jamie Foxx foi escolhido por Quentin Tarantino para estrelar sua próxima produção, o faroeste à italiana “Django Unchained”. O ator irá interpretar o personagem título, mas não foi a primeira opção do cineasta, tendo sido escolhido após a recusa de Will Smith em ficar com o papel. Idris Elba, Terrence Howard e Chris Tucker chegaram a se reunir com Tarantino, mas acabaram preteridos. Com isso, Foxx se junta à Christoph Waltz, Keith Carradine, Treat Williams e Franco Nero no elenco do longa. Isso sem falar em Leobardo DiCaprio, que é dado como certo no papel do vilão. O argumento fala de um ex-escravo ajudante de um caçador de recompensas. Eles vão procurar vingar-se de um cruel proprietário de terras, que raptou a mulher de Django e quer escravizá-lo mais uma vez. Apaixonado pelo universo do bang-bang à italiana (conhecido como western spaghetti), Tarantino fará sua estréia no gênero e os fãs do diretor podem esperar muitas referências ao genial Sergio Leone (de “Era Uma Vez no Oeste/C’era Uma Volta Il West”, 1968). O lançamento está previsto para dezembro de 2012.