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julho 17, 2016

********* SIMONE SIGNORET - um LUGAR ao SOL

simone em “amores de apache” (1952)
Ela é um dos ícones do cinema francês. Uma das mais importantes artistas da sua época. Filha de um oficial judeu do exército alemão, em 44 anos de carreira interpretou uma grande diversidade de personagens. A sua família mudou-se para Paris quando ela ainda era uma menina e, na ocupação nazista, teve problemas. SIMONE SIGNORET (1921 - 1985. Wiesbaden / Alemanha), que trabalhava em um jornal, foi obrigada a abandonar o emprego. Desempregada, em busca de um lugar ao sol, passou a frequentar o Café de Flore, em St. Germain-des-Prés, onde conheceu o cineasta Yves Allégret. Ele incentivou sua carreira de atriz, casou-se com ela em 1944 e se tornou pai de sua única filha, Catherine. O divórcio veio em 1949.

Em 1942, aos 21 anos, a bela jovem estreia em “Bolero”, escondendo das autoridades sua origem judaica. O primeiro papel protagonista aconteceu em “Les Démons de l'Aube” (1946), dirigida pelo marido. Em 1948, tornou-se estrela com “Escravas do Amor / Dedee Dynvers”, interpretando uma prostituta que encontra o verdadeiro amor, mas não consegue deixar o submundo do crime. Em “Conflitos de Amor” (1950), do mestre Max Ophuls, uma comédia picante baseada na obra de Arthur Schnitzler, destacou sua beleza como a prostituta que seduz um soldado.

Em 1951, SIMONE SIGNORET se casa com o cantor e ator Yves Montand, ambos do Partido Comunista Francês. Um casal admirado, unidos não só na ternura como também nas artes e ideologia política. Trabalham juntos pela primeira vez na peça de Arthur Miller, “As Feiticeiras de Salém”, uma alegoria do macartismo que ficou dois anos em cartaz (1954 - 1955). 

Em um casamento de 35 anos, eles contracenam em apenas cinco filmes: “As Feiticeiras de Salem / Les Sorcières de Salem” (1957), “Crime no Carro Dormitório / Compartiment Tueurs” (1965), “Paris Está em Chamas?” (1966), “A Confissão / L'Aveu” (1970) e “Police Python 357 / Idem” (1976). Em 1956 viajam a Moscou, recebidos pelo Khrushchev no Palácio do Kremlin. Foram bastante criticados. Quando as tropas soviéticas invadiram a Hungria, afastaram-se do comunismo e passaram a lutar em favor dos direitos humanos.

O sedutor Montand teve um rumoroso caso com Marilyn Monroe em 1959, durante as filmagens em Hollywood do musical “Adorável Pecadora / Let's Make Love” (1960), de George Cukor, mas SIMONE SIGNORET atravessou a crise com dignidade. O mundo inteiro soube. Adultério internacional. Em Paris, a imprensa assediou a atriz, que enfrentou tudo com uma dolorosa nobreza. “Se Marilyn está fazendo amor com o meu marido, isso mostra que ele tem bom gosto”, disse. Quando as filmagens acabaram, Montand voltou para a França, bem como para a esposa. Marilyn ficou abalada, apressando seu fim.

simone e yves montand
Verdadeira heroína de seu tempo, SIMONE SIGNORET atuou até bem madura, mas também se destacou como escritora, ativista e defensora dos direitos humanos. Teve carreira marcada por desempenhos memoráveis em “Amores de Apache” (1952), “Teresa Raquin” (1953) e “As Diabólicas” (1954), que a fez famosa internacionalmente, entre outros filmes. Trabalhou sob a direção de Luís Buñuel em “A Morte Neste Jardim / La Mort en ce Jardin”, de 1956. Obteve o primeiro Oscar outorgado a uma atriz francesa por seu papel em “Almas em Leilão” (1959), que também lhe rendeu o prêmio de Melhor Atriz no BAFTA e no Festival de Cannes.

Com “A Nau dos Insensatos” (1965) foi novamente indicada ao Oscar de Melhor Atriz. Brilhou também em “A Gaivota / The Sea Gull” (1968), de Sidney Lumet, baseado em Anton Tchecov; “O Gato” (1971), em duelo de interpretação com o fenomenal Jean Gabin; “A Viúva / La Veuve Couderc”, de 1971, ao lado de Alain Delon; e “Madame Rosa” (1977), que resultou no César de Melhor Atriz e é um de seus filmes de maior sucesso, Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, onde faz uma prostituta judia que adota um garoto árabe.

No teatro fez sucesso em “Perfídia” (1962), de Lillian Hellman, e em “Macbeth”, de Shakespeare, dividindo o palco com Alec Guinness, em 1966. Publicou uma autobiografia em 1977, “A Nostalgia Já não é o que Costumava Ser”. SIMONE SIGNORET morreu de câncer em 1985, aos 64 anos, e Yves Montand em 1991, aos 70 anos. No mesmo ano de sua morte ela lançou o romance “Adieu Volodia”.

vera amado e simone em “As Diabólicas”
10 FILMES de SIMONE
(por ordem de preferência)

01
Nicole Horner em
As DIABÓLICAS
(Les Diaboliques, 1954)
de Henri-Georges Clouzot
com Véra Clouzot, Paul Meurisse e Charles Vanel

02
Léocadie em
CONFLITOS de AMOR
(La Ronde, 1950)

de Max Ophüls
com Serge Reggiani e Anton Walbrook

03
Marie 'Casque d'Or' em
AMORES de APACHE
(Casque d'Or, 1952)

de Jacques Becker
com Serge Reggiani e Claude Dauphin

04
Mathilde em
O EXÉRCITO da SOMBRA
(L'Armée des Ombres, 1969)

de Jean-Pierre Melville
com Lino Ventura, Paul Meurisse e Jean-Pierre Cassel

05
Clémence Bouin em
O GATO
(Le Chat, 1971)

de Pierre Granier-Deferre
com Jean Gabin

06
Thérèse Raquin em
TERESA RAQUIN
(Thérèse Raquin, 1953)
de Marcel Carné
com Raf Vallone e Sylvie

07
Madame Rosa em
MADAME ROSA – a VIDA à sua FRENTE
(La Vie Devant Soi, 1977)

de Moshé Mizrahi
com Samy Ben-Youb e Claude Dauphin

08
Alice Aisgill em
 ALMAS em LEILÃO
 (Room at the Top, 1959)

de Jack Clayton
com Laurence Harvey

09
A Condessa em
A NAU dos INSENSATOS
(Ship of Fools, 1965)

de Stanley Kramer
com Vivien Leigh, Jose Ferrer, Lee Marvin
e Oskar Werner

10
A Proprietária do Café em
PARIS ESTÁ em CHAMAS?
(Paris Brûle-t-il?, 1966)
de René Clément
com Jean-Paul Belmondo, Charles Boyer e Leslie Caron


GALERIA de FOTOS


 


túmulo de simone e yves 
no cemitério père-lachaise.
 paris (estive lá!)

junho 06, 2016

************* O TALENTO DIABÓLICO de POLANSKI


Antonio Nahud
Ibiza, Espanha.
2004
entrevista publicada no jornal A Tarde (BA)
e na revista Profashional (SP)

Vista para o mar Mediterrâneo. Cenário de cinema. No alto da colina, a paradisíaca residência protegida por pinheiros. No interior, decoração curiosa entre o oriental e o mexicano. ROMAN POLANSKI, 71 anos, na varanda, fuma um requintado charuto cubano. Sua mulher há mais de uma década, a atriz francesa Emmanuelle Seigner, deitada em um sofá branco, lê um best-seller, indiferente à entrevista. A filha Morgane brinca na piscina; o mais novo, Elvis, no colo da babá. Não há sinal do homem que cultua o satânico, como a mídia faz crer. Ambiente agradável, familiar.

Nascido casualmente em Paris, o cineasta polaco realizou filmes consagrados, desde a aplaudida estreia em  “A Faca na Água / Nóz w Wodzie” (1962). Após duas décadas ingratas,  ganhou a Palma de Ouro (Melhor Filme) no Festival de Cannes e o Oscar de Direção pelo drama de guerra “O Pianista / The Pianist” (2002). De vida intensa, marcada por cruéis experiências, sua mãe morreu em um campo de concentração nazista; ele passou a infância no gueto judeu de Cracóvia; a esposa Sharon Tate, grávida, assassinada por um fanático bando religioso; foi acusado de relações sexuais com uma menor, na casa de Jack Nicholson, e expulso dos Estados Unidos. Entre outros casos turbulentos.

polanski e emmanuelle seigner
Sunga minúscula, camiseta azul, descalço, olhos irônicos, baixinho, enxuto e simpático, o autor do asfixiante “O Bebê de Rosemary / Rosemary's Baby” (1968) deixa cair por terra o mito de enigmático, libertino e perverso. Amavelmente, fala sobre sua vida e carreira.

Sua esposa, Emmanuelle Seigner, atuou em alguns dos seus filmes. Qual é a importância dela para a sua vida e o seu trabalho?

Ela chegou num momento decisivo, trazendo harmonia e paz. Apesar da juventude, descobri que possuía um instinto enorme em relação as pessoas e uma visão muito justa diante das coisas da vida. É uma mulher realista. Com a idade, vem adquirindo uma particular sabedoria. Nos conhecemos muito bem e fizemos um pacto para esquecer nossa relação durante o trabalho. Profissionalmente dissimulamos a intimidade para evitar interferências na criação.

Trabalhou com gente do calibre de Mia Farrow, Catherine Deneuve, Isabelle Adjani e Ben Kingsley. Como funciona o seu relacionamento com os atores?

Tive vários relacionamentos profundos com atrizes, casei com algumas delas. Respeito os atores, sou um deles. O que não entendo são os que mudam de comportamento quando atingem a fama. Acho absurdo quando um ator se crê superior, com direitos especiais, exigindo as coisas mais extravagantes. Aprecio os atores inteligentes e sensatos, que vivem uma vida comum. Gosto de trabalhar com atores bons, desses que interpretam qualquer tipo de papel, como Jack Nicholson ou Meryl Streep.

Acho louvável o seu interesse por atores veteranos, muitos deles praticamente aposentados.

É um prazer trabalhar com velhas glórias. Em “O Inquilino” dei um papel interessante a Shelley Winters. Trabalhei com Ruth Gordon, Melvyn Douglas e Ralph Bellamy em “O Bebê de Rosemary”. Eles são grandes atores da época de ouro de Hollywood. Considero que um bom ator não tem idade.

Passou por uma infância sofrida e outros complexos problemas mais adiante. “O Pianista” deu-lhe a oportunidade de reavaliar angústias e medos pessoais?

Passei a infância num gueto e consegui escapar. Eu queria fazer um filme sobre essa época, usando material da minha vida, mas não queria contar a minha história. Ao ler o livro, soube que “O Pianista” seria meu próximo filme. Apesar do horror, é uma história que tem um lado positivo. Um homem se salva por sua arte. A sobrevivência de um artista. O livro é objetivo, impressionou-me. Não queria fazer um filme sentimental típico de Hollywood.

Como “A Lista de Schindler” de Spielberg?

Falo de muitos filmes. “A Lista de Schindler” é um grande trabalho. Fui convidado por Spielberg para dirigi-lo, mas recusei. A história é muito próxima da minha própria história. Conheci intimamente muitos dos personagens dela, e alguns ainda estão vivos, são meus amigos. Eu não faria um bom filme nessa situação. Jamais exploraria a minha vida ou a de meus amigos para vender ingresso. O filme sem distanciamento não é arte, é cinebiografia.

sharon tate e polanski
Acredito que foi muito duro recriar um momento indigno da nossa história moderna que faz parte do seu passado.

Na realidade, não. Filmar não foi difícil. Meus fantasmas eram massacrados diariamente num set de filmagem com centenas de pessoas. Tinha que estar com a mente voltada para questões técnicas. Acompanhar o processo de criação do roteiro de Ronald Harwood foi mais doloroso.

Esta produção o resgatou de vários insucessos, calando a boca dos que diziam que estava criativamente acabado.

É um filme realmente importante para mim. Dirigi-o pensando num resultado simples, direto, procurando mostrar as coisas tal como as recordava. Rodei todo tipo de filme e tenho a impressão de que tudo o que fiz antes foi uma preparação para “O Pianista”. Pode ser que seja como um último chamado, afinal eu sempre soube que faria um filme na Polônia sobre a Segunda Guerra Mundial ou sobre o período pós-guerra.

Como assim “último chamado”? Soa misterioso, quase sobrenatural.

Não acredito no sobrenatural. Não sou uma pessoa religiosa, portanto não sou supersticioso. Não tenho interesse na metafísica nem no esoterismo. O sobrenatural é apenas um elemento que usei em alguns filmes. O sombrio está dentro de nós, não é preciso procurá-lo muito longe.

O macabro está presente em muitos dos seus filmes. É uma atração incontrolável?

Como já disse, não creio no sobrenatural. Rodei muitos filmes que não tratam do diabólico, mas sempre sou lembrado como o Polanski com seus infernos, com seus demônios. Dizem o mesmo em todo o mundo. Participei de uma coletiva de imprensa recentemente e todos os jornalistas falaram sobre tal assunto. O louco é que querem que eu aceite esse clichê, como se eu não fosse dono da minha própria vida. Nunca vi o diabo e não creio nele da forma que é vendido. Não participo de rituais ou bruxarias como dizem por aí.

Deixando de lado o diabólico banalizado, religioso, gostaria de saber sobre o conceito do mal presente em sua filmografia. Não há como negar, é fato.

A verdade é que a metáfora do mal me interessa, a ideia do homem enfrentado forças extremas que não controla. Gosto do macabro como espetáculo. O medo também pode ser divertido. Uso o mal nas telas como diversão. Por que nao? Ele está presente em “O Bebê de Rosemary” e em “O Último Portal”.

Também em “O Inquilino”, “Macbeth”, “A Dança dos Vampiros”, “Lua de Fel”...

Gosto do tema. Diverte-me de alguma forma. Mas pode acreditar, sou um sujeito comum, na minha vida não é isso o que me interessa. O engraçado é que até Emmanuelle, minha mulher, disse-me certa vez: “o que faz de melhor são as histórias de vampiros e de diabos”. Ou seja, minha própria mulher colabora com essa etiqueta forçada. Nada posso fazer, só me resta dar risadas.

jack nicholson em chinatown
16 filmes em mais de 40 anos de carreira. Por que filma pouco?

Os filmes são caros, os riscos são grandes e é difícil desenvolver um projeto. Um filme pode durar anos para se converter em realidade. É preciso escolher um tema, trabalhar no roteiro, organizar a produção, o financiamento, encontrar os atores. Nos anos sessenta era mais fácil, agora os interesses são outros. Nem sempre vale a pena correr riscos. Quando se é jovem, quando não se é conhecido, podemos arriscar sem problemas, filmar de qualquer jeito. Depois de uma certa experiência, melhor esperar um pouco mais, estar convencido de que será uma obra significante.

Realizou muitas adaptações literárias. É um grande leitor?

Amo profundamente os livros, seu aroma e tato, tudo o que faz parte deles. Amo a cadência das palavras, a forma como o autor se apodera dela. Gosto muito de Faulkner, Truman Capote e F. Scott Fitzgerald. Leio policiais, Raymond Chandler, a série noir francesa. A literatura norte-americana é a minha favorita, é a melhor. Porém prefiro  a leitura de livros científicos e técnicos. Infelizmente creio que um livro é uma espécie em extinção.

Além de dirigir filmes, teatro e ópera, e escrever roteiros, também interpreta. É importante para você? Woody Allen garante que só atua nos seus filmes quando não encontra o ator ideal para o papel.

Levo a sério a carreira de ator. Gosto de atuar. Sou daqueles que incorpora realmente o que interpreta. Vivo o meu papel com entrega. Creio que tive um dos meus melhores momentos em “Uma Simples Formalidade”, de Giuseppe Tornatore, dividindo cena com Gérard Depardieu. É mais fácil atuar do que dirigir. Um ator faz o seu trabalho de preparação, depois atua, dá algumas entrevistas, e continua a sua vida. Um diretor pode passar anos envolvido em um mesmo projeto.

adrian brody em o pianista
Algum cineasta foi importante na sua formação?

Luis Buñuel. Os Esquecidos” me impressionou. Vi na Escola de Cine de Lodz. Nunca tinha visto algo parecido. Fiquei comovido com sua originalidade, estilo nada convencional, interpretações realistas. O cinema de Buñuel é fascinante, interessa-me.  Expressa certos pensamentos muito bem.

Por que passa os verões em Ibiza? É uma espécie de repouso do guerreiro?

Estive na Espanha pela primeira vez no final dos anos cinquenta. Acompanhava minha futura primeira mulher, Barbara Lass, que apresentava um filme no Festival de San Sebastian. Gosto da Espanha, seu idioma, costumes. Passei a frequentar Ibiza no final dos setenta, comprando esta casa uma década depois. É uma ilha tranquila, com bom clima. Aqui penso, falo, leio, estudo propostas. No meio dessa tranquilidade, estou sempre com a mente inquieta, preparando-me para o próximo filme.

O que vem por aí?

Quero continuar filmando, continuar alimentando o meu experiente e particular olhar em direção ao homem e suas paixões, obsessões e demônios. Trabalho atualmente na adaptação do clássico “Oliver Twist”, de Charles Dickens.

emmanuelle seigner e kristin scott thomas em lua de fel

10 PERFORMANCES FEMININAS
em FILMES de POLANSKI
(por ordem de preferência)
  
01
RUTH GORDON

Minnie Castevet em
“O Bebê de Rosemary / Rosemary's Baby” (1968)
Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante
Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante

02
CATHERINE DENEUVE

Carol em
“Repulsa ao Sexo / Repulsion” (1965)

03
MIA FARROW

Rosemary Woodhouse em
“O Bebê de Rosemary / Rosemary's Baby” (1968)
David di Donatello de Melhor Atriz Estrangeira

 04
FAYE DUNAWAY

Evelyn Mulwray em
“Chinatown / Idem” (1974)

05
NASTASSJA KINSKI

Tess em
“Tess – Uma Lição de Vida / Tess” (1979)

06
SIGOURNEY WEAVER

Paulina Escobar em
“A Morte e a Donzela / Death and the Maiden” (1994)

07
KRISTIN SCOTT THOMAS

Fiona em
“Lua de Fel / Bitter Moon” (1992)

 08
KATE WINSLET

Nancy Cowan em
“Deus da Carnificina / Carnage” (2011)

09
FRANCESCA ANNIS

Lady MacBeth em
MacBeth / The Tragedy of Macbeth” (1971)

10
SHELLEY WINTERS

A Porteira em
O Inquilino / Le Locataire (1976)

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