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agosto 11, 2011

********** O CINEMA e o SEXO: o NU MASCULINO

charlton heston
Publicado em de 07 de julho deste ano, “O Cinema e o Sexo: Nua Gema Feminina” tornou-se um dos posts mais procurados deste blog. Em contrapartida, leitoras (e também leitores) pediram a versão masculina. Arregacei as mangas, fui à luta, mas foi difícil encontrar imagens de atores famosos pelados. Em pleno século 21, o NU MASCULINO ainda é tabu. No cinema, Joe Dallesandro foi o primeiro a aparecer completamente desnudo, em 1968, no experimental “Flesh”, de Paul Morrissey e Andy Warhol. No ano seguinte, em “Perdidos na Noite / Midnight Cowboy”, de John Schlesinger, foi a vez do insosso Jon Voight, pai de Angelina Jolie. 

No inglês “Mulheres Apaixonadas / Women in Love” (1969), de Ken Russel, a nudez frontal de Alan Bates e Oliver Reed causou escândalo. Em “1900 / Novecento” (1976), Bernardo Bertolucci mostrou Robert de Niro e Gérard Depardieu totalmente nus numa cena censurada na cópia norte-americana. Quando tudo parecia ter sido revelado, o corpo nu de Christopher Atkins, destinado a um público juvenil, no famoso “A Lagoa Azul / The Blue Lagoon” (1980), provocou controvérsias.

No início da história do cinema, astros foram fotografados sem roupa (Rudolph Valentino, Ramon Novarro etc.) despertando um espantoso interesse. A imagem fotográfica de atores despidos movimentou por muito tempo o comércio ilegal, perdurando em muitos países até a década de 1960. O nu feminino sempre foi mais valorizado e explorado nas artes, mas nos últimos tempos a situação recorrente tem mudado, e muito. O homem deixou de ser mero coadjuvante e agora também protagoniza o erotismo.

Objetos de desejo, astros do cinema tiram literalmente a roupa nas telas - Harvey Keitel, Ewan McGregor, Daniel Craig, Vincent Perez, Vincent Gallo, Louis Garrell, Colin Farrell e uma infinidade de famosos. Distante da decisão de Marlon Brando em “O Último Tango em Paris / Last Tango in Paris” (1972).  Quando Bertolucci sugeriu a opção de nudez frontal, declinou dizendo que “não queria desapontar ninguém”.  

Para satisfação de quem aprecia a visão de varões desnudos, fiz um apanhado minucioso de conhecidos atores. As imagens são verdadeiras. Nenhuma delas é forjada. Por falta de qualidade pictórica, deixei de lado fotografias de Warren Beatty, James Dean, Guy Madison, James Caan e Richard Gere.

george o`brien
ramon novarro
yul brynner
jean marais
victor mature

burt lancaster

rock hudson

tab hunter
burt reynolds
christopher atkins ("a lagoa azul")
sam jones, o flash gordon

março 08, 2011

****** FILMES EXPRESSIVOS de CINEASTAS GAYS

f. w. murnau
Coordenado pelo crítico Raymond Murray, o livro “Images in the Dark – An Encyclopedia of Gay and Lesbian Film and Video / Imagens no Escuro – Enciclopédia de Filmes de Gays e Lésbicas custou ao seu autor quatro anos de trabalho. Ele cataloga três mil filmes e mais de duzentas biografias de atores, cineastas e ícones gays, fazendo um apanhado dos rebentos mais significativos de profissionais como Pedro Almodóvar, Lindsay Anderson, Jean Cocteau, Terence Davies, Joseph Losey, Ken Russel, Franco Zefirelli etc. Editado pela infalível Penguin Book, vem na esteira do boom do CINEMA LGBT nos Estados Unidos e na Europa.

george cukor
Seduzido por esta obra feita com empenho, iniciei a minha própria lista, radicalizando um pouco mais ao escolher apenas um filme notável de cada cineasta gay. Este ritual cinematográfico acelerou-se quando notei que uma das particularidades da cerimônia do Oscar deste ano foram as manifestações homossexuais públicas. Pelo que eu saiba, um fato inédito na história do famoso prêmio. Lora Hirschberge, premiada com o Oscar de Melhor Mixagem de Som (por “A Origem / Inception”), antes de subir na ribalta para receber a estatueta, beijou apaixonadamente a boca de uma garota que estava ao seu lado; o premiado como Melhor Curta de Ficção, Luke Matheny, dividiu verbalmente o prêmio com o companheiro, enfatizando tratar-se do amor de sua vida; um dos produtores de “O Discurso do Rei / The King's Speech” agradeceu ao namorado. Por fim, a incrível coragem de James Franco travestindo-se de Marilyn Monroe, numa gozação da mídia que insiste em afirmar que ele é gay, e a emoção delicada do realizador de “O Discurso do Rei”, Tom Hooper, solteirão e reservado, ao exaltar sua própria mãe que o observava na platéia.

vincente e liza minnelli
Não há como negar que em biografias de artistas heterossexuais fala-se inevitavelmente de seus casamentos e romances marcantes, mas se o biografado é gay, nada se diz, como se ele tivesse passado pela história sem amar, limitando assim a identificação de jovens gays com artistas bem-sucedidos de sua mesma condição sexual. Por essa percepção – e não por bisbilhotice ou ímpeto de levantar bandeiras (por exemplo, considero enfadonhas e desnecessárias as espalhafatosas paradas gays tão comuns hoje em dia) -, parece-me válido botar a boca no trombone em relação à homossexualidade no meio artístico, mesmo sabotando leitores que se sentem constrangidos. Afinal, estamos no século 21, hora de acabar de vez com tal tabu. Disposto à polêmica, eis os meus filmes mais estimados de uma série de trinta DIRETORES GAYS (pesquei numa lista de quase uma centena, com brasileiros como Alberto Cavalcanti e Luiz Carlos Lacerda).

ALEJANDRO AMENÁBAR
(1972)
Melhor Filme: “Os Outros/The Others” (2001)

dwan com arlene dahl
ALLAN DWAN
(1885 - 1981)
Melhor Filme: “As Areias de Iwo Jima / Sands of Iwo Jima” (1949)

CHARLES WALTERS
(1911 - 1982)
Melhor Filme: “Lili / idem” (1953)


EDMUND GOULDING
(1891 - 1959)
Melhor Filme: “O Fio da Navalha / The Razor’s Edge” (1946)

F. W. MURNAU
(1988 - 1931)
Melhor Filme: “Fausto / Faust – Eine Deutsche Volkssage” (1926)

FRANCO ZEFIRELLI
(1923)
Melhor Filme: “Romeu e Julieta / Romeo and Juliet” (1968)

FRANÇOIS OZON
(1967)
Melhor Filme: “Oito Mulheres / 8 Femmes” (2002)

GEORGE CUKOR
(1899 - 1983)
Melhor Filme: “Núpcias de Escândalo / 
The Philadelphia Story” (1940)

GUS VAN SANT
(1952)
Melhor Filme: “Garotos de Programa / 
My Own Private Idaho(1991)

JAMES IVORY
(1928)
Melhor Filme: “Vestígios do Dia / The Remains of the Day” (1993)


JAMES WHALE
(1889 - 1957)
Melhor Filme: “Frankenstein / idem” (1931)

jean marais e jean cocteau
JEAN COCTEAU
(1889 - 1963)
Melhor Filme: “A Bela e a Fera / La Belle et la Bête” (1946)

JOEL SCHUMACHER
(1939)
Melhor Filme: “O Cliente / The Client” (1994)


JOHN SCHLESINGER
(1926 - 2003)
Melhor Filme: “Perdidos na Noite / Midnight Cowboy (1969)

JOSEPH LOSEY
(1909 - 1984)
Melhor Filme: “O Criado / The Servant (1963)


KEN RUSSELL
(1927 - 2011)
Melhor Filme: “Mulheres Apaixonadas / 
Women in Love” (1969)

LINDSAY ANDERSON
(1923 - 1994)
Melhor Filme: “Se... / If...” (1968)


LUCHINO VISCONTI
(1906 - 1976)
Melhor Filme: “Rocco e Seus Irmãos / 
Rocco e i Suoi Fratelli” (1960)

MARIO PEIXOTO
(1910 - 1992)
Melhor Filme: “Limite” (1931)

garbo e stiller
MAURITZ STILLER
(1883 - 1928)
Melhor Filme: “A Lenda de Gosta Berling / 
Gosta Berlings Saga” (1924)

leisen com amigos
MITCHELL LEISEN
(1898 - 1972)
Melhor Filme: “Só Resta Uma Lágrima / 
To Each His Own” (1946)


NICHOLAS RAY
(1911 - 1979)
Melhor Filme: “Juventude Transviada / 
Rebel Without a Cause” (1955)

PEDRO ALMODÓVAR
(1949)
Melhor Filme: “Tudo Sobre Minha Mãe / 
Todo Sobre Mi Madre” (1999)

PIER PAOLO PASOLINI
(1922 - 1975)
Melhor Filme: “Teorema / idem” (1968)


RAINER WERNER FASSBINDER
(1945 - 1982)
Melhor Filme: “O Casamento de Maria Braun / 
Die Ehe der Maria Braun” (1979)

ROB MARSHALL
(1960)
Melhor Filme: “Chicago / idem” (2002)

TODD HAYNES
(1961)
Melhor Filme: “Longe do Paraíso / Far From Heaven” (2002)

sherman com rita hayworth
VINCENT SHERMAN
(1906 - 2006)
Melhor Filme: “Vaidosa / Mr. Skeffington (1944)

VINCENTE MINNELLI
(1903 - 1986)
Melhor Filme: “Sinfonia de Paris / An American in Paris” (1951)

WOLFGANG PETERSEN
(1941)
Melhor Filme: “O Barco, Inferno no Mar / Das Boot (1981)

joseph losey e dirk bogarde

novembro 04, 2010

********************* ESTRELAS NUAS



Em 1949, a futura mais famosa loira platinada do cinema, Marilyn Monroe, então uma jovem modelo, posou nua para o calendário “Golden Dreams”, do fotógrafo Tom Kelley. Estava desempregada, sem dinheiro e jurava que não seria reconhecida. A atriz ganhou apenas 50 dólares e duas das 24 fotos foram para o disputado calendário que praticamente parou a nação de Tio Sam. Quatro anos depois, uma dessas cobiçadas fotos estamparia a capa da edição de lançamento da revista “Playboy”. Algo parecido aconteceu com YUL BRYNNER em 1942, na França, antes de se tornar uma celebridade e ainda protegido de Jean Cocteau, um escritor e cineasta homossexual. Ele posou totalmente pelado para as lentes do talentoso George Platt Lynes. Na década seguinte, esses retratos do ator conhecido pela cabeça raspada – mas que não era careca - e papéis exóticos, foram disputados por colecionadores. São fotos belas e sensuais. Imagine o escândalo. Na época, o nu era tabu. As fotos de Yul podem ser vistas num museu na sua cidade natal, a russa Vladvostock.

Rudolph Valentino, Louise Brooks, Ramon Novarro, Errol Flynn e Burt Lancaster também devem ter se arrependido dos ensaios fotográficos sem roupa que ousaram fazer antes da consagração no cinema. Já Carmen Miranda e Victor Mature foram flagrados por paparazzis e essas fotografias correram mundo. A falada foto da cantora-atriz brasileira com o sexo à mostra, nos braços de César Romero durante ensaio de uma cena de dança, foi considerada obscena e duramente criticada. Mature, lendo nu no seu camarim, no intervalo entre uma cena e outra de “Sansão e Dalila”, revela o membro bem dotado, e tal imagem pirateada rodou durante anos no mercado negro. Tenho todas essas elas. Pena que não posso expô-las neste blog. Em maio de 1986, a revista Playgirl Magazine publicou a maioria delas, numa matéria com o título “Hollywood's Legendary Lovers Nude”.

O nudismo de uma formosa atriz também provocou falatório nos primeiros anos da década de 30. Considerada uma das mais formosas estrelas da história do cinema, lembrada principalmente pela Dalila de Cecil B. DeMille e inspiração de Walt Disney para o desenho de Branca de Neve, a austríaca HEDY LAMARR (ainda como Hedy Kiesler) conquistou a fama aparecendo nua no impetuoso “Êxtase” (1933). Aos 20 anos, era a sua primeira atuação nas telas. Desnuda, Hedy corre entre árvores e mergulha num rio. O filme acabou por ser retirado de cartaz e a maioria de suas cópias queimadas. Por causa do escarcéu, levou uma brutal surra do marido, um milionário fabricante de armas, que gastou mais de 300 mil dólares para incinerar as cópias disponíveis na Europa. Hedy drogou a criada que a vigiava e fugiu para a Inglaterra. Em 1937, em Hollywood, filmou “Argélia” e se tornou uma estrela. O resto é história. Na sua biografia, disse que a sua beleza foi uma maldição, por tê-la afastado da sua verdadeira vocação, a física.

yul brynner

YUL BRYNNER 
(filmes selecionados)

O REI E EU (1956), de Walter Lang - Musical
Com: Deborah Kerr e Rita Moreno
Cor – Legendado – 133 mins.
Oscar de Melhor Ator
Melhor Ator do National Board of Review

ANASTÁCIA, A PRINCESA ESQUECIDA (1956),
de Anatole Litvak – Drama
Com: Ingrid Bergman, Helen Hayes e Akim Tamiroff
Cor – Legendado – 105 mins.

OS DEZ MANDAMENTOS (1956), de Cecil B. DeMille - Épico
Com: Charlton Heston, Anne Baxter, Edward G. Robinson
e Yvonne De Carlo
Cor – Legendado – 232 mins.

OS IRMÃOS KARAMAZOV (1957), de Richard Brooks - Drama
Com: Maria Schell, Claire Bloom e Lee J. Cobb
Cor – Dublado – 146 mins.

O CORSÁRIO SEM PÁTRIA (1958), de Anthony Quinn - Aventura
Com: Charlton Heston, Claire Bloom e Charles Boyer
Cor – Legendado – 119 mins.

SALOMÃO E A RAINHA DE SABÁ (1959), de King Vidor - Épico
Com: Gina Lollobrigida e George Sanders
Cor – Legendado – 139 mins.

SETE HOMENS E UM DESTINO (1960), de John Sturges - Western
Com: Eli Wallach, Steve McQueen e Charles Bronson
Cor – Legendado – 128 mins.

OS REIS DO SOL (1964), de J. Lee Thompson - Aventura
Com: Shirley Anne Field e Richard Basehart
Cor – Legendado – 108 mins.

MORITURI (1965), de Bernhard Wicki - Guerra
Com: Marlon Brando e Trevor Howard
P & B – Legendado – 128 mins.

hedy lamarr

HEDY LAMARR 
(filmes selecionados)

ÊXTASE (1933), de Gustav Machaty – Drama
P & B – Legendado – 82 mins.

ARGÉLIA (1938), de John Cromwell – Aventura
Com: Charles Boyer
P & B – Legendado – 95 mins.

INIMIGO X (1940), de King Vidor – Comédia
Com: Clark Gable e Oscar Homolka
P & B – Dublado – 90 mins.

IDÍLIO PERIGOSO (1944), de Jacques Tourneur – Suspense
Com: George Brent e Paul Lukas
P & B – Legendado – 91 mins.

SANSÃO E DALILA (1949), de Cecil B. deMille – Épico Religioso
Com: Victor Mature, George Sanders e Angela Lansbury
Cor – Legendado – 128 mins.

O VALE DA AMBIÇÃO (1950), de John Farrow - Western
Com: Ray Milland e MacDonald Carey
Cor – Legendado – 84 mins.