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abril 03, 2012

*********************** OS MONSTROS

cartaz de "a bolha assassina"

Os MONSTROS habitam o meu imaginário. Na infância, quando a noite caía, eu ouvia sussurros e passos macios, enxergando sombras que se mexiam anunciando uma gigantesca figura de luz e sombra (nada religiosa!). Temeroso, fechava os olhos no momento exato, nunca chegando a vê-la. Meus pais, ingênuos como muitos pais, diziam que não havia nada. “Monstros não existem”, repetiam pacientemente. Imaginárias ou não, fantásticas ou lendárias, de aspecto e atos assustadores, estas criaturas marcaram a história dos filmes de terror e aventura. Neste contexto, encarnam frequentemente a figura do Mal, que é derrotada por um mocinho que representa o Bem e as virtudes. Inspirando medo, alguns têm força descomunal, outros podem entrar em qualquer lugar sem serem vistos e se esconder em qualquer parte, prontos para o ataque fatal.

O Golem, feito de argila, significa “inacabado” e apareceu no cinema mudo alemão, vindo do folclore judaico. Os Zumbis são mortos-vivos debilitados e com uma insaciável fome por carne humana fresca. Já apareceram em vários filmes, como a "Trilogia dos Mortos" de George A. Romero. Embora importantes, ficaram de fora da lista abaixo. Amistosamente, também deixei de lado o Fantasma da Ópera, Gremlins, a Mulher-Gigante, o Homem-Invisível, entre outras lendas do horror. Por fim, descartei Freddy Krueger, brinquedos assassinos e humanos monstruosos (Dr. Hannibal Lecter, por exemplo). Como sabemos, a construção de uma lista pende para o gosto pessoal do autor da mesma. Depois da leitura desse post, pense na sua lista de MONSTROS. Como ela seria composta?

MEUS MONSTROS FAVORITOS
(por ordem de preferência)

(01)
CONDE ORLOCK e CONDE DRÁCULA em
NOSFERATU
(Nosferatu, eine Symphonie des Grauens, 1922)
de F. W. Murnau

DRÁCULA DE BRAM STOKER
(Bram Stoker’s Dracula, 1992)
de Francis Ford Coppola

O clássico expressionista é uma adaptação não autorizada de “Drácula”, de Bram Stoker. Orlock (perturbador Max Schreck) se parece com um morcego, com protuberantes incisivos, olhos penetrantes, orelhas pontudas e mãos como garras. O segundo, protagonizado por Gary Oldman, também marcou época. O vampiro sombrio e doido por sangue foi encarnado por outros atores, de Bela Lugosi a Christopher Lee.

(02)
CRIATURA ANFÍBIO em
MONSTRO DA LAGOA NEGRA
(Creature from the Black Lagoon, 1954)
de Jack Arnold

Uma expedição vem ao Brasil procurar fósseis e encontram um ser anfíbio (Ricou Browning e Ben Chapman) que se apaixona pela única mulher do grupo. Embora seu habitat natural seja aquático, ele consegue respirar e caminhar na superfície. A aparência associa-o a uma espécie de homem-peixe, com pele escamosa, guelras e membranas como nadadeiras nas mãos e pés. Renderia duas sequências.

(03)
 KING KONG em
KING KONG
(Idem, 1933)
de Merian C. Cooper e Ernest B. Schoedsack

O gorila de 8 metros de altura assombrou o mundo. A história fala de uma equipe de cinema que ao filmar numa ilha tropical encontram um gorila gigante, adorado pelos nativos. A criatura gigantesca se apaixona pela mocinha Fay Wray, mas é capturado e levado para Nova York, onde o exibem para uma multidão. Clássico absoluto refilmado em 1976 e 2005.

(04)
MR. HYDE em
O MÉDICO E O MONSTRO
(Dr. Jekyll and Mr. Hyde, 1941)
de Victor Fleming

Ilustre médico divide-se entre duas personalidades. Uma é a do emérito doutor, filantropo respeitado, exemplo de conduta. A outra, a do hedonista, que busca o prazer carnal, que comete crueldades e vilanias, sem responsabilidades. A poção que permite a transmutação entre as personalidades subjuga o próprio cientista, que não pode mais controlá-la. Com interpretação primorosa de Spencer Tracy, retrata com dignidade o romance assustador de Robert Louis Stevenson. John Barrymore e Fredric March também interpretaram a figura atormentada com propriedade. March levou o Oscar.

(05)
GOLLUM na trilogia
O SENHOR DOS ANÉIS
(The Lord of the Rings, 2001-2002-2003)
de Peter Jackson

Depois de encontrar um anel no fundo de um rio, o futuro Gollum (Andy Serkis) mata seu primo e foge para o norte, vivendo durante quase 500 anos num lago profundo no interior das Montanhas Sombrias. O Anel o deixa invisível aos olhos dos outros, caçando facilmente suas vítimas. Asqueroso, o personagem se tornou um clássico.

(06)
A CRIATURA e sua COMPANHEIRA em
FRANKENSTEIN
(Idem, 1931)
de James Whale
A NOIVA DE FRANKENSTEIN
(Bride of Frankenstein, 1935)
de James Whale

Dr. Frankenstein, um cientista louco, costura partes de diversos cadáveres - incluindo o cérebro de um criminoso - para fazer um único homem, de grande força, mas as consequências de tal ato serão trágicas. Maior sucesso da carreira de Boris Karloff, o papel do monstro chegou a ser oferecido a Bela Lugosi, que o recusou por considerar o personagem desprovido de charme. A maquiagem de Karloff levava aproximadamente doze horas para ser feita. Com várias cenas inesquecíveis, como o encontro do monstro com a garotinha à beira do lago ou a sua perseguição com tochas flamejantes. Com o sucesso, produziram uma continuação ainda melhor: “A Noiva de Frankenstein”. Para encarnar a noiva, convidaram a magnífica atriz inglesa Elsa Lanchester.

(07)
ALIEN em
ALIEN – O OITAVO PASSAGEIRO
(Alien, 1979)
de Ridley Scott

Com criação visual de H. R. Giger, Alien (Bolaji Badejo) é capaz de sobreviver no vácuo, dotado de sangue ácido, mandíbulas poderosas e garras assassinas. Depois da estreia sensacional, retornou em mais quatro filmes da série e outros dois caça-níqueis em que enfrenta o Predador. Ele ataca sem fazer prisioneiros e nada, absolutamente nada, fica em seu caminho. A maior monstruosidade alienígena de sempre.

(08)
IRENA DUBROVNA, a MULHER-PANTERA em
SANGUE DE PANTERA
(Cat People, 1942)
de Jacques Tourneur

Transitando entre a psicanálise e o sobrenatural, jovem sexy (a francesa Simone Simon) tem constantemente alucinações com grandes felinos e durante a noite ouve uivos. Quando mergulha em sentimentos fortes, libera a pantera assassina que tem dentro de si. Produzido pelo consagrado Val Lewton, apostou numa abordagem sutil do pavor, no lugar de recorrer a efeitos especiais grotescos. Optando pelo uso de luzes e sombras, fez escola e se tornou uma obra-prima do gênero. Teve uma continuação, “Maldição do Sangue de Pantera / The Curse of the Cat People” (1944), e foi refilmado com Nastassja Kinski em 82. É o monstro mais belo e sensual do cinema.

(09)
LOBISOMEM em
LOBO
(Woolf, 1994)
de Mike Nichols

Em noites de lua cheia, Jack Nicholson se transforma em lobo que anda sobre duas patas. Uivando, crava suas garras afiadas no mundo do horror. Fez sucesso com Lon Chaney Jr., mas o meu lobisomem preferido é mesmo o do Jack. Sua interpretação assombra e o filme tem charme.

(10)
HOMEM-MOSCA em
A MOSCA DA CABEÇA BRANCA
(The Fly, 1958)
de Kurt Neumann

Homem (David Hedison) entra na câmara de teletransporte, juntamente com uma mosca intrusa. Quando se materializam noutro lugar, ele está com a cabeça e uma pata da mosca (no lugar de um braço), e ela ficou com sua cabeça. Preste atenção num momento antológico: quando Vincent Price descobre a mosca de cabeça branca numa teia de aranha. Este é um clássico das produções baratas de ficção-científica e horror dos anos 50. Refilmado em 1986 por David Cronenberg.

(11)
GODZILLA em
GODZILLA
(Gojira, 1954)
de Ishirô Honda

Um gigantesco réptil que se desenvolveu devido aos testes nucleares no oceano, capaz de disparar rajadas nucleares pela boca e destruir cidades num passe de mágica. A franquia rendeu mais de 30 filmes, desenhos animados e uma péssima versão norte-americana dirigida por Roland Emerich. Um ícone do terror imortalizado pelos japoneses.

(12)
IMHOTEP, a MÚMIA em
A MÚMIA
(The Mummy, 1932)
de Karl Freund

Um ano depois de “Frankenstein”, Boris Karloff deu vida a outro famoso monstro da Universal. Sacerdote do antigo Egito despertado acidentalmente por uma expedição arqueológica, mumificado, parte em busca do amor perdido. Rendeu filmes B na década de 40 e de 50.

(13)
A BOLHA em
A BOLHA ASSASSINA
(The Blob, 1958)
de Irvin S. Yeaworth Jr.

Produção independente, de parcos recursos e realização precária, valorizada pela presença do futuro astro Steve McQueen como protagonista. Depois da queda de um meteorito, uma massa disforme, gosmenta e monstruosa passa a absorver pessoas de uma pequena cidade.  Ponto alto para a cena em que a criatura, agora gigantesca, ataca um cinema lotado.

janeiro 09, 2012

********************************** O CLÃ HUSTON

anjelica huston 
Muitas famílias de artistas foram bem sucedidas em Hollywood - os Barrymore (John, Ethel, Lionel, Diana, John Drew e Drew), os Fonda (Henry, Jane, Peter e Bridget), Minnelli-Garland (Vincent, Judy e Liza), Farrow-O’Sullivan (John, Maureen e Mia), Curtis-Leigh (Tony, Janet e Jamie Lee), Chaplin (Charles, Geraldine e Josephine), Redgrave (Michael, Rachel Kempson, Vanessa, Lynn, Corin, Tony, Natasha e Joely Richardson), Rossellini-Bergman (Roberto, Ingrid e Isabella), Coppola (Itália, Francis Ford, Sofia, Talia Shire e Nicolas Cage), Bridges (Lloyd, Jeff e Beau), Sutherland (Donald e Kiefer) etc. -, numa complexa teia de relações íntimas e profissionais. 

O clã HUSTON, com mais de 80 anos fazendo cinema, ocupa uma posição especial. Num fato inédito, pai, filho e neta levaram o Oscar. Danny, filho de John, também tem atuação louvável na indústria cinematográfica. Já Tony, seu meio-irmão e o mais velho dos filhos do diretor, fez o papel do neto do patriarca dos Bruttenholm em “A Lista de Adrian Messenger / The List of Adrian Messenger” (1963), foi assistente de direção em “Wise Blood” (1979) e escreveu o formidável roteiro de “Os Vivos e os Mortos / The Dead” (1987), concorrendo ao Oscar. No entanto, terminou por desistir do cinema. Admirando o talento dramático dessa família, conto aqui um pouco da trajetória impecável dos HUSTON.

PAI
WALTER HUSTON
(1883 - 1950)

Nascido em Toronto, Canadá, onde estudou arte dramática, começou no teatro, mudando-se para Hollywood no finalzinho dos anos 20, quando atores teatrais eram recrutados para filmes sonoros. Impressionou com sua forte interpretação como o presidente Abraham Lincoln em “O Libertador / Abraham Lincoln” (1930), de D. W. Griffith, seguida por atuações fortes e seguras, especialmente em “Fogo de Outono / Dodsworth” (1936), de William Wyler, no qual repetiu o papel que fizera na Broadway e concorreu ao Oscar de Melhor Ator. 

Ao longo dos anos 40, desempenhou uma série de excelentes papéis em filmes como “O Homem Que Vendeu a Alma / The Devil and Daniel Webster” (1941), de William Dieterle, conseguindo a segunda nomeação para o Oscar de Melhor Ator; e “A Canção da Vitória / Yankee Doodle Dandy” (1942), de Michael Curtiz, que lhe proporcionou a nomeação para o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante.

walter , john 
e o oscar
Em “O Tesouro de Sierra Madre / The Treasure of the Sierra Madre” (1948), de seu filho John, interpretou um garimpeiro envelhecido e arrebatou o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. Na entrega do prêmio, declarou que havia dito ao filho, muitos anos antes, que se algum dia ele se tornasse cineasta não se esquecesse de arrumar um bom papel para ele. Antes havia feito uma rápida aparição em “O Falcão Maltês / The Maltese Falcon” (1941), que marcou a estréia do jovem Huston na direção. Ele faleceu sem conhecer os netos.






FILHO
JOHN HUSTON
(1906 - 1987)

Excêntrico e aventureiro, estudou pintura, trabalhou algum tempo como jornalista e se interessou por escultura, cavalos, boxe, jogo e caça, além de fumar charutos e beber em excesso. Em 1933, embriagado, atropelou e matou a atriz Diva Tosca, companheira do ator brasileiro Raul Roulien. Considerado o diretor que melhor retratou o universo dos fracassados, escreveu roteiros para a Warner Brothers na Hollywood dos anos 30/40, entre eles, “Jezebel / Idem” (1938), “Juarez / Idem” (1939), “O Último Refúgio / High Sierra” (1941) e “Sargento York / Sergeant York” (1941). 

Chegou à direção com “O Falcão Maltês / The Maltese Falcon” (1941), que projetou Humphrey Bogart, seu amigão e ator predileto. Com esse filme se tornou um dos mestres do Film Noir, tendo dirigido ainda outro clássico do gênero: “O Segredo das Jóias / The Asphalt Jungle” (1950), com uma jovem Marilyn Monroe no elenco. Autor de alguns dos melhores documentários sobre a Segunda Guerra Mundial, com seu pai Walter filmou “O Tesouro de Sierra Madre, uma parábola sobre a ganância humana que lhe rendeu o Oscar de Melhor Direção e Melhor Roteiro. Seguiram-se longas de qualidade ímpar.

walter e john
Em 1951, com Bogart e Kate Hepburn, rodou em locação no Congo um de seus maiores sucessos, “Uma Aventura na África / The African Queen”. Ainda nos anos 50, surpreendeu a indústria do cinema com a utilização de lentes especiais para contar a história de Toulouse-Lautrec em “Moulin Rouge / Idem” (1952). Colocou Orson Welles no papel do pastor que profetiza a tragédia em um púlpito em forma de proa de navio no sombrio “Moby Dick / Idem” (1956). Depois de alguns filmes menores, reconquistou a credibilidade com “Cidade das Ilusões / Fat City” (1972), “O Homem Que Queria Ser Rei / The Man Who Would Be King” (1975) e “À Sombra do Vulcão / Under the Vulcano” (1984). 

Bastante doente, filmou com sua filha Anjelica “Os Vivos e os Mortos”, adaptado por seu filho Tony de um conto de James Joyce. Reverenciado como um dos mais completos diretores da história do cinema, como ator ficou conhecido por títulos como “O Cardeal / The Cardinal” (1963), em que obteve uma nomeação para o Oscar do Melhor Ator Coadjuvante; “Chinatown / Idem” (1974) e “O Vento e o Leão / The Wind and the Lion” (1975). Huston escreveu a sua autobiografia em 1980, intitulada “Um Livro Aberto”. Casou-se cinco vezes, um deles com a atriz Evelyn Keyes (a esposa de Tom Ewell em O Pecado Mora ao Lado / The Seven Year Itch (1955), de Billy Wilder).

NETA
ANJELICA HUSTON
(1951)

Ela só se estabeleceu como atriz após os 30 anos de idade. Nascida em Los Angeles, enquanto seu pai filmava na África, passou sua infância na Irlanda. Aos 18 anos foi escalada como protagonista de “Caminhando com o Amor e a Morte / A Walk with Love and Death” (1969), um trabalho de seu pai que não foi bem recebido. Partiu para uma carreira de modelo e se casou com Jack Nicholson, seu marido por 17 anos. Depois de papéis minúsculos em dramas de Elia Kazan e Bob Rafelson, recebeu um Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante e diversos outros prêmios importantes como a noiva vingativa Maerose Prizzi em “A Honra do Poderoso Prizzi / Prizzi's Honor” (1985).

Embarcando em papéis cada vez mais interessantes, especialmente em “Os Vivos e os Mortos” (John Huston, 1987), “Jardins de Pedra / Gardens of Stone” (Francis Ford Coppola, 1987), “Os Imorais / The Grifters” (Stephen Frears, 1990) – como Lilly Dillon, uma mulher sensual que ganha a vida em vigarices, recebendo uma nomeação para o Oscar de Melhor Atriz - e “Crimes e Pecados / Crimes and Misdemeanors” (Woody Allen, 1989). Contudo, o papel que lhe trouxe mais celebridade foi o de Morticia Addams, matriarca duma família insólita em “A Família Addams / The Addams Family” (1991) e “A Família Addams II / Addams Family Values” (1993), uma adaptação cinematográfica de uma série televisiva que fez furor nos anos 60. A partir daí, passou a ser presença constante em filmes independentes ou telefilmes.

 NETO
DANNY HUSTON
(1962)

Nascido na Itália, começou como assistente de direção de seu pai e em 1988 dirigiu a comédia “O Elétrico Mr. North / Mr. North”, baseado numa fábula de Thornton Wilder e com Robert Mitchum, Lauren Bacall e Anjelica Huston no elenco. Passa-se nos anos 20, contando a história de um jovem que causa sensação quando se espalha o boato de que é capaz de fazer curas milagrosas. Aos 32 anos estreou como ator em “Despedida em Las Vegas / Leaving Las Vegas” (1995), nunca mais parando de atuar, aparecendo tanto em filmes independentes como em grandes produções, entre eles, “21 Gramas / 21 Grams” (2003), “O Aviador / The Aviator”, “O Jardineiro Fiel / The Constant Gardener” (2004) e “Maria Antonieta / Marie Antoinette” (2006). Mais recentemente, interpretou Poseidon em “Fúria de Titãs / Clash of the Titans” (2010). Divorciado da atriz Virginia Madsen, casou-se com Katie Evans, que terminou por cometer suicídio em 2008.

walter huston
john huston
anjelica huston
danny huston

fevereiro 21, 2011

****** RUMO À VITÓRIA: OS MAIS PREMIADOS



JOHN FORD 
(1894-1973)

Recordista do OSCAR na categoria Melhor Diretor, com quatro estatuetas, ganhou por “O Delator/The Informer” (1935), “Vinhas da Ira/Grapes of Wrath” (1940), “Como Era Verde meu Vale/How Green Was My Valley” (1941) e “Depois do Vendaval/The Quiet Man” (1952). Em 1939, concorreu com “No Tempo das Diligências/Stagecoach”, perdendo para o Victor Fleming de “... E o Vento Levou/Gone with the Wind”. Famoso por dar status ao faroeste, dirigiu mais de 140 filmes, entre curtas, longas e documentários, numa carreira de mais de 50 anos. Filmava com simplicidade, mas era conhecido pela tirania e mau humor no set. Para muitos é o maior cineasta de seu país. Orson Welles confessou ter assistido mais de 40 vezes ao mitológico “No Tempo das Diligências” antes de filmar a sua obra-prima “Cidadão Kane/Citizen Kane”. Quando um repórter lhe perguntou quem seriam os três maiores diretores do cinema, Welles respondeu: “John Ford, John Ford e... John Ford”.

O DELATOR (1935) - Drama
Com: Victor McLaglen, Heather Angel, Preston Foster,
Margot Grahame e Una O’Connor
P & B – Legendado – 91 mins.

VINHAS DA IRA (1940) – Drama
Com: Henry fonda, Jane Darwell, John Carradine
e Dorris Bowdon
P & B – Legendado – 128 mins.

COMO ERA VERDE O MEU VALE (1941) – Drama
Com: Walter Pidgeon, Maureen O’Hara, Anna Lee, Donald Crisp, 
Roddy McDowall e Barry Fitzgerald
P & B – Legendado – 118 mins.

DEPOIS DO VENDAVAL (1952) - Drama
Com: John Wayne, Maureen O’Hara, Barry Fitzgerald,
Ward Bond, Victor McLaglen e Mildred Natwick
P & B – Legendado – 129 mins.


KATHARINE
 HEPBURN
(1907-2003)
Atriz que ganhou o OSCAR mais vezes, sendo que em uma delas, em 1968, protagonizou o único empate da história da categoria, com a Barbra Streisand de “Funny girl – A Garota Genial”. Ela foi a Melhor Atriz por “Manhã de Glória/Morning Glory” (1933), “Adivinhe Quem Vem para Jantar/Guess Who’s Coming to Dinner” (1967), “O Leão no Inverno/The Lion in Winter” (1968) e “Num Lago Dourado/On Golden Pond” (1981). Durante muito tempo manteve também o recorde em número de indicações (12 ao total), mas foi desbancada recentemente por Meryl Streep. Concorreu, e perdeu, com os seguintes filmes: “A Mulher Que Soube Amar/Alice Adams” (1935), “Núpcias de Escândalo/The Philadelphia Story” (1940), “A Mulher do Dia/Woman of the Year” (1942), “Uma Aventura na África/The African Queen” (1951), “Quando o Coração Floresce/Summertime” (1955), “Lágrimas do Céu/The Rainmaker” (1956), “De Repente, no Último Verão/Suddenly, Last Summer” (1959) e “Longa Jornada Noite Adentro/Long Day’s Journey Into Night” (1962). Uma lenda das telas, em 1999 o American Film Institute (AFI) a escolheu como a maior atriz de todos os tempos, numa lista de 25, que incluía Bette Davis, Ingrid Bergman, entre outras. Descoberta por Hollywood, estreou no cinema em 1932 com o filme "Vítimas do Divórcio/A Bill of Divorcement", de George Cukor, numa extraordinária carreira que durou mais de 60 anos. 

Eva Lovelace em
MANHÃ DE GLÓRIA (1933), de  Lowell Sherman - Drama
Com: Douglas Fairbanks Jr. e Adolphe Menjou
P & B – Legendado – 74 mins.

Christina Drayton em
ADIVINHE QUEM VEM PARA JANTAR (1967),
de Stanley Kramer - Drama
Com: Spencer Tracy, Sidney Poitier e Cecil Kellaway
Cor – Legendado – 108 mins.

Eleanor da Aquitânia em
O LEÃO NO INVERNO (1968), de Anthony Harvey - Drama
Com: Peter O’Toole, Anthony Hopkins e Timothy Dalton
Cor – Legendado – 134 mins.

Ethel Thayer em
NUM LAGO DOURADO (1981) - Drama
Com: Henry Fonda e Jane Fonda
Cor – Legendado – 109 mins.


JACK NICHOLSON 
(n. em 1937)

Ator que mais ganhou prêmios de atuação da Academia, com três OSCARS, dois deles por Melhor Ator com “Um Estranho no Ninho/One Flew Over the Cuckoo’s Nest” (1975) e “Melhor é Impossível/As Good as It Gets” (1997), e um como Melhor Ator Coadjuvante por “Laços de Ternura/Terms of Endearment” (1983). Foi indicado, mas não ganhou, por “Sem Destino/Easy Rider” (1969), “Cada um Vive Como Quer/Five Easy Pieces” (1970), “A Última Missão/The Last Detail” (1973), “Chinatown/idem” (1974), “Reds/idem” (1981), “A Honra do Poderoso Prizzi” (1985), “Ironweed” (1987), “Questão de Honra” (1992) e “As Confissões de Schmidt” (2002). Senhor de um sorriso diabólico, é uma das maiores estrelas vivas da história do cinema. Irreverente e com muito carisma, esbanja talento nos mais diversos tipos de papéis. Começou na TV até estrear no cinema com o personagem principal de “The Cry Baby Killer” (1958), fazendo um delinqüente.

R. P. McMurphy em
UM ESTRANHO NO NINHO (1975), de Milos Forman - Drama
Com: Louise Fletcher e Brad Dourif 
Cor – Legendado – 133 mins.

Garrett Breedlove em
LAÇOS DE TERNURA (1983), de James L. Brooks - Drama
Com: Shirley McLaine, Debra Winger e Danny DeVito
Cor – Legendado – 132 mins.

Melvin Udall em
MELHOR É IMPOSSÍVEL (1997),
de James L. Brooks - Comédia
Com: Helen Hunt, Greg Kinnear e Shirley knight
Cor – Legendado – 139 mins.

FILMES RECORDISTAS DO OSCAR
(11 estatuetas cada)


charlton heston
BEN-HUR
(1959)

Melhor Filme (Sam Zimbalist/Metro-Goldwyn-Mayer)
Melhor Diretor (William Wyler)
Melhor Ator (Charlton Heston)
Melhor Ator Coadjuvante (Hugh Griffith)
Melhor Fotografia a Cores (Robert L. Surtees)
Melhor Edição (Ralph E. Winters e John D. Dunning)
Melhor Trilha Sonora (Mikos Rozsa)
Melhor Direção de Arte (William A. Horning e equipe)
Melhor Figurino (Elizabeth Haffenden)
Melhores Efeitos Especiais (Arnold Gillespie)
e Melhor Som (Franklin E. Milton). 

kate winslet e leonardo decaprio
TITANIC
(1996)

Melhor Filme (James Cameron e Jon Landau/20th Century-Fox, 
Paramount Pictures e Lightstorm Entertainment)
Melhor Diretor (James Cameron)
Melhor Fotografia (Russel Carpenter)
Melhor Edição (Conrad Buff e James Cameron)
Melhor Trilha Sonora (James Horner)
Melhor Direção de Arte (Peter Lamont)
Melhor Figurino (Deborah L. Scott)
Melhores Efeitos Sonoros (Tom Belfort)
Melhor Som (Gary Ryndstorm)
Melhores Efeitos Especiais (Robert Legato, Mark Lasoff, 
Thomas L. Fischer)
e Melhor Canção (“My Heart Will Go On”, de Will Jennings). 

ian mcKellen
O SENHOR DOS ANÉIS – O RETORNO DO REI
 (2003)

Melhor Filme (Peter Jackson, Barrie M. Osborne e Fran Walsh/
New Line Cinema, WingNut Films e The Saul Zaentz Company)
Melhor Diretor (Peter Jackson)
Melhor Fotografia (Fran Walsh)
Melhor Edição (Jamie Selkirk)
Melhor Trilha Sonora (Howard Shore)
Melhor Direção de Arte (Grant Major)
Melhor Figurino (Ngila Dickson e Richard Taylor)
Melhor Maquiagem (Richard Taylor e Peter King)
Melhor Efeitos Visuais (Jim Rygiel, Joe Letteri, 
Randall William Cook e Alex Funke)
Melhor Som (Christopher Boyes, Michael Semanick, 
Michael Hedges e Hammond Peek)
e Melhor Canção Original (“Into the West”, de Fran Walsh, 
Howard Shore e Annie Lenox).
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