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julho 09, 2012

******* A INTIMIDADE SEGUNDO ANDRÉ TÉCHINÉ

marie-france pisier em "barocco"
Sou apreciador de ANDRÉ TÉCHINÉ, um dos grandes realizadores franceses vivos, nascido em 1943. Desde os anos 80, ele se revela um irrepreensível estudioso das relações amorosas. São dele “Hotel das Américas”, “Rendez-Vous” e “Rosas Selvagens”, excelentes melodramas feitos de imagens inesquecíveis. Depois de “Alice e Martin”, o cinema de Techiné, fundamental, por vezes ríspido, sempre de matriz clássica, perdeu um pouco de sua força. Em 2007, mostrou que ainda tinha algo a dizer com “As Testemunhas”, um vigoroso tratado sobre a Aids, reafirmando a singularidade e a riqueza de sua obra. Mas o mesmo não se repetiu no seu longa mais recente, “Imperdoáveis / Impardonnables” (2011), onde um escritor (André Dussollier) se recolhe em Veneza para escrever e conhece uma agente imobiliária (Carole Bouquet) que lhe desvia a atenção da escrita. O seu envolvimento vai desenvolver-se num duplo sentido: lidando com a surpresa do amor e enfrentando as dúvidas sociais ou familiares que a sua ligação suscita.

andré téchiné
O primeiro filme desse ex-crítico da revista “Cahiers du Cinéma” passou despercebido. Os três seguintes, sobretudo “Barocco”, um elegante exercício de estilo no qual a cor exerce um papel importante, provocaram muitos elogios. Para ANDRÉ TÉCHINÉ, o desenrolar de uma história deve ser concebido como uma justaposição de sequências fortes. Autor de uma filmografia respeitada, tornou-se internacionalmente reconhecido ao vencer o prêmio de direção no Festival de Cannes, em 1985. Durante muito tempo alternou-se entre o teatro e cinema, ao mesmo tempo em que lecionava. Cineasta perfeccionista e surpreendente, atraído pelo melodrama, faz da sinceridade o princípio nada ingênuo, e até mesmo incômodo, da dramaturgia. Homossexual assumido, ele filma num tom que combina a crônica social e a contemplação mais íntima, de acordo com uma lógica melodramática que o coloca na linhagem de Max Ophuls, Jean Renoir, Douglas Sirk ou François Truffaut.

andré téchiné
A filiação do cineasta nesse espaço do melodrama, quer dizer, num sistema de narrativas em que as componentes afetivas se expõem sempre como elementos de uma complexa dinâmica social intimista, jamais beira o superficial ou o tosco. Afirmo isso, ao recordar o crítico português João Lopes: "a degradação “telenovelesca” se exprime através de um contínuo desrespeito pelo classicismo melodramático cinematográfico". Assim, por exemplo, após o êxito das telenovelas, desde o mais banal senso comum até alguns discursos jornalísticos, a palavra melodrama passou a ser associada a um convencionalismo leviano e anedótico. E citando outra vez João Lopes: "Como todos os preconceitos, também este se alimenta de uma imensa ignorância histórica: como entender a história do cinema sem considerar a beleza e a inteligência dos seus melodramas? De David W. Griffith a Rainer Werner Fassbinder, passando por William Wyler, Vincente Minnelli ou Luchino Visconti, a escrita melodramática constitui um patrimônio de fascinante riqueza e complexidade, continuando a questionar-nos e, em particular, a questionar a nossa relação com o presente". Portanto, acima de preconceitos tolos, o melodrama nunca deixou de ter o seu espaço primoroso e o cinema de ANDRÉ TÉCHINÉ, íntimo e pessoal, prova isso.

10 FILMES DE TÉCHINÉ

(01)
BAROCCO 
(Idem, 1976)
Com Isabelle Adjani, Gérard Depardieu, Marie-France Pisier
e Jean-Claude Brialy

Um jovem casal (Laure e Samson, um boxeur) desloca-se para um porto do norte da Europa, durante uma campanha eleitoral. Samson é assassinado. O assassino apaixona-se por Laure que termina por aceitá-lo, na condição de que ele se pareça e se comporte como o namorado dela que ele matou.

 (02)
AS IRMÃS BRONTE 
(Les Soeurs Bronte, 1979)
Com Isabelle Adjani, Marie-France Pisier, Isabelle Huppert,
Pascal Greggory e Jean Sorel

Na Inglaterra do início do século XIX, as três irmãs Brontë - Charlotte, Emily e Anne - praticam assiduamente a escrita e seu irmão, Brandwell, é um pintor de temperamento apaixonado. Charlotte é a única a conhecer o sucesso literário, após ter visto morrer, seu irmão e depois suas irmãs.

(03)
O SEGRÊDO DO AMOR 
(Hôtel dês Amériques, 1981)
Com Catherine Deneuve e Patrick Dewaere

O primeiro trabalho do diretor com a sua atriz preferida, Catherine Deneuve. Em Biarritz, tarde da noite, no contorno de uma rua, Hélène cruza o caminho de Gilles. Ela conduz um carro. Ele atravessa a rua. E o acidente acontece, sem gravidade, sem outra consequência se não reunir, de modo brutal e fortuito, dois mundos distantes, estranhos um ao outro. A partir do encontro, ele se entrega a uma busca obstinada para reencontrá-la, mas ela foge dele. O que se esconde por trás da beleza luminosa, dos silêncios constrangidos, das expressões distraídas desta desconhecida, encerrada numa solidão que nada, nem ninguém parece poder romper?

(04)
RENDEZ-VOUS 
(Idem, 1985)
Com Lambert Wilson, Juliette Binoche, Wadeck Stanczak
e Jean-Louis Trintignant

Melhor Diretor no Festival de Cannes. Jovem atriz, Nina chega a Paris com sede de sucesso. Guiada pelo instinto, navega solitária, ao acaso, conhecendo pessoas. Pelo caminho cruza com Paulot, empregado de uma agência imobiliária, que a ajudará a se instalar. Nina gostaria que a relação entre eles fosse fraternal, mas Paulot não sente o mesmo e passa a nutrir por ela um sentimento até então desconhecido, um amor desmesurado e cego. Quentin, ator fracassado, irá atravessar a vida de Nina como um raio, mas voltará para assombrá-la com seu temperamento ruim. Scrutzler será a terceira figura que entrará na vida da garota. Diretor de teatro inflexível e experiente, ele saberá como levá-la a descobrir seu talento de atriz.

(05)
NÃO DOU BEIJOS 
(J’embrasse Pas, 1991)
Com Philippe Noiret, Emmanuelle Béart e Manuel Blanc

Um jovem provinciano, ingênuo e inexperiente, vai viver em Paris em busca do sonho de ser ator e acaba por se prostituir.

(06)
MINHA ESTAÇÃO PREFERIDA 
(Ma Saison Préférée, 1993)
Com Catherine Deneuve e Daniel Auteuil

Um dos maiores sucessos de público e crítica da carreira do diretor. Um irmão e uma irmã se reencontram a partir do momento em que a mãe perde a lucidez e finalmente a vida. Entre a vertigem do encontro e a dor da separação vindoura, eles tomarão enfim consciência de seus verdadeiros lugares no mundo.

(07)
ROSAS SELVAGENS 
(Les Roseaux Sauvages,1994)
Com Élodie Bouchez, Gaël Morel e Stéphane Rideau

César de Melhor Diretor. Um dos filmes mais marcantes dos anos 90. Maïté, Serge, François e Henri, um argelino exilado, moram numa pequena cidade do sudoeste da França. Eles se preocupam com a guerra da Argélia e com o vestibular. Nas margens do rio Garonne, no meio dos roseirais selvagens, eles expõem, com paixão, ideias políticas e sentimentos.

(08)
OS LADRÕES 
(Les Voleurs, 1996)
Com Catherine Deneuve, Daniel Auteuil, Laurence Côte
e Benoit Magimel

Reencontro do trio que fez “Minha Estação Preferida”: o diretor e os atores Catherine Deneuve e Daniel Auteuil. Um tira se envolve com a namorada do irmão, um gângster que acabou de ser assassinado, e também com a amante dela, uma bela e madura professora. O filme provocou escândalo pelas tórridas cenas lésbicas protagonizadas por Deneuve.

(09)
ALICE E MARTIN 
(Alice et Martin, 1998)
Com Juliette Binoche, Alexis Loret, Mathieu Amalric
e Carmen Maura

Martin mata o pai. Para fugir ao escândalo e à vergonha, a família instaura a lei do silêncio. O crime é apagado, transformado em acidente. Ele se muda para Paris e conhece Alice, uma violinista. Com a ajuda dela consegue evitar as recordações do ato que cometeu. Vão viver juntos, amam-se e são felizes, até o momento em que ela engravida e ele entra numa depressão profunda e começa a ser perseguido pelo seu passado. O crime que praticou volta e não o abandona. Martin não poderá ser pai dos seus filhos se não aceitar ter sido filho do seu pai. Poderá Alice fazer alguma coisa para evitar que ele ceda à loucura? 

(10) 
AS TESTEMUNHAS 
(Les Témoins, 2007) 
Com Michel Blanc, Emmanuelle Béart e Sami Bouajila

Manu, um jovem interiorano que chega a Paris para reencontrar a irmã, estudante de canto lírico, descobre os prazeres do sexo sem compromisso nos pontos de encontros gays. Conhece um médico de meia-idade, que logo se deixa seduzir pelos encantos do rapaz. Mas será com o policial Mehdi que Manu terá uma relação amorosa inesperada. Mehdi é casado com Sarah, uma escritora de livros infantis que acabou de ter um bebê, e os dois têm uma vida sexual liberal. Contudo, quando Manu descobre-se com o vírus da Aids (e o progressivo surgimento das doenças oportunistas), a vida de todos é abalada.


setembro 07, 2011

**** TRUFFAUT, O MONSIEUR “NOUVELLE VAGUE"


françois truffaut
Um amante voraz de livros, ele faria diversos filmes adaptados de obras literárias, como “Jules e Jim – Uma Mulher para Dois/Jules et Jim” (1962) e “Duas Inglesas e o Amor/Les Deux Anglaises et Le Continent” (1971), ambos baseados em romances de Henri-Pierre Roché, e os thrillers “A Noiva Estava de Preto/La Mariée Etait em Noire” (1968) e “A Sereia do Mississipi/La Siréne Du Mississipi” (1969), estes adaptados de livros do norte-americano William Irish. E, com base em outro norte-americano, Ray Bradbury, faria “Fahrenheit 451/idem” (1966), a distopia sobre um futuro soturno em que os livros eram banidos e queimados, estrelado por Julie Christie. O francês FRANÇOIS TRUFFAUT (1932-1984) foi o fã de livros e filmes que virou cineasta com obras impregnadas de sensibilidade, lirismo, elegância artesanal e arguto estudo de caracteres, geralmente voltadas para o amor, a condição humana e a poesia. Aos 21 anos, o famoso estudioso de cinema André Bazin, seu protetor que o tirou das ruas – depois da fuga dele da casa dos pais -, introduziu-o na revista “Cahiers du Cinéma”. A influência do futuro cineasta na equipe da célebre revista – que existe até hoje – foi fundamental. Com a publicação do seu artigo “Une Certaine Tendence du Cinéma Français” (nº 31, janeiro de 1954), inaugurou-se uma nova etapa na publicação. Com um texto virulento e agressivo, o jovem crítico atacou frontalmente a chamada “tradição de qualidade” francesa, sempre premiados em festivais e orgulho da indústria cinematográfica.

truffaut e jean-pierre léaud
Logo depois, FRANÇOIS TRUFFAUT começou a defender a idéia do “cinema de autor” (ou seja, de realizadores como Fritz Lang, Abel Gance, Max Ophuls, Kenji Mizoguchi, Jacques Becker, Roberto Rossellini, Robert Bresson, Jacques Tati, Jean Cocteau etc.) e a exaltar as virtudes artísticas de cineastas hollywoodianos até então considerados mero artesãos (Raoul Walsh, Alfred Hitchcock, Howard Hawks), ao mesmo tempo em que chamou atenção para o trabalho de cineastas desvalorizados na época - como Anthony Mann, Nicholas Ray, Samuel Fuller, Joseph H. Lewis, Edgar G. Ulmer, Budd Boetticher e Robert Aldrich. Para ele, pouco importa o filme analisado, o que interessa é o criador nele oculto, garantindo que não existem bons ou maus filmes, apenas bons ou maus diretores. Juntamente com vários colegas de “Cahiers” (Jean-Luc Godard, Claude Chabrol, Eric Rohmer, Jacques Rivette etc.), passou à realização, fundando a inovadora corrente cinematográfica “Nouvelle Vague”. A sua estréia se deu com o curta-metragem “Une Visite” (1955). Em 1959, faria o primeiro longa, o cultuado “Os Incompreendidos/Les 400 Coups”, protagonizado por um Jean-Pierre Léaud ainda garoto - 15 anos de idade -, que segundo Godard era amante do diretor. Fez 22 filmes, onde são visíveis seu carinho por crianças e mulheres, sua preferência pelo cinema noir, o desengajamento político e a aversão à violência. Todos os seus filmes trazem uma postura individualista e sincera. A marca de um estilo único.

(Fonte: “Cinemim” e “Cahiers Du Cinéma”)

OS SETE MELHORES FILMES DE TRUFFAUT
(por ordem de preferência)

(01)
JULES E JIM – UMA MULHER PARA DOIS/Jules et Jim (1962). Com Jeanne Moreau, Oskar Werner e Henri Serre.
Dois amigos se apaixonam pela mesma mulher. Ela casa com um deles. Depois da Primeira Guerra Mundial, quando o trio se reencontra na Alemanha, ela se apaixona pelo outro. Esse triângulo de amor e amizade evolui ao longo dos anos.
Melhor Diretor no Festival de Cinema de Mar Del Plata
henri serre, oskar werner e jeanne moreau
(02)
O ÚLTIMO METRÔ/Le Dernier Métro (1980). Com Catherine Deneuve, Gérard Depardieu, Jean Poiret, Andréa Ferréol, Paulette Dubost e Heinz Bennent.
Na Paris de 1942, um famoso diretor teatral, judeu, é forçado a abandonar o país. Sua esposa, uma atriz, procura manter o teatro funcionando e contrata um novo ator. Mas seu marido, na verdade, está escondido no porão da casa de espetáculos.
Prêmio César de Melhor Diretor
gérard depardieu e catherine deneuve
(03)
A HISTÓRIA DE ADELE H./ L'Histoire d'Adèle H. (1975). Com Isabelle Adjani, Sylvia Marriott e Bruce Robinson.
A obsessão apaixonada da jovem filha do escritor francês  Victor Hugo por ex-noivo sedutor e indiferente.
isabelle adjanni e truffaut
(04)
OS INCOMPREENDIDOS/ Les Quatre Cents Coups (1959). Com Jean-Pierre Léaud, Claire Maurier e Albert Rémy.
Garoto de 14 anos, que mora com pais indiferentes, tem problemas na escola, deixando de ir às aulas para passar as tardes no cinema ou brincando com os amigos. Em meio às andanças, descobre que a mãe tem um amante. Depois de apanhar dela, o menino foge de casa e passa a viver de pequenos furtos.
Melhor Diretor no Festival de Cannes
jean-pierre léaud
(05)
A NOIVA ESTAVA DE PRETO/ La Mariée était en Noir (1968). Com Jeanne Moreau, Claude Rich, Jean-Claude Brialy, Michel Bouquet, Michael Lonsdale e Charles Denner.
Uma noiva busca vingança dos cinco assassinos de seu noivo, que foi morto durante a cerimônia de casamento.
charles denner e jeanne moreau
(06)
O GAROTO SELVAGEM/ L'Enfant Sauvage (1970). Com Jean-Pierre Cargol, François Truffaut e Jean Dasté.
Um garoto é encontrado numa floresta, na França no século 18, sem jamais ter vivido com seres humanos. Taxado como problemático, tem a chance de ser educado e reintegrado à sociedade por um professor que o leva para a sua casa.
Melhor Diretor da National Board of Review
jean-pierre cargol

(07)
A NOITE AMERICANA/La Nuit Américaine (1973). Com Jean-Pierre Léaud, Jacqueline Bisset, Valentina Cortese, François Truffaut, Nathalie Baye, Alexandra Stewart e Jean-Pierre Aumont.
As loucuras de um set de filmagem são representadas por um ator deprimido pela traição de sua noiva, por uma atriz embriagada que não consegue lembrar suas falas, por um astro veterano gay e por muitos outros personagens, justamente durante a gravação de uma das principais cenas de um filme.
BAFTA de Melhor Diretor
Melhor Diretor da Associação Nacional dos Críticos de Cinema dos EUA
Melhor Diretor do Círculo de Críticos de Cinema de Nova York
jacqueline bisset e jean-pierre léaud
*******
QUEM SE FOI

ROSEL ZECH
(1942-2011)


Aos 69 anos, vítima de câncer nos ossos, faleceu no dia 31 do mês passado a atriz alemã de teatro, tevê e cinema, Rosel Zech, internacionalmente conhecida através do cinema irreverente de Rainer Werner Fassbinder. Foi em 1973, durante a rodagem de “Die Zärtlichkeit der Wölfe”, de Ulli Lommell, que ela conheceu Fassbinder, produtor do filme. Depois disso, a sua carreira passou por muitas produções televisivas, inclusive adaptações de peças teatrais de Tcheckov (“A Gaivota”) e Ibsen (“Hedda Gabler”). Sob a direção de Fassbinder, viria a ter um primeiro papel, secundário, em “Lola/idem” (1981), acabando por protagonizar “O Desespero de Veronika Voss/ Die Sehnsucht der Veronika Voss” (1982), penúltimo título do cineasta (o último foi “Querelle/idem”, no mesmo ano), inspirado na vida da atriz Sybille Schmitz (1909-1955, de “O Vampiro/Vampyr”, 1932, de Carl Th. Dreyer). Seu retrato convincente de uma estrela viciada em morfina desempenhou um papel crucial para o filme arrebatar o Urso de Ouro do Festival de Berlim de 1982, cerca de quatro meses antes da morte de Fassbinder. A atriz estreou nas telas (de TV) em 1971, no filme “O Pote/Der Pott”, dirigido por Peter Zadek. Outro boa participação sua aconteceu em “Aimée & Jaguar/idem” (1999), de Max Farberbock. Rosel Zech era uma das melhores atrizes do cinema alemão, recebendo vários prêmios por suas performances. Em 2009 fez sucesso no Festival Luisenburg no papel-título de “Mãe Coragem e seus Filhos”, de Bertolt Brecht. Diagnosticada com câncer este ano, não conseguiu superar a doença.

julho 07, 2011

***** O CINEMA e o SEXO: NUA GEMA FEMININA

marilyn monroe

A maioria das mais belas atrizes de Hollywood nunca ficou desnuda em filmes, tampouco em publicações impressas. Algumas delas tinham até cláusulas contratuais sobre isso, deixando claro que jamais tirariam a roupa publicamente. No entanto, escândalos com imagens de estrelas NUAS não é novidade desde o cinema mudo, de Louise Brooks a Clara Bow. Outras não tinham qualquer frescura, caso de Marilyn Monroe ou da francesa Brigitte Bardot, expandindo ainda mais a fama de símbolo sexual e deixando platéias em brasa. Há também o caso de atrizes em decadência que tentaram revigorar a carreira tirando a roupa, o que nunca deu certo. Para esta postagem, pesquisei bastante, e de todas as imagens coletadas a que mais me surpreendeu foi a de Elizabeth Taylor, publicada recentemente no jornal britânico “Daily Mail”. Na fotografia do ator Roddy McDowall, amigo íntimo de Liz e gay, a atriz aparece totalmente NUA, aos 24 anos. Segundo o jornal, a foto foi um presente da atriz, em 1956, para o produtor Michael Todd, com quem se casaria alguns meses depois.

louise brooks
elizabeth taylor
silvana pampanini
sophia loren
brigitte bardot
catherine deneuve
raquel welch
charlotte rampling

jane birkin
isabelle adjani

APARECE

Aparece pura gema feminina
Como uma jovem solitária 
No meio dos seus vestidos nus 
Como uma jovem nua
No meio das mãos que a imploram
Eu te saúdo

Anseio por uma chama nua
Anseio pelo que ela esclarece
Surge meu jovem espectro
Nos teus braços uma ilha desconhecida
Tomará a forma do teu corpo 
Minha bem aparecida


Poema de PAUL ÉLUARD

junho 27, 2011

***** O CINEMA VAI À SEGUNDA GUERRA MUNDIAL


ralph fiennes em "a lista de schindler"
Uma seleção do melhor que o cinema rodou a respeito do monstruoso conflito bélico. Como a lista de 10 filmes é bastante minimalista, fica a pergunta: - Tiraria ou acrescentaria algum filme, caro leitor (a)?


1945
UM PUNHADO DE BRAVOS/Objective, Burma!
de Raoul Walsh
Com Errol Flynn
Batalhão de pára-quedistas norte-americanos segue em direção a Burma, Ásia, durante a ocupação japonesa, com a missão de localizar e explodir uma estação de radar. A missão é cumprida, mas quando os homens estão retornando à base são surpreendidos pelo exército nipônico. Realista e emocionante.


1945
ROMA, CIDADE ABERTA/Roma, Città Aperta
de Roberto Rossellini
Com Aldo Fabrizi e Anna Magnani
Em Roma, um dos líderes da Resistência é perigosamente perseguido pelos nazistas. Clássico que garantiu o estrelato aos geniais Magnani e Rossellini.
Grande Prêmio do Festival de Cannes


1952
BRINQUEDO PROIBIDO/Jeux Interdits
de René Clement
Com Brigitte Fossey e Georges Poujouly
Em junho de 1940, as bombas hitleristas assombram os franceses. Durante um bombardeio, uma menina de cinco anos fica órfã e é "adotada" por um menino de 11 anos filho de camponeses. Poético e inesquecível.
Leão de Ouro de Melhor Filme no Festival de Veneza


1953
A UM PASSO DA ETERNIDADE/From Here to Eternity
de Fred Zinnemann
Com Burt Lancaster, Montgomery Clift, Deborah Kerr, Frank Sinatra e Donna Reed
Às vésperas do ataque japonês a Pearl Harbor, soldados em Honolulu vivem seus conflitos neste clássico absoluto (ganhador de oito Oscar) que combina introspecção com grandes cenas de combate.
Oscar de Melhor Filme


1956
MORTE SEM GLÓRIA/Attack
de Robert Aldrich
Com Jack Palance, Lee Marvin e Eddie Albert 
Durante os últimos dias da Segunda Guerra Mundial, companhia de infantaria da Guarda Nacional tem a missão de tomar postos de observação de artilharia em uma posição estratégica, mas o conflito entre um tenente e seu covarde capitão é inevitável. Envolvente, profundo e devastador perfil do que é a guerra.


1957
A PONTE DO RIO KWAI/The Bridge on the River Kwai
de David Lean
Com William Holden, Alec Guinness, Sessue Hayakawa e Jack Hawkins
Um oficial inglês, prisioneiro dos japoneses, quer exibir a superioridade da engenharia britânica, construindo uma ponte para os adversários. Mas ela deverá ser destruída numa missão vital para os aliados. Obra-prima eletrizante com fabulosas interpretações.
Oscar de Melhor Filme
BAFTA de Melhor Filme
Globo de Ouro de Melhor Filme-Drama


1993
A LISTA DE SCHINDLER/Schindler’s List
de Steven Spielberg
Com Liam Neeson, Ralph Fiennes e Ben Kingsley  
A história do bon vivant membro do partido nazista que salva judeus do extermínio empregando-os em sua fábrica é contada com perfeição. Além do apuro visual, chama a atenção a visão crítica do filme, que flagra o suborno e a corrupção, além da crueldade do regime.
Oscar de Melhor Filme
BAFTA de Melhor Filme
Globo de Ouro de Melhor Filme-Drama


1998
ALÉM DA LINHA VERMELHA/The Thin Red Line
de Terrence Malick
Com Sean Penn, Adrien Brody, Jim Caviezel, Nick Nolte e George Clooney
O resultado do combate de Guadalcanal influenciará fortemente o avanço dos japoneses no Pacífico. Então um grupo de soldados norte-americanos é enviado para lá para ajudar as unidades já em batalha, conhecendo o verdadeiro terror da guerra. Obra-prima inquestionável. Pena que Malick filme tão pouco.
Urso de Ouro de Melhor Filme no Festival de Berlin


2004
A QUEDA! – AS ÚLTIMAS HORAS DE HITLER/Der Untergang
de Oliver Hirschbiegel
Com Bruno Ganz
Reconstituição dos últimos dias do império nazista, de 30 de abril e 8 de maio de 1945. Este período abrange o último aniversário de Hitler, seu casamento com Eva Braun, seu suicídio e o cessar fogo completo entre a Alemanha e as tropas vencedoras da União Soviética. Sincero filme onde se destaca a impressionante atuação de Bruno Ganz.


2007
KATYN/idem
de Andrzej Wajda
Com Artur Zmiejwski
Em abril de 1940, na floresta de Katyn, Polônia, soviéticos executam cerca de 22.000 oficiais poloneses que se encontravam há meses presos em campos de concentração. Indicado ao Oscar de filme estrangeiro, o drama dirigido pelo veterano cineasta polonês Andrzej Wajda revisita a verdadeira história por trás de um dos maiores massacres da Segunda Guerra Mundial.

"um punhado de bravos"
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CONFIDENCIAL

ISABELLE ADJANI E DANIEL DAY-LEWIS

Eles formavam um dos casais mais bonitos do cinema, estavam no auge do sucesso e viviam uma tempestuosa relação de cerca de cinco anos. Ambos sempre conservaram a reputação mítica de só fazer o que lhes interessam, com longos intervalos no cinema para atuarem nas ribaltas. Quando o tablóide francês “Voici” publicou em 1994 que a temperamental Isabelle Adjani, aos 39 anos, estava grávida de Daniel Day-Lewis, todo mundo começou a imaginar como esta criança seria linda. O triste desta história é que a estrela de “Camille Claudel/Idem” (1988) comunicou a Daniel que ele seria pai através de um recado por fax. Em resposta, o ator britânico terminou o romance com a mesma moeda: via fax. Rompendo com ela, Daniel Day-Lewis rompeu também com o filho Gabriel-Kane. É como se ele não existisse. O assunto ainda é tabu para ele. É só falar no Gabriel que o ator interrompe qualquer entrevista. Atualmente vive a maior parte do tempo na Irlanda com a nova mulher, a cineasta e escritora Rebecca Miller, filha de Arthur Miller. Têm dois filhos e conserva um apartamento em Nova Iorque. Adjani se envolveu um tempo com o compositor Jean-Michel Jarre e atualmente filma “Projet A.A.”.