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| john wayne (oscar de melhor ator) e barbra streisand |
A 88ª
edição do OSCAR, prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas,
acontecerá no próximo 28 de fevereiro, no Teatro Dolby, em Los Angeles,
Califórnia (EUA), e será transmitida ao vivo pela ABC para 225 países e
territórios de todo o mundo. A famosa estatueta, fundamental na mitologia
hollywoodiana, tem no histórico obras-primas, direções primorosas e excelentes
atuações postas de escanteio. Nesses 88 anos, não faltaram omissões,
puxa-saquismos e erros crassos. Matutei sobre algumas injustiças. Confira.
WARNER BAXTER e LUISE RAINER
O
primeiro tropeço aconteceu em 1930 com a vitória do canastrão Warner Baxter (“No
Velho Arizona / In Old Arizona”). Se bem que a concorrência era fraca. Novo
susto em 1937. Luise Rainer leva o OSCAR de Melhor Atriz por “Ziegfeld, o
Criador de Estrelas / The Great Ziegfeld”. Quem merecia? Carole Lombard (“Irene,
a Teimosa / My man Godfrey”) ou Irene Dunne (“Os Pecados de Theodora / Theodora Goes Wild”). No ano
seguinte, a alemã vence outra vez, derrotando as fabulosas Irene Dunne
(“Cupido é Moleque Teimoso / The Awful Truth”), Greta Garbo (“Dama das Camélias
/ Camille”), Janet Gaynor (“Nasce uma Estrela / A Star is Born”) e Barbara
Stanwyck (“Stella Dallas, a Mãe Redentora / Stella Dallas”). Um vexame. As
atuações da atriz duplamente premiada são competentes,
principalmente em “Terra dos Deuses / The Good Earth”, ela tinha talento,
mas não mereceu as estatuetas.
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| warner baxter |
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| luise rainer |
GINGER ROGERS e JAMES STEWART
James
Stewart, sempre ótimo, estrela carismática, levou o prêmio por sua atuação na
comédia lendária “Núpcias de Escândalo / The Philadelphia Story”. Henry Fonda, brilhando em “Vinhas da Ira / Grapes of Wrath”, era o mais cotado ao
OSCAR de Melhor Ator. Até mesmo Cary Grant, no filme de Jimmy Stewart, supera o
premiado, e ele nem foi indicado.
No mesmo ano, outro desatino, Ginger Rogers bancando a atriz dramática (“Kitty Foyle / Idem”) venceu Bette Davis (“A Carta / The Letter”), Joan
Fontaine (“Rebeca, a Mulher
Inesquecível / Rebecca”), Katharine Hepburn (“Núpcias de Escândalo”) e Martha
Scott (“Nossa Cidade / Our Town”). Qualquer uma merecia, menos a nossa comediante-dançarina.
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| james stewart e ginger rogers |
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| rosalind russell e ginger rogers |
BING CROSBY, HAROLD RUSSELL e GARY
COOPER
Piegas, “O Bom Pastor / Going My Way” derrotou em 1944 “Pacto de Sangue / Double
Indemnity”, de Billy Wilder. O talentoso Leo McCarey, seu diretor, também ganhou a estatueta, inexplicavelmente superando Wilder e o Otto Preminger de
“Laura / idem”. Como Melhor Ator, Bing Crosby venceu inesquecíveis atuações de
Charles Boyer (“À Meia-Luz / Gaslight”) e Cary Grant (“Apenas um Coração
Solitário / None But the Lonely Heart”). Uma loucura. O único prêmio merecido de
“O Bom Pastor”: Barry Fitzgerald, Melhor
Ator Coadjuvante.
Em
1946, Harold Russell, comovendo pela deficiência física, foi o Melhor Ator
Coadjuvante. Na disputa, soberbos Clifton Webb (“O Fio da Navalha / The
Razor’s Edge”) e Claude Rains (“Interlúdio / Notorious”).
Thelma Ritter perdeu para Josephine Hull em 1950. Atriz extraordinária, concorreu
seis vezes ao prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante. Nunca ganhou.
O nosso
herói Gary Cooper levou o seu segundo OSCAR em 1952. O primeiro foi merecido. O
de 1952 era de Kirk Douglas (“Assim Estava Escrito / The Bad and the Beautiful”).
Lana Turner, fabulosa neste drama, nem foi indicada.
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| barry fitzgerald, ingrid bergman e bing crosby |
| samuel goldwyn, harold russell e william wyler |
WILLIAM HOLDEN e AUDREY HEPBURN
A
gigantesca performance de Montgomery Clift (“A Um Passo da Eternidade / From
Here to Eternity”) perdeu para o simpático William Holden de “Inferno No. 17 / Stalag
17”. Ainda em 1953, Audrey Hepburn, cativante em “A Princesa e o Plebeu /
Roman Holiday”, mas justiça seja feita, o OSCAR de Melhor Atriz era de Deborah
Kerr.
No
ano seguinte, Judy Garland (“Nasce uma Estrela / A Star is Born”) perdeu para
Grace Kelly (“Amar é Sofrer / The Country Girl”). Um erro óbvio. Até a imprensa
já havia anunciado a vitória de Judy antes do resultado.
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| william holden |
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| audrey hepburn |
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| grace kelly |
YUL BRYNNER e ELIZABETH TAYLOR
O caricato
Ernest Borgnine, em 1955, derrotou um inesquecível James Dean em “Vidas Amargas / East
of Eden” e Frank Sinatra (“O Homem do Braço de Ouro / The Man With the Golden
Arm”) na sua maior interpretação no cinema.
Em
1956, outro ator apenas razoável, Yul Brynner (“O Rei e Eu / The King and I”),
ganhou de um elogiadíssimo Kirk Douglas: o pintor Van Gogh de “Sede de Viver / Lust
for Life”. Na mesma trilha, em 1959, a vitória de David Niven não foi bem
vista.
Shirley
MacLaine (“Se Meu Apartamento Falasse / The Apartment”) e Melina Mercouri
(“Nunca aos Domingos / Pote Tin Kyriaki”) perderam em 1960 para uma Elizabeth
Taylor insossa em “Disque Butterfield 8 / Butterfield 8”. A estrela, internada num hospital, estava supostamente à beira da morte.
GEORGE CHAKIRIS e JULIE ANDREWS
Trocaram
a atuação arrebatadora de Montgomery Clift (“Julgamento em Nuremberg / Judgment
at Nuremberg”) pelo sem talento George Chakiris (“Amor, Sublime Amor / West
Side Story”), em 1961. OSCAR de Melhor Ator Coadjuvante.
Audrey
Hebpurn nem concorreu por sua contagiante atuação em “Minha Bela Dama / My Fair
Lady”, em 1964. Cismaram que o papel pertencia a atriz-cantora que protagonizou
o sucesso na Broadway: Julie Andrews. Ela terminou levando injustamente a
estatueta de Melhor Atriz pelo êxito de “Mary Poppins / Idem”.
Nunca
vi grande talento em Sidney Poitier. Seu OSCAR de Melhor Ator em 1964 é
questionável. O mesmo pode ser dito sobre o prêmio de Rod Steiger em 1968. Neste ano, Roman Polanski e Mia Farrow não concorreram por “O Bebê de Rosemary / Rosemary’s
Baby”. Mia jamais foi indicada, e o mereceu algumas vezes.
JOHN WAYNE e LOUISE FLETCHER
Injustiça em 1969: o veterano John Wayne (“Bravura Indômita / True Grit”) vencendo
Dustin Hoffman e Jon Voigt em “Perdidos na Noite / Midnight Cowboy”. Na época,
o rei dos cowboys estava muito doente e finalizando sua gloriosa carreira.
Em
1974, Art Carney (“Harry, o Amigo de Tonto / Harry & Tonto”) surpreendeu ao
derrotar Albert Finney (“Assassinato no Expresso Oriente / Murder on the Orient
Express”), Dustin Hoffman (“Lenny / Lenny”), Jack Nicholson (“Chinatown / Chinatown”)
e Al Pacino (“O Poderoso Chefão II / The Godfather Part II”). Qualquer um dos
indicados bota o veterano comediante no chinelo. Glenda Jackson também não
mereceu o OSCAR de Melhor Atriz deste ano.
No
ano seguinte, a careteira Louise Fletcher (“Um Estranho no Ninho / One Flew Over
the Cuckoo’s Nest”) venceu uma iluminada Isabelle Adjani em “A História de
Adele H. / L’Histoite d’Adèle H.”. George Burns (“Uma Dupla Desajeitada / The
Sunshine Boys”) foi o Melhor Ator Coadjuvante. Prêmio mais justo nas mãos de
Burgess Meredith (“O Dia do Gafanhoto / The Day of Locust”).
ROCKY e CHER
“Rocky,
um Lutador / Rocky” levou as estatuetas douradas de Melhor Filme e Melhor Diretor em 1976.
Na categoria filme, concorria com “Motorista de Táxi / Taxi Driver”, “Todos os
Homens do Presidente / All the President’s Men”, “Esta Terra é Minha Terra / Bound
for Glory” e “Rede de Intrigas / Network”. O medíocre diretor
John G. Avildsen venceu Ingmar Bergman, Sidney Lumet e Alan J. Pakula. Inacreditável!
A
deslumbrante Cher, apenas simpática em “Feitiço da Lua / Moonstruck”, levou o
OSCAR de Melhor Atriz em 1987. Concorria com atuações poderosas de Glenn Close
(“Atração Fatal / Fatal Attraction”) e Meryl Streep (“Ironweed”).
A
sofrível Mira Sorvino (“Poderosa Afrodite / Mighty Afrodite”) arrebatou o
prêmio de Atriz Coadjuvante de uma densa Joan Allen (“Nixon”), em 1995.
Em
1997, Helen Hunt (“Melhor é Impossível / As Good as it Gets”) derrotou a
favorita Julie Christie (“O Despertar do Desejo / Afterglkow”).
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| cher |
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| helen hunt |
ROBERTO BENIGNI e CATHERINE ZETA-JONES
O
arrumadinho “Shakespeare Apaixonado / Shakespeare in Love” ganhou de “O Resgate
do Soldado Ryan / Saving Private Ryan” e “Além da Linha Vermelha / The Thin Red
Line”, em 1998. Pior ainda: Roberto Benigni (“A Vida é Bela / La Vita è Bella”) foi
o Melhor Ator, vencendo o impecável Ian McKellen de “Deuses e Monstros / Gods
and Monters”. Gwyneth Paltrow ganhou de Cate Blanchett (“Elizabeth / Idem”) e
Fernanda Montenegro (“Central do Brasil”). Alguns jornais norte-americanos
garantiram que “qualquer uma das indicadas merecia o prêmio, menos Gwyneth.”
Annette
Benning (“Beleza Americana / American Beauty”) e Julianne Moore (“Fim de Caso /
End of the Affair”) foram trocadas em 1999 por Hilary Swank (“Meninos não
Choram / Boys Don’t Cry”), uma boa atriz, mas o OSCAR era de Annette (ou Julianne).
Ed
Harris e Julianne Moore, ambos em “As Horas / The Hours”, não mereciam perder
para Chris Cooper (“Adaptação / Adptation”) e Catherine Zeta-Jones (“Chicago / idem”),
em 2002.
HILARY SWANK e SANDRA BULLOCK
Annette
Bening (“Adorável Júlia / Being Julia”) novamente derrotada pela mesma Hilary
Swank (“Menina de Ouro / Million Dollar Baby”), em 2004. Incrível.
Em
2005, o enfadonho “Crash – No Limite / Crash” venceu “O Segredo de Brokeback
Mountain / Brokeback Mountain” e a fraquinha Reese Witherspoon (“Johnny & June / Idem”) ganhou de uma sensacional Felicity Huffman (“Transamérica / idem”).
Sandra
Bullock (“Um Sonho Possível / The Blind Side”), uma atriz inexpressiva, derrotou
as ótimas Carey Mulligan (“Educação / Educacion”) e Helen Mirren (“A Última
Estação / The Last Station”).
Existem
muitos outros exemplos atrozes. Erros emblemáticos do OSCAR. Shirley
Jones, Sally Field, Marlee Matlin, Matthew McConaughey etc.
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| sally field |
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| shirley jones e hugh griffith |
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| marlee matlin |
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| matthew mcConaughey |
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| hilary swank |
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| reese witherspoon |
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| sandra bullock |
GRANDES intérpretes que NUNCA GANHARAM a estatueta dourada
(alguns receberam o Oscar Especial)
Lillian Gish, Charles Chaplin, Greta Garbo, Edward G. Robinson, Barbara Stanwyck, Cary Grant, Sylvia Sidney, Irene Dunne, Jean
Arthur, Carole Lombard, Miriam Hopkins, Charles Boyer, Margaret
Sullavan, John Garfield, Rosalind Russell, Judy Garland, Agnes Moorehead, Thelma Ritter,
Clifton Webb, Deborah Kerr, James Mason, Robert Mitchum, Kirk Douglas, Jean Simmons, Robert Ryan, Eleanor
Parker, Lauren Bacall, Montgomery Clift, James Dean, Steve McQueen, Alan Bates, Albert Finney, Gena Rowlands, John Hurt, Glenn Close, Judy
Davis, Willem Dafoe, Sigourney Weaver, Nick Nolte, John Malkovich, Ralph
Fiennes, Leonardo DeCaprio, Annette Benning, Ed Harris, Johnny Depp. Uma lista
de respeito.
OSCAR ESPECIAL
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| charles chaplin |
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| barbara stanwyck |
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| cary grant e frank sinatra |
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| deborah kerr |




































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