maio 28, 2015

******************* BEBENDO ATÉ CAIR

lee remick e jack lemmon em "vício maldito"
Do ponto de vista médico, o alcoolismo é uma doença crônica, com aspectos comportamentais vexatórios, caracterizada pelo consumo compulsivo de álcool. No Brasil, dez por cento da população sofre com o alcoolismo. Apesar dos altos índices de dependentes, ainda existe muita dúvida e preconceito em torno da questão, o que dificulta o tratamento. Muita gente enxerga o alcoolismo como fraqueza, falta de caráter, e não como uma doença.

Hollywood sempre teve uma queda por personagens alcoólatras, premiando-os muitas vezes com o Oscar. Talvez porque na vida real muitos dos seus astros enveredaram pela bebedeira, inclusive arruinando carreiras. Entre eles, cito John Gilbert, John Barrymore, W. C. Fields, Frances Farmer, Joan Crawford, Errol Flynn, Dana Andrews, Linda Darnell, Robert Taylor, Ava Gardner, Judy Garland, Humphrey Bogart, Lana Turner, John Huston, Rita Hayworth, William Holden, Elizabeth Taylor, Dean Martin, Frank Sinatra, Richard Burton, Spencer Tracy, Vivien Leigh, Marlon Brando e Al Pacino.

Selecionei os melhores bêbados que o cinema já nos apresentou. Como sempre aviso, a lista não é definitiva, é pessoal. Portanto, devido ao grande número de amantes cinematográficos do álcool, não há como listá-los ao todo. Espero que aprecie, sem qualquer tipo de moderação.

ALBERT FINNEY
Geoffrey Firmin em
À SOMBRA DO VULCÃO
(Under the Volcano, 1984)
de John Huston

No México, um ex-cônsul britânico torna-se alcoólatra após separar-se da mulher e resolve permanecer morando no país com seu meio-irmão, o pivô da separação. Ele sempre aguarda a volta dela e, no Dia de Finados, ela retorna repentinamente, com a finalidade de reatar seu casamento. Entretanto, as marcas da separação eram maiores do que ela imaginava. Indicado ao Oscar de Melhor Ator.

ANN BLYTH
Helen Morgan em
COM LÁGRIMAS NA VOZ
(The Helen Morgan Story, 1957)
de Michael Curtiz

Uma cantora parte de um sórdido começo até chegar à fama e à fortuna. Entretanto, perde tudo isso ao se entregar ao álcool e ao fazer escolhas pessoais ruins.

ANNE BAXTER
Sophie MacDonald em
O FIO DA NAVALHA
(The Razor's Edge, 1946)
de Edmund Goulding

Um próspero morador de Chicago rompe seu noivado com uma socialite e viaja pelo mundo, procurando sua verdade espiritual. Durante uma passagem por Paris, reencontra-se com a ex-noiva, agora casada, e descobre que uma amiga de ambos tinha perdido o marido e sua criança em um trágico acidente e, por causa disso, vive com a ajuda de álcool e drogas. Ele tenta reabilitá-la, mas seus esforços são sabotados pela ex, enciumada. Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante.

BURT LANCASTER
Doc Delaney em
A CRUZ DA MINHA VIDA
(Come Back, Little Sheba, 1952)
de Daniel Mann

Um conturbado casal, cujo homem é um alcoólatra em recuperação, sofre uma crise pessoal em seu casamento quando alugam um quarto para uma jovem inquilina muito atraente e ele se apaixona por ela.

CLAIRE BLOOM
Naomi Shields em
A VIDA ÍNTIMA DE QUATRO MULHERES
(The Chapman Report, 1962)
de George Cukor

Pesquisa de comportamento sexual, em uma comunidade suburbana, afeta a vida de quatro mulheres. Entre elas, uma ninfomaníaca alcoólatra.

ELIZABETH TAYLOR
Martha em
QUEM TEM MEDO DE VIRGINIA WOOLF?
(Who's Afraid of Virginia Woolf?, 1966)
de Mike Nichols

Um professor universitário e sua esposa, ambos alcoólatras, recebem em casa um jovem professor e sua mulher. À medida que a noite avança, as confissões entre os quatro se tornam mais ácidas e a verdade se torna algo deprimente. Oscar de Melhor Atriz.

FRANK SINATRA
Dave Hirsh em
DEUS SABE QUANTO AMEI
(Some Came Running, 1958)
de Vincente Minneli

No pós-guerra, escritor alcoólatra retorna para sua cidade natal junto com uma prostituta que se apaixonou por ele.

FREDRIC MARCH
Norman Maine em
NASCE UMA ESTRELA
(A Star is Born, 1937)
de William A. Wellman

Uma sonhadora artista deseja se tornar uma grande estrela do cinema. Seu sonho se torna realidade quando ela conhece um astro de Hollywood e os dois se apaixonam. Eles se casam, e a carreira dela começa realmente a decolar. Só que enquanto sua fama aumenta, seu marido está cada vez mais decadente e afundado no álcool. Indicado ao Oscar de Melhor Ator.

GERALDINE PAGE
Alexandra Del Lago em
DOCE PÁSSARO DA JUVENTUDE
(Sweet Bird of Youth, 1962)
de Richard Brooks

Rapaz volta à sua cidade natal após muitos anos tentando fazer filmes. Com ele está uma decadente e bêbada estrela de cinema. Enquanto tenta obter ajuda para fazer um teste de cinema, ele procura sua ex-namorada, a filha de um político conservador. Indicada ao Oscar de Melhor Atriz

GREGORY PECK
F. Scott Fitzgerald em
O ÍDOLO DE CRISTAL
(Beloved Infidel, 1959)
de Henry King

Famoso escritor, já no fim de sua vida e lutando contra o alcoolismo, escreve roteiros para os estúdios de Hollywood como forma de obter dinheiro para pagar a clínica para doentes mentais onde está internada sua esposa. Neste momento, entra em sua vida uma famosa colunista social que vem a ser apoio e inspiração do trágico autor em sua luta para terminar aquela que seria sua última obra.

JACK LEMMON
Joe Clay em
VÍCIO MALDITO
(Days of Wine and Roses, 1962) 
de Blake Edwards

Um publicitário, por causa da pressão profissional, exagera nas doses e, de quebra, ainda leva a esposa ao vício. Indicado ao Oscar de Melhor Ator.

JAMES CAGNEY
Lew Marsh em
DEGRADAÇÃO HUMANA
(Come Fill the Cup, 1951)
de Gordon Douglas

Jornalista que se cura do alcoolismo com a ajuda de um amigo procura libertar do mesmo vício o sobrinho do dono do jornal em que trabalha, um playboy envolvido com gângsteres.

JAMES DUNN
Johnny Nolan em
LAÇOS HUMANOS
(A Tree Grows in Brooklyn, 1945)
de Elia Kazan

Uma família vive na pobreza em uma pequena casa do Brooklyn. O pai, um bêbado simpático, constrói castelos de areia que vão de encontro à determinação da esposa forte, prática e realista. Oscar de Melhor Ator Coadjuvante.

JAMES MASON
Norman Maine em
NASCE UMA ESTRELA
(A Star is Born, 1954)
de George Cukor

Remake da versão de 1937. Uma sonhadora artista deseja se tornar uma grande estrela do cinema. Seu sonho se torna realidade quando ela conhece um astro de Hollywood e os dois se apaixonam. Eles se casam, e a carreira dela começa realmente a decolar. Só que enquanto sua fama aumenta, seu marido está cada vez mais decadente e afundado no álcool. Indicado ao Oscar de Melhor Ator.

JANE FONDA
Alex Sternbergen em
A MANHÃ SEGUINTE
(The Morning After, 1986)
de Sidney Lumet

Uma atriz esquecida pelo público, que tem problemas com alcoolismo, envolve-se num crime após ter dormido com um fotógrafo. Em meio à confusão, ela conhece um ex-policial que está disposto a ajudá-la. Indicada ao Oscar de Melhor Atriz.

JOAN FONTAINE
Jenny Carey em
NA VORAGEM DO VÍCIO
(Something to Live For, 1952)
de George Stevens

Uma atriz lutadora, cuja insegurança e pavor do palco a levam à bebida, apaixona-se por um publicitário casado que se recupera do vício e é membro dos alcoólicos anônimos.

JOHN WAYNE
Rooster Cogburn em
BRAVURA INDÔMITA
(True Grit, 1969)
de Henry Hathaway

Uma garota contrata um xerife caolho e beberrão para que capture o assassino de seu pai. Ela exige ir junto à jornada, para ter certeza que a meta foi cumprida. Na perseguição eles acabam entrando em território índio, na intenção de alcançar o criminoso. Oscar de Melhor Ator.

LANA TURNER
Georgia Lorrison em
ASSIM ESTAVA ESCRITO
(The Bad and the Beautiful, 1952)
de Vincente Minnelli

A ascensão e queda de um poderoso, ambicioso, manipulador e tirânico produtor de cinema a partir do que contam aqueles que mais conviviam com ele em Hollywood. Entre eles, uma estrela que superou o alcoolismo.

LEE MARVIN
Shelleen-Strawn em
DÍVIDA DE SANGUE
(Cat Ballou, 1965)
de Elliot Silverstein

Uma garota resolve lutar contra injustiças cometidas contra o pai, contando com a ajuda de um pistoleiro bêbado. Oscar de Melhor Ator.

LEE REMICK
Kirsten Arnesen Clay em
VÍCIO MALDITO
(Days of Wine and Roses, 1962)
de Blake Edwards

Um relações públicas de São Francisco é um bebedor social. Com o passar do tempo, ele leva sua esposa também para o alcoolismo, o que faz com que passem maus momentos. Indicada ao Oscar de Melhor Atriz.

MERYL STREEP
Helen Archer em
IRONWEED
(Idem, 1987)
de Hector Babenco

Um esquizofrênico e uma ex-cantora acabam desenvolvendo uma relação de afeto. Alcoólatras, tentam se ajudar mutuamente e encarar os fantasmas do passado. Indicada ao Oscar de Melhor Atriz.

NICOLAS CAGE
Ben Sanderson em
DESPEDIDA EM LAS VEGAS
(Leaving Las Vegas, 1995)
de Mike Figgis

Roteirista tem um claro objetivo na cabeça após perder seu emprego: beber até a morte. Oscar de Melhor Ator.

PAUL NEWMAN
Frank Galvin em
O VEREDITO
(The Verdict, 1982)
de Sidney Lumet

Um advogado decadente e alcoólatra ganha a chance de redimir os seus erros ao defender o caso de uma mulher desamparada. Indicado ao Oscar de Melhor Ator.

RAY MILLAND
Don Birman em
FARRAPO HUMANO
(The Lost Weekend, 1945)
de Billy Wilder

Em Nova York, escritor não consegue seu objetivo profissional por estar sofrendo de um bloqueio. Assim, completamente dominado pelo álcool, passa a ter como única meta obter dinheiro para continuar se embriagando. Enquanto a namorada, editora de uma revista, tenta ajudá-lo, ele bebe cada vez mais. Oscar de Melhor Ator.

RICHARD BURTON
Rev. Dr. T. Lawrence em
A NOITE DO IGUANA
(The Night of the Iguana, 1964)
de John Huston

Um ex-pastor protestante, alcoólatra, com a fé abalada, ganha a vida conduzindo excursões de senhoras pelo México. Numa delas, ele se envolve com uma das turistas e vai parar em uma pousada onde, junto com a dona do lugar, passa por situações que vão testar o seu limite.

ROBERT STACK
Kyle Hadley em
PALAVRAS AO VENTO
(Written on the Wind, 1956)
de Douglas Sirk

Playboy alcoólatra, herdeiro de uma grande companhia petrolífera, tem uma difícil relação com o pai. Indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante.

SHELLEY WINTERS
Rose-Ann D'Arcey em
QUANDO SÓ O CORAÇÃO 
(A Patch of Blue, 1965)
de Guy Green

Uma menina cega e branca, pouca escolarizada, faz amizade com um negro, que está determinado a ajudá-la a escapar de sua vida miserável, mas a mãe da garota, uma cruel e alcoólatra prostituta, faz de tudo para afastá-lo. Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante.

SUSAN HAYWARD
Lillian Roth em
EU CHORAREI AMANHA
(I'll Cry Tomorrow, 1955)
de Daniel Mann

Privada de uma infância normal por causa da ambição da mãe, garota segue seu próprio rumo e com menos de 20 anos de idade torna-se uma estrela da Broadway. Pouco depois de seu casamento com uma antiga paixão, fica viúva e alcoólatra. Indicada ao Oscar de Melhor Atriz.

THOMAS MITCHELL
Doc Josiah Boone em
NO TEMPO DAS DILIGENCIAS
(Stagecoach, 1939)
de John Ford

Nove pessoas são obrigadas a embarcar em uma perigosa jornada numa carruagem através do Arizona, em um território indígena. Entre eles, um médico bêbado. Oscar de Melhor Ator Coadjuvante.

maio 23, 2015

*** A VISÃO DO MUNDO EM 20 DOCUMENTÁRIOS


O cinema é uma expressão artística e, como arte, encanta, sensibiliza, mobiliza e transforma. Lança o espectador dentro de realidades complexas, dramáticas, poéticas e o faz retornar modificado, com um novo olhar para a sua própria realidade. A arte, o lúdico e o conhecimento estão sempre juntos, é aí que está a força na relação entre cinema e educação.

Há filmes que despertam alguma coisa na gente. Isso acontece quando saímos do cinema querendo desesperadamente falar sobre o que acabou de ver com alguém. Ou com todo mundo, na verdade. Há filmes de ficção que fazem isso com a gente, e há DOCUMENTÁRIOS que são capazes de abrir nossa cabeça para mundo particular de determinados temas de maneira extraordinária.

Vez ou outra, eu acabo me deparando com um DOCUMENTÁRIO assim. Vasculhei a memória e descobri alguns pra reunir uma lista dos que mais me fizeram ver a vida de uma maneira diferente ou questionar coisas que sempre me pareceram inquestionáveis. A lista está aqui embaixo:

(por ordem de preferência)

(01)
NOITE E NEBLINA
(Nuit et Brouillard, 1955)
de Alain Resnais

Vencedor do Prêmio Jean Vigo na categoria Melhor Curta. Realizado sob encomenda do Comitê da História da Segunda Guerra Mundial, apresenta um perturbador registro dos locais em que até pouco tempo antes funcionavam os campos de concentração nazistas. Acompanhando as imagens do pós e da guerra, a narração de um texto do poeta francês Jean Cayrol, um sobrevivente.


(02)
A TRISTEZA E A PIEDADE
(Le Chagrin et la Pitié, 1969)
de Marcel Ophüls

De 1940 a 1944, o governo de Vichy, na França, colaborou ativamente com os nazistas que ocupavam o país. Imagens de arquivo e entrevistas com testemunhas, oficiais alemães e membros da resistência expõem a história que muitos franceses preferiam continuar ignorando.


(03)
TERRA SEM PÃO
(Las Hurdes, 1933)
de Luis Buñuel

Em uma remota região montanhosa da Espanha chamada Las Hurdes, a menos de 100 quilômetros da civilizada cidade universitária de Salamanca, os habitantes vivem em extrema pobreza na década de 1930. Eles sobrevivem sem as mínimas condições, em meio a doenças, desnutrição e ignorância.


(04)
QUE VIVA MÉXICO!
(Da Zdravstvuyet Meksika!, 1932)
de Sergueï M. Eisenstein

A história e a cultura do México, desde a pré-colonia até a época contemporânea, são descritas pelo cineasta russo.


(05)
O TRIUNFO DA VONTADE
(Triumph des Willens, 1935)
de Leni Riefenstahl

Um registro grandioso do sexto Congresso do Partido Nazista, que aconteceu em Nuremberg no ano de 1934. No início Adolf Hitler chega de avião, e é ovacionado por multidões, que saúdam o führer totalmente hipnotizadas. Mostrado de forma gigantesca, as paradas, os desfiles militares e os jovens que louvam a suástica parecendo em total estado de catarse.


(06)
PARÁGRAFO 175
(Paragraph 175, 2000)
de Rob Epstein e Jeffrey Friedman

Uma medida do Código Criminal Germânico em vigor a partir de 15 de maio de 1871. O Parágrafo 175 considerava as relações homossexuais como crime, sendo que nas primeiras edições também criminalizava as relações sexuais humanas com animais, conhecidas como bestialidade. O dispositivo legal sofreu várias emendas ao longo do tempo. Quando os nazistas assumiram o poder em 1933, as condenações através do Parágrafo 175 aumentaram na ordem de magnitude de 10 vezes. Milhares de pessoas morreram nos campos de concentração, independentemente da culpa ou inocência relativas às suas práticas sexuais.


(07)
MICROCOSMOS
(Microcosmos: Le Peuple de L’herbe, 1996)
de Claude Nuridsany e Marie Pérennou

Um belo registro daquilo que os nossos olhos não conseguem ver. Com o uso das tecnologias mais avançadas para a época, uma viagem pela natureza microscópica. O ciclo da vida de insetos e outros pequenos seres invertebrados na luta pela sobrevivência, por alimento e em sua relação com o meio ambiente.


(08)
BERLIM, SINFONIA DA METRÓPOLE
(Berlin: Die Sinfonie Der Grobstadt, 1927)
de Walter Ruttmann

Um trem cruza o país em seu trajeto até Berlim. Ainda não são cinco da manhã e ele para lentamente na estação. Quase toda cidade dorme, mas antes que vejamos seus primeiros sinais da atividade, vemos alguns trabalhadores que madrugam. É o início de um dia típico da capital alemã. Impressionante o poder das imagens e da música. A montagem, então, espetacular.


(09)
UM HOMEM COM UMA CÂMARA
(Cheloveks Kinoapparatom, 1929)
de Dziga Vertov

Mostra um dia normal, bastante típico. Um cinegrafista filma um dia despretensioso na vida da cidade moderna: primeiro as ruas vazias ao amanhecer que vão gradualmente se enchendo, depois os habitantes de Moscou, ou de outra cidade soviética no trabalho ou no lazer. São as pessoas comuns mostrando a verdade da vida cotidiana.


(10)
KOYAANISQATSI – UMA VIDA FORA DE EQUILÍBRIO
(Koyaanisqatsi, 1983)
de Godfrey Reggio

As relações entre os seres humanos, a natureza, o tempo e a tecnologia. Cidade, campo, paisagem, rotina, pessoas, construções, destruição. Um documentário sem diálogos, composto por uma impressionante coleção de imagens e uma marcante trilha sonora.


(11)
NANOOK, O ESQUIMÓ
(Nanook of the North, 1922)
de Robert J. Flaherty

Um ano da vida do esquimó Nanook e de sua família, que vivem em Hudson Bay, no Canadá. A caça (a animais como o leão marinho), a pesca e as migrações de um grupo que estão totalmente à parte da industrialização da década de 1920. O cotidiano de uma família que realiza as atividades do dia-a-dia em volta basicamente de uma única questão: ter o que comer.


(12)
OLYMPIA I e II
(Olympia– Teil I – Fest der Volker e Olympia: 
Teil 2 - Fest der Schönheit, 1938)
de Leni Riefenstahl

Financiada pelo Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, narra os monumentais Jogos Olímpicos de 1936, em Berlim.


(13)
CABRA MARCADO PARA MORRER
(1984)
de Eduardo Coutinho

Início da década de 1960. Um líder camponês é assassinado por ordem dos latifundiários do Nordeste. As filmagens de sua vida, interpretada pelos próprios camponeses, foram interrompidas pelo golpe militar de 1964. Dezessete anos depois, o diretor retoma o projeto e procura a viúva e seus dez filhos, espalhados pela onda de repressão que seguiu ao episódio do assassinato. O tema passa a ser a trajetória de cada um dos personagens que, por meio de lembranças e imagens do passado, evocam o drama de uma família de camponeses durante os longos anos do regime militar.


(14)
CORAÇÕES E MENTES
(Hearts and Mind, 1974)
de Peter Graves

Uma investigação sobre a Guerra do Vietnã, através de imagens da guerra e entrevistas com ex-combatentes norte-americanos e sobreviventes vietnamitas, analisando assuntos como a duração do conflito, o militarismo e o racismo entranhado na cultura dos Estados Unidos.


(15)
O OUTRO LADO DE HOLLYWOOD
(The Celluloid Closet, 1995)
de Rob Epstein e Jeffrey Friedman

Sobre como a homossexualidade foi abordada no cinema norte-americano desde seus primórdios.


(16)
ARQUITETURA DA DESTRUIÇÃO
(Undergangens Arkitektur, 1992)
de Peter Cohen

Fala sobre a estética do Partido Nacional Socialista Alemão e como o empenho em criar o Ideal ariano provocou o extermínio de milhões. Alguns aspectos são mencionados, como a epifania de Hitler enquanto assistia à ópera de Wagner, "Rienzi"; a ascensão do ideal greco-nórdico homoerótico; os paralelos traçados entre a arte degenerada dos cubistas e dadaístas e os doentes mentais/deficientes físicos; a obsessão nazista pela pureza e higiene e, finalmente, o rebaixamento dos judeus a vermes.


(17)
SOBRE SUSAN SONTAG
(Regarding Susan Sontag, 2014)
de Nancy D. Kates

Um olhar minucioso na trajetória de vida de um dos maiores símbolos da literatura, do feminismo e da política. Repleto de imagens e arquivos pessoais, o longa conta com depoimentos de familiares, amigos e amores de uma das mulheres mais fascinantes que o mundo já viu.


(18)
O SAL DA TERRA – UMA VIAGEM COM SEBASTIAO SALGADO
(The Salt of the Earth, 2014)
de Wim Wenders e Juliano Ribeiro Salgado

Conta um pouco da longa trajetória do renomado fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado e apresenta seu ambicioso projeto "Gênesis", expedição que tem como objetivo registrar, a partir de imagens, civilizações e regiões do planeta até então inexploradas.


(19)
CINZAS E NEVE
(Ashes and Snow, 2005)
de Gregory Colbert

O extraordinário fotógrafo Gregory Colbert mostra seu trabalho, que explora a interação entre humanos e animais. Nenhuma imagem foi manipulada por computador, sendo exatamente como viu o artista.


(20)
ANDY GOLDSWORTHY – RIOS E MARÉS
(Andy Goldsworthy Rives And Tides – Working with Time, 2000)
de Thomas Riedelsheimer

A arte efêmera de Andy Goldsworthy, envolvida de forma muito íntima com a natureza.