abril 30, 2015

************** MUSAS DE GEORGE CUKOR


Reconhecido como o melhor diretor de atrizes de Hollywood (um exagero, William Wyler era superior), GEORGE CUKOR (1899–1983) em mais de 50 anos de atividade foi indicado cinco vezes ao Oscar de Melhor Diretor: em 1933, por “Quatro Irmãs”; em 1940, por “Núpcias de Escândalo”; em 1947, por “Fatalidade”; em 1950, por “Nascida Ontem”, e em 1964 por “Minha Bela Dama”. Com esse musical, em que o refinamento de sua linguagem é evidente, finalmente levou a estatueta para casa. Culto, afirmou-se não apenas como um ótimo profissional capaz de cumprir prazos e orçamentos como também capaz de captar os mais profundos sentimentos da mulher e de obter o melhor rendimento possível das atrizes.

george cukor
Ele passou a ser o cineasta preferido das estrelas e de produtores em função delas. Por isso, Irving Thalberg, o poderoso chefão da Metro-Goldwyn-Mayer, não vacilou em chamá-lo para dirigir “Romeu e Julieta”, superprodução estrelada por Norma Shearer (esposa de Thalberg) e Leslie Howard. Pena que o casal central já estivesse à beira dos quarenta anos, o que comprometeu bastante esta adaptação da peça de Shakespeare. Mas o filme impressionou e David O. Selznick o chamou para dirigir “... E o Vento Levou”. Muitas das cenas editadas na versão final foram feitas sob as ordens de GEORGE CUKOR. Caso da sequência do incêndio em Atlanta e a primeira aparição de Scarlett O’Hara, quando flerta com os dois irmãos. Dizem que Clark Gable não o via com bons olhos, alegando que ele dava mais atenção às atrizes, mas as más línguas garantem que gay, o diretor conhecia o passado de garoto de programa do astro. Nesse clima, após 18 dias de trabalho, foi substituído por Victor Fleming. O incidente não abalou a sua carreira. Até 1981 ele construiu uma filmografia com cerca de 50 títulos entre comédias, musicais e dramas, em que pôde orientar grandes estrelas.

kate hepburn e cukor
Embora fosse um artesão obediente às regras da indústria cinematográfica e dono de um senso ético que o levava a ser fiel ao roteiro sem se preocupar com o brilho fácil, GEORGE CUKOR fez algumas intervenções ousadas para os padrões de Hollwyood. Caso de “A Vida Íntima de Quatro Mulheres”, em que, pela primeira no cinema norte-americano, as personagens femininas falavam abertamente sobre orgasmo e frustração sexual. A cena em que a fogosa Glynnis Johns avança sobre o musculoso leiteiro é antológica. “Ricas e Famosas”, o seu canto do cisne, também foi atrevido ao mostrar mulheres maduras seduzindo homens mais jovens para rápidos momentos de sexo. Já afastado do cinema, o poeta da alma feminina, como diziam muitos críticos, morreu em 1983, vítima de um enfarte. A lista de grandes atrizes que foram dirigidas por ele é longa. Confira.

ANN DVORAK
(1912–1979)

Perdidamente Tua (A Life of Her Own, 1950)

ANNA KARINA
(1940)

Justine (Idem, 1969)

ANNA MAGNANI
(1908–1973)

A Fúria da Carne (Wild Is the Wind, 1957)

ANOUK AIMÉE
(1932)

Justine (Idem, 1969)

AUDREY HEPURN
(1929–1993)

Minha Bela Dama (My Fair Lady, 1964)

AVA GARDNER
(1922–1990)

A Encruzilhada dos Destinos (Bhowani Junction, 1956)

CANDICE BERGEN
(1946)

Ricas e Famosas (Rich and Famous, 1981)

CLAIRE BLOOM
(1931)

A Vida Íntima de Quatro Mulheres (The Chapman Report, 1962)

CLAUDETTE COLBERT
(1903–1996)

Zazá (Zaza, 1938)

CONSTANCE BENNETT
(1904–1965)

Hollywood (What Price Hollywood?, 1932)
Caluniada (Rockabye, 1932)
Our Betters (1933)
Duas Vezes Meu (Two-Faced Woman, 1941)
Demônio de Mulher (It Should Happen to You, 1954)

DEBORAH KERR
(1921–2007)

Meu Filho (Edward, My Son, 1948)

ELIZABETH TAYLOR
(1932–2011)

O Pássaro Azul (The Blue Bird, 1976)

FRANCES DEE
(1909–2004)

As Quatro Irmãs (Little Women, 1933)

GRETA GARBO
(1905–1990)

A Dama das Camélias (Camille, 1936)
Duas Vezes Meu (Two-Faced Woman, 1941)

INGRID BERGMAN
(1915–1982)

À Meia Luz (Gaslight, 1944)

JACQUELINE BISSETT
(1944)

Ricas e Famosas (Rich and Famous, 1981)

JANE FONDA
(1937)

A Vida Íntima de Quatro Mulheres (The Chapman Report, 1962)
O Pássaro Azul (The Blue Bird, 1976)

JEAN HARLOW
(1911–1937)

Jantar às Oito (Dinner at Eight, 1933)

JEAN SIMMONS
(1929–2010)

Papai Não Quer (The Actress, 1953)

JEANNE CRAIN
(1925–2003)

Encontro nos Céus (Winged Victory, 1944)
A Modelo e a Casamenteira (The Model and the Marriage Broker, 1951)

JOAN BENNETT
(1910–1990)

As Quatro Irmãs (Little Women, 1933)

JOAN CRAWFORD
(1905–1977)

As Mulheres (The Women, 1939)
Uma Mulher Original (Susan and God, 1940)
Um Rosto de Mulher (A Woman's Face, 1941)

JOAN FONTAINE
(1917–2013)

As Mulheres (The Women, 1939)

JUDY GARLAND
(1922–1969)

Nasce Uma Estrela (A Star Is Born, 1954)

JUDY HOLLIDAY
(1921–1965)

Encontro nos Céus (Winged Victory, 1944)
 A Costela de Adão (Adam's Rib, 1949)
Nascida Ontem (Born Yesterday, 1950)
Demônio de Mulher (It Should Happen to You, 1954)

KATHARINE HEPBURN
(1907–2003)

Vítimas do Divórcio (A Bill of Divorcement, 1932)
As Quatro Irmãs (Little Women, 1933)
Vivendo em Dúvida (Sylvia Scarlett, 1935)
 Boêmio Encantador (Holiday, 1938)
Núpcias de Escândalo (The Philadelphia Story, 1940)
O Fogo Sagrado (Keeper of the Flame, 1942)
A Costela de Adão (Adam's Rib, 1949)
A Mulher Absoluta (Pat and Mike, 1952)
Amor Entre Ruínas (Love Among the Ruins, 1975)
 O Coração não Envelhece (The Corn Is Green, 1979)

KAY FRANCIS
(1905–1968)

Coragem de Amar (The Virtuous Sin, 1930)
Pra que Casar? (Girls About Town, 1931)

KAY KENDALL
(1926–1959)

Les Girls (Idem, 1957)

LANA TURNER
(1921–1995)

Perdidamente Tua (A Life of Her Own, 1950)

MAGGIE SMITH
(1934)

Viagens com a Minha Tia (Travels with My Aunt, 1972)

MARILYN MONROE
(1926–1962)

Adorável Pecadora (Let's Make Love, 1960)

NORMA SHEARER
(1902–1983)

Romeu e Julieta (Romeo and Juliet, 1936)
As Mulheres (The Women, 1939)
Idílio a Muque (Her Cardboard Lover, 1942)

PAULETTE GODDARD
(1910–1990)

As Mulheres (The Women, 1939)

ROSALIND RUSSELL
(1907–1976)

As Mulheres (The Women, 1939)

SHELLEY WINTERS
(1920–2006)

Fatalidade (A Double Life, 1947)
A Vida Íntima de Quatro Mulheres (The Chapman Report, 1962)

SIGNE HASSO
(1910–2002)

Fatalidade (A Double Life, 1947)

SOPHIA LOREN
(1934)

Jogadora Infernal (Heller in Pink Tights, 1960)

TALLULAH BANKHEAD
(1902–1968)

Casamento Singular (Tarnished Lady, 1931)

TERESA WRIGHT
(1918–2005)

Papai Não Quer (The Actress, 1953)




joan crawford e cukor
cukor e audrey hepburn
judy garland e cukor

abril 25, 2015

******** CARMEN MIRANDA: VIVENDO de ALEGRIA


Quando CARMEN MIRANDA (1909 - 1955) embarcou no Rio de Janeiro e chegou a Nova Iorque, era uma ilustre desconhecida do público norte-americano, nem falava inglês. Bastou-lhe, porém, pouco tempo para conquistar a Broadway e uma extraordinária popularidade. Logo veio o convite de Hollywood. Era o seu triunfo na América do Norte e em todo o mundo, que permanece até hoje, pois seus trajes, graça, personalidade e voz são uma marca registrada. Dona de um estilo absolutamente singular, tanto na maneira de cantar como na performance, teve uma vida de mito, cheia de glórias e dramas. Nascida em Portugal, veio para o Brasil ainda bebê, fixando-se com a família no Rio de Janeiro. 

Aos 20 anos, depois de apresentar-se em bares cariocas interpretando tangos de Carlos Gardel, foi levada pelo violonista e compositor baiano Josué de Barros, seu descobridor e protetor, para gravar o disco de estreia, com músicas como “Não vá Sim'bora” e “Se o Samba é Moda”, apresentado-se também no rádio. Gravou alguns outros discos antes de estourar com seu primeiro grande sucesso, a marchinha “Pra você Gostar de mim (Taí)”, que bateu recordes de venda, cerca de 36 mil cópias. Daí em diante, seus êxitos nunca cessaram. Ela lançou muitos compositores, sempre acompanhada pelos maiores músicos brasileiros - como Pixinguinha, Canhoto, Benedito Lacerda, Luiz Americano, etc. Ao todo, gravou na R.C.A. Victor, entre 1929 e 1935, 77 discos com 150 músicas. Ela seria, em 1935, atraída por um vantajoso contrato da Odeon, gravando 281 músicas.

Os sete filmes estrelados no Brasil por CARMEN MIRANDA são uma marca na sua carreira, embora a maioria tenha se perdido. O primeiro, “O Carnaval Cantado”, de 1932, dirigido por Adhemar Gonzaga, que também assinou a direção do segundo longa, “A Voz do Carnaval”, no ano seguinte, onde canta as marchas “Good-Bye Boy” e “Moleque Indigesto”. Em 1934, canta duas músicas em “Alô, Alô, Brasil”. Com o sucesso do musical, é convidada para participar, em 1935, de “Estudantes”, pela primeira vez como protagonista. Em 1936, fez “Alô, Alô Carnaval” com a famosa cena em que ela e Aurora Miranda cantam “Cantoras do Rádio”

Quase todos os musicais tiveram como tema o Brasil e o carnaval, mas foi “Banana da Terra”, de 1939, que revelou o estilo que a consagrou. Ela aparece interpretando “O que é que a Baiana Tem?, de Dorival Caymmi, usando as famosas roupas de baiana estilizada, turbantes, altíssimas sandálias de plataforma e inúmeros colares e pulseiras. Ao todo ela fez sete filmes no Brasil, . A partir de 1935, seu slogan definitivo era “A Pequena Notável”. Em 1936, em dupla com a irmã Aurora, passou a integrar o elenco do lendário Cassino da Urca. Na época, era a artista mais famosa e amada do Brasil, recordista absoluta de vendagem de discos e também a “Embaixatriz do Samba”, já que fez oito excursões à Argentina para cantar em Buenos Aires e, de passagem, em Montevidéu. Um verdadeiro símbolo da alma brasileira. Sua enorme capacidade de expressão fazia os ouvintes sentirem sua presença “fora do disco”, ao vivo. No palco, aquela mulher de pouca estatura e delicada de corpo eletrizava o público com voz, gestos sugestivos, ingenua malícia e olhos verdes que chispavam.

carmen e o bando da lua
Depois de uma apresentação especial para o astro Tyrone Power, em 1938, surgiu a possibilidade de uma carreira nos Estados Unidos, mas ela recebia um fabuloso salário no Cassino da Urca e não se interessou pela ideia. No ano seguinte, aceitou o contrato de um magnata do show business, Lee Shubert, para ser uma das atrações do espetáculo “The Streets of Paris”, com a dupla de comediantes Abbott & Costello (de quem logo roubaria a cena). Este episódio transformou sua vida. A maior estrela do Brasil deixou uma legião de fãs chorando na sua despedida. Estreou na Broadway, cativando de imediato crítica e público. 

Em 1940, estreou no cinema hollywoodiano na comédia musical “Serenata Tropical”, com Don Ameche e Betty Grable, da 20th Century-Fox, em que apenas canta. O filme bateu recordes de bilheteria. No mesmo ano, eleita a terceira personalidade mais popular nos Estados Unidos, CARMEN MIRANDA foi convidada para se apresentar junto com seu grupo, o Bando da Lua, para o presidente Franklin Roosevelt, na Casa Branca. Tornou-se um fenômeno, chegando a ser a estrela mais bem paga de Hollywood. Representou vivamente a terra desconhecida e exótica, cheia de coqueiros, bananas e abacaxis, atendendo às necessidades fantasiosas e consumistas do público norte-americano e alcançando a glória e a fortuna. No total, de 1940 a 1953, participou de quatorze filmes na meca do cinema, além de apresentar-se nos mais importantes programas de rádio, televisão, casas noturnas, cassinos e teatros, ficando conhecida como a “Brazilian Bombshell” (Explosão Brasileira).

david sebastian e carmen
De volta ao Brasil, depois de um ano ausente, foi recebida sob vaias em um show no Cassino da Urca, que abriu cantando “South American Way”. Em resposta bem-humorada ao público, lançou logo em seguida novo show, “Disseram que Voltei Americanizada”. Nos EUA, radicou-se em Beverly Hills, continuando sua carreira de cantora e atriz de cinema. Fabricada pelos filmes leves e coloridos da 20th Century Fox, sua imagem acabou criando um inconveniente: ela percebeu que estava aprisionada ao caricato para sempre. 

O talento como cantora se ofuscava no caráter carnavalesco de suas apresentações. Como contratada de um poderoso estúdio, ela era obrigada a forçar um sotaque latino burlesco, mesmo falando inglês perfeitamente. Destemida, CARMEN MIRANDA comprou seu contrato com a Fox por 75 mil dólares, em 1946. Estava disposta a romper com o estereótipo e assumir papéis diferentes no cinema. Mas não deu certo. Entre os atores com quem contracenou, estão nomes importantes como Wallace Beery, Alice Faye, Betty Grable, Jane Powell, Elizabeth Taylor, Don Ameche, Maria Montez, Dean Martin, John Payne, Kay Francis, Groucho Marx, Lizabeth Scott, Dorothy Malone e Cesar Romero.

Casou-se com David Sebastian em 1947. O casamento é apontado por todos os biógrafos e estudiosos como o começo da decadência. Seu marido, antes um simples empregado de produtora de cinema, tornou-se seu empresário, conduzindo mal seus negócios e contratos. Alcoólatra, estimulou a esposa a consumir bebidas alcoólicas, das quais ela logo se tornaria dependente. O casamento entrou em crise nos primeiros meses, por conta de ciúmes excessivos, brigas violentas e traições de Sebastian, mas a estrela não aceitava a separação pois era católica convicta. Engravidou em 1948, mas sofreu um aborto espontâneo depois de uma apresentação e não conseguiu mais engravidar, o que agravou as crises depressivas e o abuso com bebidas e drogas. Antes de partir para os Estados Unidos, havia namorado o músico Aloysio de Oliveira, integrante do Bando da Lua. Nos EUA, teve caso com o atores Arturo de Córdova, Dana Andrews e John Wayne.


No fim dos anos 1940, excursionou pela Europa, fazendo longa temporada no teatro London Palladium, em Londres, batendo recordes de público, e recebeu simbolicamente as chaves da cidade de Estocolmo, na Suécia. Nesta mesma época, o alcoolismo começou a representar um grave problema, além da dependência de estimulantes e calmantes. Alguns biógrafos garantem que também usava cocaína. Por conta do uso cada vez mais frequente de drogas, ela desenvolveu uma série de sintomas característicos de usuários, mas não percebia os efeitos devastadores, que foram erroneamente diagnosticados como estafa. 

Em 1954, as pressões da indústria do entretenimento lhe causaram uma crise de nervos, e ela retornou ao Brasil, após uma ausência de 14 anos, para se tratar e descansar. Seu médico brasileiro constatou a dependência química e tentou desintoxicá-la. Ficou quatro meses internada numa suíte do hotel Copacabana Palace. Melhorou, embora não tenha se livrado da dependência das drogas. Imediatamente começou com as apresentações. Fez uma turnê por Cuba e Las Vegas, voltando a usar barbitúricos, além de fumar e beber mais do que antes.


SUA ÚLTIMA PERFORMANCE


No início de agosto de 1955, CARMEN MIRANDA gravou uma participação especial no famoso programa televisivo do comediante Jimmy Durante. Durante um número de dança, sofreu um ligeiro desmaio, desequilibrou-se e caiu. Recuperou-se e terminou o número. Na mesma noite, recebeu amigos em sua residência em Beverly Hills, na Bedford Drive, 616. Por volta das duas da manhã, após beber e cantar algumas canções, subiu para seu quarto para dormir. Acendeu um cigarro, vestiu um robe, retirou a maquiagem e caminhou em direção à cama com um pequeno espelho à mão. 

Um colapso cardíaco fulminante a derrubou morta sobre o chão, sendo encontrado pela mãe no dia seguinte. Tinha 46 anos. Seu corpo foi embalsamado e veio de avião para o Brasil, onde uma multidão de meio milhão de pessoas seguiu o cortejo do enterro, chorando e cantando esporadicamente, em surdina, “Taí”, um de seus maiores sucessos. Foi uma das maiores manifestações populares feitas no Rio de Janeiro.

CARMEN MIRANDA é um hit nos EUA. Ela apareceu em desenhos animados de Tom & Jerry e Popeye, entre outros. Foi imitada por Lucille Ball, Bob Hope, Jerry Lewis, Mickey Rooney e Dean Martin. A sua imagem é muito forte, cômica, luminosa. Ela foi sem dúvida a artista latina mais bem sucedida em Hollywood. Lembrada em livros, jornais, shows, discos e documentários (como o aclamado “Carmen Miranda: Banana is My Business”, 1995, de Helena Solberg). Marcou tanto com seu jeito de cantar, revirando os olhos, mexendo as mãos e gingando, com seu sorriso contagiante e a exuberância de seus trajes cheios de balangandãs, que até hoje, 60 anos após sua morte, é o símbolo brasileiro mais conhecido no mundo. 

Mais do que uma voz ou uma atriz, um fenômeno do show business. Foi a primeira estrela latino-americana a imprimir suas mãos e pés no pátio do Chinese Theatre, em 1941. Também se tornou a primeira sul-americana a ser homenageada com uma estrela na Calçada da Fama. Uma praça no cruzamento da Hollywood Boulevard e Orange Drive, em frente ao Teatro Chinês, em Hollywood, foi oficialmente nomeada Carmen Miranda Square, em 1998. Seu acervo está preservado no Museu Carmen Miranda, no Rio de Janeiro. Em 2005, o escritor Ruy Castro lançou pela editora Companhia das Letras uma biografia de 600 páginas sobre a cantora. O livro é considerado a mais completa obra sobre sua vida privada e carreira. Até hoje, nenhum artista brasileiro teve tanta projeção internacional como ela.


FILMOGRAFIA

O CARNAVAL CANTADO
(1932)
de Adhemar Gonzaga

A VOZ DO CARNAVAL
(1933)
de Adhemar Gonzaga

ALÔ, ALÔ, BRASIL
(1935)
de João de Barro, Wallace Downey e Alberto Ribeiro

ESTUDANTES
(1935)
de Wallace Downey

ALÔ, ALÔ, CARNAVAL
(1936)
de Adhemar Gonzaga

BANANA-DA-TERRA
(1939)
de Ruy Costa

LARANJA DA CHINA
(1940)
de Ruy Costa

SERENATA TROPICAL
(Down Argentine Way, 1940)
de Irving Cummings

UMA NOITE NO RIO
(That Night in Rio, 1941)
de Irving Cummings

ACONTECEU EM HAVANA
(Week-End in Havana, 1941)
de Walter Lang


MINHA SECRETÁRIA BRASILEIRA
(Springtime in the Rockies, 1942)
de Irving Cummings

ENTRE A LOURA E A MORENA
(The Gang's All Here, 1943)
de Busby Berkeley

QUATRO MOÇAS NUM JIPE
(Four Jills in a Jeep, 1944)
de William A. Seiter

SERENATA BOÊMIA
(Greenwich Village, 1944)
de Walter Lang

ALEGRIA, RAPAZES
(Something for the Boys, 1944)
de Lewis Seiler

SONHOS DE ESTRELA
(Doll Face, 1945)
de Lewis Seiler

SE EU FOSSE FELIZ
(If I'm Lucky, 1946)
de Lewis Seiler

COPACABANA
(Idem, 1947)
de Alfred E. Green

O PRÍNCIPE ENCANTADO
(A Date with Judy, 1948)
de Richard Thorpe

ROMANCE CARIOCA
(Nancy Goes to Rio, 1950)
de Robert Z. Leonard

MORRENDO DE MEDO
(Scared Stiff, 1953)
de George Marshall


FRASES de CARMEN

ALEGRIA

“Gosto muito dos aplausos de uma plateia, seja esta qual for. Gosto de toda a gente e adoro as reuniões festivas. Vivo de alegria”

AMOR

“Ser humano é amar. Qualquer tipo de amor”

BOSSA

“Uma palavra que diz tudo. Eu sei que não tenho grande voz, que não sou afinada como a Judy Garland, mas tenho bossa, tenho ritmo - uma coisa inexplicável”

BUNDA

“Uma bunda pode ser tão atraente, tanto no homem, quanto na mulher. É realmente linda, como um rosto de criança. Detesto homens sem bunda, desses com a calça solta no corpo”

CONSAGRAÇÃO

“Vou empregar todos os meus esforços para que a música popular do Brasil conquiste a América do Norte, o que seria um caminho para a sua consagração em todo o mundo”

ESCOLA DE SAMBA

“Não existe som mais espetacular do que o de uma bateria de escola de samba na época do carnaval. Sempre mexeu comigo e faz o sangue correr mais rápido e mais quente nas minhas veias. A bateria de grupos de jazz não me toca a mínima”

ESTILO

“Nunca segui o que dizem que está na moda. Acho que a mulher deve usar o que lhe cai bem. Por isso criei um estilo apropriado ao meu tipo e ao meu gênero artístico”

FALANDO DEMAIS

“Às vezes, acho que falo demais. Mas procuro não dizer bobagens de que possa me arrepender amanhã”

PARAÍSO

“Toda vez que me apaixono, acho que o paraíso é estar ao lado do homem amado. Depois que passa, acho que foi um inferno”

PREDESTINADA

“Acho que nascemos com uma alma predestinada a ajudar o nosso corpo na luta pela vida. Sinto isso com relação à minha carreira”

PREVISÕES

“Sou vidrada em horóscopos, cartomantes, quiromantes e tudo que possa prever o futuro”

RIR

“Saber rir é uma arte e uma delícia. Faz bem à alma e ao corpo”

SENSO DE HUMOR

“Uma coisa importantíssima na vida é o senso de humor”

SILÊNCIO

“Eu nunca soube manter silêncio, a não ser nos momentos muito tristes. Estou sempre falando”

SOM DIVINO

“Momento de felicidade é quando entro num palco e sou aplaudida de pé por pessoas que nem conheço... O som divino das palmas”

VAIDOSA

“Já nasci vaidosa. Do que muito me orgulho”

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