abril 30, 2012

****** O CINEMA MARGINAL DE SAMUEL FULLER

mark hamill e lee marvin em "agonia e glória"
Perceber o talento peculiar indiscutível de um cineasta é pura emoção. Nestas ocasiões, vejo alguns de seus filmes e leio sobre sua vida e obra. Aconteceu com Terrence Malick, F. W. Murnau, Sean Penn (como diretor), Max Ophuls, Jules Dassin, Robert Siodmak, Mauro Bolognini e Robert Mulligan, entre outros. Atualmente percorro os caminhos perigosos de SAMUEL FULLER, um excepcional diretor norte-americano anti-racista e anti-guerra, de mise en scène diabólica, injustiçado pela crítica e pouco conhecido do público, mas responsável por uma filmografia livre e independente. Diretor de longas B, sem nunca cair nos estereótipos do thriller ou do gênero melô, a restrição financeira que afetava a produção dos seus filmes não o impediu de rodar títulos com qualidade. Admirado pela trupe de jovens críticos da revista “Cahiers du Cinema”, encabeçado por François Truffaut e Jean-Luc Godard, que o trataram como um autêntico “auteur”, por seus poderosos golpes nos sentimentos humanos, é considerado um existencialista.

samuel fuller
Ex-jornalista policial de Nova York, vagabundo que saltava de trens de carga, escritor de “pulp fiction” e soldado da Segunda Guerra Mundial, sua cáustica visão geralmente apresenta personagens amorais lutando para sobreviver no hospício da vida. Guerra e criminalidades são temas centrais em sua filmografia, com sua hiperativa câmara vasculhando os submundos e revelando os becos mais sórdidos das grandes cidades, onde cada figura é submetida a um violento rito de passagem em que certezas morais estabelecidas são testadas ao máximo. O amor destrutivo entre os personagens é uma constante na sua obra. A consolidação ordenada e harmoniosa de uma comunhão romântica inexiste nesse universo. Apesar de se esquivar de rótulos, o seu cinema flerta diretamente com o gênero “noir”, cujo surgimento aconteceu em 1941, com O FALCÃO MALTÊS / "The Maltese Falcon”, de John Huston. Ao menos cinco filmes do diretor podem ser assim classificados: “Anjo do Mal”, “A Casa de Bambu / House of Bamboo” (1955), “O Quimono Escarlate / The Crimson Kimono” (1959), “A Lei dos Marginais / Underworld U.S.A.” (1961) e “O Beijo Amargo”.

james dean em "baionetas caladas"
Num filme de SAM FULLER, a ação é sempre repentina, sem motivação profunda ou explicação detalhada. Ele expressou a violência e o caos do mundo em dezenas de policiais, westerns, dramas e filmes de guerra. A maioria com orçamento baixo e rejeitados pelos críticos de sua época, que o consideravam “primitivo e bárbaro”, mas redimidos através dos anos pela crescente admiração dos cinéfilos e cineastas (Robert Bresson e Claude Chabrol, por exemplo) em todo o mundo. Começou no cinema escrevendo roteiros para produções baratas nos anos 30. Teve a sua primeira chance de dirigir em 1949, agarrando-a com unhas e dentes. Simples e impactante, “Eu Matei Jesse James” já revela a garra do diretor. Em 1952, o poderoso produtor Darryl F. Zanuck, da Fox, convidou-o para uma produção “classe A”, ou seja, de orçamento polpudo e atores famosos como protagonistas. Sombrio e sem heroísmo, o bonito “Anjo do Mal” não fez sucesso de bilheteria. Ele continuou filmando, numa persistência louvável, mostrando honestamente uma América do Norte não-oficial, de rejeitados, desconstruindo a noção de herói e vilão que dominava o cinema clássico.

barbara stanwyck em "dragões da violência"

Ensaiando uma ou duas vezes e filmando, SAMUEL FULLER não voltava a repetir a tomada. Fez um filme em 10 dias, com um único cenário e sem externas. Seus protagonistas são homens duros, simples, e, portanto, de confiança, em histórias de um dramatismo exacerbado, pontuadas por uma fotografia diferenciada e por momentos de absoluta e estranha beleza. Repudiado por colaborar com a política de caça aos comunistas liderada pelo senador republicano Joseph McCarthy, pouco a pouco foi sendo deixado de lado em Hollywood, instalando-se na França onde promoveu diversos workshops. Durante um deles, conheceu Wim Wenders, que o convenceu a participar como ator em “O Amigo Americano / Der Amerikanische Freund” (1977) e “Hammett / Idem” (1982). Teve também participação especial em “O Demônio das Onze Horas / Pierre Le Fou” (1965), de Jean-Luc Godard. Morreu em 1997, aos 86 anos, deixando na memória coletiva a imagem provocativa do seu gigantesco charuto e estilo contundente.


gene evans em "capacete de aço"
Pouco se viu e muito se falou sobre os filmes de SAMUEL FULLER. Sua filmografia sobreviveu como seus personagens, renegada por muito tempo à margem do cinema. Dirigiu um total de 22 filmes para cinema e outros projetos para televisão. O seu último trabalho foi o telefilme “Le Jour du Chatiment” (1990). É um daqueles realizadores de segunda linha que nunca chegou verdadeiramente ao topo. Quase todos os seus filmes foram insucessos. “Cão Branco / White Dog” (1982), um dos últimos, nem sequer foi exibido comercialmente nos Estados Unidos, forçando-o a roubar as bobinas e fugir para o México, com medo que fosse permanentemente destruído. À sua maneira deixou um legado recheado de personagens cujo vigor de sobrevivência a qualquer custo incomoda os observadores mais antiquados.

(Fontes: “Il était une fois… Samuel Fuller”, Cahiers du Cinéma, 1986; e “1000 Que Fizeram 100 Anos de Cinema”, Isto é/The Times)

wim wenders e samuel fuller

NOVE FILMES DE SAM FULLER

EU MATEI JESSE JAMES
(I Shot Jesse James, 1949)
Com Preston Foster, Barbara Britton e John Ireland

Seu Jesse não é o Robin Hood da lenda cinematográfica, muito pelo contrário. E Robert Ford, o assassino, é retratado com simpatia. A relação suspeita deles é algo pouco visto em faroestes (como também em “O Proscrito / The Outlaw”, 1943; “Rio Vermelho / Red River”, 1948; “Johnny Guitar / Idem”, 1954; “Um De Nós Morrerá / The Left Handed Gun”, 1958; “Minha Vontade é a Lei / Warlock”, 1959; etc.): um sub tom homoerótico razoavelmente óbvio. Há algo de feminino nas preocupações de Jesse James (Reed Hadley). Algo provocante e sedutor. Ford (John Ireland) não consegue tirar os olhos dele. Estreia arrasadora, em tese é um faroeste, mas o diretor rompe os mitos que cercam os gêneros.

CAPACETE DE AÇO
(The Steel Helmet, 1951)
Com Gene Evans e Robert Hutton

O primeiro título a trazer algum reconhecimento para o diretor, despe mitos, representando a diversidade étnica norte-americana e os bastidores de uma guerra cruel. Não é um filme sobre heroísmo, mas sobre a luta pela sobrevivência, sem mistificações. Sam se orgulhava de ter feito o primeiro filme sobre a Guerra da Coréia, enquanto ela acontecia.

BAIONETAS CALADAS
(Fixed Bayonets!, 1951)
Com Richard Basehart e Gene Evans

O mesmo cenário do drama de guerra anterior, a Coréia, e o mesmo ator, um dos favoritos do diretor: Gene Evans. Ele faz o duro sem ilusões num destacamento designado para uma batalha de retaguarda quase suicida. Todos os soldados são sujeitos comuns, nada heroicos. Ponta de James Dean como o soldado Doggie.

ANJO DO MAL
(Pickup on South Street, 1953)
Com Richard Widmark, Jean Peters e Thelma Ritter

Primeiro grande "filme de estúdio" do diretor, protagonizado por Richard Widmark como um larápio que furta uma carteira que contém um microfilme valioso. Foi galardoado com o Leão de Bronze do Festival de Veneza. Noir clássico, fora de época, uma de suas características incomuns é a personalidade criminosa do protagonista. A femme fatale é uma prostituta que trabalha para os dissidentes comunistas. A polícia local utiliza métodos pouco ortodoxos para identificar o carteirista. Tudo isso numa Nova Iorque miserável e violenta, envolta num mundo negro de melancolia. Talvez a maior atuação de Ritter, que concorreu ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante.

RENEGANDO O MEU SANGUE
(Run of the Arrow, 1957)
Com Rod Steiger, Sarita Montiel e Ralph Meeker

Um soldado sulista confederado (excelente atuação de Rod Steiger, do Actor’s Studio) se refugia na terra dos índios Sioux após o fim da Guerra Civil nos EUA. História de perseverança, cenários épicos e defesa aberta à causa indígena. Charles Bronson, em início de carreira, faz um indígena.

DRAGÕES DA VIOLÊNCIA
(Forty Guns, 1957)
Com Barbara Stanwyck, Barry Sullivan e Dean Jagger

Um dos faroestes mais audaciosos de todos os tempos. A super star Barbara Stanwyck, numa interpretação marcante, faz a baronesa do gado Jessica Drummond. Sem escrúpulos, ela luta pelo controle dos pastos no Arizona, estalando o seu chicote e escoltada por 40 soldados mercenários.  Faz de tudo para proteger seu irmão desordeiro. Quando um novo delegado chega à cidade para colocar tudo em ordem, ela se apaixona pelo homem da justiça.

PAIXÕES QUE ALUCINAM
(Shock Corridor, 1963)
Com Peter Breck, Constance Towers e Gene Evans

Intensidade, força e fúria na história de um jornalista que se infiltra em um hospício passando-se por louco para descobrir o autor de um assassinato, e de quebra, ganhar o Prêmio Pullitzer.

O BEIJO AMARGO
(The Naked Kiss, 1964)
Com Constance Towers e Anthony Eisley

Uma das obras fundamentais do diretor. Disfarçado na redenção de uma prostituta que tenta ser aceita na sociedade hipócrita, trata de um outro assunto, muito mais aterrador, a pedofilia. E a forma como nos é mostrado, uma revelação horrível antecedida de uma cena de uma beleza ímpar, é marcante. Os fracos resultados de bilheteira levaram o diretor a trabalhar em televisão.

AGONIA E GLÓRIA
(The Big Red One, 1980)
Com Lee Marvin, Mark Hamill e Stéphane Audran

Após dez anos sem filmar, Sam retornou à ativa ajudado pelo amigo e fã incondicional Peter Bogdanovich, que capitaneou fundos para esse ambicioso projeto, um drama anti-guerra com Lee Marvin numa sensacional atuação lacônica. Ele interpreta um sargento veterano, que com seu pelotão de infantaria luta na costa argelina contra as tropas nazistas, desembarcando na Normandia, no episódio que ficou conhecido como Dia D. John Wayne havia sido cotado para o papel, mas foi descartado pelo diretor. “Eu queria fazer um filme sobre um cara que se mistura com os outros, não um herói. Eu queria um homem cansado, macilento, ossudo”, justificou. Glorificado pela crítica, não resultou muito bem em termos comerciais.

dolores dorn e cliff robertson em "a lei dos marginais"

abril 26, 2012

******************* SALA VIP: “ISADORA”


vanessa redgrave
A MARCA DE UMA REBELDE

É possível um filme imperfeito se aproximar da perfeição? Segundo comentário da famosa crítica de cinema Pauline Kael, “Grandes filmes raramente são perfeitos”. Portanto, a resposta é sim, principalmente se ele for centrado num personagem excepcional interpretado com corpo e alma. ISADORA é uma prova evidente disso. Injustamente esquecido, quase desconhecido do grande público, sua extrema perícia na atuação iluminada de Vanessa Redgrave produz um efeito inesquecível, principalmente em quem se sente atraído por dança ou figuras históricas irreverentes. Sem a deslumbrante Vanessa, o filme corria o risco de cair no ridículo. Com ela, passou a beirar a perfeição na caprichosa evocação da sacerdotisa do balé moderno, Isadora Duncan (1877-1927), uma artista sexualmente desinibida que revolucionou o mundo da dança e desafiou os conservadores. A atriz inglesa passou seis meses se preparando para o papel, repetindo incansavelmente movimentos coreográficos. Aos 31 anos, ela envelhece em cena com realismo e adota um sotaque norte-americano sem cair na caricatura. É quase impossível imaginar outra atriz de sua época no seu lugar. Talvez Julie Christie ou Jane Fonda.

james fox e vanessa redgrave
Difícil hoje ver o filme à luz do que era originalmente: uma obra de fluxo de quase três horas, aparentemente mais caótica e obstinada. Lançado com pouco alarde e dirigido pelo talentoso Karel Reisz (1926-2002), prejudicou-se quando seu estúdio, a Universal, cortou 40 minutos da metragem, numa nova versão mais discreta (cenas de nudez explícitas foram eliminadas) que desperdiçou personagens e momentos essenciais da vida da biografada. Incompreendido, embora com fãs ardorosos, o original terminou por ser exibido no Festival de Cannes e Vanessa levou para casa o prêmio de Melhor Atriz, salvando a pátria. Em seguida, desapareceu da paisagem, mesmo com a atriz concorrendo ao Oscar pelo papel (ela acabou perdendo para um discutível empate entre Katharine Hepburn e Barbra Streisand).  Nos anos 90, lançado em VHS sem cortes, não teve qualquer repercussão e desapareceu novamente. O último prego no caixão aconteceu este ano, quando a British Academy Film Awards premiou Vanessa Redgrave pelo conjunto de obra e clips de praticamente todos os seus filmes emblemáticos foram exibidos, mas se “esqueceram” de ISADORA. No entanto, o longa é belíssimo e merece ser reverenciado. Ele descreve a existência de uma trágica dançarina abandonada pelo pai, pelos amantes, e, finalmente, pela plateia que a idolatrava. Pior de tudo, seus dois filhos se afogam no rio Sena em um acidente de carro e ela morre aos 50 anos estrangulada por uma echarpe que se enrola na roda de um carro de luxo.

vanessa redgrave
Mulher de heroica coragem, perseverante, feminista, lutou contra uma sociedade rígida e hipócrita, chocando o público com suas atitudes - e era essa a intenção. Ela não se constrangia em mostrar seu corpo nu, pregava o amor livre e criou moda na maneira de se vestir. Idealista e autodestrutiva, usou a habilidade artística para desafiar a dança tradicional, as convenções morais e impor seu senso de liberdade. Tudo isso nas primeiras décadas do século 20. Ao se rebelar contra as técnicas da dança clássica e as ideias convencionais de seu tempo, inspirou-se na Grécia antiga para criar movimentos ousados, apresentando-se descalça, sem cenário ou efeitos de luz e com túnicas que quase nada escondiam do seu corpo. Com a iminente Revolução Russa e a Primeira Guerra Mundial no horizonte, Isadora manifestou as suas dúvidas políticas e morais em arte, transformando as injustiças sociais e as emoções ao seu redor em poesia dançada. Desta forma, o filme explora o desejo da dançarina em difundir e popularizar a dança moderna como uma forma de rebelião contra a moral convencional. Um caso em questão é o seu compromisso em educar através da dança e do pensamento os filhos dos mais humildes, acreditando que poderia beneficiá-los. Ironicamente, quando dá à luz a uma filha fora do casamento, seus patrocinadores ricos deixam de bancar sua escola inovadora. Em última análise, o argumento se concentra em uma mulher que vivia na contramão, não tendo medo de esconder sua natureza selvagem, o pensamento liberal, o ateísmo e o desapego ao matrimônio. Revolucionária, mesmo em decadência, sem dinheiro e humilhada pelo público norte-americano, recusou-se a pedir desculpas por suas definições de beleza e arte, inspirando muita gente com o seu espírito livre e se tornando uma das mais importantes dançarinas de todos os tempos.

vanessa redgrave

Dez anos antes de ISADORA, o diretor Karel Reisz fundou com Lindsay Anderson e Tony Richardson (marido de Vanessa de 1962 a 1967), o movimento Free Cinema, cujo objetivo era apostar no realismo, rompendo com a tradição do cinema convencional inglês. Assim surgiram clássicos como “Um Gosto de Mel / A Taste of Honey” (Richardson, 1961), “Esta Vida Esportiva / This Sporting Life” (Anderson, 1963) e, especialmente, “Deliciosas Loucuras de Amor / Morgan: A Suitable Case for Treatment” (Reisz, 1966), que evoca de forma humorística um caso de loucura pós-divórcio. No principal papel feminino, Vanessa Redgrave ganhou seu primeiro prêmio em Cannes e uma indicação ao Oscar, tornando-se uma estrela internacional. Quando Reisz foi escolhido para dirigir ISADORA, todos desconfiaram que não seria uma cinebiografia convencional. E estavam certos. Singular, ele apostou num tratamento audacioso, ambicioso e construído experimentalmente. Inspirado na autobiografia “Minha Vida / My Life” (1928), o diretor parece mais interessado na mulher do que na artista, ao contrário das cinebiografias habituais que enaltecem o trabalho do biografado. 


vanessa redgrave
Numa velocidade vertiginosa, às vezes confusa, a vida de Isadora Duncan é repassada como uma viagem alucinante. Paradoxalmente, o momento mais vibrante da obra talvez seja na sua temporada na tradicional Rússia, simpatizando-se com o comunismo e casando com o poeta Sergei Iesseienin (excelente Ivan Tchenko). Isadora viveu muitas outras histórias impetuosas de amor, inclusive com mulheres – que o filme apenas insinua de leve na pele da bela Maria, que a acompanha na última parte de sua vida, isolada na Riviera Francesa enquanto escrevia suas memórias -, mas nenhuma das aventuras amorosas retratadas comove o público. O premiado Jason Robards, como o milionário francês Eugene Singer, é quase figuração de luxo. O mesmo acontece com o excêntrico cenógrafo teatral Gordon Graig (James Fox, de “O Criado / The Servant”, 1963, de Joseph Losey). A força do personagem e da atriz é tão imperiosa que devora a importância de seus amores e até mesmo de seus fracassos. Sutil e elegante, o filme é um tributo caleidoscópico a uma artista lendária totalmente comprometida com a arte, a verdade e a beleza.

vanessa redgrave

ISADORA (Idem, 1968). País: Inglaterra e França; Duração: 138 mins.; Cor; Gênero: Drama; Produção: Raymond e Robert Hakim (Hakim, Paris Film / Universal Pictures); Direção: Karel Reisz; Roteiro: Melvyn Bragg e Clive Exton, adaptado da biografia de Isadora Duncan e do livro de Sewell Stokes; Fotografia: Larry Pizer; Edição: Tom Priestley; Música: Maurice Jarre; Cenografia: Jocelyn Herbert, Zeljko Senecic e Michael Seymour (d.a.); Vestuário: Ruth Myers; Elenco: Vanessa Redgrave (“Isadora Duncan”), James Fox (“Gordon Craig”), Ivan Tchenko (“Sergei Iessienin”), John Fraser, Jason Robards (“Eugene Singer”), Vladimir Leskovar, Cynthia Harris e Bessie Love

Nota: **** (muito bom)

Prêmios: Melhor Atriz no Festival de Cannes;
Melhor Atriz da Associação Nacional dos Críticos de Cinema dos EUA;

isadora duncan

abril 21, 2012

*************** DINA SFAT, À FLOR da PELE


A história do cinema nacional é marcada por uma galeria de mitos femininos: Aurora Fúlgida, bailarina romena; Eva Nil, atriz dos anos 20; Carmen Santos, que construiu um estúdio e dirigiu um filme; Gilda Abreu, do sucesso “Bonequinha de Seda” (1936); Carmen Miranda, estrela de musicais; Eliana no ciclo das chanchadas; Eliane Lage e Tônia Carrero na Vera Cruz; o Cinema Novo revelando Norma Bengell, Odete Lara, Leila Diniz, Adriana Prieto, Anecy Rocha, Jacqueline Myrna e Helena Ignez; o talento de Isabel Ribeiro, Lillian Lemmertz, Irene Stefânia, Ítala Nandi, Ana Maria Magalhães, Selma Egrei, Rossana Ghessa, Darlene Glória e Zezé Motta. 

Em 1969, seria a hora e a vez de DINA SFAT (1938-1989) arrebatar público e crítica como a guerrilheira Cy, do emblemático e tropicalista “Macunaíma”, inspirado na obra homônima de Mário de Andrade sobre a falta de caráter do brasileiro, dirigido por Joaquim Pedro de Andrade e estrelado por Grande Otelo e Paulo José. Nunca mais seu talento seria esquecido. Carismática, bela, politizada e excelente intérprete, a atriz morreu vítima de um câncer aos 50 anos, mas ainda hoje vive na memória de muita gente. De pai russo e mãe israelense, nasceu em São Paulo. Além de sua obra, deixou de legado uma família de artistas. Do casamento com o ator Paulo José, nasceram Clara, Ana e Bel Kutner, as duas últimas atrizes.

Estreou profissionalmente nos palcos em 1962, no espetáculo “Antígone América”, dirigida por Antonio Abujamra. No histórico Teatro de Arena viveu a Manuela de “Os Fuzis da Senhora Carrar” (1962), de Bertold Brecht. Conquistou o Prêmio Governador do Estado de São Paulo de Melhor Atriz por seu desempenho em “Arena Conta Zumbi” (1965), um musical político de Gianfrancesco Guarnieri e Augusto Boal, e destacou-se na polêmica e mítica montagem de “O Rei da Vela” (1967), dirigida por José Celso Martinez Corrêa, ao substituir às pressas Ítala Nandi no papel de Heloisa de Lesbos. Sem nunca abandonar os palcos, fez “Dorotéia Vai à Guerra” (1973), “A Mandrágora” (1975), “Seis Personagens à Procura de Um Autor” (1977), “Murro em Ponta de Faca” (1979), “As Criadas” (1981), “Hedda Gabler” (1982) e, em Portugal, “Florbela Espanca” (1984), entre outras montagens elogiadas.

no teatro, em o rei da vela
Inicia sua trajetória na televisão no final da década de 1960, trabalhando na Tupi, Excelsior e Record, até se tornar uma das maiores estrelas da Rede Globo. Mesmo diante do sucesso televisivo, jamais se deixou seduzir por personagens lineares e caricatos, arriscando-se em papéis sem as amarras das heroínas habituais, sofredoras, românticas e insossas.  Estreou na Globo em 1970, a convite de Dias Gomes, protagonizando “Verão Vermelho”, onde formou par amoroso com Jardel Filho, e permaneceu na emissora até a sua morte. 

Brilhou em telenovelas de autoria de Janete Clair, como “O Homem Que Deve Morrer” (1971), “Selva de Pedra” (1972, Prêmio de Melhor Atriz da Associação Paulista de Críticos de Arte), “Fogo Sobre Terra” (1974) e “O Astro” (1978), mas também roubou cenas em outras como “Assim na Terra Como no Céu” (1970), “Os Ossos do Barão” (1973) e “Saramandaia” (1976). Um dos seus maiores momentos na tevê aconteceu em 1975, numa participação especial em “Gabriela”, de Walter George Durst, baseada na obra de Jorge Amado. Apesar de aparecer apenas nos primeiros capítulos, vivendo a prostituta Zarolha, a atriz dominou a cena, obtendo um extraordinário sucesso. Walter Avancini, o diretor da novela, era o preferido de DINA SFAT, que dizia jamais recusar qualquer papel proposto por ele.

com paulo josé
Versátil, com uma fantástica presença em cena, e o gosto apurado por se arriscar em papéis complexos, teve momentos especiais no cinema nacional. O mais lembrado e comentado, sem dúvida, é “Macunaíma”. Em 27 anos de carreira artística, fez 20 filmes, atuando no engajado Cinema Novo e no libertário Cinema Marginal. Estreou em 1966 pelas mãos do intimista Walter Hugo Khouri em “O Corpo Ardente”, revelando o excepcional talento para atuar diante das câmeras. Faria clássicos como o complexo “Os Deuses e os Mortos” (1970, Melhor Atriz no Festival de Brasília), filmado no sul da Bahia; “A Culpa” (1971, Prêmio Air France de Melhor Atriz); uma costureira mãe solteira em “Tati, a Garota” (1973), sensível estreia de Bruno Barreto; e “O Homem do Pau Brasil” (1981), interpretando a pintora Tarsila do Amaral. 

Ela fez também “Das Tripas Coração” (1982), que discute educação, sexo e religião num colégio de meninas ricas, ao lado de Antonio Fagundes, Othon Bastos e Christiane Torloni; e “Eros, o Deus do Amor” (1981), uma sinfonia pictórica do prazer e da ansiedade, contando a vida de um cinquentão para qual o sexo é tudo e nada. No elenco, Renée de Vielmond, Norma Bengell, Maria Cláudia e Lillian Lemmertz. Seu último trabalho cinematográfico, “O Judeu”, baseado na vida de Antônio José da Silva, escritor luso-brasileiro do século XVIII que morreu na fogueira da inquisição, foi rodado em Portugal, na segunda metade da década de 1980. Inacabado por falta de verba, só iria estrear em 1995, seis anos após a morte da atriz. 
como zarolha em gabriela
Inquieta e polêmica, DINA SFAT tinha a coragem de dizer o que pensava sobre a sua visão de mundo e de Brasil, mesmo quando não agradava às correntes sociais ou ideológicas. Dona de interpretação singular, com emoções à flor da pele, revelava uma sensualidade desconcertante e beleza agressiva, moldada na sua personalidade. Olhos grandes, infinitos, extremamente expressivos. Voz penetrante. De aguda inteligência, entregava-se de forma completa aos desafios que lhe eram propostos e se distinguia pela exigência e coerência com que selecionava os seus compromissos profissionais. 

Na intimidade era discreta, não se deixando levar pelo sensacionalismo dos holofotes da mídia. A inquietude levou-a a combater as mazelas da ditadura militar e a imposição repressora sobre a produção cultural no país. Ela foi uma das poucas atrizes que veemente expressou reivindicações pela liberdade e contra a opressão do regime ditatorial. Vista pelos militares como líder feminista ligada à extrema esquerda, nunca se filiou a qualquer sigla ou facção partidária.

no teatro, com ítalo rossi
No final da vida, mesmo doente, jamais deixou de trabalhar. Em viagem de tratamento à União Soviética, ao lado de Daniel Filho, realizou o documentário “Dina Sfat na União Soviética” (1988), que falava entre outras coisas, da então incipiente Perestroika. Escreveu um livro, publicado em 1988, sobre sua carreira e a luta contra o câncer, “Dina Sfat- Palmas pra que te Quero”, junto com a jornalista Mara Caballero. Bastante debilitada, fez seu último trabalho na tevê na comédia “Bebê a Bordo”. E não há como negar: foi única no cenário artístico nacional. Ninguém lhe herdou o carisma e a vigorosa técnica cênica. Dina faz falta.


FILMOGRAFIA

O CORPO ARDENTE 
(1966)
de Walter Hugo Khouri

TRÊS HISTÓRIAS DE AMOR 
(1966)
de Albert D’Aversa

EDU CORAÇÃO DE OURO 
(1967)
de Domingos de Oliveira

JARDIM DE GUERRA 
(1968)
de Neville D’Almeida

A VIDA PROVISÓRIA 
(1968)
de Maurício Gomes Leite 

MACUNAÍMA 
(1969)
de Joaquim Pedro de Andrade

OS DEUSES E OS MORTOS 
(1970)
de Ruy Guerra

PERDIDOS E MALDITOS 
(1970)
de Geraldo Veloso

O BARÃO OTELO NO BARATO DOS MILHÕES 
(1971)
de Miguel Borges

O CAPITÃO BANDEIRA CONTRA O DOUTOR MOURA BRASIL 
(1971)
de Antônio Calmon

GAUDÊNCIO! O CENTAURO DOS PAMPAS 
(1971)
de Fernando Amaral

A CULPA 
(1971)
de Domingos de Oliveira

TATI, A GAROTA 
(1973)
de Bruno Barreto

ÁLBUM DE FAMÍLIA (UMA HISTÓRIA DEVASSA) 
(1981)
de Braz Chediak

O HOMEM DO PAU-BRASIL 
(1981)
de Joaquim Pedro de Andrade

EROS, O DEUS DO AMOR 
(1981)
de Walter Hugo Khouri

DAS TRIPAS CORAÇÃO 
(1982)
de Ana Carolina

TENSÃO NO RIO 
(1984)
de Gustavo Dahl

A FÁBULA DA BELA  PALOMERA 
(1987)
de Ruy Guerra

O JUDEU 
(1995)
de Tom Job Azulay


abril 17, 2012

********** IMPORTANTE DE SE VER: 17 BLOGS

greta garbo, a atriz favorita do blog "cinema cem anos luz"
(1ª. PARTE)

São blogs escritos com paixão, demonstrando espírito indomável ao estimular a informação, a reflexão e a crítica construtiva. Descrevem, detalham e discutem a produção cinematográfica desde o primeiro filme mudo e o primeiro sonoro até o último vencedor do Oscar.  Neles, astros e estrelas, filmes memoráveis de todos os gêneros, tendências ideológicas, estilos de criação e níveis de qualidade técnica e estética, assinalando triunfos e fracassos. São veículos de comunicação indispensáveis a todos os que amam o cinema, do mais atento estudioso ao simples apreciador da Sétima Arte. Acreditando em cada um deles, sou leitor fiel, seguindo suas postagens e contribuindo com comentários. Portanto, palmas para os nossos blogueiros-cinéfilos, que eles merecem. E muito obrigado a todos pela parceria ininterrupta com “O Falcão Maltês”. Finalizando, confesso a dificuldade de selecionar apenas 17 blogs. Em breve, numa segunda parte, indicarei outros blogs impecáveis.

fritz lang

ALL CLASSICS
Blogueira: Rubi (19 anos)
Cidade onde vive: São Paulo (SP)
Data inicial do blog: 07 de dezembro de 2010
O blog: “Um trabalho voltado ao resgate e divulgação de grandes obras e personalidades do cinema e da música esquecidas ao longo dos anos”

FAVORITOS DA BLOGUEIRA

Filme Clássico: “A Morte Cansada / Der Müde Tod” (1921), de Fritz Lang, e “Monstros / Freaks” (1932), de Tod Browning
Diretor: Fritz Lang
Atriz: Marilyn Monroe
Ator: Buster Keaton
Gênero: Todo aquele que me dá prazer assistir

bette davis
O CINEMA ANTIGO
Blogueiro: Jefferson Clayton Vendrame (29 anos)
Cidade: Paranavaí (Paraná)
Criação do Blog: 07 de fevereiro de 2011
O Blog: “O blog O Cinema Antigo traz sinopses simples e objetivas, críticas e comentários referentes a filmes que assisto e possuo em coleção. Além das sinopses, regularmente publico artigos relacionados ao mundo do Cinema Clássico”

FAVORITOS DO BLOGUEIRO

Filme Preferido: “Um Lugar ao Sol / A Place in the Sun” (1951), de George Stevens
Diretor: Alfred Hitchcock
Atriz: Bette Davis
Ator: James Stewart
Gênero: Drama

CINEMA CEM ANOS LUZ
Blogueiro: Marcelo, C,M (31 anos)
Cidade onde vive: Porto Alegre, Sapucaia do Sul (RS)
Data inicial do blog: 02 de setembro de 2008
O blog: “Amo cinema desde que me conheço por gente, mas sabia que não era justo guardar esse amor que eu tenho por essa arte somente para mim. Portanto, criei esse blog com o objetivo de passar esse amor e conhecimento que eu tenho pela sétima arte, para todas as pessoas que buscam informações, novidades e conhecer mais sobre o passado do cinema. Atualmente, divulgo meu blog para conseguir uma oportunidade de trabalhar em algum jornal, e ao mesmo tempo, estou participando de cursos de cinema e postando especiais sobre determinado curso”

FAVORITOS DO BLOGUEIRO

Filme Clássico: “Blade Runner  - O Caçador de Andróides / Blade Runner” (1982), de Ridley Scott
Diretor: Alfred Hitchcock
Atriz: Greta Garbo
Ator: Al Pacino
Gênero Cinematográfico: Todos

stanley kubrick
CINEMA COM PIMENTA
Blogueiro: Fábio Henrique Carmo (34 anos)
Cidade onde vive: Natal (RN)
Data inicial do blog: 11 de julho de 2008
O blog: “Um espaço voltado para  aqueles que possuem uma fascinação infantil  pela Sétima Arte, pois  emocionar-se com um bom filme é uma das melhores formas de voltar, ao menos durante duas horas, a ser criança. Afinal, quem ama o cinema ama a vida”

FAVORITOS DO BLOGUEIRO

Filme Clássico: “... E o Vento Levou / Gone with the Wind” (1939), de Victor Fleming
Diretor: Stanley Kubrick, Alfred Hitchcock e Federico Fellini
Atriz: Meryl Streep
Ator: Marlon Brando
Gênero: Todos

barbara stanwyck
CINEMA VELHO
Blogueiro: Rafael Amaral (29 anos)
Cidade onde vive: Jundiaí (SP)
Data inicial do blog: Nasceu em 2010 como Saudades do Bom Cinema e, desde janeiro de 2012, chama-se Cinema Velho (ou seja, dois meses de vida)
O blog: “Um espaço à reflexão e a memória. Pois o "velho" não significa apenas habitar o passado, mas resgatar nele o que há de bom”

FAVORITOS DO BLOGUEIRO

Filme Clássico: “Casablanca / Idem” (1942), de Michael Curtiz
Diretor: Jean Renoir
Atriz: Barbara Stanwyck
Ator: Marcello Mastroianni
Gênero: Não existem gêneros melhores ou piores, mas filmes bons e ruins

lee marvin
WESTERNCINEMANIA
Blogueiro: Darci Fonseca (67 anos)
Cidade onde vive: São Paulo (SP)
Data inicial do blog: 06 de fevereiro de 2011
O blog: “O Westerncinemania é uma revista eletrônica falando do faroeste, especialmente do faroeste norte-americano dos anos 40, 50 e 60”

FAVORITOS DO BLOGUEIRO

Filme Clássico: “Rastros de Ódio / The Searchers” (1956), de John Ford
Diretor: John Ford
Atriz: Katharine Hepburn
Ator: Lee Marvin
Gênero: Western

katharine hepburn
CRÍTICA RETRÔ
Blogueira: Letícia Magalhães (18 anos)
Cidade onde vive: Poços de Caldas (MG)
Data inicial do blog: Comecei meu primeiro blog em 2003, mas neste provedor estou desde 2008. No entanto, só comecei a tratar de cinema em 2010, mudando para o título atual e escrevendo com mais afinco a partir de 2011.
O blog: “O blog cinematográfico surgiu para compartilhar curiosidades. Acredito que a diversão começa quando o filme acaba, pois é quando os cinéfilos vão atrás de algo mais e podem até reinterpretar o filme com o que descobrem. E é essa reinterpretação que quero fazer com meu blog”

FAVORITOS DA BLOGUEIRA
 
Filme Clássico: “Nasce uma Estrela / A Star is Born” (1937), de William A. Wellman
Diretor: Orson Welles
Atriz: Katharine Hepburn
Ator: James Cagney
Gênero: Musical

lauren bacall
EXPERIMENTO NOIR
Blogueira: Sandrix (45 anos)
Cidade onde vive: São Paulo (SP)
Data inicial do blog: 29 de janeiro de 2011
O blog: “Blog sobre o cinema noir, abrindo espaço para discussões e experimentações relativas ao gênero”

FAVORITOS DA BLOGUEIRA

Filme Clássico: “Casablanca / Idem” (1942), de Michael Curtiz
Diretor: Fritz Lang, Jules Dassin, Billy Wilder (noir) e Ridley Scott
Atriz: Lauren Bacall
Ator: Orson Welles e Humphrey Bogart
Gênero: Quase todos, exceto os de comédia tola, mas posso destacar o Noir, o Cinema Mudo (em especial de Buster Keaton), Expressionista alemão, cinema russo e oriental.

Deborah Kerr
FILMES ANTIGOS CLUB
Blogueiro: Paulo Néry (41 anos)
Cidade onde vive: Rio de Janeiro (RJ)
Data inicial do blog: 08 de junho de 2010
O blog: “Blog com objetivo de traçar curiosidades acerca de filmes antigos, clássicos, nos mais diversos gêneros, além de notas sobre astros e estrelas do passado, e outras temáticas relacionadas ao cinema antigo”

FAVORITOS DO BLOGUEIRO

Filme Clássico: “Casablanca / Idem” (1942), de Michael Curtiz; “Ben-Hur / Idem” (1959), de William Wyler “Rastros de Ódio / The Searchers” (1956), de John Ford, entre outros.
Diretor: John Ford, William Wyler, Nicholas Ray, Cecil B. DeMille, Anthony Mann e Michael Curtiz.
Atriz: Deborah Kerr, Ingrid Bergman, Susan Hayward, Ava Gardner, Barbara Stanwyck e Bette Davis.
Ator: John Wayne, Gary Cooper, Robert Taylor, Tyrone Power, Randolph Scott e Humphrey Bogart.
Gênero: Dramas, aventuras, épicos e westerns.

FILMES, FILMES, FILMES!
Blogueira: Danielle Crepaldi Carvalho (30 anos)
Cidade: Valinhos (SP)
Data inicial do blog: 20 de novembro de 2008
Descrever o blog: “Uma cinéfila inveterada escreve suas impressões sobre os filmes que vê”

FAVORITOS DA BLOGUEIRA

Filme Clássico: “Cantando na Chuva / Singin’ in the Rain” (1952), de Stanley Donen e Gene Kelly
Diretor: Alfred Hitchcock
Atriz: Ingrid Bergman
Ator: Ronald Colman
Gênero: Screwball comedy

john barrymore
HISTÓRIAS DE CINEMA
Blogueiro: A.C.Gomes de Mattos (74 anos)
Cidade onde vive: Rio de Janeiro (RJ)
Data inicial do blog: 13 de fevereiro de 2010
O Blog: “Especializado no cinema clássico internacional”

FAVORITOS DO BLOGUEIRO

Filme Clássico: “Depois do Vendaval / The Quiet Man” (1952), de John Ford
Diretor Favorito: John Ford
Atriz favorita: Bette Davis
Ator favorito: John Barrymore
Gênero: Western

klaus kinski
INJEÇÃO CINÉFILA
Blogueiro: Victor Ramos (18 anos)
Cidade onde vive: Recife (PE)
Data inicial do blog: 19 de janeiro de 2012
O blog: “Sucessor do antigo Pudim de Cinema, o Injeção Cinéfila promove, acima de anima de tudo, a exaltação de bons filmes pouco conhecidos”


FAVORITOS DO BLOGUEIRO

Filme Clássico: “2001: Uma Odisséia no Espaço / 2001: A Space Odyssey” (1968), de Stanley Kubrick
Diretor: Dario Argento
Atriz: Claudia Cardinale
Ator: Klaus Kinski
Gênero: Terror

federico fellini
NENÚFARES EFERVESCENTES
Blogueiro: Mario Salazar (32 anos)
Cidade onde vive: Lima (Peru)
Data inicial do blog: 14 de dezembro de 2010
O blog: “Bitácora de culto dedicada al arte en general con énfasis en el cine”

FAVORITOS DO BLOGUEIRO

Filme Clássico: “Desafio à Corrupção / The Hustler” (1961), de Robert Rossen
Diretor: Federico Fellini e Jean-Luc Godard
Atriz: Anna Karina
Ator: Cary Grant, Daniel Day Lewis e Michael Fassbender
Gênero: Drama.

PONTO C DE CINEMA
Blogueiro: Adalberto Meireles (52 anos)
Cidade onde vive: Salvador (BA)
Data inicial do blog: 01 de maio de 2011
O blog: “Um blog de crítica com determinada intenção de buscar elementos comparativos entre o cinema clássico, o moderno e o contemporâneo”

FAVORITOS DO BLOGUEIRO

Filme clássico: “Rocco e Seus Irmãos / Rocco e i Suoi Fratelli” (1960), de Luchino Visconti
Diretor: Federico Fellini
Atriz: Jane Fonda
Ator: Marlon Brando
Gênero: Drama

marilyn monroe
O RATO CINÉFILO
Blogueiro: Rato (58 anos)
Cidade onde vive: Lisboa, Oeiras (Portugal)
Data inicial do blog: 06 de agosto de 2010
O blog: “A maneira mais practica que encontrei para dar um pouco de ordem à desarrumação das minhas memórias cinéfilas”


FAVORITOS DO BLOGUEIRO

Filme Clássico: “A Primeira Noite de um Homem / The Graduate” (1967), de Mike Nichols
Diretor: Alfred Hitchcock
Atriz: Marilyn Monroe
Ator: Marlon Brando
Gênero: Terror

SALA LATINA DE CINEMA
Blogueira: Magda Miranda (36 anos)
Cidade onde vive: Recife (PE)
Data inicial do blog: 13 de Dezembro de 2008
O blog:  “É apenas um blog que visa descrever filmes, contar curiosidades de bastidores, atores e atrizes do cinema latino, assim como divulgar notícias várias relacionadas ao tema”

FAVORITOS DA BLOGUEIRA

Filme Clássico: “Bye Bye Brasil” (1980), de Cacá Diegues
Diretor: Pedro Almodóvar
Atriz: Carmen Maura
Ator: Leonardo Sbaraglia
Gênero: Drama

SUBLIME IRREALIDADE
Blogueiro: José Bruno Ap Silva (25 anos)
Cidade onde vive: Ubá (MG)
Data inicial do blog: Em maio de 2008, porém sem uma proposta bem definida, sua reformulação aconteceu em janeiro de 2011.
O blog: “A proposta do Sublime Irrealidade é analisar e compreender o cinema como expressão artística e intelectual, através de resenhas críticas que analisam desde clássicos a contemporânios, passando por cult`s, indies e até por brokebusters... Eventualmente outras expressões artísticas, como o teatro, a música e a literatura também ganham espaço no Blog”

FAVORITOS DO BLOGUEIRO

Filme Clássico: “O Sétimo Selo / Det Sjunde Inseglet” (1957), de Ingmar Bergman
Diretor: Ingmar Bergman
Atriz: Meryl Streep
Ator: Marlon Brando
Gênero: Drama

orson welles, o diretor favorito do blog "crítica retrô"