Caros Amigos

abril 12, 2012

**** O SORRISO SEDUTOR DE BURT LANCASTER


Burt Lancaster

Trabalhando com esforço para evitar ser estereotipado como o típico herói de filmes de ação, terminou por ser reconhecido como intérprete dramático, firmando uma sólida e excelente reputação na indústria cinematográfica. De família humilde, descendente de protestantes irlandeses, na juventude BURT LANCASTER (1913-1994) foi um craque no basquete. Com físico musculoso e 1m88 de altura, fugiu com o vizinho Nick Cravat para se apresentar durante dez anos como acrobata amador em feiras, circos e shows de variedades. Convocado para o Exército, animou espetáculos para as tropas, cantando e dançando. Findada a Segunda Guerra Mundial, conseguiu um papel na peça “A Sound of Hunting” e também um agente, Harold Hecht, que o apresentou ao produtor Hal B. Wallis. A sua estreia no cult noir “Os Assassinos” (1946), ao lado de Ava Gardner, como um pugilista sueco acossado por pistoleiros de aluguel, foi um sucesso imediato. No mesmo ano, após um breve romance com Marlene Dietrich, casou-se com uma garota que havia conhecido durante a guerra, Norma Anderson, porque ela estava grávida e se recusou a fazer um aborto.  Nos anos seguintes, rodou uma série de filmes sombrios, muitas vezes contra o sistema, aproveitando também para estudar todo o processo de filmagem. Recatado, evitava o circuito de festas de Hollywood, mas isso não o impediu de se relacionar durante um ano com a atriz Shelley Winters.

Burt e Elizabeth Taylor
Em 1947, recusou o papel de Stanley Kowalski na produção original da Broadway de “Um Bonde Chamado Desejo”, que fez de Marlon Brando uma lenda. Ao longo da carreira desprezaria outros personagens famosos em “Sansão e Dalila / Samson and Delilah” (1949), “O Manto Sagrado / The Robe” (1953) e “Ben-Hur / Idem” (1959), por ser ateu; e “Patton - Rebelde ou Herói? / Patton” (1970), devido às suas simpatias anti-guerra do Vietnã. Produtor e estrela de “O Pirata Sangrento / The Crimson Pirate” (1952), um enorme êxito de público, reforçando a independência do ator dos estúdios, tratou diretor e elenco com tirania, fazendo com que Robert Siodmak – que o havia lançado no cinema – se recusasse a trabalhar com ele novamente. Foi um período complicado: o filho com poliomielite diagnosticado esquizofrênico, o fim do romance com Winters, seu sócio Harold Hecht acusado de comunista pelo maccarthismo, o alcoolismo da esposa. Em compensação, rodou “A Um Passo da Eternidade” (1953), concorrendo pela primeira vez ao Oscar de Melhor Ator e se tornando uma das maiores estrelas de Hollywood. No entanto, as filmagens foram difíceis para ele, pois se sentiu intimado com o talento de Montgomery Clift. Por esta altura, fundou sua própria companhia de produção, a Hecht-Lancaster, fazendo parceria com a United Artists em dois filmes, “O Último Bravo” (1954) e “Vera Cruz / Idem” (1954), ambos dirigidos por Robert Aldrich e sucessos financeiros. “Apache” custou US $ 1 milhão e fez US $ 6 milhões, enquanto “Vera Cruz” custou US $ 1,5 milhões e arrecadou US $ 9 milhões. Um terceiro sócio, James Hill, entrou no negócio, mas a produtora falhou com o fracasso sucessivo de uma série de filmes, de “A Embriaguês do Sucesso” (1957) a “O Discípulo do Diabo / The Devil’s Disciple” (1959). O ator jogou todas as cartas em “O Passado não Perdoa / The Unforgiven” (1960), uma produção assolada por conflitos, principalmente porque BURT LANCASTER não conseguia dominar o diretor John Huston. O filme fracassou e a empresa faliu. Para pagar as dívidas, ele fez quatro filmes para a United Artists com um salário de 150.000 dólares, em vez de seu habitual $ 750.000. Por sorte, “Entre Deus e o Pecado” (1960) o colocou de volta ao topo, rendendo-lhe um Oscar.

Montgomery Clift e Burt em "A Um Passo da Eternidade"
Arrogante, exigente e mau-humorado, BURT LANCASTER era odiado pelos colegas, mas ao mesmo tempo era respeitado por sua reputação de ator talentoso, ambicioso e bem sucedido. Conhecido por seu caráter franco e personalidade um tanto espinhosa, guardava sua vida privada a sete chaves, mas não conseguiu evitar os rumores  de sua  bissexualidade. Mesmo atuando com Kirk Douglas em sete filmes, eles não eram amigos como fizeram crer publicamente. Competiam entre si e, por vezes, em particular, expressavam um desprezo mútuo. O ator brilhou em filmes de aventuras nos quais podia exibir sua excelente forma física, dirigiu dois filmes e produziu “Marty / Idem”, que ganhou o Oscar de Melhor Filme em 1955. Ele afirmou que aprendeu muito do seu ofício vendo Gary Cooper atuar ao seu lado em “Vera Cruz” e considerava Shirley Booth a melhor atriz com quem trabalhou. Em 1962, venceu o prêmio de Melhor Ator no Festival de Veneza por “O Homem de Alcatraz”. No auge da carreira, trabalhou com Luchino Visconti, fazendo um dos seus papéis mais importantes, o príncipe Fabrizio Salina em “O Leopardo” (1963), a partir do romance de Lampedusa. Sem medo de se arriscar em papéis controversos, fez um general de direita que planeja um golpe contra o presidente dos EUA em “Sete Dias em Maio / Seven Days in May” (1964).

Ao passar um ano filmando “O Trem / The Train” (1964) na França, brigou com o diretor Arthur Penn, substituindo-o por John Frankenheimer. O filme não rendeu grandes lucros e a partir daí ele deixou de ser uma estrela intocável. Um caso extraconjugal levou-o ao divórcio em 1969, com a esposa ganhando a guarda das três filhas adolescentes. Por volta de 1970, sua carreira começou a declinar. BURT LANCASTER se esforçou para conseguir o papel de Don Corleone em “O Poderoso Chefão / The Godfather” (1972), mas não deu certo. No entanto, ficou rico mais uma vez com “Aeroporto / Airport” (1970), um enorme sucesso onde ele tinha uma participação de 10% nos lucros. O filme faturou US $ 50 milhões. Mesmo assim, o ator não deixou de declarar que era "o pior pedaço de lixo de todos os tempos”. Intelectual, fã ardoroso de música clássica, politicamente engajado e ativista liberal, falou várias vezes em nome das minorias. Participou de uma marcha pela paz organizada por Martin Luther King, foi contra a Guerra do Vietnã, ajudou financeiramente o Partido Democrata, organizou um projeto para ajudar crianças negras e apoiou publicamente um candidato negro para a prefeitura de Los Angeles.  Em 1973, o presidente Richard Nixon o colocou numa “lista de inimigos”, junto com os atores Gene Hackman, Jane Fonda e Paul Newman, entre outros. Em 1985, ele leu a carta do amigo Rock Hudson que anunciava que estava com AIDS, e foi uma das poucas estrelas a lutar pela fundação criada por Elizabeth Taylor para arrecadar fundos para as pesquisas sobre a doença.

Com a esposa Norma
Apesar do temperamento difícil, nunca deixou de ser generoso, ajudando amigos em dificuldades, como o ator Nick Cravat. Nos anos 80, sofreu um ataque cardíaco, deixando de rodar “O Beijo da Mulher Aranha” (1985), sendo substituído por William Hurt, que levou o Oscar como um gay espalhafatoso que divide uma cela com um prisioneiro político. A doença levou-o a recusar papéis em “Mistério do Parque Gorky / Gorky Parky” (1983) e“Os Amantes de Maria / Maria’s Lovers” (1984). Em 1990 sofreu um grave acidente vascular cerebral enquanto visitava o ator Dana Andrews - que sofria da doença de Alzheimer -, permanecendo numa cadeira de rodas e incapaz de falar até sua morte em outubro de 1994. Mesmo com olhos azuis brilhantes, voz distinta e imagem fisicamente imponente, talvez a principal marca de BURT LANCASTER seja o seu sorriso simpático e sedutor que definitivamente o consagrou. Sem dúvida nenhuma, é um dos monstros sagrados de Hollywood.

(Fonte: “Burt Lancaster: An American Life”, de Kate Buford, 2001)

Burt e Ava Gardner em "Os Assassinos"

OS MELHORES FILMES DE BURT
(por ordem de preferência)

(1º)
OS ASSASSINOS
(The Killers, 1946)
de Robert Siodmak
Com Ava Gardner

(2º)
BRUTALIDADE
(Brute Force, 1947)
de Jules Dassin
Com Yvonne De Carlo

(3º)
O LEOPARDO
(Il Gattopardo, 1963)
de Luchino Visconti
Com Alain Delon e Claudia Cardinale


(4º)
A UM PASSO DA ETERNIDADE
(From Here to Eternity, 1953)
de Fred Zinnemann
Com Deborah Kerr e Montgomery Clift
Melhor Ator do Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York

(5º)
A EMBRIAGUÊS DO SUCESSO
(Sweet Smell of Success, 1957)
de Alexander Mackendrick
Com Tony Curtis

(6º)
VIOLÊNCIA E PAIXÃO
(Gruppo di Famiglia in Un interno, 1974)
de Luchino Visconti
Com Helmut Berger e Silvana Mangano
David di Donatello de Melhor Ator Estrangeiro

(7º)
O HOMEM DE ALCATRAZ
(Birdman of Alcatraz, 1962)
de John Frankenheimer
Com Karl Malden e Thelma Ritter
BAFTA de Melhor Ator Estrangeiro
Taça Volpi de Melhor Ator no Festival de Veneza

(8º)
ENTRE DEUS E O PECADO
(Elmer Gantry, 1960)
de Richard Brooks
Com Jean Simmons
Oscar de Melhor Ator
Globo de Ouro de Melhor Ator/Drama
Melhor Ator do Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York

(9º)
O ÚLTIMO BRAVO
(Apache, 1954)
de Robert Aldrich
Com Jean Peters

(10º)
JULGAMENTO EM NUREMBERG
(Judgment at Nuremberg, 1961)
de Stanley Kramer
Com Spencer Tracy e Marlene Dietrich





60 comentários:

Por que você faz poema? disse...

O Leopardo e A Um Passo da eternidade são realmente inesquecíveis, não há como discordar.

João Roque disse...

Burt Lancaster será sempre recordado como uma das grandes estrelas de Hollywood, mas na minha opinião o seu melhor desempenho teve-o na Europa com Visconti, no protagonista de "O Leopardo".

Pedra do Sertão disse...

Adorei esse post...meu pirata preferido, você não comentou sobre isso!

Abraço

Aldo disse...

Really, he was a handsome man!

I thought. I´m sorry.

Suzane Weck disse...

Que ótima lembrança recordar o inesquecível Burt Lancaster.Lembro bem o filme Trapézio que ele dividia as honras com Gina Lolobrigida e Tony Curtis.Na época foi dito que o unico que não tinha doublée nas cenas de trapézio era ele e isso me deixou deveras impressionada.Talvez seja o motivo de eu nunca ter esquecido este filme.Desejo um bom fim de semana e aqui fica meu abraço.

Ruben Celso Nigro Paschoal disse...

muito bom....aplausos...

Ana Paula Chagas disse...

Lindo e talentosíssimo!

Margareth Pinheiro disse...

ELE FOI UM GRANDE ATOR E BONITOBJSS

Bússola do Terror disse...

Grande Burt! Deixou o nome dele escrito na História do Cinema pra sempre!
Obrigado pela visita ao meu blog! Também gostei muito do seu blog e linkei ele lá.

Marcelo C,M disse...

Em Leopardo ele estava ótimo, mas ele sempre será lembrado naquela cena da praia, de A Um Passo da Eternidade. Mas sinceramente, não gostei do que ele achou de Aeroporto. O filme (junto com Inferno na Torre) foi um dos melhores filmes catástrofe dos anos 70. Se ele achava ruim, é porque ele não teve a oportunidade de ver esse gênero nos anos 90, que foi de mal a pior.

Gilberto Carlos disse...

Burt era mesmo um grande ator. Não vi vários dos filmes citados por você. Só A um passo da eternidade, além de O campo dos sonhos e O Rochedo de Gibraltar, já no final de sua carreira. Abraços.

Jóis Alberto disse...

Muito bom o blog "O falcão maltês", com textos de Antonio Nahud Júnior sobre o melhor da sétima arte.

Cynthia (Astroterapia Junguiana) disse...

Discordo do sorriso, BURT LANCASTER era um escorpião e os olhos eram o ponto mais forte de sua característica física. Muito bom como sempre, Cynthia.

Eddie Lancaster disse...

NAHUD, GRANDE POST. SOBRE UM DOS MAIORES ATORES DO MUNDO...
VOCÊ CITOU OS MELHORES FILMES DE BURT LANCASTER, MAS PASSOU AO LONGE DE ATLANTIC CITY,TRAPÉZIO E DOS WESTERNS VERA CRUZ E OS PROFISSIONAIS... O PIRATA SANGRENTO É O MELHOR FILME DE PIRATAS.PODERIA TAMBÉM FALAR MAIS DE O HOMEM DE ALCATRAZ,ONDE BURT TEM UMA ATUAÇÃO IMPECÁVEL!
BURT LANCASTER FOREVER AND EVER!!!!

Filmes Antigos Club disse...

Nahud, meus cumprimentos pela matéria sobre este que foi um dos maiores tributos da Sétima Arte. Burt Lancaster é uma marca registrada no cinema, através de seu porte e sorriso, que pode ser mercenário como o Joe Erin de VERA CRUZ, simpático como o Sargento Warden em A UM PASSO DA ETERNIDADE, ou interesseiro como Elmer Grant em ENTRE DEUS E O PECADO. É só escolher.

Quem via apenas em Burt Lancaster um herói de matinês, com seu físico privilegiado, se enganou terrivelmente, pois por traz deste ingrediente, se viu um ator determinado, ambicioso, inteligente, e de extremo talento.

Sua escola de arte dramática foi o circo, onde possivelmente apenas não aprendeu as artes circenses, como também aprendeu sobre o espírito humano, logo, apesar de inúmeros defeitos, muitas vezes grosseiro com os próprios colegas de trabalho (jamais esqueci o que ele fez, perto dos filhos, com Jack Elam), não podemos deixar de reconhecer o grande e supremo artista que foi, e com certeza, um astro e estilo que não se tem nos nossos dias. Saudações!

Paulo Néry

Luís disse...

Ñão conheço quase nenhum filme com Burt Lancaster, pouquíssimos mesmo! Mas tenho simpatia imensa por "A Um Passo da Eternidade".

linezinha disse...

Ótimo post Antonio,Burt Lancaster com certeza foi um grande ator e uma pessoa generosa,adoro seus filmes como Vera Cruz,O homem de Alcatraz,O passado não perdoa e sua fase italiana tb é excelente. Abç

Rubi disse...

O que falar do inesquecível Burt Lancaster? Impossível falar sobre as estrelas do cinema sem citá-lo. A Um Passo da Eternidade é, na minha opinião, um de seus melhores filmes.

Adecio Moreira Jr. disse...

Belíssima homenagem à Lancaster. Ele merece.

Enaldo disse...

Quando eu assisti "Violência e Paixão", um dos filmes de que mais gosto, fiquei surpreso com Burt Lancaster, a quem tomava por um ator brucutu.

Saber do perfil intelectual e politizado dele, por meio deste post, me fez aumentar a admiração por este ator.

É comum pessoas inteligentes serem consideradas antipáticas e/ou antissociais.

Mas é um pouco de inveja, rs...

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Tem toda razão, Herculano (Por que Você Faz Poema?). Já vi cada um deles diversas vezes.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Concordo, João Roque, O LEOPARDO é o maior momento de Burt como ator.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

No texto falo um pouco da habilidade de Burt em filmes de aventura, Pedra do Sertão. Gosto muito do Burt como pirata, tem um vigor típico de Fairbanks e Errol Flynn.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Suzane, TRAPÉZIO é um excelente filme. Cenas eletrizantes e o Burt em ótima forma.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Grato, Bússola do Terror. O seu blog é bacana.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

A cena da praia de Burt e Deborah é uma das mais clássicas da história do cinema, Marcelo. Também discordo da opinião do ator. AEROPORTO é um bom filme. As continuações é que são terríveis.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Nunca vi O ROCHEDO DE GIBRALTAR, Gilberto. Falta na minha coleção.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Obrigado, Jóis Alberto. Apareça sempre.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Ele era escorpiano, Cynthia? Vixe. Tá explicado porque gosto tanto dele.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Eddie, a verdade é que não gosto muito de ATLANTIC CITY. Apesar de Malle, Sarandon e Burt. Os westerns são maravilhosos, mas como só listei dez filmes dele...

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

O que ele fez com Jack Elam foi terrível, Paulo Néry. Li no blog de Darci Fonseca e fiquei pasmo. Burt tinha um temperado difícil, mas não há como negar seu talento e profissionalismo.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Procure ver outros filmes dele, Luís. O cara era bom.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Acho O PASSADO NÃO PERDOA um belíssimo filme, Linezinha. Não consigo entender porque foi tão massacrado. A história é vibrante, os atores estão excelentes e a fotografia é encantadora.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Pode ser, Enaldo. Principalmente quem era tão reservado como ele. Um dos poucos de Hollywood sem qualquer escândalo.

Jamil disse...

Creio que Lancaster seria um grande Kowalski. Tem toda o porte brucutu pra isso. O curioso é que também podia ser extremamente elegante e educado em certos papéis.

Jamil disse...

Gosto dele em Sete Dias de Maio. Faz um vilão inesquecível e o filme é ótimo.

Faroeste disse...

Não existe bom sem defeito, assim como todos temos os nossos.

Carregar sobre um homem rigidez por seu comportamente nos procedimentos de sua vida, seria um erro grave, já que nenhum de nós temos nada que elucide nossas vidas, que alardeiem nossos problemas e nem que divulguem nossas manias, como foi o caso deste grande ator.

Para mim foi um formidável profissional, que lutou pelo que acreditava, que era trabalhador, tinha personalidade forte e que brigava pelo que achava certo.

E se o certo para ele era o seu ponto de vista, não está muito distante de muitos de nós.

Fez grandes filmes e perdeu também excelentes oportunidades, que poderiam ter dado um rumo alternativo à sua vida profissional, como foi o caso de Ben Hur, por exemplo.
jurandir_lima@bol.com.br

Faroeste disse...

Nahud;

Concordo plenamente contigo qto. ao filme O Passado Não Perdoa.

Ele é sim um muito bom filme.
A fita pode não ter saído exatamente como o diretor ou mesmo o Lancaster desejava, mas não consigo ver onde está tanto pecado na mesma.
jurandir_lima@bol.com.br

Faroeste disse...

Lancaster;

Está aí uma ótima incursão sua no bom post do Nahud.

Mas, pelo que entendi da leitura, estes são os filmes que ele viu do ator e que mais gostou. Ou estou enganado?

De qualquer forma todos os que citaste merecem mais que destaque na longa lista de fitas deste fabuloso ator.

O Pirata Sangrento é, de fato, o melhor filme do genero. Mesmo ele tendo brigado com o Siodmak, diretor que o lançou no cinema.

Mas isto é uma outra historia.
Abraço do amigo bahiano.
jurandir_lima@bol.com.br

Angelus Melo disse...

Que chique o banner!

Fábio Henrique Carmo disse...

O meu preferido do Lancaster é "O Leopardo". Parece que ele nasceu pro papel.

Que pena que ele e o Kirk não eram amigos. Sempre imaginei que fossem. De qualquer forma, isso não desfaz o brilho da dupla na tela. Abraço!

Ligéia disse...

Eu acho que o que ele tinha de mais
sedutor não era o sorriso, eram os olhos. Que temperamento o dele, hein? Escorpiano... rs. E dizem que escorpião é um signo compatível com o meu, por ser da água. Será mesmo? rs. Meu temperamento é tão tranquilo, rs..
As fotos estão demais! Aquela com a Ava Gardner é sensacional, não dá pra dizer quem é mais bonito.

Adorei, como sempre.


PS. Amei o banner. Um dos meus filmes preferidos.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Exatamente isso, Jurandir, a lista parte do princípio dos filmes de Burt que vi e gostei.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Eles combinam muito bem em cena, Fábio. Lembra de SEM LEI E SEM ALMA? Super bacana.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Obrigado, Ligéia. CREPÚSCULO DOS DEUSES também está na minha lista de favoritos.

disse...

Conheci através do texto vários detalhes interessantes sobre a vida dele. De fato, tinha um belo sorriso. E pensar que sua produtora afundou após o fracasso de A Embriaguez do Sucesso, hoje um cultuado noir.
Abraços!

Edivaldo Martins disse...

ASSASSINOS UM GRANDE FILME!

Malu Barros Moreira disse...

Ontem assisti num desses canais pagos o filme "Casablanca". Na semana Santa assisti "Ben Hur".Também assisti "E O Vento Levou". Todos nesse mesmo canal. Como é bom rever esses clássicos. Nunca é demais assisti-los porque por incrível que pareça eu sempre percebo neles um detalhe a mais.
Abraços.

Malu

Gabriel França disse...

não o conhecia, mas agora com o seu post, fiquei curioso para assistir alguns de seus filmes.

railer disse...

gostei muito de como você o descreveu. desses aí só vi um...

Márcio Sallem disse...

Atualmente, Burt Lancaster não seria uma grande estrela. Diamante bruto para ofuscar as outras estrelas do entretenimento. Uma espécie de Stephen Lang (especialmente na última foto).

Mas é um ator interessante e intenso, ainda que longe de ser um dos meus favoritos.

As Tertulías disse...

Um dos meus grandes "amores" cinematográfcos... sim, no sentido de ser uma GRANDE personalidade a sétima arte (também... :-))

Victor Ramos (Jerome) disse...

'O Leopardo' é o meu maior desejo, sobretudo por Giuliano Gemma no elenco.

Inejação Cinéfila

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Verdade, Lê, e A EMBRIAGUES DO SUCESSO é um filme maravilhoso.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

OS ASSASSINOS é sensacional, Edvaldo. Já o assisti umas três vezes.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Também adoro rever os meus clássicos favoritos, Malu.

O Narrador Subjectivo disse...

Um grande actor com uma grande personalidade, claramente! The Swimmer é o meu preferido dele. Abraço

http://onarradorsubjectivo.blogspot.pt/

Danielle Carvalho disse...

Finalmente chega o fim de semana e posso passear pelos blogs dos amigos.

Gostei demais do post. Não sabia nada da história do Burt Lancaster, que considero desde sempre um ótimo ator. Preciso seguir suas sugestões porque vi poucos dos 10 filmes citados. Gosto muito do Burt malabarista, que fez filmes divertidíssimos como "Trapézio". Ele dava também um grande ator romântico - você já viu "The Rainmaker", em que ele divide a cena com Kate Hepburn. Mas pra mim a surpresa mesmo foi o comandante nazista do Julgamento de Nuremberg. Não tinha ideia de que ele tinha feito cinema italiano. Tenho muito o que aprender, ainda...

Bjs
Dani

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

"The Swimmer" é um grande filme, Narrador Subjetivo.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Vi LÁGRIMAS DO CÉU, Dani. O Burt tá ótimo. Kate nem se fala. Sua atuação em JULGAMENTO EM NUREMBERG é impressionante.