Caros Amigos

abril 21, 2012

*************** DINA SFAT, À FLOR DA PELE



A história do cinema nacional é marcada por uma galeria de mitos femininos, como Aurora Fúlgida, bailarina romena, e Eva Nil, atriz dos anos 20. Ainda nos primórdios, destacaram-se Carmen Santos, que construiu um estúdio e dirigiu um filme; a Gilda Abreu do sucesso “Bonequinha de Seda” (1936) e Carmen Miranda como estrela de musicais. Nos anos 50, durante o ciclo das chanchadas, Eliana se torna um ícone, ao lado de duas musas da Vera Cruz: Eliane Lage e Tônia Carrero. Em pleno Cinema Novo, os holofotes se voltam para Norma Bengell, Odete Lara, Leila Diniz, Adriana Prieto, Anecy Rocha, Jacqueline Myrna e Helena Ignez. Nessa época fértil, o nosso cinema abre passagem para o talento de Isabel Ribeiro, Lillian Lemmertz, Irene Stefânia, Ítala Nandi, Ana Maria Magalhães, Selma Egrei, Rossana Ghessa e Darlene Glória. Em 1969 seria a hora e a vez de DINA SFAT (1938-1989). Ela arrebatou público e crítica como a guerrilheira Cy, do emblemático e tropicalista “Macunaíma”, inspirado na obra homônima de Mário de Andrade sobre a falta de caráter do brasileiro, dirigido por Joaquim Pedro de Andrade e estrelado por Grande Otelo e Paulo José. Nunca mais o seu talento seria esquecido.

Em "O Rei da Vela"
Forte, poderosa, bela, politizada e excelente intérprete, a atriz morreu vítima de um câncer aos 50 anos, mas até hoje vive na memória de muita gente. De pai russo e mãe israelense, nasceu em São Paulo. Além de sua obra, deixou de legado uma família de artistas. Do casamento com o ator Paulo José, nasceram três filhas: Clara, Ana e Bel Kutner, as duas últimas atrizes. Estreou profissionalmente nos palcos em 1962, no espetáculo “Antígone América”, dirigida por Antonio Abujamra. No histórico Teatro de Arena viveu a Manuela de “Os Fuzis da Senhora Carrar” (1962), de Bertold Brecht. Conquistou o Prêmio Governador do Estado de São Paulo de Melhor Atriz por seu desempenho em “Arena Conta Zumbi” (1965), um musical político de Gianfrancesco Guarnieri e Augusto Boal, e destacou-se na polêmica e mítica montagem de “O Rei da Vela” (1967), dirigida por José Celso Martinez Corrêa, ao substituir às pressas Ítala Nandi no papel de Heloisa de Lesbos. Sem nunca abandonar os palcos, fez “Dorotéia Vai à Guerra” (1973), “A Mandrágora” (1975), “Seis Personagens à Procura de Um Autor” (1977), “Murro em Ponta de Faca” (1979), “As Criadas” (1981), “Hedda Gabler” (1982) e em Portugal, “Florbela Espanca” (1984), entre outras montagens elogiadas.

Como Zarolha em "Gabriela"
Ela chega à televisão no final da década de 1960, trabalhando na Tupi, Excelsior e Record, até se tornar uma das maiores estrelas da Rede Globo. Mesmo diante do sucesso televisivo, jamais se deixou seduzir por personagens lineares e caricatos, arriscando-se em papéis sem as amarras das heroínas habituais, sofredoras, românticas e insossas.  Estreou na Globo em 1970, a convite de Dias Gomes, protagonizando “Verão Vermelho”, onde formou par amoroso com Jardel Filho, e permaneceu na emissora até a sua morte. Brilhou em telenovelas de autoria de Janete Clair, como “O Homem Que Deve Morrer” (1971), “Selva de Pedra” (1972, Prêmio de Melhor Atriz da Associação Paulista de Críticos de Arte), “Fogo Sobre Terra” (1974) e “O Astro” (1978), mas também roubou cenas em outras como “Assim na Terra Como no Céu” (1970), “Os Ossos do Barão” (1973) e “Saramandaia” (1976). Um dos seus maiores momentos na tevê aconteceu em 1975, numa participação especial em “Gabriela”, de Walter George Durst, baseada na obra de Jorge Amado. Apesar de aparecer apenas nos primeiros capítulos, vivendo a prostituta Zarolha, a atriz dominou a cena, obtendo um extraordinário sucesso. Walter Avancini, o diretor da novela, era o preferido de DINA SFAT, que dizia jamais recusar qualquer papel sendo proposto por ele.

Dina e Paulo José
Versátil, com uma fantástica presença de cena, e o gosto apurado por se arriscar em papéis complexos, teve momentos especiais no cinema nacional. O mais lembrado e comentado de todos, sem dúvidas, é “Macunaíma”. Em 27 anos de carreira artística, fez 20 filmes, atuando no engajado Cinema Novo e no libertário Cinema Marginal. Estreou em 1966 pelas mãos do intimista Walter Hugo Khouri em “O Corpo Ardente”, revelando o seu excepcional talento para atuar diante das câmeras. Faria clássicos como o complexo “Os Deuses e os Mortos” (1970, Melhor Atriz no Festival de Brasília), filmado no sul da Bahia; “A Culpa” (1971, Prêmio Air France de Melhor Atriz); uma costureira mãe solteira em "Tati, a Garota" (1973), sensível estreia de Bruno Barreto; e “O Homem do Pau Brasil” (1981), interpretando a pintora Tarsila do Amaral. Fez também “Das Tripas Coração” (1982), que discute educação, sexo e religião num colégio de meninas ricas, tendo no elenco Antonio Fagundes, Othon Bastos e Christiane Torloni; e “Eros, o Deus do Amor” (1981), uma sinfonia pictórica do prazer e da ansiedade, contando a vida de um cinquentão para qual o sexo é tudo e nada. No elenco, Renée de Vielmond, Norma Bengell, Maria Cláudia e Lillian Lemmertz. Seu último trabalho cinematográfico, “O Judeu”, baseado na vida de Antônio José da Silva, escritor luso-brasileiro do século XVIII que morreu na fogueira da inquisição, foi rodado em Portugal, na segunda metade da década de 1980. Inacabado por falta de verba, só iria estrear em 1995, seis anos após a morte da atriz.

Dina e Francisco Cuoco
Inquieta e polêmica, DINA SFAT tinha a coragem de dizer o que pensava sobre a sua visão de mundo e de Brasil, mesmo quando não agradava às correntes sociais ou ideológicas. Dona de uma interpretação singular, com emoções à flor da pele, revelava uma sensualidade desconcertante e uma beleza misteriosa e agressiva, moldada na personalidade. Olhos grandes, infinitos, extremamente expressivos. Voz penetrante. De aguda inteligência, entregava-se de forma completa aos desafios que lhe eram propostos e se distinguia pela exigência e coerência com que selecionava os seus compromissos profissionais. Na intimidade era discreta, não se deixando levar pelos escândalos e pelo sensacionalismo dos holofotes da mídia. A sua inquietude levou-a a combater as mazelas da ditadura militar e a imposição repressora sobre a produção cultural no país. Ela foi uma das poucas atrizes que foi veemente em expressar as reivindicações pela liberdade e contra a opressão do regime ditatorial. Vista pelos militares como líder feminista ligada à extrema esquerda, nunca se filiou a qualquer sigla ou facção partidária. 


Dina e Ítalo Rossi
No final da vida, mesmo doente, jamais deixou de trabalhar. Em viagem de tratamento à União Soviética, ao lado de Daniel Filho, realizou o documentário “Dina Sfat na União Soviética” (1988), que falava entre outras coisas, da então incipiente Perestroika. Escreveu um livro, publicado em 1988, sobre sua carreira e a luta contra o câncer, “Dina Sfat- Palmas pra que te Quero”, junto com a jornalista Mara Caballero. Bastante debilitada, fez seu último trabalho na tevê na comédia “Bebê a Bordo”. E não há como negar: foi única no cenário artístico nacional. Ninguém lhe herdou o carisma e a vigorosa técnica cênica, embora Glória Pires tenha chegado perto (mas Glória não opina, não toma partido, não revela um intelecto acurado, satisfazendo-se como esposa, mãe e excelente atriz). Dina faz falta.

Com Grande Otelo em "Macunaíma"

FILMOGRAFIA DE DINA SFAT

O CORPO ARDENTE (1966)
de Walter Hugo Khouri

TRÊS HISTÓRIAS DE AMOR (1966)
de Albert D’Aversa

EDU CORAÇÃO DE OURO(1967)
de Domingos de Oliveira



JARDIM DE GUERRA (1968)
de Neville D’Almeida

A VIDA PROVISÓRIA (1968)
de Maurício Gomes Leite

MACUNAÍMA (1969)
de Joaquim Pedro de Andrade

OS DEUSES E OS MORTOS (1970)
de Ruy Guerra

PERDIDOS E MALDITOS (1970)
de Geraldo Veloso

O BARÃO OTELO NO BARATO DOS MILHÕES (1971)
de Miguel Borges

O CAPITÃO BANDEIRA CONTRA O DOUTOR MOURA BRASIL (1971)
de Antônio Calmon

GAUDÊNCIO! O CENTAURO DOS PAMPAS (1971)
de Fernando Amaral

A CULPA (1971)
de Domingos de Oliveira

TATI, A GAROTA (1973)
de Bruno Barreto



ÁLBUM DE FAMÍLIA (UMA HISTÓRIA DEVASSA) (1981)
de Braz Chediak

O HOMEM DO PAU-BRASIL (1981)
de Joaquim Pedro de Andrade

EROS, O DEUS DO AMOR (1981)
de Walter Hugo Khouri

DAS TRIPAS CORAÇÃO (1982)
de Ana Carolina



TENSÃO NO RIO (1984)
de Gustavo Dahl

A FÁBULA DA BELA  PALOMERA (1987)
de Ruy Guerra

O JUDEU (1995)
de Tom Job Azulay






85 comentários:

Silvia Maria Sena disse...

Ai meu Deus ! que bela lembraça.. que bela pessoa quanta saudade dessa Deusa ! Nossa !

Silvia Maria Sena disse...

Muito obrigada Antonio Nahud Júnior ! Ganhei o sábado !

Adhemir Martins disse...

Dina Sfat faz muita falta. Quantas saudades.

Paulo Paiva disse...

monstro!

Aline Menezes disse...

grande atriz!

Lurdinha Aguiar Zucolotto disse...

Grande mulher, grande atriz, raizes infinitas na globo.

disse...

Nunca tive a chance de vê-la atuar enquanto estava viva, mas admiro muito seu trabalho. Era uma linda mulher, talentosa, independente e politizada. Que exemplo!
Abraços!

Danielle Carvalho disse...

Faço minhas as palavras da Lê, Antonio: que pena nunca ter visto Dina Sfat em cena. Tudo o que eu conheço dela se resume a trechos de suas participações em novelas, e concordo contigo: ela era linda, vigorosa e empolgante como ninguém, mesmo nos papéis de mocinha "Global".
Agora, conhecer sua carreira teatral para mim foi uma surpresa: O rei da vela, Hedda Gabler... - ela fez um pouco de tudo!

Bjs e congrats pela homenagem.
Dani

Brenda Rosado disse...

Falcão, que linda homenagem. A Dina era maravilhosa.

Selma Carvalho disse...

grande atriz

daniela españa disse...

Saudades

Mara Paulina Arruda disse...

Essa atriz foi uma das Grandes! Muito Obrigado.

José Carlos Saenger disse...

Li e gostei muito. Texto e fotos. Me fez viajar tempos idos e sentir uma forte saudades de Dina Sfat. Atriz impar. Tive o prazer de conhece-la no Festival de Cinema de Brasília, qdo morava lá. Abraço. Paulo José tb. é um grande ator...

Conceição Mascarenhas disse...

Simplesmente linda

CARLA MARINHO disse...

Muito bom o blog do meu amigo Antonio Nahud Júnior. Muito, muito boooom!

linezinha disse...

Excelente post Antonio,eu tb não tive a chance de vê a Dina atuar enquanto estava viva,mas assisti o filme Macunaíma e vi alguns trechos de novelas que ela fez na globo no youtube como " O Astro" e me impressionei pela força que ela tinha em suas atuações,realmente faz uma grande falta ao cinema e a televisão brasileira. Abç

André Setaro disse...

Dina Sfat precisava mesmo ser lembrada diante de tantas atrizes medíocres que infestam as novelas televisivas.

João Roque disse...

Que grande actriz. Tive a oportunidade de a ver no filme "Macunaíma" e nas telenovelas "Gabriela" e "O Astro".
O seu papel de Zarolha é inesquecível...

Bússola do Terror disse...

Ela morreu quando eu tinha 14 anos e na infância eu não assistia tantas novelas assim. Então, a novela dela de que me lembro melhor foi mesmo Bebê A Bordo.
Há poucos anos atrás, assisti o filme O Judeu em VHS e depois voltei a assistir quando foi exibido pela Rede Brasil. E apesar da personagem dela não aparecer tanto, as cenas que ela fez foram de uma grande atuação, sem dúvida.
Em tempo: como o filme demorou muitos anos pra ficar pronto, não só ela, mas vários atores do elenco original morreram antes do lançamento. Inclusive o Felipe Pinheiro, que interpretava o personagem principal.

renatocinema disse...

Bela homenagem......
Adoro o trabalho dela em Macunaíma.

Anônimo disse...

Bela lembrança! Tive o prazer de assistí-la atuando em Hedda Gabler, no Teatro Francisco Nunes em BH. Inesquecível!

Márcio/MG

Rodrigo Mendes disse...

Bela homenagem a Dina Sfat Antonio. NUnca esquecerei de Macunaíma e Tati, a garota.

Abraço.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Lê, também vi poucos trabalhos de Dina. Alguns filmes, os melhores momentos de "Gabriela" (comprei o DVD) e algumas cenas no youtube de suas sensacionais atuações na tevê. Fiquei encantado. Ela tem a força dramática de uma Joan Crawford, por exemplo.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Dani, seria tudo de bom vê-la nos palcos. Ainda mais representando textos tão fundamentais como "Hedda Gabler" e "As Criadas".
Beijos

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Você a conheceu pessoalmente, José Carlos Saenger? Que incrível! Qual foi a sua impressão?

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Obrigado, caríssima Carla.Sinto falta de novas postagens no Grupo de Blogs de Cinema Clássico.
Beijos

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Concordo com você, Setaro. A teledramaturgia de hoje não tem uma Dina, uma Renata Sorrah, uma Tereza Rachel, uma Regina Duarte...

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

João Roque, fiquei hipnotizado com a Zarolha de "Gabriela". O incrível é que o personagem não existe no romance e a Dina tornou-o fundamental. Ela e a Eloísa Mafalda (como Maria Machadão)juntas no Bataclam... que maravilha... grandes atrizes... No remake que virá em breve a Ivete Sangalo fará a Machadão (acredite se quiser)...

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

O Felipe Pinheiro também morreu, Bússola do Tempo? Não sabia. Vi O JUDEU recentemente. A participação de Dina é muito boa. Não vi BEBÊ A BORDO, nunca fui chegado às comédias globais do horário das sete.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Ela está magnética em MACUNAÍMA, Renato. A sua guerrilheira é marcante e a cena que coloca Grande Otelo no colo já é clássica. Você precisa vê-la também em TATI, A GAROTA. Um belo filme.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Sério, Márcio? Que tal a montagem? A forte Hedda é um personagem que tem a cara de Dina.

Mara Magalhães disse...

Era uma diva!

Margareth Pinheiro disse...

Ela foi uma grande estrela,Saudades Brasil.

Sione Barros Vasconcelos disse...

Foi uma grande atriz, muito talentosa...

BALBINA ASSIS disse...

LEMBRO-ME BEM DE QUASE TODOS OS PAPEIS DELA!! A FILHA DELA NUNCA CHEGARA AO SEU TALENTO! COMO MARIA RITA, FILHA DE ELIS REGINA NOSSA MUSA DO MPB..

Nicole Puzzi disse...

Nahud, Ela é a minha inspiração, sempre foi.

Fabiana Lima disse...

QUE legal e divino

Grace Gianoukas disse...

Extraordinária Dina Sfat!!!!

Jamil disse...

Uma das maiores atrizes do Brasil. Se fosse hoje, estaria em Hollywood.

Jamil disse...

Ela está uma deusa no ótimo EROS, um filme que merece um post, Falcão.

Flávia Maria Canhim Pimentel disse...

Dina foi uma diva!! Saudades...

Aurora Miranda Leão disse...

Dina era uma Deusa: charme absoluto, elegância, magnânima Atriz, mulher de opinião formada, corajosa, audaciosa, uma saudade eterna...

Sandra Goldner disse...

Saudade!!!

Antonino Aiello Milan disse...

Sensacional
Pude vê lá atuando em novelas e se nao estou enganado no Faustão. Faz muita falta como pessoa nao só no cenário Brasileiro como tmb na televisiva. Li com calma e me fez reviver um túnel do tempo tmb em minha vida, ela era única, expressiva e de forte opinião com aquela voz marcante que ai ouvir nao precisava vê lá na telinha que já se sabia que era ela .
Parabéns ao Antonio !

Eleonora Santos disse...

Maravilhosa.

Maria Kassimati disse...

Adorava!

Emmanuel David Miranda Oliveira disse...

linda , sempre linda

tozzi disse...

Eu era menino, mas nunca me esqueci da última cena de Os Gigantes, novela de Lauro Cézar Muniz: Dina, como Paloma Gurgel, se suicidando num pequeno avião. Um momento marcante da tv nacional.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Você chegou a contracenar com ela, Nicole?

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Claro que merece, Jamil. EROS, O DEUS DO AMOR é um dos melhores momentos de Khouri.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Fiquei curioso com a cena, Tozzi. Vou procurá-la no Youtube.

Mary Weinstein disse...

Obrigada! Linda e danada ela.

Rita Moraes disse...

Maravilhosa! Faz falta!!!

Dino Brasil disse...

quando garoto, era completamente apaixonado por dina, e nem sabua direito porque. hoje revendo a sua trajetória, posso compreender que o que estava implícito na sua arte e atitude diante da vida, eram, substancialmente, responsáveis por aquela paixão. sinto saudades dela.

Bússola do Terror disse...

Pois é. O Felipe Pinheiro morreu em 1993, quando tinha 32 anos. Foi um ataque do coração, de um dia pro outro.

Cynthia (Astroterapia Junguiana) disse...

Essa atriz era do signo de Escorpião e tinha olhos bem expressivos. Deixou saudades. Bela postagem, abraço Cynthia

Marcelo Mendonça disse...

Adorável Dina!

David Tygel disse...

Maravilhosa, inesquecível, linda, grande atriz, e isso ainda é muito pouco prá falar dela, abs

Celo Silva disse...

Postagem linda sobre Dina Sfat, lembro muito bem dela nos filmes nacionais. Parabéns!

Gilberto Carlos disse...

Belíssima postagem! Relembrando uma das maiores divas do cinema brasileiro. Vi quase todos os seus filmes e fico em dúvida qual o meu preferido, talvez Das tripas, coração ou Tati, a garota... Apesar de conhecido do público de cinema, só chegou a ser conhecida pelo "povão" quando começou a participar das novelas, onde fez imenso sucesso. Uma pena ter morrido tão cedo...

Ana Paula Chagas disse...

Homenagem merecidíssima para esta grande atriz/artista. Tenho uma lembrança bem remota de Sfat na TV em Eu prometo da Globo. Infelizmente não tive o prazer de acompanhar seu auge.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Eu gosto muito dela em TATI, A GAROTA, Gilberto.
Abração

Tavio Lumom disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Edison Eduardo d:-) disse...

Uma das GRANDES da tv que me embalaram e que se foi cedo, cedo... CEDO! Aquele abraço, Antonio! Já estou enviando os seus filmes, esqueci, não!

Hirton Fernandes disse...

Me lembro dela como se a visse ainda hoje com sua força de atriz!

railer disse...

muito legal você dedicar seu espaço a essas pessoas que contribuíram para a cultura do nosso país.

JÔ BARRETO disse...

maravilhosa fera na arte de representar...

Sibele Gava disse...

Dina maravilhosa... Na primeira foto está parecida com a Fernandinha Montenegro

Cecília Veloso disse...

Grande atriz!

Filmes Antigos Club disse...

Caro Nahud, creio que tudo já foi dito por aqui nos comentários sobre esta eterna e imortal Diva da teledramaturgia nacional.

Até hoje me questiono do por que ela deixar este plano tão cedo. Mas acho que é assim mesmo,aqueles que são carismáticos deixam marcas indeléveis na vida das pessoas, e Dina era cheia desta energia.

Um grande tributo, Nahud!

Paulo Néry

Marcelo C,M disse...

É alguem que merece receber uma pesquisada. Em breve, talvez eu tenha por aqui um curso sobre o cinema nacional.

Nasser disse...

ela era uma guerreira, uma rainha. ainda menino, não tirava os olhos da inesquecível vilã que fez em "selva de pedra". gostava tanto da atriz, que torcia ingenuamente para se desse bem no final.

Leandra disse...

quando crescer quero ser como ela... rs... dina é referência de todo intérprete que leva seu trabalho com paixão.

Lemarc disse...

Nahud,

Bela homenagem à grande Dina Sfat. Não sei se é apenas saudosismo, mas atrizes como ela estão cada vez mais raras.

Lemarc

Renato Hemesath disse...

Super pertinente esta dedicatória a nomes que inprimiram sua marca e que atualmente são pouco comentados! abraços

Jefferson Clayton Vendrame disse...

Grande Nahud, Grande Post,
Não tive o privilégio de assistir Dina em nenhuma produção, tanto do cinema quanto da tv mas conheço sua fama e já não é de hoje, Minha mãe sempre a menciona como uma grande atriz brasileira...
Gostei de seu post nacional, diversificando sempre, Parabéns.

PS: A Imagem atual da sua página esta perfeita, até hoje a melhor que você criou.

Rafael Carvalho disse...

Falando agora sobre Macunaíma, me lembrei da atriz. Preciso conhecer mais coisas delas.

As Tertulías disse...

Uma das nossas atrizes mais maravilhosas (tomo muito cuidado em usar, como uma oura leitora sua, a palavra "Deusa"... se até Miss Fischer é chamada de "deusa" rsrsrs.... ). Infelizmente Dina foi uma das pessoas mais grossas e sem qualquer "tiquinho" de amabilidade que conheci na minha vida... É, lá na Joao Lyra, onde ela e Paulo moravam... ele era um doce, comprimentava todos... ela? Acho que nem segurar porta do elevador para lguém de bengala fazia...

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Nasser, minha mãe me disse que a vilã de dina em SELVA DE PEDRA foi uma das mais interessantes de todos os tempos...

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Não é saudosismo, Lemarc, é a mais pura verdade...

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Obrigado, Jefferson. Parece que finalmente acertei no banner.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Estou pasmo, Ricardo (As Tertúlias)... Você foi vizinho de Dina? Sou do tipo que não confunde vida pessoal com talento profissional. Ontem mesmo estava discutindo sobre isso com um amigo. Gosto muito do escritor norueguês Knut Hamsun, para mim é um dos melhores... e o meu amigo argumentava que é um absurdo eu ler um escritor que apoiou o nazismo... mas isso não está na literatura dele, argumentei, continuando: não vou deixar de ler um escritor que considero magistral no domínio da linguagem simplesmente porque ele tinha convicções políticas asquerosas... ele não concordou... a verdade é que se fosse revelada a vida privada de muitos artistas de valor, ficaríamos chocados, mas de maneira nenhuma isso diminui a capacidade profissional deles. pelo menos para mim...
abração

Faroeste disse...

Ela tinha mesmo uma beleza, mas não uma beleza apenas misteriosa. Sua beleza era forte, agressiva e doce em simultâneo.

Foi importante e poderosa no cine e na TV, já que pouco conheço de teatro.

Nos deixou cedo demais, impondo uma lacuna expressiva na arte de nosso país.
jurandir_lima@bol.com.br

_-CinestudiO-_ disse...

Sabia que o rosto me lembrava alguém, mas não conhecia sua história. Ótima postagem Nahud, como sempre, principalmente por tratar do cinema nacional.

!

Helena Sarraf disse...

poderosa