Caros Amigos

fevereiro 10, 2012

******* ROMAN POLANSKI: TALENTO DIABÓLICO





(Entrevista de Antonio Nahud Júnior, 2004, em Ibiza, Espanha)



O cenário é de cinema: no alto de uma colina, uma paradisíaca residência protegida por pinheiros com vistas para o mar Mediterrâneo. A decoração luxuosa tem toques orientais e mexicanos. ROMAN POLANSKI, de 71 anos, fuma um grosso charuto cubano na varanda. Sua esposa há mais de uma década, a atriz francesa Emmanuelle Seigner, está deitada num sofá branco, lendo um best-seller e indiferente à entrevista. A filha Morgane brinca na piscina e o mais novo, Elvis, está nos braços da babá. Não há nenhum sinal de um homem que cultua o satânico, como a mídia fez crer durante tanto tempo. Tudo é agradável e bastante familiar.

Adrien Brody em "O Pianista"
Nascido casualmente em Paris e autor de vários filmes fundamentais, desde a aplaudida estréia em “Faca na Água / Nóz w Wodzie” (1962), o polaco ROMAN POLANSKI ganhou há dois anos a Palma de Ouro do Festival de Cannes e o Oscar de Melhor Direção por “O Pianista / The Pianist”. De trajetória intensa, marcada por experiências cruéis (a mãe morreu em um campo de concentração nazista, passou a infância no gueto judeu de Cracóvia, a esposa Sharon Tate e o filho a ponto de nascer foram assassinados por um fanático religioso, foi acusado de manter relações sexuais com uma menor na casa de Jack Nicholson, expulsaram-no dos Estados Unidos etc.), durante duas horas fala sobre sua vida e carreira, amavelmente, revelando-se sem artifícios. Baixinho, enxuto, simpático, de sunga minúscula, camiseta azul, descalço, olhos pequenos e irônicos, o talentoso cineasta deixa cair por terra o mito do artista enigmático e libertino.



Sharon Tate e Polanski



Sua esposa, Emmanuelle Seigner, recebeu papéis destacados em vários dos seus filmes. Qual a importância dela para a sua vida e o seu trabalho?

Ela chegou num momento decisivo de minha vida, trazendo harmonia e paz. Apesar de sua juventude, descobri que possuía um instinto enorme em relação as pessoas e uma visão muito justa diante das coisas da vida. É uma mulher realista que com a idade vem adquirindo uma particular sabedoria. Nós nos conhecemos muito bem e fizemos um pacto de esquecer nossa relação amorosa durante o trabalho. Profissionalmente dissimulamos a intimidade para evitar interferências na nossa criação.



Antes trabalhou com gente do calibre de Mia Farrow, Catherine Deneuve, Isabelle Adjani e Ben Kingsley. Como funciona o seu relacionamento com os atores?

Tive vários relacionamentos profundos com atrizes, casei com algumas delas. Respeito os atores, sou um deles. O que não entendo são os que mudam de comportamento quando atingem a fama. Acho um absurdo quando um ator se crê um ser superior, com direitos especiais, exigindo as coisas mais extravagantes. Aprecio os inteligentes e sensatos, que vivem uma vida comum. Gosto de trabalhar com atores bons, desses que interpretam qualquer tipo de papel, como o Jack Nicholson ou a Meryl Streep.



Mia Farrow em "O Bebê de Rosemary"
Também é conhecido – e louvável – o seu interesse por atores veteranos, muitos deles praticamente aposentados.

É um prazer trabalhar com velhas glórias. Em “O Inquilino” dei um papel forte para Shelley Winters. Trabalhei com Ruth Gordon, Melvyn Douglas e Ralph Bellamy em “O Bebê de Rosemary”. Eles são excelentes atores da grande época de Hollywood. E um bom ator não tem idade.





Sabemos de sua infância sofrida e dos inúmeros problemas futuros. “O Pianista” deu-lhe a oportunidade de examinar suas angústias e medos pessoais?

Passei minha infância num gueto e consegui escapar. Eu queria fazer um filme sobre essa época usando material de minha vida, porém não queria contar minha história. Quando comecei a ler “O Pianista”, soube que seria meu próximo filme. É uma história que, apesar do horror, tem um lado positivo: um homem que se salva por sua arte. É a sobrevivência de um artista. O livro é objetivo, impressionou-me, pois não queria fazer um filme sentimental estilo made in Hollywood.



Fala de “A Lista de Schindler”, de Spielberg?

Falo de muitos filmes. “A Lista de Schindler” é um grande trabalho. Fui convidado por Spielberg para dirigi-lo e o recusei, pois a história é muito próxima da minha própria história. Conheci intimamente a muitos dos personagens retratados, e alguns ainda estão vivos, são meus amigos. Eu não faria um bom filme nessa situação. Jamais exploraria a minha vida ou a de meus amigos para vender ingressos. O filme sem distanciamento não é arte, é autobiografia.



Catherine Deneuve em "Repulsa ao Sexo"



Foi duro recriar um momento indigno da nossa história moderna e que faz parte do seu passado?

Na realidade, não. Filmar não foi difícil. Meus fantasmas eram massacrados diariamente num set de filmagens com centenas de pessoas. Tinha que estar com a mente voltada para questões técnicas. Acompanhar o processo de criação do roteiro de Ronald Harwood foi o mais doloroso.



Esta obra resgatou-o de vários insucessos e calou a boca dos que diziam que estava criativamente acabado. Concorda?

É um filme realmente importante para mim. Dirigi-o pensando num resultado simples, direto, procurando mostrar as coisas tal como as recordava. Fiz todo tipo de filme e tenho a impressão de que tudo que fiz antes era uma preparação para “O Pianista”. Pode ser que seja como um último chamado, afinal eu sempre soube que faria um filme na Polônia sobre a Segunda Guerra Mundial ou sobre o período pós-guerra.



Jack Nicholson em "Chinatown"
Como assim “último chamado”? Soa-me misterioso, quase sobrenatural.

Não acredito no sobrenatural. Não sou uma pessoa religiosa, portanto não sou supersticioso. Não tenho interesse na metafísica nem no esoterismo. O sobrenatural é apenas um elemento que usei em alguns filmes. O sombrio está dentro de nós, não é preciso procurá-lo muito longe.





Porém o macabro está presente em muitos dos seus filmes. É uma atração incontrolável?

Como já disse, não creio no sobrenatural. Rodei muitos filmes que não tratam do diabólico, e sempre sou lembrado como o Polanski com seus infernos, com seus demônios. Dizem o mesmo em todo o mundo. Participei de uma coletiva de imprensa recentemente e todos os jornalistas falaram sobre tal assunto. O maluco é que querem que eu aceite um clichê, como se não fosse dono de minha própria vida. Eu nunca vi o diabo e não creio nele da forma que é vendido. Não participo de rituais ou bruxarias como dizem por aí.



Não falo sobre o diabólico banalizado, religioso. Gostaria de saber o que tem a dizer sobre o mal presente na sua obra. Não há como negar, é um fato.

A verdade é que a metáfora do mal me interessa, ou seja, a idéia do homem enfrentando forças extremas que não controlam. Gosto muito do macabro como espetáculo. O medo também pode ser divertido. Uso o mal nas telas como diversão. Por que não? Ele está presente em “O Bebê de Rosemary” e “O Último Portal”.



Peter Firth e Nastassja Kinski em "Tess"
E em “O Inquilino”, “Macbeth”, “A Dança dos Vampiros”, “Lua de Fel”…

Possivelmente gosto do tema. Também me diverte de alguma forma. Porém, pode acreditar, sou um sujeito comum e na minha vida não é isso o que me interessa. O engraçado é que até Emmanuelle, minha mulher, disse-me certa vez: “O que faz de melhor são as histórias de vampiros e de diabos”. Ou seja, minha própria mulher colabora com essa etiqueta imposta. Portanto, nada posso fazer, só resta dar risadas.




Dezessete filmes em mais de quarenta anos de carreira. Por que filma tão pouco?

Os filmes são caros, os riscos são grandes e é difícil desenvolver um projeto, que pode durar anos para converter-se em realidade. É preciso escolher um tema, trabalhar no roteiro, organizar a produção, montar o financiamento, encontrar os atores. Nos anos sessenta era mais fácil, agora os interesses são outros e nem sempre vale a pena correr o risco. Quando se é jovem, quando não se é conhecido, podemos arriscar sem problemas e filmar da forma que for possível. Depois de uma certa experiência é melhor esperar um pouco mais, estar convencido de que será uma obra significante.



Fez várias adaptações literárias. É um grande leitor?

Eu amo profundamente os livros, seu aroma e tato, tudo o que faz parte deles. Amo a cadência das palavras, a forma como o autor se apodera dela. Gosto muito de Faulkner, Truman Capote e Scott Fitzgerald. Leio livros policiais, Raymond Chandler, a série noir francesa. A literatura norte-americana é a minha favorita, é a melhor. Porém prefiro a leitura de livros científicos e técnicos. Infelizmente creio que um livro é uma espécie em extinção.



Johnny Depp em "O Último Portal"



Além de dirigir filmes, teatro e ópera, e escrever roteiros, também atua. É importante para você? Woody Allen diz que só atua nos seus filmes quando não encontra o ator ideal para o papel.

Levo a sério minha carreira como ator. Gosto muito de atuar. Sou daqueles que incorpora realmente o que interpreta, vive o seu papel com entrega. Creio que tive um dos meus melhores momentos nessa área em “Uma Simples Formalidade”, de Giuseppe Tornatore, dividindo cena com Gérard Depardieu. É mais fácil atuar do que dirigir. Um ator faz o seu trabalho de preparação, atua, dá algumas entrevistas e continua a sua vida. Um diretor pode passar anos envolvido com o mesmo projeto.



Algum cineasta foi importante para a sua formação?

Luis Buñuel. Fiquei impressionado com “Os Esquecidos”, que vi na Escola de Cine de Lodz. Nunca tinha visto algo parecido. Sua originalidade, seu estilo nada convencional, suas interpretações realistas, comoveram-me. O cinema de Buñuel é fascinante, me interessa. Expressa certas idéias, pensamentos, de forma muito bem utilizada.



Por que passa os verões em Ibiza? Ajuda-o a elaborar projetos?

Estive na Espanha pela primeira vez no final dos anos cinqüenta. Acompanhava minha futura primeira mulher, Barbara Lass, que apresentava um filme no Festival de San Sebastian. Terminei gostando da Espanha, seu idioma e costumes. Passei a freqüentar Ibiza no final dos setenta e comprei esta casa uma década depois. É uma ilha tranqüila e com bom clima. Aqui penso, falo, leio, estudo propostas. No meio dessa tranqüilidade, estou sempre com a mente inquieta me preparando para o próximo filme.



Peter Coyote e Emmanuelle Seigner em "Lua de Fel"


E o que vem por aí?


Poderia dizer que quero continuar filmando, continuar alimentando o meu experiente e particular olhar em direção ao homem e suas paixões, obsessões e demônios. Trabalho atualmente na adaptação do livro “Oliver Twist”, de Charles Dickens.






OS 10 MELHORES FILMES DE POLANSKI
(por ordem de preferência)







(01)
O BEBÊ DE ROSEMARY
(Rosemary’s Baby, 1968)
Com Mia Farrow, John Cassavetes e Ruth Gordon

(02)
CHINATOWN
(Idem, 1974)
Com Jack Nicholson, Faye Dunaway e John Huston

(03)
O INQUILINO
(Le Locateire, 1976)
Com Roman Polanski, Isabelle Adjani, Melvyn Douglas,
Jo Van Fleet e Shelley Winters

(04)
TESS
(Idem, 1979)
Com Nastassja Kinski e Peter Firth

(05)
REPULSA AO SEXO
(Repulsion, 1965)
Com Catherine Deneuve e Yvonne Fourneaux

(06)
A DANÇA DOS VAMPIROS
(Dance of the Vampires, 1967)
Com Jack MacGowran, Ramon Polanski e Sharon Tate

(07)
A FACA NA ÁGUA
(Nóz w Wodzie, 1962)
Com Leon Niemgzyk e Jolanta Umecka

(08)
LUA DE FEL
(Bitter Moon, 1992)
Com Hugh Grant, Kristin Scott Thomas e Emmanuelle Seigner

(09)
MACBETH
(The Tragedy of Macbeth, 1971)
Com Jon Finch e Francesca Annis

(10)
O PIANISTA
(The Pianist, 2002)
Com Adrien Brody





Mia Farrow em "O Bebê de Rosemary"




40 comentários:

Marcelo C,M disse...

Quando eu assisti anos atrás o filme o Ultimo Portal, achei que realmente Polanski havia se perdido, mas foi só ver o Pianista para comprovar como eu estava errado.
Ele pode ter filmado pouco durante a sua carreira, mas o caso que não adianta também um diretor filmar um filme atrás do outro e acabar gerando porcaria como muito ocorre no cinema americano atualmente.
Polanski tem que continuar neste ritmo, e mesmo que leve ano para ver um e outro filme dele com certeza assistirá algo no mínimo incomum.

Meu favorito dele: O Inquilino, que é de se impressionar como ele filmou aquilo, o interessante é o cenário, parece vivo em alguns momentos, diferente do que ele fez nas cenas do filme Repulsa do Sexo.

Darci Fonseca disse...

Olá, Antonio. Não vi todos os filmes de Polanski, mas certamente os dois melhores devem ser mesmo Rosemary's Baby e Chinatown. Ruth Gordon simplesmente genial. E Mia no papel de sua vida. Não sei por que, mas Polanski me faz lembrar de Chaplin. Será que agora ele cria juízo?

Enaldo disse...

Adoro Polanski, a minha lista seria muito parecida com a sua.

Não sei por que razão muita gente (boa) considera "O último portal" um filme menor de Polanski. Eu adorei este filme desde o início, é fascinante a tese (inicial), a busca e o amor por livros raros. Li "O clube Dumas" de Arturo Pérez-Reverte, que serve de subsídio para o filme, e ainda sim, achei o filme mais interessante do que o livro (é o único caso, mesmo, em que um filme me pareceu ser mais interessante do que a obra literária que lhe deu origem).

E o homem, além de tudo, tem um bom gosto danado por mulheres, rs...

Filmes Antigos Club disse...

Bebê de Rosemary e A Dança dos Vampiros são para mim seus melhores trabalhos.

Mas tão certo quanto a fama de seus trabalhos, é o caso que envolveu o assassinato de sua então esposa, a bela atriz Sharon Tate. Ela além de ser bonita e escultural, sabia atuar, ao contrário de muitos símbolos sexuais, que tendem a cair muito na canastrice. Sharon ainda tinha muito para viver e não merecia fim tão trágico.

renatocinema disse...

Grande diretor para um grande texto.

Só discordo do filme O Pianista em décimo lugar. Colocaria um pouco acima.

Mas, os dois primeiros da lista eu assino embaixo e autógrafo. kkk

Abraços e continue com sua aula de história sobre o cinema.

O Narrador Subjectivo disse...

Uma entrevista com Polanski? Fantástico! Gostaria de o conhecer também, um dia.

http://onarradorsubjectivo.blogspot.com/

Dilberto L. Rosa disse...

Puxa, entrevistando Polanski... Taí uma coisa que creio enriquecer uma vida (foi em Espanhol?!)... Considero "O Inquilino" seu melhor trabalho, seguido "O bebê de Rosemary".

Só esqueceste de puxar a brasa para a nossa sardinha (ainda mais especificamente do teu estado) e de falar sobre Jorge Amado: é um dos autores favoritos do Polanski, sabias?

E tem "O Artista" e "Meia-Noite em Paris" nos Morcegos e... Cadê o Nahud?! Meu abraço e apareça!

Francisco Sobreira disse...

Antonio,
Gosto de Polanski, mas acho-o um diretor irregular, com altos e baixos em sua carreira. E não gostei de O Pianista. Talvez pelo tema, já tão explorado, senti em algumas cenas um sabor de dejá vu. Quanto à sua entrevista, muito boa. Abraço.

Fábio Henrique Carmo disse...

Caramba, entrevistou o Polanski? Sensacional!

Gostei da sua lista, mas colocaria "O Pianista " em terceiro. Os dois primeiros são indiscutíveis.

Cultura Malcriada disse...

Olá, Antonio!
Polanski é, sem dúvida, um cineasta genial! Só de ver o nome dele no cartaz do filme já dá pra esperar que será coisa boa!
FaloU!

M. disse...

Polanski é um cineasta realmente marcante. Nossa! Deve ter sido uma honra tê-lo entrevistado.

Quando penso nele, lembro-me imediatamente do trágico fim da Sharon Tate, e o quanto foi triste para ele essas perdas, afinal ela esperava um filho dele.

Sua vida teve algumas polêmicas, assim como alguns de seus filmes. Mas ele tem sim o seu brilho.

Ótimo post!

Ligéia disse...

Vi apenas quatro filmes de Roman Polansk. Todos me surpreenderam, e ao ler este post, me deu uma vontade enorme de ir a uma locadora agora mesmo! Vi O Bebê de Rosemary, Lua de Fel, O Último Portal (não perderia, sou fã-nática por Johnny Deep!) e O Pianista. Bem, apesar do Johnny Deep, achei os outros três bem superiores. O Bebê de Rosemary nem tem o que dizer, Lua de Fel, surpreedente, inesperado, O Pianista, magnífico, um dos fimes mais lindos que já vi!

Um Abraço, Antonio.

Rafa Amaral disse...

Entrevista incrível, como todo material deste blog. Quando ele fala de sua infância, impossível não lembrar da cena da criança no buraco do muro, em O Pianista, que, acredito, seja o próprio Polanski, na infância. Quanto à lista de melhores filmes, fico com Chinatown, uma obra gigante!

Victor Ramos (Jerome) disse...

Nossa, Antônio. Que belo post. Parabéns.

Aprecio muito os filmes do homem, mas ainda tenho alguns pendentes importantes para conferir.

Injeção Cinéfila

As Tertulías disse...

Antonio: No words... Pollansky é um dos meus "deuses". Voce como sempre MARAVILHOSO nos seus artigos... P.S. O DVD (uma segunda cópia) segue amanha para o Rio com uma amiga... ela te enviará de lá... ou seja, na melhor das hipóteses voce o receberá DUPLO!!!!! (se lembra ainda de que filme falo?)

Mario disse...

Polanki es un director que me gusta bastante, la entrevista ha sido muy interesante, bastante entretenida, es uno de los pocos cineastas que siguen trayendo novedades. Un gusto leerte. Un abrazo.

disse...

Que excelente entrevista! Adoro ler entrevistas de gente do cinema, há sempre muitas coisas reveladoras. Coloque mais de suas entrevistas!
Abraços!

Mario disse...

Polanki es un director que me gusta bastante, la entrevista ha sido muy interesante, bastante entretenida, es uno de los pocos cineastas que siguen trayendo novedades. Un gusto leerte. Un abrazo.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Marcelo, Polanski fez muitos filmes ruins nos anos 80 e 90 - creio que "Piratas" é o pior de todos -, mas deu a volta por cima com muita dignidade desde "O Pianista".

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Ele está mais tranquilo, Darci. Possivelmente a maturidade contribui pra isso.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Também gostei de "O Último Portal", Enaldo. A história é instigante e o cenário fantástico.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Realmente, Paulo (Filmes Antigos Club), a Sharon Tate tinha futuro. Era muito bela.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Não sabia que ele gosta de Jorge Amado, Dilberto. Que pena que não tive essa informação na época da entrevista.
Já passei pelo seu blog edeixei comentário.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Francisco, "O Pianista" também não me tocou muito. Prefiro "A Lista de Schindler" de Spielberg.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Com certeza, M. Não é a toa que ele faz cinema desde a década de 60.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Também sou fã-nático pelo Johnny Depp, Ligéia. Até assisti a todos os chatos PIRATAS DO CARIBE só por ele.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

CHINATOWN é uma obra-prima, Rafa. Um tributo ao noir (mesmo colorido).

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Claro, amigo Ricardo (As Tertúlias). Estou esperando-o com ansiedade. Obrigado.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Tenho dezenas de entrevistas, Lê. Postarei em breve uma com a Fanny Ardant.
Tudo de bom,

Faroeste disse...

Sempre imaginei que O Pianista havia sido as memórias de Roman quando da segunda guerra. Que ele havia tirado o filme de um romance, jamais me passou pela cabeça e até já havia falado sobre o filme e a vida dele com outras pessoas.

Agora vou ter de lembrar a quem disse tais asneiras para ver se conserto minhas falas erroneas.

Fico feliz em sabe-lo ter superado a tragédia de sua esposa Sharon e que está vivendo uma vida em harmonia.

Polanski mostra-se um homem muito diferente do que se poderia imaginar dele, em vista de tudo que já se foi falado de seu comportamento com o amigo Nicholson, ao agir dando trabalho a atores veteranos e extraindo sempre deles interpretações magnificas. Otima e proveitosa atitude do velho e bom diretor.

A proposito, vi poucos filmes dele. Porém O Pianista é um dos melhores filmes que assisti, com uma direção, ritmo, interpretações e conteudo geral surpreendentes. Considero-o seu melhor trabalho e sem chances do mesmo chegar nem perto em outra incursão.

Quanto ao não ter aceito dirigir A Lista de Schindler, é muito considerável a decisão, já que reviveria sua historia trágica, assim como de muitos seus amigos que amargaram ao seu lado todas aquelas desgraças e ainda estarem vivos muitos deles. Com certeza que não faria um filme melhor que Spielberg fez.
jurandir_lima@bol.com.br

Rato disse...

Estranho muito não ver nesta lista 2 grandes filmes de Polanski: "Frantic" [1988] e "Death And The Maiden" [1994]. O meu TOP3 seria:
1.Rosemary's Baby [1968]
2. Repulsion [1965]
3. Le Locataire [1976]
Quanto a filmes medíocres só consigo enumerar dois:
1.What? [1972]
2.Pirates [1986]
Já viu o último, "Carnage"? Conforme vocês falam, "uma belezura"...

Abraço,
O Rato Cinéfilo

Gilberto Carlos disse...

Também gosto muito de Roman Polanski, principalmente de O bebê de Rosemary, um grande clássico do cinema, mas eu gosto até de Lua de Fel e O último portal que foram muito criticados. Já o muito elogiado O pianista não chegou a me tocar.

Jamil disse...

O bebê de Rosemary é o maior filme de terror de todos os tempos.

Gabriel Neves disse...

Não conheço tanto assim do Polanski, ainda tenho que conferir o resto de seus filmes. Dele, já vi O Bebê de Rosemary, Chinatown, Repulsa Ao Sexo, O Pianista e o novo O Deus da Carnificina, e tenho que concordar com as suas duas primeiras posições, os melhores dele de longe.
Um abração!

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Vi CARNAGE, Rato, e gostei muito. O quarteto de atores dá um show. Da filmografia de Polanski também só não gosto de "Que?" e "Piratas". São péssimos. "Busca Frenética" e "A Morte da Donzela" são simpáticos, mas para mim não estão entre os seus melhores momentos.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Eu também tenho um pé atrás em relação a "O Pianista", Gilberto. Lembro que fiquei fulo da vida quando o Adrien Brody levou o Oscar de Melhor Ator.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Tenho a mesma opinião, Jamil. Já o vi várias vezes e sempre fico assombrado.

pinguim disse...

Um realizador fantástico.
Gosto muito da tua lista dos seus 10 melhores filmes.

Karla Hack dos Santos disse...

Tem vários filmes dele que adoro, revejo e vejo além.. De fato, Polanski é incômodo, até subversivo em sua visão.

;D

Rubi disse...

Sobra talento em Polanski. Adoro O Bebê de Rosemary!