Caros Amigos

fevereiro 24, 2012

**************** A MALDIÇÃO DO OSCAR

Edição Nº 75


O Oscar e Faye Dunaway






Receber uma indicação ao Oscar, o prêmio máximo da indústria cinematográfica mais influente do mundo, já é uma grande honraria. Ganhá-lo, então, é garantia de uma avalanche de propostas de trabalho, prestígio e muito dinheiro. Porém, inúmeros casos têm mostrado que ganhar a tão cobiçada estátua dourada da Academia de Hollywood nem sempre é vantajoso. Enquanto para uns traduz-se em novos filmes de qualidade e um cachê reforçado, para outros a realidade é bem mais cruel, ou seja, tal reconhecimento tem o seu preço. Nesses casos, o desbunde pós-Oscar trouxe uma série de escolhas profissionais erradas e a conseqüente bancarrota. Fala-se, inclusive, numa suposta MALDIÇÃO DO OSCAR, referindo-se a esses intérpretes premiados que não emplacaram mais sucessos depois de levarem uma estatueta para casa. A lista é imensa, do inglês Robert Donat, ainda nos anos 30, a Faye Dunaway na década de 70. E muitos outros. 


Eles se perderam na própria vaidade ou nos projetos selecionados, enfim, há varias teorias sobre os amaldiçoados pelo Oscar. Como não se lembrar de Hattie McDaniel, que fez um discurso emocionante ao receber o Oscar e nunca mais conseguiu outro papel à altura? Ou do italiano Roberto Benigni, saindo do auge da carreira com “A Vida é Bela / La Vita è Bella” (1997) para a mais completa irrelevância? Quem lembra mais da surda-muda Marleen Matlin, premiada por “Filhos do Silêncio / Children of a Lesser God” (1986)?  E Cuba Gooding Jr.? O papel de um jogador de futebol norte-americano temperamental em “Jerry Maguire – A Grande Virada / Jerry Maguire” (1996) rendeu-lhe o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, mas não conseguiu afastá-lo de uma série de longas constrangedores, de gosto duvidoso. 


Relembre abaixo treze casos de premiados que não conseguiram superar a MALDIÇÃO DO OSCAR:




ROBERT DONAT
Donat e Greer Garson


Grande ator teatral inglês, depois de indicado por “A Cidadela/ The Citadel” (1938) e levar o Oscar por “Adeus, Mr. Chips / Goodbye, Mr. Chips” (1939), só voltaria a filmar em 1942, vítima de asma crônica e forte depressão. Apenas teria destaque outra vez no final dos anos 50, em “A Morada da Sexta Felicididade / The Inn of the Sixth Happiness”, ao lado de Ingrid Bergman, no papel de um velho chinês. Mas morreu antes de vê-lo terminado.



HATTIE McDANIEL
McDaniel e Fay Bainter


No curso de sua carreira, apareceu em mais de 300 filmes, tendo seu nome aparecido nos créditos de apenas 80 deles. Por causa dos preconceitos daquela época contra atrizes afro-americanas, ela quase sempre interpretou empregadas. Certa vez disse: "Por que devo reclamar enquanto ganho 700 dólares por semana sendo uma empregada nas telas? Se não fosse uma nas telas, ganharia sete dólares por semana sendo uma de verdade”. A sua estatueta pela Mammy de “...E o Vento Levou / Gone with the Wind” (1939) foi um dos momentos mais especiais do Oscar, afinal ela fez história como a primeira atriz negra a ser premiada. No entanto, mesmo continuando a filmar até 1949 (três anos antes de morrer), não cresceu como atriz, repetindo os mesmos pequenos papéis de criada benevolente, somente destacando-se em “Nascida para o Mal / This Our Life” (1942), como uma dona de casa cujo filho é acusado injustamente por um atropelamento.



KIM HUNTER


A Stella Kowalski de “Uma Rua Chamada Pecado / A Streetcar Named Desire” (1951) deu-lhe o Oscar e o Globo de Ouro, ainda assim a carreira da atriz de 29 anos não deslanchou, sendo incluída na lista negra de Hollywood sob acusação de pertencer ao Partido Comunista durante o período do macartismo. Fez mais alguns filmes e séries para a tevê, voltando a ser notícia mais de quinze anos depois como a Zira de “O Planeta dos Macacos / Planet of the Apes” (1968).



SHIRLEY BOOTH
Booth e Fredric March


Repetindo a personagem que havia feito na Broadway, levou o Oscar por “A Cruz de Minha Vida / Come Back, Little Sheba” (1952). Num papel pensado para Bette Davis, ganhou com ele também o Globo de Ouro e o prêmio dos Críticos de Nova York. No entanto, a estatueta não foi benéfica para a veterana atriz de teatro. Fez apenas mais quatro filmes, sendo esquecida rapidamente. Terminou voltando para os palcos, ganhando três prêmios Tony.



DONNA REED
Frank Sinatra e Donna Reed


Tinha tudo para ser uma estrela. Bela e talentosa, fazia cinema desde 1941, repetindo o mesmo papel de namoradas e esposas respeitáveis, mas por ironia levou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante como uma prostituta em “A Um Passo da Eternidade / From Here to Eternity” (1953). Então, todos acreditaram que sua carreira cresceria. Aconteceu justamente ao contrário, passando a protagonizar produções baratas e seriados de tevê. Seu único bom momento cinematográfico pós-Oscar aconteceu em “A Última Vez Que Vi Paris / The Last Time I saw Paris” (1954), mas a figura central era a Elizabeth Taylor.



SHIRLEY JONES
Hugh Griffith e Jones


Vinha de dois famosos musicais, “Oklahoma! / Idem” (1955) e “Carrossel / Carousel” (1956), conseguindo a chance de provar que era atriz em “Entre Deus e o Pecado / Elmer Gantry” (1960), como a prostituta Lulu Bains. Levou a estatueta de Melhor Atriz Coadjuvante, mas ficou por aí, direcionando sua carreira para séries de tevê e musicais na Broadway.




GEORGE CHAKIRIS


O Oscar que ele recebeu pelo papel de Bernardo, líder dos “Sharks”, no musical “Amor, Sublime Amor / West Side Story” (1961), foi injusto (estaria mais bem representado por Montgomery Clift ou George C. Scott). Canastrão e nada carismático, fez um ou outro filme, mas não se deu bem nunca mais. Antes participou em vários filmes como dançarino ou membro do coro. Inclusive no famoso número "Diamonds Are a Girl's Best Friend", ao lado de Marilyn Monroe, em “Os Homens Preferem as Loiras / Gentlemen Prefer Blondes”, de 1953. No começo da década de 1960, tornou-se cantor de músicas pop, obtendo relativa repercussão.



PATTY DUKE


Ela tinha dezesseis anos e um belo papel nas mãos em “O Milagre de Annie Sullivan / The Miracle Worker” (1962), o que pouco significou para sua carreira no cinema. No futuro faria programas e séries de tevês, além de filmes descartáveis como “O Vale das Bonecas / Valley of the Dolls” (1967), interpretando uma drogada e alcoólica estrela. Terminou sendo diagnosticada com transtorno bipolar.




TATUM O’NEAL


Aos dez anos recebeu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por “Lua de Papel / Paper Moon” (1973), de Peter Bogdanovich, tornando-se a pessoa mais jovem a ganhar uma estatueta. Filha do ator Ryan O’Neal, nunca havia trabalhado antes no cinema, o que tornou ainda mais impressionante sua escolha para o prêmio. Ela nunca conseguiu repetir esse sucesso. Um dos culpados pela fragilidade de sua carreira teria sido o próprio pai, que, de acordo com ela, a teria abusado física e psicologicamente por causa do uso de drogas. Em sua adolescência, a própria atriz se viciou em heroína e, em 2008, foi presa comprando crack em Nova York.



LOUISE FLETCHER


O seu prêmio é um dos mais criticados da história da Academia. A favorita era a francesa Isabelle Adjani, fabulosa em “A História de Adele H / L’Histoire d’Adele H”, de Truffaut. Atriz ruim, caricata, Fletcher não protagoniza “Um Estranho no Ninho / One Flew Over the Cuckoo’s Nest” (1975), seu papel da enfermeira Ratched é pequeno, de coadjuvante (tinha sido recusado por Anne Bancroft, Ellen Burstyn e Jane Fonda). Na cerimônia de premiação, ela fez seu discurso em linguagem de sinais, para homenagear seus pais deficientes auditivos. Mas a badalação foi ilusória. Fez escolhas ruins – como “Exorcista II – O Herege / Exorcist II: The Heretic” (1977) – e nunca solidificou sua carreira, especializando-se em megeras e filmecos de terror.



FAYE DUNAWAY


A estrela ganhou o Oscar de Melhor Atriz em 1977 por sua executiva impávida e neurótica em “Rede de Intrigas / Network”, dirigido por Sidney Lumet. Na época, aos 36 anos, estava no auge. Já havia sido indicada por papéis memoráveis em “Bonnie e Clyde – Uma Rajada de Balas / Bonnie and Clyde”, em 1967, e “Chinatown / Idem”, em 1974. O reconhecimento da Academia não serviu para manter sua carreira em alta. Passou a fazer filmes de péssima qualidade. Cinco anos após ganhar a estatueta, recebeu o Framboesa de Ouro, paródia do Oscar que premia os piores do ano, por sua exagerada atuação em “Mamãezinha Querida / Mommie Dearest”, de 1981. Depois disso, nunca mais conseguiu um papel decente em Hollywood.



F. MURRAY ABRAHAM
Abraham e Shirley MacLaine


Nem o Oscar por "Amadeus / Idem" (1984), em que interpretou o compositor italiano Antonio Salieri, fez com que o ator deixasse de ser coadjuvante. Ele havia feito papéis menores nos cultuados “Todos os Homens do Presidente / All the President’s Men”, de 1976, e “Scarface / Idem”, de 1983, e logo após receber o prêmio interpretou o vilão de “O Nome da Rosa / Der Name the Rose” (1986), estrelado por Sean Connery. Depois disso, mergulhou em filmes comerciais. Um desperdício para um artista que ganhou o prêmio máximo do cinema norte-americano.



ADRIEN BRODY


Praticamente desconhecido, recebeu em 2003 o Oscar de Melhor Ator por sua atuação no drama de guerra “O Pianista / The Pianist” (2002), de Roman Polanski. Ele perseguia o sucesso fazendo pontas em filmes como “Além da Linha Vermelha / The Thin Red Line”, de 1998, ou “O Verão de Sam / Summer of Sam”, de 1999. Com o Oscar nas mãos e o reconhecimento após um papel de enorme carga dramática, desperdiçou seu talento em filmes abomináveis, participando de uma série de roubadas. Nunca mais se deu bem.









96 comentários:

Enaldo disse...

Concordo plenamente com você, mas com as exceções de F. Murray Abraham e Faye Dunaway, os demais atores nunca me cativaram. Acho que Adrian Brody foi protegido pela temática do filme O Pianista, muito ao gosto do perfil histórico dos poderosos de Hollywood

Tele Cine Brasil disse...

Muito bom. Gostei da Zira, não sabia quem tinha feito. Abç.

Andreia Santana disse...

Post fantástico, Antonio!

Cristina Queiróz disse...

Faltou Gwineth Paltrow, rs..

Alan Raspante disse...

Nunca vou entender como o ADRIEN BRODY teve a coragem de enfiar a carreira no... é, nesse lugar mesmo rs

J. BRUNO disse...

Dentre os mencionados acho que a história mais dramática pós Oscar foi a de Tatum O`Neal, afinal ela era apenas uma croança que fora posta dante de uma máquina assassina, com a qual ela não tinha quase nenhuma habilidade de trabalhar, uma pena pois seu desempenho em "Lua de Papel" foi memorável...

http://sublimeirrealidade.blogspot.com/2012/02/dama-de-ferro.html

Fernando Sobrinho disse...

Joan Crawford, do além, rogou uma praga eterna em Faye Dunaway...

Thiago Priess Valiati disse...

Discordo de Louise Fletcher. Ela mereceu sim o oscar pelo fantástico UM ESTRANHO NO NINHO interpretando uma das maiores vilãs da história do Cinema.
Parabéns pelo post!
Abraços

Laércio Cunha disse...

Muito bom texto! Abraço!

Fábio Henrique Carmo disse...

E a lista ainda se estende por: Nicole Kidman, Nicolas Cage, Charlize Theron, Reese Whiterspoom, Halle Berry... Todos enfretaram (enfrentam) declínios em suas carreiras depois de terem levado um Oscar.

Mateus Selle Denardin disse...

Boa seleção. De Shirley Booth nem reclamaria, já que uma atuação maravilhosa como aquela já é suficiente para formar uma carreira, ainda mais quando já estava consolidada no Teatro. Mas Dunaway, talentosíssima, essa sim poderia ter continuado por mais um bom tempo brilhando nas telas.

Fabi disse...

boa postagem!

Otavio Augusto disse...

Essa frase é velha, mas ninguém se importa com ela:
"Ninguém entende o Oscar!"

Nahud,

Bem lembrado a do Murray e da Faye. Certamente, não sabia dessa Maldição do Oscar, tomara que não pegue em novas estrelas; se é que tem, claro. rs

Grande Abraço, Otávio!

http://dialogocinefilo.blogspot.com/

Suzane Weck disse...

Ola Falcão,como sempre é uma delícia ler este teu excelente post.Meu grande abraço.

Marcelo C,M disse...

Não concordo muito com relação a ADRIEN BRODY. Ta certo que ele atuou em uns filminhos depois ter ganhado o Oscar, mas ele teve melhor desempenho em filmes em que ele era coadjuvante como A Vila e recentemente Meia Noite em Paris. Outro bom exemplo que poderia estár na lista é Hillary Swank, que depois de ter levado o prêmio por Meninos não choram, só atuou em filmes ruins, e só voltando a ter certo prestigio em Menina de Ouro (segundo Oscar), para depois novamente atuar em filmes dispensáveis. Agora exemplo melhor recentemente é realmente Hally Barry que após o Oscar por A Ultima Ceia, meteu o pé no buraco com Mulher Gato.

Victor Von Serran disse...

Tudo ta certo menos em relação a Adrien Brody...assisti uns cinco filmes e que ele protagonizava depois do Pianista, e todos são bons

Conhece a blogosfera no face ?

http://www.facebook.com/groups/274247739286217/

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Penso exatamente como você em relação ao Brody, Enaldo.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Tele Cine, pois é, a Kim Hunter está fantástica como Dra. Zira em O PLANETA DOS MACACOS. Ela é uma grande atriz.

Danielle Carvalho disse...

Antonio, até hoje eu não sabia que Shirley Jones já ganhou o prêmio de melhor atriz (!). Pra mim ela é uma atrizinha graciosa mas so so - vou procurar esse filme que você menciona. Pela relação que você faz aqui, aconteceu um pouco de tudo no Oscar: desde gente muito boa que ganhou o prêmio e depois chutou o balde (como Adrien Brody), até gente que ganhou muito jovem e depois deu uma guinada na vida (Tatum) e gente mais ou menos que foi premiada porque, afinal, a gente sabe como é a Academia. Para uns o prêmio abriu portas e para outros, não. Vá lá se saber por quê... Aliás, até hoje me pergunto como Green Garson ganhou um Oscar de Melhor Atriz. Ou Grace Kelly... Duas mulheres lindas, mas rígidas, mais manequins que atrizes.

Bjo
Dani

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Exato, Cristina, a Paltrow merece estar nesta lista. Continua filmando, mas após SHEKESPEARE APAIXONADO nunca mais encontrou o rumo certo. Além disso, o prêmio daquele ano era para a nossa Fernanda Montenegro.

Adecio Moreira Jr. disse...

Cara, você esqueceu de Marisa Tomei e Jennifer Tilly. As suas sumiram (principalmente esta última)!

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

A Tatum está cativante em LUA DE PAPEL, J. Bruno. Tinha carisma, talento e beleza. Assim como o seu pai, Ryan O'Neal (gosto muito dele em LOVE STORY e BARRY LINDON). Afundaram por falta de controle de suas vidas.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Vi MAMÃEZINHA QUERIDA um dia desses, Fernando. É um filme rum e perverso. A Joan Crawford não merecia ser apresentada daquela forma bizarra e a Faye, em solidariedade à classe, deveria ter recusado o papel. Ela está muito parecida fisicamente com Joan, mas extrapola na atuação. Péssima. Sinto pena do destino da atriz. Ela era uma deusa.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

O papel da enfermeira é muito bom, Thiago. É um prato cheio para qualquer atriz. Imagine a Bancroft, a Burstyn ou a a Fonda interpretando-o? Seria outra coisa. A Fletcher nunca me convenceu.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Concordo, Mateus, a Booth brilha intensamente em A CRUZ DE MINHA VIDA. Além disso, já era uma veterana e o teatro estava em primeiro lugar em sua vida.

linezinha disse...

Excelente post Antonio,realmente dos que vc citou a Faye foi o pior caso de declinio pós-Oscar e Ryan O'Neal tb outro ator muito bom que se afundou,Antonio vc ja assistiu aquela comédia dele com a Barbra Streisand que não lembro o nome,esse filme é uma das melhores comédias que já vi. Abç

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Claro que o Brody cresceu depois de "O Pianista", Marcelo, e continua filmando sem parar, mas não se tornou uma estrela e nunca mais nos deu outro grande papel. Com a Hilary e a Halle também aconteceu a mesma situação. Mas, sinceramente, elas nunca me convenceram.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Tem toda razão, Fábio, o time de "amaldiçoados" pós-Oscar é sem fim...

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Não conheço, Victor. Vou procurar. Abraços,

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Penso como você, Dani. As injustiças do Oscar são tremendas. A Greer e a Grace eram estrelas luminosas, mas atrizes limitadas, jamais deveriam ter levado a estatueta...

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Isso, Adecio, a Tomei e a Tilly também. Por sinal, ótimas, mas não tiveram sorte.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Vi o filme, Linezinha. Muito bom. ESSA PEQUENA É UMA PARADA é uma homenagem às comédias dos anos 30, de Leo McCarey a Gregory La Cava. Hilário. E o Ryan O'Neal era encantador. Tão belo, tão carismático, tão comovente. Merecia uma carreira bem-sucedida bem mais longa.

linezinha disse...

pois é Antonio,agora ele só faz trabalho para tv,o mais recente foi na série Bones. Abç

Rafa Amaral disse...

O caso da Dunaway foi triste mesmo. Pior ainda foi vê-la, depois, em "Mamâezinha Querida". Triste viu. Mas em muitos casos acho que se deve à atuação correta, ao momento certo. Ou seja, aquele momento de brilho de um ator medíocre e nada mais. Acho que foi o caso de Brody. Ótimo post, abraços. cinemavelho.com

Magda Miranda disse...

E nem sempre há justiça a quem deve ser premiado de fato.

Fábio Tomasini disse...

Faye Dunaway! Grande atriz.

Marcos Pedini disse...

sempre fui fã desta grade atriz (faye dunaway) e olha, ela é bonitona, até :)

Filmes Antigos Club disse...

Nahud, o Oscar pode, muitas vezes como vc bem ilustrou em seu brilhante artigo, uma faca de dois gumes.

Só posso dizer que o Oscar pode dar uma alavancada na carreira de um ator ou atriz premiado, mas como administrar este prêmio que não deixa de ser uma porta aberta a propostas, fama e $$$$$, aí decerto que vai partir de cada artista como irá se conduzir. É muita responsabilidade.

Abraços

Paulo Néry
Filmes Antigos Club

Elisabete Cardoso disse...

Apesar da maldição, a história dos óscares é feita por quem ganha. Há actores muito bons que se perdem, uns porque não ganham e outros porque ganham. Não deve ser fácil construir e manter uma carreira em Hollywood...

Telma Monteiro disse...

Ai, meu Deus...!

Sandra Teschner disse...

Muito mas muito legal mesmo

Jú L. disse...

Adorei!!!!! Até lembrei da Marisa Tomei qe levou o Oscar em 1993 Oscar de melhor atriz coadjuvante e o MTV Movie Awards atriz revelação e hoje nada

annastesia disse...

Maldição tenebrosa! Aliás, meu queridíssimo Gary Oldman está concorrendo esse ano e ficaria muito feliz que ganhasse a estatueta mas lembrando da "curse", até prefiro que Clooney e Dujardin se aventurem. Ahahaha! Brincadeira!

É uma pena que talentos como Hunter, Reed, Abraham e Dunaway não tenham tido sorte em suas carreiras. Na verdade, tem a ver com escolhas erradas e agentes sem visão.

Ah sim! Devo admitir que Mamãezinha querida faz parte dos meus guilty pleasure-cult-trash-movies.

Parabéns pelo texto Antonio!

Darci Fonseca disse...

Nahud, valeu pela lembrança de rostos esquecidos. Mas será que sem o Oscar recebido a carreira deles teria sido melhor? Momentaneamente o Oscar pode significar contratos melhores e consequentemente melhores salários, mas não necessariamente melhores filmes.
Há ainda um outro lado da premiação que é o lobby feito pelas produtoras para que artistas de seus filmes levem o prêmio. O caso mais famoso talvez seja o de Chill Wills, candidato a Melhor Ator Coadjuvante em O Álamo, dirigido por John Wayne. O publicitário Russell Birdwell, o mesmo de E o Vento Levou, chegou a colocar anúncio de página em jornais como o The New York Times na campanha para que Wills ganhasse e ele acabou perdendo para Peter Ustinov em Spartacus. Com toda campanha feita e dinheiro gasto O Álamo concorreu em seis categorias e levou só o prêmio de Melhor Som. Vale lembrar que a briga pela estatueta naquele tempo era brava. Em 1961 Burt lancaster levou o Oscar por Elmer Gantry e concorreu com Spencer Tracy, Laurence Olivier, Jack Lemmon e Trevor Howard.
Depois não querem que sejamos saudosistas...
Um abraço cinéfilo do Darci Fonseca - CINEWESTERMANIA.

pinguim disse...

Excelente texto, nas vésperas de mais uma cerimónia de Óscares.

disse...

Um Oscar acrescenta pressão à carreira de qualquer pessoa, tipo: será que ele/ela vai conseguir um papel tão bom depois do prêmio? De fato, foram muitos os exemplos de premiados que tiveram um momento de brilho e nunca mais fizeram nada relevante. No entanto, acredito que para quem não é cinéfilo, ganhar um ou mais Oscars talvez não importe tanto. Afinal, são poucos os não-cinéfilos que conhecem Katharine Hepburn, não?

Rubi disse...

Concordo com o que a Lê disse a respeito da pressão nos atores premiados. Não sei, mas tenho a impressão que Jean Dujardin fará parte desta lista (infelizmente). Geralmente quando um ator faz um filme muito bom e recebe muitos prêmios, é difícil agradar os críticos pela segunda vez.

Quanto a lista, acho que Hattie McDaniel foi muito injustiçada. Não só por conta da premiação, mas principalmente pelos papeis que lhe foram dados ao longo de sua carreira. Quem assiste seus filmes tem a impressão que é sempre o mesmo. Ela era talentosíssima e super carismática; tinha potencial pra receber papeis melhores e muitos outros prêmios nas mais diversas categorias.

Um ótimo post!

Daniele Moura disse...

Antonio, amei este incrível post! Tem informações(a maioria) que eu não sabia.
Grace jamais era para ter levado o Oscar. Era limitada e concorreu com Dandridge e Garland, que mereciam a estatueta. Mas Garson, limitada? Ah, não Antonio. Por que você a acha limitada? Acho-a sempre iluminada e ótima. Você já viu Fatalidade, com ela e Ronald Colman? Ela está ótima naquele filme.
O caso que mais me impressionou na lista foi a Faye. Adoro-a! No início dos anos 80 ela fez Inferno na Torre. O que vc acha deste filme e do papel dela? tenho uma leve impressão que o personagem de Jennifer Jones(outra que eu amo) teve mais destaque. meu Deus...aquela cena dela tentando salvar as crianças com aquela escada prestes a cair é fantástica!
Um abraço!
Dani

Daniele Moura disse...

Ah, outra coisinha: a Shirley Booth não terminou mal, não: ela voltou para o teatro, sua primeira casa e ganhou 3 Tonys. Isso não é ruim, na minha opinião.
Os que não tiveram a saída do teatro é que se deram mal, mesmo. O Adrien Broddy(?) me emocionou em O Pianista. Acredito que , como as propostas crescem depois do Oscar, o ator tem que ter um ótimo agente para ajudá-los a fazer a coisa certa. Deve ter sido por isso, com excessão da Hattie, que sofreu preconceito junto com a butterfly McQueen, que estes atores nunca mais retomaram carreiras brilhantes: mal assessorados. O amigo lá emcima citou Nicole Kidman: nunca mais ouvi sequer falar do nome dela. Existem vários dela que amo: Retrato de Uma Mulher(último trabalho de Shelley Winters), Os Outros, As Horas, Cold Mountain. Que ótima atriz, com essência. Já a Reese é uma das piores atrizes que já surgiram na História do cinema. Ela não impressiona e pra mim não faz nenhuma falta.
Ufa! Falei muito! rsrsrs

Júlio Pereira disse...

Excepcional a lista. Muitas eu não conhecia, admito. Aliás, Falcão Maltês é pura aula! ;)
É triste ver como a indústria engole os ganhadores, né. O último citado, Adrien Brody, é uma lástima mesmo. Sou fã dele em O Pianista, e acho que possui um olhar melancólico único. Inclusive, recentemente, o amigo Rodrigo Mendes disse que um Oscar pra Rooney Mara esse ano poderia ser prematuro e afundar a carreira dela!

linezinha disse...

Me lembrei de algumas como a Holly Hunter( O piano) em que estava ótima e a Rita Moreno. Abç

Cristiane Oliveira disse...

Amei o blog

Ruben Celso Nigro Paschoal disse...

adorei a materia.

Maria Gomes disse...

Olá, cavalheiro!
O seu blog é muito bom! Um dos melhores que já li

Barbara McQueen disse...

beautiful Faye

Ana Paula Chagas disse...

Maldição tenebrosa! Grande abraço Antonio.

Paulo Caires disse...

muito bom. o caso da Faye Dunnaway eu conhecia, foi praga da Joan mesmo

Maurici Scarpari disse...

Faltou Timothy Hutton ...

_-CinestudiO-_ disse...

Muito boa postagem! Trazendo "mais pra cá", pode se colocar também Reese Witherspoon na lista. Era ninguém antes e continua sendo ninguém depois hehe

As Tertulías disse...

Bom "resume" dos que nunca avancaram depois do Oscar... Que pena, Hattie, Donna, Patty, Shirley, Kim... até Tatum... poderiam ter dado bastante mais.
Mas tenho que aqui declarar meu amor descabido por Faye. Amo seu trabalho (até em Mommy dearest, :-)) Uma atriz que fez um Chinatown, um Bonnie & Clyde e que comecou como figurante em "After the Fall" de Arthur Miller tem meu respeito...

Antonio, o DVD chegou?????

Luiz Santiago disse...

Aprendo muitíssimo toda vez que venho aqui... Jamais imaginava metade das histórias que você narra aqui! Muito bom, amigo! Muito bom!

RZeusnet disse...

Quando disse que quero que meu Blog seja como o seu quando crescer, não estava brincando. Criei uma seção, intitulada "Homenagem ao Nahud", onde "colo" posts seus (creditados, é claro, e com link). Espero que goste da pequena homenagem, que também me ajuda a enriquecer o meu humilde trabalho. Força!

Anônimo disse...

Eva Marie Saint levou a estatueta de melhor atriz coadjuvante pelo filme " Sindicado de Ladrões" em que atuou ao lado de Marlon Brando, mas a doce atriz acabou amargando papéis de pouco destaque em filmes como " Raintree County" (1957) e "The Sandpiper" (1965).

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Jú, a sedutora Marisa Tomei é muito interessante e boa atriz, lembrada por momentos antológicos, mas não teve sorte na condução de sua carreira.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Fico feliz com sua presença por aqui, Annastesia. E confesso: também tenho uma certa atração pelo cult trash "Mamãezinha Querida".
Tudo de bom!

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Darci, é isso aí, um elenco de concorrentes acima do bem e do mal. Juntar na disputa feras como Burt lancaster, Spencer Tracy, Laurence Olivier, Jack Lemmon e Trevor Howard, beira a extravagância. Como não se sentir nostálgico?

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Li um dia desse uma entrevista com Halle Berry e ela disse exatamente o que você pensa, Lê. A pressão constante e a necessidade imediata de outro papel importante abalam carreiras.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

É um absurdo o que fizeram com Hattie McDaniel, Rubi. Felizmente ela se tornou a primeira grande estrela afro-americana do rádio com sua série de comédia "Beulah" (depois transformado em programa de tevê).

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Considero INFERNO NA TORRE um bom filme, Dani. Da safra de filmes-catástrofes dos anos 70, é um dos melhores. A Faye contracena com Paul Newman e William Holden, mas seu personagem não tem substância. A Jennifer Jones - e o Fred Astaire! -, embora coadjuvantes, estão encantadores, comoventes... Cadê o Oscar para eles?
A Greer Garson tem sua importância, concordo. Mas para meu gosto ela tem uma afetação contida "muita inglesa", uma técnica de qualidade muito evidente. Como a Emma Thompson. Respeito, mas não me enamoro.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

A Reese não me diz nada, Dani. Parece sempre desnecessária em cena. Quando ganhou o OSCAR por JOHNNY E JUNE fiquei pasmo, não acreditei. Só aconteceu o mesmo comigo em relação a Sandra Bullock.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Também acho que ainda não é hora e a vez de Rooney Mara, Júlio. E nem sei se essa hora chegará.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Ah, Linezinha, a magnética Holly Hunter... Nem fale... Vi um dia desses A FIRMA e me emocionei ao vê-la em cena.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Exato, Maurici, o Timothy Hutton de GENTE COMO A GENTE foi uma revelação. Esteve também excelente em DANIEl e A TRAIÇÃO DO FALCÃo, depois tornou-se um coadjuvante de pouca repercussão. Por exemplo, o seu papel em O ESCRITOR FANTASMA tem pouca importância.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Ricardo (As Tertúlias), também aprecio a Faye. Ele tem história.
Quando ao DVD, ainda não chegou. Mas tudo bem, deve chegar a qualquer momento. Obrigado e abraços.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Grato, RZeusnet.
Estive no seu blog. Muito bom. Parabéns! Vou linká-lo ao meu.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Anônimo, a Eva Marie Saint ainda chegou a fazer INTRIGA INTERNACIONAL e EXODUS, mas não decolou.

tozzi disse...

Por toda a minha vida cinéfila vou lembrar de Tatum O'Neal em Lua de papel. Ela com esse único filme supera todas as crianças prodígios de Hollywood.

Mario Salazar disse...

Me encanta la foto de Dunaway, que mujer más apetitosa, esas piernas, esa postura distraída pero sensual. No sabía que caería en el olvido, me parece que hizo filmes muy buenos y memorables. Yo creo que lo de Brody fue una gran sorpresa, merecido pero una racha de iluminación, creo que tiene talento pero necesita más suerte, mejores guiones. Un abrazo.

marcos disse...

Hattie McDaniel,foi a primeira atriz de cor a ganhar um Oscar em Hollywood.Também era cantora.Sua estreia em Hollywood se deu no filme:"Hypnotized"(de 32),com Wallace Ford.Sua performace em "...E O Vento Levou" é inesquecível e,até mesmo para quem viu o filme,seja no Século 20,neste século 2l ou,até mesmo nos séculos que ainda virão.

André disse...

Oi, Antonio!

Tudo bem?

Muito legal e interessante a matéria sobre o Oscar, parabéns.

Abraço,

André

Cláudio Brayner disse...

Faye Dunaway está esquecida hoje em dia...

Márcio Sallem disse...

Há tantos exemplos, mas os que você citou (alguns completamente desconhecidos para mim) enriqueceram minha compreensão cinéfila. Ótima compilação.

Jamil disse...

George Chakiris e F. Murray Abraham merecem o ostracismo, são péssimos. O mesmo vai acontecer em breve com Jean Dujardin, que injustamente levou o Oscar ontem. A estatueta ficaria melhor representada nas mãos de Gary Oldman.

Leandra disse...

As premiações de Meryl e Christoper Plummer me emocionaram.

Victor Ramos (Jerome) disse...

Brody é um cara que fez muitos filmes bons, mas infelizmente na maioria das vezes ele é subestimado - bem como os projetos em que ele aceita participar. Ele atuou recentemente em Giallo - Reféns do Medo, grande filme incompreendido de Dario Argento.

Injeção Cinéfila

Gilberto Carlos disse...

É mesmo muito estranho o Oscar provocar uma maldição (ou uma maré de azar) na carreira dos atores e atrizes, já que deveria ser uma benção. Coisas da vida...

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

A Tatum está muito encantadora em LUA DE PAPEL, Tozzi. Gosto dela também noutro filme de Bogdanovich: NO MUNDO DO CINEMA, de 1976.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Também achei um exagero a Academia premiar Dujardin, Jamil. Ele tem cara que não vai muito longe.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Ah, Leandra, fiquei emocionado com a premiação de Meryl. Gritei quando seu nome foi anunciado! Ela tomou um susto, inicialmente perdida entre a alegria e a surpresa. Foi o grande momento da cerimônia deste ano. Achei também uma maravilha a vitória de Plummer, mas fiquei meio frustado pelo Max von Sydow e o Nick Nolte. Embora não tenha visto os filmes pelos quais eles concorrem ao Oscar, ficaria muito feliz com um empate para o trio.

linezinha disse...

Amei a Meryl ter ganhando e o Plummer tb apesar de ter torcido pelo Max Von Sydow,e o Erland Josephson faleceu uma grande perda. Abç

Rafael Carvalho disse...

Paradoxalmente, Meryl Streep, ganhadora este ano já estava amaldiçoada antes de ganhar esse Oscar porque, convenhamos, ela tem feito muita coisa ruim nos últimos anos, meu Deus. Tomara que a maldição agora tenha efeito contrário e que ela passe a escolher projetos melhores daqui pra frente.

Suzane Weck disse...

Nota 1000 para o banner do início do blog.Abs.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Pena, Linezinha, o grande Erland Josephson se foi.
Abraços,

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Obrigado, Suzane. Resolvi dar um espaço para a minha coleção de filmes.

Daniele Rodrigues de Moura disse...

O post está ótimo, Antonio. Parabéns!

Astroterapia Junguiana disse...

Isso é uma ótima observação. Realmente nunca parei pra pensar sobre isso, agora vou prestar atenção. Sobre a atriz canceriana Meryl Streep ter ganhando o Oscar 2012 penso que a influência da regência da Lua sobre governar 2012, onde é o planeta do seu signo, que possa ter tido uma grande influência em seu mapa natal, você não acha? rsrsrsrs. Parabéns seu blog é muito legal. Abraço Cynthia