Caros Amigos

dezembro 14, 2011

********* ALAIN DELON, A BELA CARA DO MAL


Edição Nº 67




Alain Delon





Toneladas de tinta já foram derramadas na análise das características profissionais e pessoais de ALAIN DELON (nascido em 1935), um dos ícones do cinema francês. Conhecido como “o homem mais belo do mundo” durante duas décadas, o ator rodou cerca de 80 filmes. Embora tenha protagonizado longas de complexidade artística, sua extensa carreira terminou por marcá-lo como a estampa ideal para personagens solitários, sombrios, frios e violentos, que tem algo a esconder ou que estão remoídos por dores e dúvidas. Segundo seus biógrafos, sua vida daria um filme emocionante. Quando tinha quatro anos, seus pais se divorciaram, passando a ser criado por pais adotivos, perto de uma prisão, onde brincava com os guardas. Depois que estes pais adotivos foram misteriosamente assassinados, voltou a morar com a mãe verdadeira, agora casada com outro homem. Teve uma infância problemática, sendo expulso de várias escolas. Aos 15 anos parou de estudar e, aos 17 anos, alistou-se na marinha francesa, tornando-se paraquedista dos fuzileiros navais na Guerra da Indochina. Em 1956, morando em Paris, sem dinheiro, trabalhou como porteiro, garçom, secretário, vendedor e açougueiro. Em 1957, foi ao Festival de Cannes com o amigo Jean-Claude Brialy (que já havia feito curtas e pontas), chamando a atenção de muita gente por sua beleza, entre eles o produtor norte-americano David O. Selznick (o mesmo que havia levado Louis Jourdan para Hollywood no final dos anos 40), que lhe ofereceu um contrato de sete anos, desde que aprendesse a falar inglês. Retornando a Paris para estudar o idioma de Tio Sam, conheceu o cineasta Yves Allégret, que o convenceu a começar sua carreira na França. Com ele, fez seu primeiro filme, num pequeno papel em “Uma Tal Condessa / Quand la Femme s'en Mele” (1957).



Romy e Delon
No romântico “Christine / Idem” (1958), contracenou com a austríaca Romy Schneider, três anos mais nova, e eles se apaixonaram. Em 1959, foram morar juntos, e o romance tempestuoso, marcado pela infidelidade bissexual do jovem ator, durou cinco anos, ajudando a desequilibrar ainda mais a personalidade já instável da atriz. Mas a relação terminou por causa de uma outra mulher. Ao voltar dos Estados Unidos, Romy encontrou o apartamento dos dois vazio e um bilhete com uma frase quase banal que a torturou até o final de sua vida: "Vou para o México com Nathalie". A atriz nunca superou o golpe, não só por ter perdido o seu grande amor. O trauma de ter sido abandonada mais uma vez, como na infância havia sido pelo pai, fez dessa separação um acontecimento ainda mais doloroso. Em 1977, cinco anos antes de morrer, Romy confessou que ALAIN DELON foi o homem mais importante de sua vida. Ainda vivendo com Romy, ele fez o seu primeiro grande papel: o Tom Ripley no clássico de suspense “O Sol por Testemunha / Plein Soleil” (1960), de René Clément, baseado no livro policial de Patricia Highsmith. Pele bronzeada, olhos azuis faiscando sob o cabelo revolto, causou frisson, numa aparição mortalmente atraente. O mundo inteiro exclamou: “Como ele é sexy”. Na época, nos bastidores, muito se falou sobre o seu caso com Clément, então com 47 anos, que iria dirigi-lo novamente em “Que Alegria de Viver / Che Gioia Vivere” (1961), “Jaula Amorosa / Les Félins” (1964) e “Paris Está em Chamas? / Paris Brûle-t-il?” (1966).



Em 1960, sob o comando de Luchino Visconti, atuou em “Rocco e seus Irmãos / Rocco e i Suoi Fratelli”, um dos dramas mais adorados da história do cinema. Ator e diretor se tornaram amantes, trabalhando juntos mais uma vez em outro clássico, “O Leopardo / Il Gattopardo” (1963), vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes. A beleza física de DELON transformou-o imediatamente em símbolo sexual. Apesar disso, sempre lutou para ser reconhecido como um bom ator, e não apenas um rosto bonito. Em 1962 rodou “O Eclipse / L’Eclisse”, última parte da célebre “Trilogia da Incomunicabilidade” de Michelangelo Antonioni. Sua parceria com Jean-Pierre Melville também foi extraordinária, gerando longas inesquecíveis como “O Samurai / Le Samouraï” (1967) - o matador de aluguel profissional Jef Costello é um dos seus papéis mais famosos -, “O Círculo Vermelho / Le Cercle Rouge” (1970) e “Expresso para Bourdeaux / Un Flic” (1972). Trabalhou ainda com outros notáveis cineastas, como Alain Cavalier, Louis Malle, Julien Duvivier, Valerio Zurlini, Joseph Losey, Jean-Luc Godard, Völker Schlöndorf, Bertrand Blier e Patrice Leconte. Paralelamente, tentou lançar a sua carreira em Hollywood, mas os resultados ficaram longe do desejável: “O Rolls-Royce Amarelo / The Yellow Rolls Royce (1964), “A Marca de Um Erro / Once a Thief” (1965) e “A Patrulha da Esperança / Lost Command” (1966) foram fracassos de bilheteira e de crítica. Em 1964, casou-se com a atriz Nathalie Delon, separando-se em 1969. Nos anos seguintes, teve um longo relacionamento com outra atriz, Mireille Darc. Em 1968, ainda casado com Nathalie, ocorreu um escândalo em sua trajetória. Um dos seus guarda-costas, Stevan Markovic, apareceu morto com um tiro, e as investigações pareciam mostrar o envolvimento do ator e de outras personalidades no ocorrido. A seguir, outro escarcéu o envolveu em orgias bissexuais e mostrou suas ligações com o gangster corso François Marcantoni. Mas nada parecia abalar sua idolatrada  reputação pública.



Com Monica Vitti em "O Eclipse"
Nos anos 70, a carreira de ALAIN DELON deu uma reviravolta quando o ator optou por participar de muitos filmes comerciais, de ação, geralmente como produtor e em três deles como diretor. Em 1973, sua amiga de longa data e ex-amante, a cantora Dalida, convidou-o para fazer um dueto com ela, na canção “Paroles, Paroles”, que se revelou um enorme sucesso. Em 1987 conheceu a modelo holandesa Rosalie Van Bremen, 32 anos mais nova que ele, iniciando um profundo relacionamento com ela. O divórcio aconteceu em 2001. Essa separação foi muito difícil para ele, que passou a conviver com períodos de depressão e confessou ter pensado inclusive em suicídio. DELON ganhou o prêmio César de Melhor Ator por “Quartos Separados / Notre Histoire” (1984) e o Urso de Ouro Honorário, no Festival de Berlim, em 1995. Mesmo tendo anunciado o fim de sua carreira em 1998, retornou ao cinema em “Asterix nos Jogos Olímpicos / Astérix aux Jeux Olympiques” (2008), no papel do conquistador romano Júlio César. Pouco antes, fez algumas minisséries televisivas (“Fabio Montale”, 2001, e “Frank Riva”, 2003), sem deixar de dirigir com competência a empresa "Alain Delon Diffusion", que imprime até hoje  o seu nome em relógios, roupas, óculos, champagne, conhaque,  papelaria e cigarros.



Com Ronet e Laforet em "O Sol Por Testemunha"
Durante muito tempo, ALAIN DELON foi o ator mais rentável do cinema francês, tendo atraído às salas mais de 100 milhões de espectadores. A imprensa estrangeira costumava lhe chamar de “Brigitte Bardot masculina”, pelo físico atraente e pelo sucesso internacional. Há cerca de dez anos, depois do lançamento da autobiografia do ator Helmut Berger e de um livro sobre sua vida, não autorizado, do jornalista Bernard Violet, ele assumiu publicamente sua bissexualidade. Berger revelou o caso de DELON com Visconti, na época de "Rocco e seus Irmãos", e Violet foi mais longe, contando detalhes sobre suas aventuras amorosas com ambos os sexos e envolvimentos suspeitos com mafiosos e políticos de reputação duvidosa, além de problemas com álcool e drogas. Aos 76 anos, Cavaleiro da Legião de Honra Francesa, ele ainda atua com a mesma característica que o marcou: a imagem enigmática e blasé e o contraste da beleza do rosto de anjo com a corrupção da alma de demônio. É, sem dúvida nenhuma, uma das maiores estrelas européias de todos os tempos.




Com Claudia Cardinale em "O Leopardo"


OS 10 MELHORES FILMES DE DELON


(01)
ROCCO E SEUS IRMÃOS
Rocco e i Suoi Fratelli (1960)
de Luchino Visconti
Com Renato Salvatori, Annie Girardot,
Katina Paxinou e Claudia Cardinale

(02)
O LEOPARDO
Il Gattopardo (1963)
de Luchino Visconti
Com Burt Lancaster, Claudia Cardinale e Pierre Clémenti

(03)
O CÍRCULO VERMELHO
Le Cercle Rouge (1970)
de Jean-Pierre Melville
Com Gian-Maria Volonté, Yves Montand e François Périer

(04)
A PRIMEIRA NOITE DE TRANQUILIDADE
La Prima Notte di Quiete (1972)
de Valerio Zurlini
Com Lea Massari, Giancarlo Giannini,
Renato Salvatori e Alida Valli

(05)
O SAMURAI
Le Samouraï (1967)
de Jean-Pierre Melville
Com François Périer e Nathalie Delon

(06)
O SOL POR TESTEMUNHA
Plein Soleil (1960)
de René Clément
Com Maurice Ronet e Marie Laforêt

(07)
O ECLIPSE
L’Eclisse (1962)
de Michelangelo Antonioni
Com Monica Vitti e Francisco Rabal

(08)
CIDADÃO KLEIN
Mr. Klein (1976)
de Joseph Losey
Com Jeanne Moreau, Suzanne Flon e Massimo Girotti

(09)
GANGSTERS DE CASACA
Mélodie en Sous-sol (1963)
de Henri Verneuil
Com Jean Gabin e Viviane Romance

(10)
A PISCINA
La Piscine (1969)
de Jacques Deray
Com Romy Schneider, Maurice Ronet e Jane Birkin























57 comentários:

pinguim disse...

Alain Delon, o actor por quem estive "apaixonado" (sem saber), na minha juventude.
Era BELO, perfeito e sedutor.
Fez grandes papéis e fez outros papéis.
Se eu fosse estabelecer uma listados 10 melhores filmes dele, seria decalcada da tua: não posso esquecer a cena de Rocco em que ele mata a Annie Girardot, com ela encostada a um tronco de uma árvore, com os braços abertos.
Visconti devia realmente amá-lo pois deu-lhe os melhores papéis; mas Melville também o escolheu primorosamente, num perfil, para o qual , em princípio não estaria talhado - o de durão!
Acho que amou mais Romy do que Nathalie, com quem veio a casar...
E que maravilhoso par eles faziam os dois...

Cultura Malcriada disse...

E aí, Antonio!
Belíssimo post... só vi de Alain Delon o filme "O Sol por Testemunha", mas depois desse dossiê, já sei qual será o próximo que verei!
Valeu!

Por que você faz poema? disse...

Nunca existirá Tom Ripley melhor.

M. disse...

Não sei porque acho ele um ator médio, agora beleza ele tinha de sobra. Talvez eu precise rever alguns de seus filmes para me tirar esta impressão. Adorei a seleção de fotos! Abraço e ótima semana.

Enaldo disse...

Excelente post. Eu preciso ver mais filmes com Alain Delon. A capa de "The queen is dead" (The Smiths, 1985) é inesquecível.

Eu não sabia que Helmut Berger escreveu uma autobiografia. Isto me interessa.

Ana Paula Chagas disse...

Mais lindo da galáxia!

Ana Cláudia Bezerra Barros disse...

MAIS LINDO DO UNIVERSO!

Fernando Sobrinho disse...

Amo, adoro, idolatro e venero.

Fernando Sobrinho disse...

Eu gosto do Delon comportado dos filmes do Visconti, mas eu o prefiro malvado nos suspenses e policiais europeus como "O Samurai", "Os Sicilianos" e, obviamente, "O Sol Por Testemunha"...

Victor Ramos (Jerome) disse...

Pow, esse rosto é inconfundível: O Samurai é uma das obras mais inesquecíveis que tive o prazer de testemunhar.

Pudim de Cinema

Dilberto L. Rosa disse...

E o Antonio assumiu a sua idolatria pelo Delon: tudo bem que o cara era bonito, mas daí a dedicar não sei quantas fotos num só 'post'?! Rs. Preferia a Cardinale - que também está em "Rocco e seus irmãos". A propósito: revi este filme neste fim de semana e reitero o que penso do Delon - bonito ao ponto de sanar irregularidades de sua interpretação. Mas,sem dúvida, um astro maior do que o seu tempo!

Dama de Cinzas disse...

Sempre achei esse o Alain Delon muito lindo. Até quando foi envelhecendo continuou bonito!

Beijocas

Rato disse...

"A Piscina" num Top 10 do Delon, Nahud? Mas esse filmeco não vale absolutamente nada, teve apenas alguma cotação por algumas cenas de nudez da Birkin e da Schneider.
E, "Pinguim", não é o Delon que mata a Girardot no "Rocco", mas sim o Renato Salvatori.

alan raspante disse...

Mas ele era realmente bonito, hein? Ainda não vi nada dele, mas fiquei completamente curioso para conferir algo logo!

Fábio Franco disse...

No ano de 2000, faz uns 10 anos, eu tive a oportunidade de assistir uma seleção de filmes de Alain Delon, no Espaço Cultural José Lins do Rego no Cine Bangüê em João Pessoa. Fui uma semana de filmes, onde eu tinha de chegar as 18:00 horas para assistir o filme. Entre os filmes estavam O sol por Testemunha, Gangstêr de Casaca e a A Piscina. Fui uma oportunidade primorosa assistir a interpretação desse exelente ator.
Há uma curiosidad Antônio nos filmes Alain Delon sempre mata Maurice Ronet, isso aconteceu em 2 filmes: Sol por Testemunha e A piscina.

Marcelo C,M disse...

Conheci-o justamente nos dois filmes de maior sucesso de sua carreira (O Leopardo e Rocco), mas até neste ponto eu desconhecia sobre ele.
Li mais sobre ele quando comprei uma vez um especial da revista Bravo, lançando a lista dos 100 melhores filmes de todos os tempos, e O Leopardo estava entre eles, foi então que eu o conheci.


Fungindo do assunto, aguarde Antonio, no meu blog, retrospectiva 2011 no meu blog, claro, focanco o cinema.

Marcelo C,M disse...

PS: E vc será lembrado nos fatos que marcaram 2011 hehehehe

Adalberto Meireles disse...

Além de tudo, um ótimo ator. Não bastassem grandes filmes, como Rocco e Seus Irmãos e O Leopardo, de Visconti, era bom também em em títulos aparentemente despretensiosos como Os Aventureiros e Le Tulip Noir.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

O casal Romy e Delon era realmente encantador, Pinguim. Quanto aos filmes de Visconti com Delon, são excepcionais, obras-primas - ROCCO E SEUS IRMÃOS é o meu favorito -, mas prefiro o Delon dos filmes de Melville e Verneuil. O tipo duro e frio.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

M., Delon não é um ator versátil, tampouco tem qualidades dramáticas acima da média, mas tem personalidade e magnetismo.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Também gostaria de ler essa autobiografia de Berger, Enaldo. Seria bacana saber um pouco mais sobre os bastidores de filmes como LUDWIG e VIOLÊNCIA E PAIXÃO. Pena que não foi lançada no Brasil.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Victor, também fiquei impressionado com O SAMURAI. Fabuloso noir!

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Dilberto, não idolatro o Delon, sou muito mais Jean Gabin, Michel Piccoli, Maurice Ronet ou Yves Montand, mas não nego que é uma estrela de primeira grandeza.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Rato, realmente A PISCINA não é uma obra magistral, mas como O SOL POR TESTEMUNHA tem um charme hipnotizante: a bela fotografia, a paisagem, os atores carismáticos...

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Obrigado, Marcelo. Vou conferir.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Tem razão, Adalberto. Delon está sensacional em A TULIPA NEGRA. Já OS AVENTUREIROS nunca vi.

SYMONA GROPPER disse...

Delon era lindo, sem dúvida. Mas nessa mesma época havia um ator ainda mais lindo que ele, Paul Newman!

Andressa Vieira disse...

Eu nao conhecia!! Mas ele me lembra o Robert Pattinson!! Só que mais bonito e charmoso!

Mary Franco de Carvalho disse...

Amo o olhar enigmático dele, me faz lembrar os versos de Vinicius de Moraes no"Poema dos olhos da amada" (Quanto mistério
Nos olhos teus
Quantos saveiros
Quantos navios
Quantos naufrágios
Nos olhos teus).
Só acrescentaria:" Quanto cinismo nos olhos teus"

Yara Smith Lima disse...

Não gosto dessas carinhas bonitinhas de cinema ou de TV.Parece-me tudo igual. Prefiro a prata da Casa. Gente como... .3.14...16... ou o Bastão de Combate.Cem mil vezes melhor.Beijos meu amigo Toinho.Desculpe a sinceridade.Mas talvez eu seja "barrista" como se dizia no bom antigamente.Curto a beleza local.Seja ela do bem ou do mal.Mas,as vezes,faço algumas concessões.
A amiga Morgana de Oxossi Okiarô.

Adalberto Meireles disse...

Consertando: Le Tulipe Noire - A Tulipa Negra.

Rodrigo Mendes disse...

Não sou aquele fã do galã, mas que ele foi um pedaço de mal caminho (um vamp de calças apertadinhas)...ah isso não tenho dúvidas, rs!

Bela edição Antônio, Delon fez muitos filmes importantes e alguns cults. Tenho mais lembranças de Rocco e Seus Irmãos, mais pelo cinema de Visconti um diretor que aprecio.

Preciso rever O Leoprado já faz tempo que vi. L´Eclisse também é notável. Monica Vitti bela neste!
Abs.

Jefferson Clayton Vendrame disse...

Antonio, Como Vai?
Sinceros agradecimentos por suas palavras em meu último post, quanto a sua dúvida sobre o pior épico já realizado, acho que George Stevens é o campeão com seu péssimo A Maior História De Todos Os Tempos. Quanto ao seu Post, confesso que não consigo me interessar pelo cinema NÃO americano mas mediante a tantos posts que venho lendo sobre o cinema Europeu, confesso que estou tendo um interesse maior em ver alguns filmes. Não conheço nenhum filme de Delon mas já vou providenciar. Abração

disse...

Não conhecia muito da história de Alain Delon, apenas de sua relação com Romy Schneider. Estu curiosa agora para ver alguns dos filmes citados.
Abraços!

Danielle Carvalho disse...

Oi, Antonio!

Esse homem é bonito demais da conta, tornando difícil o julgamento crítico de sua obra. Com Deneuve acontece o mesmo, tanto que ambos clamam por serem reconhecidos pelo talento como intérpretes e não pela aparência. Talvez, aliás, seja por isso que aguentei até o final ver a xaropada "Le choc", protagonizada por ambos...
Confesso que vi poucos filmes dele. Acho "Plein Soleil" sensacional e agora que te li vou mergulhar em "Rocco e seus irmãos", que faz parte da recente coleção da Folha. Não sabia do bissexualismo do homem e me confesso estupefacta quando a questão sexual baliza o julgamento da obra de quem quer que seja. Enfim.

Bjs
Dani

Rubi disse...

Um verdadeiro galã! Apesar de não ter visto grande parte de seus filmes, os poucos que vi gostei. -Que foto linda aquela com a Romy, faziam um belo par!

Excelente post.

Cinthia Lopes Cardoso disse...

Sem sombra de dúvidas. Uma beleza atemporal...

Sonia Brazão disse...

Li e gostei. Confundo o belo Alain Delon com o belo Tony Curtis...ahahahahahahahahahah; O texto é muito esclarecedor, Antonio. Apesar de muito ter se falado sobre o belo muita coisa ainda falta ser dita, e você foi no ponto. Pertubador e enigmático. Com razão, a grande maioria dos lindos astros do cinema têm em comum infâncias de solidão e maus tratos. ♥ Muito triste :((

Cecília Veloso disse...

Era muito lindo!

Daniele Rodrigues de Moura disse...

Olá!!! Pra mim o mais belo do mundo é o meu perfeito, moreno, alto e forte Cary Grant! Aquele ninguém bate!!!

Tania Regina Lubke disse...

com certeza o mais belo........depois o Elvis.....rsrsr

tozzi disse...

O Delon fazia tipo. Nunca foi bom ator. Tinha uma carinha bonita,mas o resto é igual ao mais comum dos mortais.

Mario disse...

Estupendo el repaso por la vida y la filmografía de Delon, un gran actor, un ícono del cine, me encanta Rocco y sus hermanos. Y tuvo una vida escandalosa con su sexualidad pero también dejo una carrera con muchas obras interesantes. Abrazos.

Inha Bastos disse...

Sim,lindo!Nunca mais vi filmes com ele....

NEUZAMARIA KERNER disse...

é... bonitinho. você, nahud, é muito mais!!!

Jamil disse...

Acho ótimo Delon em trajes de época. A Tulipa Negra é uma boa aventura, assim como o Zorro (bem acima do Banderas). Também está muito bem como o gay proustiano de Um Amor de Swann.
E parabéns, Nahud, pela valorização do clássico europeu.

Luma Rosa disse...

Não conhecia a Monica Vitti. Que mulher bela, porque não fez sucesso para as bandas de cá?

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Realmente, Symona, Newman era mais belo.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Dani, LE CHOC realmente é péssimo, mas eles fizeram outro filme juntos muito bom, de Jean-Pierre Melville: EXPRESSO PARA BORDEAUX.
Sim, não entendi, desde quando a questão sexual balizou o julgamento da obra de Delon?
Abraços

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Concordo com você, Daniele, Cary Grant é o número um em estampa.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Preciso rever UM AMOR DE SWANN, Jamil. Vi nos anos 90, não me recordo mais. Lembro que achei sofisticado, nada mais.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Luma, a Monica Vitti fez muito sucesso também por aqui, nos anos 60. Primeiro como musa de Antonioni, depois como grande comediante. Ela é linda!

Lidi disse...

Delon era LINDO demais e um ótimo ator, na minha opinião. Assiti a "Rocco e seus irmãos", "O sol por testemunha", "A primeira noite de tranquilidade" e "O elipse". Virei fã. Bjs

Lidi disse...

* Assisti

Carla Marinho disse...

Antonio querido, post indicado para melhores da semana. Beijos e aguardo texto sobre o Humphrey Bogart.
http://blogsdecinemaclassico.blogspot.com/2011/12/links-da-semana-12-18-de-dezembro.html

Emanuela disse...

Sem esquecer que o bonitão teve um rápido relacionamento com Nico, em 1962, e ela ficou grávida. Alain Delon nunca assumiu a paternidade, muito embora sua própria mãe tenha cuidado da criança (Ari Boulogne)e, segundo ela, Delon deixou de falar-lhe.

E vamo lá, né? O Ari é a cara dos dois: http://cineplex.media.baselineresearch.com/images/402065/402065_large.jpg

ADEMAR AMANCIO disse...

O Homem mais lindo que a humanidade já viu,nem adianta discordar.