Caros Amigos

novembro 07, 2011

************ ANATOMIA DO CINE JAPONÊS



Edição Nº 62



"Kwaidan - As 4 Faces do Medo"





No início do século 20, o Japão já estava formando sua própria indústria cinematográfica, geralmente retratando aventuras de época sobre samurais injustiçados. Enquanto no mundo inteiro o cinema era mudo, no Japão os filmes eram parcialmente sonorizados com a presença do benshi, uma pessoa que reproduzia os diálogos da fita, interpretando as vozes dos vários personagens durante a projeção (uma espécie de dublador ao vivo). A primeira importante produção do cinema japonês ocorreu em 1913, quando o diretor Shozo Makino uniu-se ao ator Matsunoke Onobe para realizarem “Chushingura / Os 47 Ronins”. Porém, o cinema nipônico só floresceria realmente com o fim da Segunda Guerra Mundial, surgindo diretores magistrais, atores dramáticos poderosos – Toshiro Mifune, Machiko Kyo, Takashi Shimura etc. - e produções inesquecíveis. Kenji Mizoguchi foi um dos diretores que mais se destacou no período anterior e posterior à Guerra. Em 1949, recuperado e em crescimento, o mercado cinematográfico japonês tinha cerca de 2 mil salas de cinema e quatro poderosos estúdios que dividiam a maior parte da produção e distribuição de filmes: Toho, Shochiku, Daiei e Shin Toho (atual Toei). A Daiei era especializada em filmes militares, mas com a ocupação norte-americana, mudou sua temática para violência e sexo. A Shochiku sobreviveu com comédias, vindo a desenvolver a partir dos anos 50 populares filmes de yakuza (gangsteres japoneses) e musicais. A Toho especializou-se em filmes de época, assim como a Toei. 1951 foi o ano em que o ocidente descobriu o CINEMA JAPONÊS através de “Rashomon / Idem” (1950), de Akira Kurosawa, premiado com o Leão de Ouro no Festival de Veneza e com o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Depois de “Roshomon”, Kurosawa foi cada vez mais reconhecido no exterior, mas surgiram outros cineastas com propostas diferentes: Nagisa Oshima, Juzo Itami, Shohei Imamura, Yasujiro Ozu etc. Entre produções de qualidade discutível, mas extremamente populares como a série “Godzilla”, e verdadeiras obras de arte como os filmes de Takeshi Kitano e os longas de animação de Hayao Miyazaki, o cinema nipônico continua sua trajetória. Hoje é um dos melhores do mundo. Fã de carteirinha desta cinematografia, selecionei dez títulos imperdíveis. Confira.





MULHERES DA NOITE 
Yoru no Onnatachi
(1948)
de Kenji Mizoguchi
Com: Kinuyo Tanaka, Sanae Takasugi e Hiroshi Aoyama
Com diversas menções a doenças venéreas - sífilis em particular -, mostra como era duro o cotidiano de um Japão em ruínas. O diretor não poupa o espectador, jogando-o num redemoinho de crueldade, do "cada um por si". Um profundo estudo da alma feminina oriental após a Segunda Guerra Mundial.




CONTOS DE TÓQUIO 
Tokyo Monogatari
(1953)
de Yasujiro Ozu
Com: Chishu Ryu, Chieko Higashiyama e Setsuko Hara
Um casal de idosos viaja para Tóquio para visitar os filhos. Eles não são bem recebidos, em um misto de indiferença e ingratidão. Obra-prima e grande sucesso, chamou a atenção no exterior para a carreira de Ozu.




A FLOR DO CREPÚSCULO 
Bangiku
(1954)
de Mikio Naruse
Com: Haruko Sugimura, Sadako Sawamura e Chikako Hosokawa
Concentra-se na vida de quatro gueixas aposentadas. Distantes da vida que estavam acostumadas a levar, elas passam por desilusões, frustrações e pela solidão, e têm de aprender a lidar com todos esses sentimentos.




RALÉ 
Donzoko
(1957)
de Akira Kurosawa
Com: Toshiro Mifune, Isuzu Yamada e Kyôko Kagawa
Adaptado da obra de Máximo Gorki, se passa numa pequena e miserável pensão, retratando seus diversificados hóspedes. Um triângulo amoroso se forma entre o proprietário, sua irmã e um ladrão.




A MULHER DE AREIA 
Suna no Onna
(1964)
de Hiroshi Teshigahara
Com: Eiji Okada, Kyôko Kishida e Hiroko Ito
Quando um pesquisador perde sua condução de volta a Tóquio, durante uma expedição de estudo de campo, vê-se obrigado a passar a noite na casa de uma misteriosa mulher que vive entre as dunas. Mas não passa de uma armadilha, dando início a uma série de desesperadas tentativas de fuga. Tendo sido comparado com obras de autores como Sartre e Beckett, este filme é um dos êxitos estéticos do cinema japonês.




KWAIDAN - AS QUATRO FACES DO MEDO 
Kaidan
(1964)
de Masaki Kobayashi
Com: Rentaro Mikuni, Michiyo Aratama e Tatsuya Nakadai
Quatro contos adaptados de tradicionais fábulas japonesas de terror.




O GATO PRETO 
Yabu no Naka no Kuroneko
(1968)
de Kaneto Shindô
Com: Kichiemon Nakamura, Nobuko Otowa e Kiwako Taichi
Duas mulheres são estupradas e assassinadas por um grupo de samurais em um local isolado. Retornando como espíritos, elas se vingam de toda a classe. Um jovem samurai, depois de violenta batalha, retorna à sua cabana agora em ruínas e é convocado a exterminar a desconhecida maldição.




CEGA OBSESSÃO 
Môju
(1969)
de Yasuzo Masumura
Com: Eiji Funakoshi, Mako Midori e Noriko Sengoku         
Um escultor cego obcecado por uma modelo, aprisiona-a em seu ateliê. Acreditando ter criado uma nova forma de arte tátil, ele e a modelo se envolvem numa alucinada e sadomasoquista relação, entre o erotismo, a arte e a morte. Clássico sem precedentes da Nouvelle Vague japonesa, do gênero eroductions (filmes eróticos), de atmosfera de horror psicológico. Belo e angustiante.




O IMPÉRIO DOS SENTIDOS 
Ai no Corrida
(1976)
de Nagisa Oshima
Com: Tatsuya Fuji, Eiko Matsuda e Aoi Nakajima
Ex-prostituta acaba se envolvendo em um obsessivo caso de amor com o mestre da casa onde trabalha como doméstica. O que começou como uma diversão casual, atinge níveis em que a paixão não encontra mais seus limites.




A BALADA DE NARAYAMA 
Narayama Bushiko
(1983)
de Shohei Imamura
Com: Mitsuko Baisho, Nijiko Kiyokawa e Ken Ogata
Segundo os costumes de um pequeno povoado, quem chega aos 70 anos deve se recolher ao topo de uma montanha para morrer. Quem foge à regra atrai má sorte para a família. Uma mulher de 69 anos só aceita morrer quando o seu filho mais velho estiver casado.






*******



RESPOSTAS

QUIZ SHOW Nº 3: JANE FONDA & PAUL NEWMAN



 O RESULTADO

1 C. ;
2 B.;
3 A.;
4 D.;
5 B;
6 C.;
7 B.;
8 C.;
9 D.;
10 A.;
11 C.;
12 B.;
13 B.


Foi o nosso Quiz menos concorrido, talvez porque o Google não saiba as respostas (hehe). Onze internautas participaram do teste, levando o título de vitorioso, com 8 (oito) pontos, Jamil. Edison Eduardo, Marcelo, Leandra e Pinguim chegaram perto, acertando 7 (sete) pontos cada. Jamil , parabéns, mande seu endereço via e-mail. Você leva os DVD’s de Jane Fonda em “Jaula Amorosa / Les Félins” (René Clement, 1964) e Paul Newman em “O Mercador de Almas / The Long, Hot Summer” (Martin Ritt, 1958). Agradeço a todos os participantes.




46 comentários:

Rubi disse...

Antonio!
Pois estava justamente procurando algo sobre o cinema japonês. Cheguei a ler alguns livros sobre o tema, mas até então não havia visto filme algum. Irei procurar todos eles.

Excelente post!

annastesia disse...

Há tempos que não passo por aqui, mas o blog continua de alta classe! Na verdade, cada vez melhor! E que seleção é essa da cinematografia japonesa, hein? A balada de Narayama (lindo!), Ralé (do meu querido Kurosawa), Contos de Tóquio, Império dos sentidos... Uma beleza!Parabéns Antônio, pela idéia, pelo texto e pelo trabalho.

Filmes Antigos Club disse...

Grande matéria, Nahud. Pouco se conhece sobre o cinema japonês, e muito menos em que as atividades já se iniciavam em pleno Século XX. Legal mesmo. Abraço.

Sergio Andrade disse...

Cinema japonês é um dos meus preferidos! Grande seleção de filmes (só não vi dois).
E pelo jeito você viu Môju e gostou rss

Abs

Fábio Henrique Carmo disse...

Grande postagem, Antônio. O cinema japonês é um dos melhores do mundo. Só vou discordar da inclusão de "Império dos Sentidos", na minha opinião um filme pornô travestido de cinema de arte. Poderia ter colocado "Rashomon", "Os Sete Samurais" ou ainda "Contos da Lua Vaga" no lugar dele!

Abraço e até a próxima!

Amanda Aouad disse...

Bela seleção de um país com uma cinematografia bastante rica. Gosto muito também de Depois da Chuva, e de Depois da Vida.

Edison Eduardo d:-) disse...

Uhuuuuuuuuu... Cheguei muito perto!!! Tirei casquinha do prêmio... Mas, eu não olhei nada no Google... Chutei várias!!! ehehe! A próxima vou me esmerar mais, regular o meu chutômetro e levar esse prêmio!!!

Cinema japonês, um arraso, hein, Antônio... Assiti um ou outro da lista... Vlw, aquele abraço!

Luiz Santiago disse...

Nahud, que post mais maravilhoso!!! Meus parabéns por mais essa ótima abordagem. Toda vez que eu venho ler O FALCÃO eu aprendo MUITA COISA! Sou muito grato a você! Um grande abraço.

Darci Fonseca disse...

Vale lembrar que "Contos de Tóquio" galgou em 2002 a ultraseleta lista dos dez melhores de todos os tempos da revista Sight & Sound. Mais que qualquer outro cineasta japonês vale a pena conhecer a obra única de Yasujiro Ozu.

Marcelo C,M disse...

Faltou nesta listinha Os Sete Samurais Antonio, pois até aonde eu sei, nunca vi um filme com mais de três horas de duração passar tão rápido quando eu assisti. Mas essa lista serve também para conhecer alguns títulos até desconhecidos. O que fiquei surpreso neste texto é saber que os japoneses naquele tempo já estavam pensando no cinema sonoro, antes mesmo dos cineastas do ocidente pensar em algo parecido.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Que bom tê-la de volta, Annastesia. Estava com saudades de seus comentários inteligentes.
Abraço bom,

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

MÔJU é barra-pesada, Sergio. Comparando O COLECIONADOR, de Wyler, com ele, este fica parecendo contos de fadas. É muito bom.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Todos os três filmes citados são excelentes, Fábio, mas não poderia deixar de fora o grande Oshima. Vejo O IMPÉRIO DOS SENTIDOS e O IMPÉRIO DA PAIXÃO como poemas eróticos da melhor qualidade.
Abraços,

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

DEPOIS DA CHUVA, que tem roteiro de Kurosawa, é muito bonito. Mas não conheço DEPOIS DA VIDA, Amanda. Vc o recomenda? De quem é a direção?

Rafa Amaral disse...

O filme oriental "Mulher de Areia" é uma obra de arte. Grande filme. Bela lista de filmes japoneses! Abraços Falcão!

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Marcelo, selecionei um filme de cada diretor japonês que aprecio, procurando fugir também dos filmes mais óbvios. OS SETE SAMURAIS,assim como RASHOMON, são obras populares - e geniais, óbvio! - de Kurosawa. RALÉ, que é uma maravilha, é pouco conhecido.

Rato disse...

Pena não ver por aqui o belissimo "Intendente Sansho", do Mizoguchi. Mas parece que o critério foi um filme por realizador e por isso as escolhas devem ter sido bem penosas.
Gostei do epíteto "poema erótico" com que você brindou o cinema de Oshima. Sobretudo no que diz respeito ao "Império dos Sentidos", que é um filme incontornável e que ainda hoje continua a ser muito mal compreendido.

Abraço

O Rato Cinéfilo

Karla Hack dos Santos disse...

Vou confessar que estou começando a me educar no cinema Japonês, alguns destes títulos já vi.. mas, nem todos... vou conferir!

;D

Gustavo disse...

Conheço pouco do cinema japonês. Interesse não falta. Espero, dentro de poucos anos, ter visto ao menos metade dos títulos citados.

Mario disse...

Muy buenas recomendaciones del cine japonés, algunas cintas las tengo, otras las pienso buscar. Me parece un cine magnífico, muy apreciable con su propias ideas y su cosmovisión, aunque algunos cineastas nipones optan por acercarse a los rasgos occidentales de alguna forma su vista oriental permanece en ellos, es interesante conocer su cultura desde ellos como su filosofía abierta al mundo. Un abrazo.

Mario.

mundo azul disse...

______________________________

Quanto capricho na escolha dos filmes! Imagens lindas...
Gosto de vir aqui, aprender um pouco nais sobre Cinema! Obrigada...


Beijos de luz e carinho!

___________________________

linezinha disse...

excelente matéria Antônio,só vi alguns filmes do Kurosawa,fiquei bastante curiosa em conhecer esses outros filmes. Abraços

Adecio Moreira Jr. disse...

Cara,

pra quem não é muito conhecedor do cinema japonês (ou seja, eu), essa é uma postagem que serve de grande ajuda. Ah! E preciso falar com você, Antônio! Como faz?

alan raspante disse...

Infelizmente, conheço muuuito pouco do Cine Japonês!

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Realmente, Rato, O IMPÉRIO DOS SENTIDOS é compreendido por poucos, mesmo passadas tantas décadas após sua realização .... O INTENDENTE SANSHÔ é uma bela obra de Mizoguchi... Fiquei entre ele, OS AMANTES CRUCIFICADOS e MULHERES DA NOITE...

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Tem toda razão, Mario. Kurosawa, o mais ocidental dos cineastas japoneses, mesmo assim nunca perdeu sua chama oriental.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Obrigado, Mundo Azul. Apareça sempre. Sempre estou dando uma navegada no seu blog.
Beijos

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Linezinha, são todos originais e surpreendentes. Não deixe de vê-los.
Beijos

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Adecio, escreva para o meu email:

ofalcaomaltes41@gmail.com

Ou prefere o meu fone?
Abraços

Jamil disse...

Nahud, segui suas sugestões e vi O Gato Preto e As Quatro Faces do Medo. Rapaz, impressionante! Que imagens!
Obrigado pela dica sensata. Vou procurar tudo desses dois diretores.

Jamil disse...

GANHEI???? GANHEI O QUIZ!!! Nem acredito. Confesso que chutei bastante. Nunca vi os dois filmes presenteados. Obrigado. Estou à espera, já enviei o endereço para o seu blog.

tozzi disse...

Que post sensacional, Nahud. De grande impacto visual e surpreendente conteúdo. Parabéns. Conheço pouco do cinema japonês clássico (só algumas obras de Kurosawa e Ozu). Vou seguir a risca suas dicas.

tozzi disse...

Mina participação no QUIZ foi vexatória... hehe...

Netto - BlogCinemascope disse...

A fotografia do filme japonês, então!
Fico imaginando a barulheira, o esporro, (zuada!!!!) do dublador karaokê... quááá!!!!

David C. disse...

Que buenas películas las japonesas que mencionas. En todo caso, "Donzoko" es mi favorita entre las citadas. Saludos.

disse...

Não conheço muito bem o cinema japonês, mas vejo que já tenho uma bela lista para me orientar. Obrigada pela rica informação!
Abraços!

Gilberto Carlos disse...

Também não conheço muito do cinema japonês, mas Akira kurosawa é incomparável. O império dos sentidos então nem se fala...

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Também fiquei encantado com esses contos de horror, Jamil. Não deixe de ver A MULHER DE AREIA. E parabéns pela vitória no QUIZ!

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

DONZOKO é obra-prima, David. Sensacional atuação de Toshiro Mifune.

Luna Sanchez disse...

Sou uma nulidade nesse assunto, por isso gostei de ler o post, conhecer um pouco.

=*

Leandra disse...

É sempre bom vir a seu blog, principalmente quando leio sobre grandes nomes do cinema que ainda não conhecia. Vou procurar alguns filmes da lista. Afinal de contas, informação nunca é demais, principalmente quando envolve cinema.
Até mais!

Leandra disse...

Fui bem no QUIZ... Continuarei tentando... Sugiro teste sobre Antonioni ou Visconti...

Rodrigo Duarte disse...

Antônio,
Embora eu conheça todos os cineastas, não vi os filmes citados. Assim que é bom, já sei por onde começar a procura.
Abraço.
Rodrigo

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Tá anotado, Leandra. Ótimos nomes.

Faroeste disse...

Apesar de não memorizar os titulos, na minha adolescencia, lá pelas décadas de 50 e 60, principalmente, vi muitos filmes de outros centros que não os nacionais e americanos.
Era quando os distribuidores se preocupavam mais com qualidade e menos com apenas lucros.
Esta matéria deveria tornar-se publica, mais aberta aos homens que administram o que assistimos, para ver se uma mentalidade mais nova e globalizada, nos traz de volta à apreciação de fitas com outros sabores, qualidade e tom.
Foi assim que assisti a um dos mais formidáveis filmes de minha vida, que foi Rocco e Seus Irmãos.
jurandir_lima@bol.com.br

Faroeste disse...

Nahud?
Vou dizer uma coisa que vai ser difícil de acreditar; vi inumeros filmes japoneses, porém jamais assisti a uma película dirigida por Akira Kurosawa. O mais perto que cheguei dele foi Sete Homens e Um Destino e o de Leone, Por Uns Dolares a Mais.
jurandir_lima@bol.com.br