Caros Amigos

março 12, 2011

***************** NOSSAS MUSAS, NUAS



Edição  25


Leila Diniz





Três símbolos sexuais, três belezas lendárias, três atrizes associadas ao Cinema Novo e à irreverência. Nenhuma delas foi intérprete de impressionantes qualidades dramáticas, mas rasgavam o coração e trabalhavam incansavelmente. Angustiadas, insatisfeitas e libertárias, forjaram existências no livre-arbítrio de costumes e na exuberância erótica, em plena ditadura militar. Fascinantes e contraditórias, assim LEILA DINIZ, DARLENE GLÓRIA e ODETE LARA marcaram a história do cinema brasileiro, embora não tenham suportado o peso da fama. Consumidas pelo êxito, repudiaram o cinema e as badalações, em busca de algum júbilo. Suas biografias foram contadas inúmeras vezes e nem sempre com justiça.

Leila
Defensora do amor livre e do prazer sexual, a carismática fluminense LEILA DINIZ (1945-1972), mais personalidade que propriamente atriz, é a nossa Brigitte Bardot. Representa ainda hoje o espírito inquieto dos anos 60, ousadia esta afirmada em 1969 no jornal “O Pasquim”, numa sincera e ousada entrevista que causou grande furor. Na ocasião, separada de Domingos de Oliveira, vivia com o cineasta moçambicano Ruy Guerra, pai de sua filha Janaína. Leila falava de sua vida pessoal sem nenhum tipo de vergonha ou constrangimento, sendo perseguida pela polícia política. Alegando razões morais, a TV Globo não renovou o contrato da atriz. De acordo com o malvado recado de Janete Clair, não haveria papel de prostituta nas próximas telenovelas da emissora. Considerada uma mulher à frente de seu tempo, chocava o país inteiro ao proferir frases como: “Transo de manhã, de tarde e de noite” ou “Homem tem que ser durão”. Invejada e criticada pela sociedade machista, era malvista pela direita opressora, difamada pela esquerda e considerada vulgar pelas mulheres da época. Mesmo assim, foi a luta, colecionando êxitos no cinema, na televisão e no teatro. Atuou em mais de dez telenovelas, entre elas, “O Sheik de Agadir” (1966) e “E Nós, Aonde Vamos?” (1970); e nas peças “O Preço de um Homem” (1962), direção de Ziembinski, e “Tem Banana na Banda” (1970), um mega sucesso. No cinema, estreou aos 21 anos, em 1967, atuando em 15 filmes. Com um dos últimos, “Mãos Vazias” (1971), ganhou o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cinema da Austrália. Quando voltava da viagem australiana, onde estava divulgando esse filme delicado, seu avião explodiu na Índia, numa tragédia que sensibilizou o Brasil. Tinha 27 anos. Em 1987, Louise Cardoso encarnou a musa na cinebiografia homônima dirigida por um amigo de Leila, Luiz Carlos Lacerda.

Darlene com Paulo Porto em "Toda Nudez Será Castigada"
Ex-cantora de rádio e ex-atriz de circo, a capixaba DARLENE GLÓRIA levou às telas o vigor e a vivacidade da experiência como vedete de Teatro de Revista. Nascida em 1943, sua estréia no cinema aconteceu em 1964, em “Um Ramo para Luiza”, de J. B. Tanko. Atuou nos emblemáticos “São Paulo S. A.” (1965), de Luís Sérgio Person, e “Terra em Transe” (1967), de Glauber Rocha. Mas fez em maior número obras descartáveis, como “Os Homens Que Eu Tive” (1973), de Tereza Trautman, inspirado na vida de Leila Diniz e proibido durante muitos anos. Teve seu melhor momento como a nelsonrodriguiana prostituta Geni de “Toda Nudez Será Castigada” (1973), de Arnaldo Jabor, numa atuação visceral que lhe rendeu prêmios, entre eles o de Melhor Atriz no Festival de Berlim, no Festival de Gramado e a Coruja de Ouro. “O papel de Geni foi o primeiro que recebi, em toda a minha vida, à altura do meu talento. Só que, quando eu fui convidada, já estava morrendo. Estava mergulhada num mundo de drogas, vivia à base de cocaína, LSD, maconha e álcool, para escapar a frustração dos meus desencontros amorosos e fiz o filme com ódio, com muito ódio! Depois, quando o filme estreou e fez sucesso no mundo inteiro, já não tinha condições de reagir”, disse numa entrevista reveladora em 1991. Logo após o drama de época “Um Homem Célebre” (1974), passou por um período de depressão, tentou o suicídio e trocou o cinema pela religião evangélica, assumindo o nome de pastora Helena Brandão e mudando-se para Nova Iorque, onde fez vídeos religiosos. Voltou às telas em “Até que a Vida nos Separe” (1999), do publicitário José Zaragosa, e nas telenovelas “Carmen” (1987) de Glória Perez e “Araponga” (1999) de Dias Gomes, Ferreira Gullar e Lauro César Muniz. Darlene chegou a confessar que foi estuprada por vários homens quando ainda era menor de idade. Teve uma vida pessoal atribulada e casou-se duas vezes, uma delas com o policial da repressão Mariel Mariscot, acusado de pertencer ao Esquadrão da Morte (a vida de Mariscot pode ser vista no filme “Eu Matei Lúcio Flávio”, de 1979) e pai do seu primeiro filho. Recentemente destacou-se no denso longa de estréia de Selton Mello como diretor, “Feliz Natal” (2008), interpretando Mércia, uma mãe alcoólatra e protetora. Pela excepcional atuação venceu o prêmio de Melhor Atriz nos festivais de cinema do Paraná, Paulínia e Goiânia. No curta-metragem “Ninguém Suporta a Glória” (2004), de Adriano Lírio, são lembrados fragmentos de sua vida camaleônica.

Odete com Walter Hugo Khouri
Deusa maior do cinema nacional, a sensual e enigmática ODETE LARA incendiou a imaginação do público desde sua estréia na chanchada “O Gato de Madame” (1956), ao lado de Mazzaropi. Nascida em São Paulo, em 1929, de origem italiana, queria ser dançarina, mas terminou por abraçar a carreira cinematográfica e atuando em mais de trinta filmes. Sinônimo de talento, era capaz de ir do tipo popular vulgar a mulheres sofisticadas. Um dos seus primeiros filmes, o bergmaniano “Na Garganta do Diabo” (1959), de Walter Hugo Khouri, levou-a a uma série de personagens interessantes. Em 1962, seu corpo monumental causou sensação na versão de Nelson Pereira dos Santos para “Boca de Ouro”, de Nelson Rodrigues. Repetiu com Khouri no famoso “Noite Vazia” (1964), ao lado de Norma Bengell, como uma dupla de prostitutas de luxo que dois amigos atraem para uma noitada libidinosa. Esteve muito bem em “Copacabana me Engana” (1968) e “A Rainha Diaba” (1974), ambos de Antonio Carlos Fontoura. Como a Irene do primeiro recebeu o Air France e a Coruja de Ouro de Melhor Atriz. Bruno Barreto transformou-a numa lésbica cantora de rádio, Dulce Veiga, amante de Betty Faria em “A Estrela Sobe” (1974). Fez parte do universo revolucionário de Glauber Rocha em “O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro” (1969), premiado em Cannes, e “Câncer” (1968-72). Abandonou o cinema em 1974, ainda no auge, mas voltaria a fazer mais três filmes e a telenovela global “O Dono do Mundo” (1991), de um dos seus admiradores, Gilberto Braga.

Como o contista Caio Fernando Abreu, o jornalista Eduardo Logullo e tantos outros, sou da turma que reconhece Odete como “a maior estrela do cinema nacional”.  Norma Bengell e Sonia Braga chegaram perto, mas o título continua pertencendo a formosa protagonista de “Os Herdeiros” (1969). Ela atuou também no teatro, fazendo 15 peças, entre elas, “Se Correr o Bicho Pega se Ficar o Bicho Come”, de Ferreira Gullar e Oduvaldo Vianna Filho, em 1966. Verdadeira lenda viva, teve algum êxito como cantora bossanovista, lançando dois discos e participando de shows. Como Leila e Darlene, mergulhou fundo no prazer sexual e nas drogas, mas abandonou tudo, inclusive o cinema, pelo budismo e temporadas em mosteiros na Índia, Japão e Estados Unidos. “Angústia e ansiedade na minha vida eram uma constante absoluta. Até certo período, eu ainda tinha esperança de que, se obtivesse muito sucesso esta angústia iria se dissolver. Achava que me sentia angustiada por não me achar realizada, entende? Mas aí, quando tive sucesso, vi que ela não passava, e, pelo contrário, se intensificava. Então procurei dissolvê-la de outra forma, já que não conseguia através da profissão”, desabafou certa vez. Casou-se com artistas talentosos e inteligentes: o dramaturgo Oduvaldo Vianna Filho e o diretor de cinema Antonio Carlos Fontoura. Durante muitos anos recolheu-se em um sítio em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, plantando, escrevendo, lendo e meditando. ‘Eu, Nua”, o primeiro livro de sua autobiografia distribuída em mais duas publicações, deu o que falar. Sua história chegou às telas em “Lara” (2000), com direção de Ana Maria Magalhães.

Darlene Glória
Atrizes sensuais, paparicadas, constantemente em capas de revistas e programas de tevê, mulheres de extraordinária luminosidade, jóias da melhor qualidade. Machucadas, feridas, rotuladas e infelizes, descontrolaram-se, perdendo a satisfação com a profissão de atriz. Esse universo sem entusiasmo, excessivo e frustrante, revelou uma complexidade de espantos, que oscilava entre a vontade da afirmação artística e o sentimento opressivo de rejeição. Por fim, reiniciaram suas vidas de outra forma, com a modéstia de um futuro incerto e diferenciado. LEILA DINIZ morreu jovem, DARLENE GLÓRIA e ODETE LARA trocaram a fama pelo anonimato. Porém, a beleza sedutora e os costumes avançados delas jamais foram olvidados (como esquecer Leila de biquíni, grávida e sorridente, nas águas de Ipanema?). São aves raras de um tempo em que o cinema brasileiro era um dos melhores do mundo, com o fértil Cinema Novo arrebatando prêmios em festivais internacionais e produzindo atrizes de excelência cinematográfica como Luiza Maranhão, Adriana Prieto, Isabella, Helena Ignêz, Irene Stefânia, Anecy Rocha, Norma Bengell, Lillian Lemmertz, Isabel Ribeiro ou Jacqueline Myrna. Recordá-las é celebrar a arte nacional que ilumina mentes e corações. Qual a sua mais querida, caro leitor(a)?









FILMOGRAFIA SELECIONADA



LEILA DINIZ


TODAS AS MULHERES DO MUNDO (1967)
de Domingos de Oliveira

EDU, CORAÇÃO DE OURO (1968)
de Domingos de Oliveira

FOME DE AMOR (1968)
de Nelson Pereira dos Santos

AZYLO MUYTO LOUCO (1969)
de Nelson Pereira dos Santos

MÃOS VAZIAS (1971)
de Luiz Carlos Lacerda




DARLENE GLÓRIA


 SÃO PAULO S. A. (1965)
de Luís Sérgio Person

TERRA EM TRANSE (1967)
de Glauber Rocha

TODA NUDEZ SERÁ CASTIGADA (1973)
de Arnaldo Jabor

UM HOMEM CÉLEBRE (1974)
de Miguel Faria Jr.

FELIZ NATAL (2008)
de Selton Melo




ODETE LARA


BOCA DE OURO (1962)
de Nelson Pereira dos Santos

NOITE VAZIA (1964)
de Walter Hugo Khouri

COPACABANA ME ENGANA (1968)
de Antonio Carlos Fontoura

O DRAGÃO DA MALDADE CONTRA
O SANTO GUERREIRO (1969)
de Glauber Rocha

A ESTRELA SOBE (1974)
de Bruno Barreto





Odete Lara






55 comentários:

Júnia disse...

Meu “primeiro contato” com Darlene Gloria se deu na década de 90 quando assisti Toda Nudez Será Castigada (apesar de sempre escutar meus pais fazerem nela - pois são capixabas - nunca havia até então tido curiosidade para ver seus filmes) A partir daí passei a ter certo interesse pelo atriz que até então era desconhecida para mim. Já Leila de Diniz é conhecida de todos. Quanto a Odete Lara já conheço bastante coisa, minha mãe sempre foi fã dela, aí acabei sofrendo forte influência ...
Adorei a postagem.
Bjão
obs: lindas fotos!!!!

Luiz Santiago disse...

Que maravilha! Conheço todas elas, meu pai adora a Odete Lara. Recentemente vi "Feliz Natal", ótimo filme do Selton Mello que tem a Darle Glória...

Abraços, amigo

www.cineuli.blogspot.com

Marcelo C,M disse...

Minha mãe gostava muito de LEILA DINIZ e acabou ficando muito triste quando ela partiu cedo.

linezinha disse...

De todas elas a mais conhecida para mim é a Leila Diniz minha mãe era fã dela,a Odete Lara e Darlene Glória já ouvi falar muito das duas,tb nesses últimos anos a Lillian Lemmertz está sendo muito relembrada. Excelente post Antônio!

Lorena F. Pimentel disse...

Ouvi falar muito em Leila Diniz e Odete Lara, mas desconhecia Darlene Glória, Antonio. Excelente post.

GIL SANTANA disse...

Seu blog tá lindo, meus parabéns e viva a sensibilade, um bom final de semana pra vc

Antonio Nahud Júnior disse...

Linezinha, a Lillian Lemmertz é uma grande atriz e fez filmes importantes. Breve ela estará por aqui.

Antonio Nahud Júnior disse...

Lorena, veja TODA NUDEZ SERÁ CASTIGADA. É um show magnífico de Darlene Glória. Uma das maiores interpreções femininas do cinema brasileiro.
Tudo de bom,

IRENE SERRA disse...

Querido, querido amigo

Coloquei-me como sua seguidora e editei sua página para o dia 19. Que texto magnífico! Fez-me lembrar de minha irmã e eu na praia da esquina da Farme (nosso apt fica entre a Farme e a Vinícius) e meus irmãos puxando para sairmos de lá porque gostávamos de olhar a Leila. Conversar com ela, nem ousávamos, era muito pro nosso 'carrinho'. Certa vez fomos a um show no teatro do Bolso, na Pça Geal Osório e voltamos cantando pela rua. Podia-se andar de madrugada, sozinha, em Ipanema daqueles idos...
Foi tão bom ler você; nem imagina o quanto.

Beijos,
Irene

M. disse...

Nossa! Só tenho a dizer: que postagem bacana! Tudo muito maravilhoso! Antonio você é o dez.

AnnaStesia disse...

Leila, Darlene e Odete. Viva a atriz brasileira e o cinema nacional (de qualidade, claro!).

GIANCARLO TOZZI disse...

Leila é a minha preferida, Antonio. Tão natural e anti-star. Assisti dois filmes em que a presença dela é como um clarão de luz.
Assim como Leila, o seu blog é sedutor, vicia. Essa matéria está excelente – como tantas outras postadas aqui. Informações fundamentadas e linguagem envolvente.
Sou leitor fiel.

Ritinha Santana disse...

Visitar o seu blog é sempre uma viagem. Um beijo, querido! parabéns! Rita

Pena disse...

Sublime Amigo:
"...Fascinantes e contraditórias, assim LEILA DINIZ, DARLENE GLÓRIA e ODETE LARA marcaram a história do cinema brasileiro, embora não tenham suportado o peso da fama. Consumidas pelo êxito, repudiaram o cinema e as badalações, em busca de algum júbilo. Suas biografias foram contadas inúmeras vezes e nem sempre com justiça..."

Personalidades mágicas e controversas do cinma brasileiro a registar na Tela dos Sonhos.
Uma exaustiva pesquisa pelo mundo cinéfilo.
Parabéns, gigante amigo admirável.
Desconhecia, por completo.
Já registei.
Fá-lo com encanto e beleza, o retrato das três divinais musas de sonho.
Abraço amigo perante o que concebe de maravilhar.
Com respeito.
Sempre a admirá-lo.

pena

Bem-Haja, pela simpática visita.
É fantástico e notável.
Bem-Haja, amigo!
Adorei.

Jamil disse...

Odete tinha algo de Anitona Ekberg, não? Também de Sophia e de Silvana Pampanini. Deve ser o sangue. Um mulherão. Mas a minha musa brasuca é a Isabel Ribeiro. Merece palmas de pé por Os Condenados e São Bernardo.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Jamil, a Isabel era uma super atriz. Aguarde post sobre ela.
Obrigado pelos seus comentários constantes.
Abraços,

MALU BARROS disse...

VIVA!!! e o seu blog, cada vez melhor. PARABÉNS!

Lucélia Martini disse...

Parabéns pelo blog

The Arts - William 3a. disse...

Que chic!!!
Parabéns amigo, e serão muitas premiações pela frente!!!
E não tem como de deixar de ler e apreciar o blog, agora este faz parte da leitura de cabeceira... rs
Forte abraço e até breve!!!!

Ranieri Brandão disse...

Novamente, parabéns!

Manu disse...

Belíssimas imagens.
E texto bom de ler.
Bjs.

Leandra disse...

Bonito tributo, Antonio. O cinema brasileiro agradece.

Leandra Leal

Franklin Jorge disse...

Parabéns pelo blog.

Dario Matos disse...

Pra quem tem competencia o sucesso é secundário!!!abraços,parabéns!

As Tertúlias... disse...

Maravilhosa postagem - e como me lembro de todas... de leila até nos palcos (Tem banana na banda). Odette esteve maravilhosa em "Copacabana me engana" e em "A estrela sobe" (já nao é minha opiniao da protagonista) e em "A rainha Diaba". De Darlene só conheco "Toda Nudez" . Mas é um show de interpretacao tao incrível que vale dor uma década de filmes. Adorei estas lembrancas boas - cheias de talento!!!!

Dilberto L. Rosa disse...

Ai, Darlene Glória... Até hoje dá água na boca... Já de Odete nunca fui muito fã, apesar de reconhecer seu jeito sedutor! E Leila... Bom, era Leila, né? Uma pena sua cinebiografia, do Lacerda, ser tão ruim (apesar do esforço hercúleo de Louise Cardoso!)... Acho que é redundante, né? Dizer que o cinema do Lacerda é ruim... Abração!

P.S.: finalmente mudaste a trilha, né? Rs. Muito bom abrir aqui e ter Gerswin neste filme memorável do "gay" Minelli (brincadeira... é que, se não fosse teu 'post', eu nunca saberia... Ele não era casado com a linda Judy?!)!

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Ricardo (As Tertúlias), você assistiu Leila em TEM BANANA NA BANDA? Que incrível. Certa vez vi algumas fotos do show e fiquei impressionado com a beleza dela em cena. Que tal um post contanto essa experiência?
Abraços,

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Pois é, Dilberto, a cinebiografia de Lacerda é decepcionante. A Louise Cardoso faz de tudo para segurar a peteca, mas o filme é quase amador. Em relação a Minnelli, sua homossexualidade é bastante conhecida nos EUA. Já li referências sobre ela em vários livros e artigos. Seu casamento com Judy durou pouco tempo e era mais uma relação de amizade. Ele segurava todas as loucuras dela.

Marciano Medeiros disse...

sucesso amigo, tudo de bom

Daniele Moura disse...

É difícil escolher uma. Cada uma dessas atrizes tem seu universo particular que me encantou há alguns anos atrás. Gosto de todas. Acho que a mídia deveria explorar(de uma boa forma, claro) mais as nossas musas. Falar com mais frequência delas. O americano valoriza tanto o seu cinema, os seus astros, então o povo os conhece bastante. Nunca vi nenhum pôster de Odette Lara à venda em livrarias, por exemplo, mas material de Marilyn encontramos em toda parte. Já passou da hora de celebrarmos nossas estrelas, de colher mais de seus filmes e de apreciar esta época de ouro do nosso cinema.
Gosto muito de Eva Wilma, que também fez São Paulo S/A. Ela é minha atriz favorita.
parabéns pelo post!

Malu Barros disse...

Não me canso de elogiar o seu blog. Lindo, maravilhoso,cheio de informações e lindas fotos. Dá gosto clicar, ler, ver e se emocionar vendo a Leila Diniz, o Glauber Rocha e tantos outros. A música tbém tem tudo a ver. E a filmografia...!!! Vc merece um OSCAR. Abr

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Daniele, você tem toda razão. Realmente o Brasil é um país sem memória. Inclusive tive dificuldade para encontrar boas imagens ilustrativas deste artigo. De Darlene Glória, por exemplo, foi impossível achar fotografias de primeira qualidade no infinito universo da web. Se eu tivesse procurando fotos de qualquer estrela norte-americana bem mais antiga encontraria aos montes.
Abraços,

Ansyse Ladeia disse...

Chique!

Emanuel Lavor disse...

parabéns pelo trabalho, sempre confiro. beijao!

Anônimo disse...

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Antonio,
Meu comentário é pura vaidade. Tive um namoro relâmpago com Odete Lara. Eu tinha 17 ou 18 anos (1959?), mas ela ficou para sempre.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Jura, Luis? Que inveja boa. A Odete era uma deusa.

Luis Alfredo disse...

Antonio,
Parabéns pela seleção musical. Estupenda!

Mari disse...

Oi, retribuindo a visita no meu blog (http://todolivro.blogspot.com), passei pra conhecer o seu e já viajei em vários posts. Muito bom, muita informação e estilo. Também sou fã de filmes antigos, mas não conheço muito do cinema nacional antes dos anos 80. Da Leila assisti e gostei muito de Todas as Mulheres do Mundo, estava lindíssima, mas é visivelmente uma declaração de amor do seu ex-marido Domingos de Oliveira. É 99% biográfico...rs. Da Darlene e da Odete, não assisti nada ainda. Valeu a recomendação. Abçs.

A Arte de Inha Bastos disse...

Maravilha,Antonio,mais uma vez parabéns...Adoro tudo,as fotos,os textos...é sempre uma viagem ao cinema,da uma saudade...!Beijos

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Sou um dos primeiros a acompanhar este blog, a idéia me pareceu em seu início muito oportuna, mas jamais suspeitei que com tão pouco tempo Antônio Naud reunisse uma gama temática tão variada, um tecido de informações que nos impressiona pelo seu preciosismo e variedades de tudo sobre cinema
inclusive, assuntos pertencentes `a borda do cinema como os quadrinhos etc. A galeria de fotos, aspectos analíticos, e curiosidades de superfície que pertencem também `a natureza do cinema, enfim, toda essa textura de conhecimentos sobre o cinema que nos leva a perceber O Falcão Maltez como uma enciclopédia da sétima arte. Parabéns Antônio Naud Jr.

Paulo Caires disse...

Parabéns pelo Blog, Antonio ! cada vez mais interessante.
um abraço

Anônimo disse...

seu blog é informativo,as fotos bem escolhidas josé simões filho

Anônimo disse...

Obrigado , blog muito interessante.

Rubi disse...

Antonio! Como eu nunca havia visto este post? Todas eram lindas, mas acho que Odete teve uma pequena vantagem em relação a elas. Pode ser questão de gosto, mas acho que das três ela era a mais bonita.

Anônimo disse...

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